A polícia da República de Moçambique em Nampula desmantelou, na manhã desta Quinta-feira, uma clínica privada clandestina localizada no bairro de Muhala-Expansão, Unidade comunal do Renano, arredores do município de Nampula, pertencente a um cidadão de 50 anos de idade e natural do distrito de Mogovolas naquela província do norte.

O cidadão, que responde pelo nome de António Muge, é servente do Laboratório de Análises Clínicas (LAC) há dez anos e, segundo a polícia, foi possível a sua descoberta graças às denúncias populares e algumas pessoas que já haviam recebido tratamento naquela clínica sem sucesso na sua unidade da medicina moderna clandestina.

Dados policias indicam que no local foram encontrados diversos equipamentos hospitalares que o suposto dono da clínica usava para tratamento dos seus pacientes e medicamentos de diferentes espécies e qualidades em volumes enormes do Serviço Nacional de Saúde, o que preocupa como foram adquiridos por ele.

Na sua clínica foram encontrados vários frascos de penicilina e balões de SRO e seringas que acabavam de ser administrados.

A mãe e o cunhado do referido dono da clínica foram encontrados no local e os dois estão gravemente doentes, o que presume que estiveram a receber tratamento.

Desse lote de medicamentos, a nossa reportagm foi informada que o primeiro grupo de agentes da polícia que descobriu a clínica clandestina tenha uma quantidade de um e meio a dois fordos de fármacos e tantas outras quantidades de aparelhos de alta tecnologia para o tratamento e análise de doenças pouco tratadas nos Hospitais da cidade ou província de Nampula.

Segundo os mesmo dados fornecidos pela polícia e depostos pelo cidadão António Muge, ele adquiria os medicamentos com um grupo de estivadores que trabalham no depósito provincial de Saúde em Nampula que no momento de descarga vão desviando algumas caixas para posterior venda no mercado negro.

Aliás, soubemos que, além de comprar os fármacos com os estivadores, tem igualmente comprado nos diferentes mercados, o que se supõe que administrava os seus pacientes nalgumas vezes com medicamentos fora do prazo.

João Inácio Dina, porta-voz Do comando Provincial Da PRM em Nampula, afirmou que foram encontrados com o proprietário da clínica aparelhos de escuta, bombas de tensão arterial, seringas, ligaduras, material de gesso entre outros aparelhos e quantidades enormes de medicamentos do Serviço Nacional de Saúde e sem documentos que lhe permitem alocar daqueles serviços.

Disse Dina que a casa do proprietário da clínica clandestina transformou-se num consultório Médico e muitos que eram analizados no Laboratório das Análises Clínicas eram persuadidos a receber tratamentos na casa do António Muge.

Num outro ponto, o porta voz da PRM fez saber que todas as actividades por ele promovida eram realizadas de forma ilegal, dai que levou-lhe à detenção.

“Ele foi detido por praticar medicina ilegal e venda de medicamentos e criação de uma clínica clandestina” referiu João Inácio Dina.

Num outro ponto, o nosso entrevistado afirmou que já foi instaurado um processo crime contra ele e vai esperar o julgamento, detido nas celas da Segunda Esquadra na cidade de Nampula.