Sociedade População invade zona de expansão urbana na Beira

População invade zona de expansão urbana na Beira

População invade zona de expansão urbana na Beira
Grupos de pessoas invadiram a projectada área de expansão urbana na zona do Ndunda, arredores da cidade da Beira. Não se conhecem as reais causas que levaram aquelas pessoas, na sua maioria jovens, a embarcar por tal via, uma vez que a edilidade já lançou um plano de ordenamento para atribuição daqueles espaços aos cidadãos.

Os invasores, que ainda não começaram a erguer casas, estão a delimitar os espaços sem, no entanto, seguir planos urbanísticos, correndo assim o risco de se criar um bairro com construções desordenadas.

A nossa equipa de Reportagem foi expulsa da zona quando tentou ouvir das pessoas as razões da sua invasão. Os jovens, que se apresentavam com sinais de embriaguez, afirmavam que os jornalistas estão para agitar o Conselho Municipal para expulsá-los.

“Para vocês saberem, seus traidores, nós não sairemos daqui, porque também queremos ter o direito à habitação”, disse um dos jovens que, com o tom sarcástico, insistia dizendo “não queremos jornalistas aqui”.

Tais jovens, para além de delimitar os espaços com “espinhosas”, também se encontram a vender os espaços a preços que variam entre dois e três mil meticais. As medições são feitas pelos passos. Cinquenta passos sobre vinte custa três mil meticais.

Uma cidadã que não quis se identificar, disse à nossa Reportagem ter adquirido quatro parcelas e que pagou na totalidade. Questionamos se tinha conhecimento de que o município tem aquela zona como um futuro bairro de expansão, ela respondeu negativamente afirmando que foi àquela zona movida por informações que indicavam que havia terra à venda.

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“Se soubesse que a zona estava parcelada não pagaria, acredito que todas as pessoas que vão comprando também não sabem disso. Agora talvez eu correr para o município para legalizar os espaços que comprei com aqueles moços”, afirmou uma cidadã que, na ocasião, disse ter ouvido com o nosso repórter que a zona estava já parcelada pelas autoridades municipais.

Refira-se que, a referida zona, nunca foi habitada e é imprópria para a prática da agricultura. As pessoas foram ocupar quando souberam se tratar de futura área de expansão.

Num breve contacto com o nosso Jornal, o chefe da edilidade da Beira, Daviz Simango, afirmou estar preocupado com a situação. Disse ter-se criado uma comissão para se inteirar da questão no terreno e parar com a desordem que se instalou.

Daviz Simango acusou, por um lado, alguns membros da Assembleia Municipal de terem “dado azo a esta indisciplina, eles agitam as pessoas afirmando que devem ser pagas, mas, neste caso, os invasores foram infelizes porque naqueles espaços nunca houve habitação nem sequer campos agrícolas”.

Simango disse que a futura zona de expansão caberia para todos os cidadãos interessados a edificarem suas casas, uma vez que numa parte de Nduda até ao posto administrativo de Nhangau, existe uma vastíssima área de aproximadamente 30 quilómetros quadrados.

Falou do plano urbanístico que já foi desenhado, estando já a ser executado no Gabinete de Projectos, naquela autarquia.

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