A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu, Domingo último, em Quelimane, grandes quantidades de medicamentos e vários bens dos serviços de saúde de proveniência e destino incertos e deteve três pessoas em conexão com o caso.

O facto deu-se quando um agente da Policia da República de Moçambique, tentou seguir uma viatura com a chapa de inscrição MMA 44-79, que foi, por fim, encostar numa banca de um cidadão nacional que vende peças de motociclos.

Logo de seguida, as caixas que eram transportadas naquela viatura começaram a ser descarregadas sem pressa, à luz do sol. Afinal, não eram caixas contendo peças de motociclos, mas sim caixas contendo grandes quantidades de medicamentos e outro tipo de bens pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

De entre os produtos, destacam-se grandes quantidades de luvas, lapelas, material sensível do laboratório, sendo 599 testes de malária, 7.600 tubos de colecta de sangue para o laboratório, isto é, para diversos fins, 66 unidades de dental sódico injectável de 1g, 250 micro-covtes, 111.000 luvas, 430 embalagens de luvas usadas na cirurgia, também 2.000 luvas de PME, ampolas diversas usadas de forma injectável.

Três pessoas detidas

A Polícia da República de Moçambique (PRM) só grita vitória por ter encontrado esta gente com medicamentos. Até agora, foram detidas três pessoas em conexão com o caso, sendo o motorista da viatura, o dono da banca e um outro cidadão que não se sabe ao certo qual era o seu papel.

A PRM não avança mais nada, sabe-se dizer que o dono da mercadoria está ainda há monte, mesmo depois de buscas na sua residência, a esposa do foragido disse não saber do paradeiro do seu marido, porque, aquele Domingo, quando tal aconteceu ela encontrava-se na igreja e quando regressou não encontrou o esposo.

Os três detidos dizem que o dono saltou do carro em movimento e sumiu para parte incerta. Confessam eles, que não sabiam que carga levavam, se soubessem que eram medicamentos nem arriscariam.

Mas mesmo assim, já estão a ver o sol pelos quadradinhos até que se encontre o verdadeiro mandante.

Malawi, mercado rentável

Os conhecedores desta matéria dizem que o vizinho Malawi é um mercado muito rentável nesta matéria. Com a crise que abala aquele pais,  tudo o que vem de fora é bem vindo, dai que grandes quantidades de medicamentos do Ministério de Saúde moçambicano têm tido um caminho perfeito, desde Quelimane, onde há depósito provincial, seguindo a rota de Mocuba, Milange e de seguida entram no Malawi sem chatice de qualquer indivíduo que seja.

Os bem entendidos dizem que este é apenas uma gota no oceano, mas há muito medicamento do MISAU que sai do depósito ou mesmo dos hospitais para o mercado paralelo.