O ex-presidente do Académico de Leiria, Luís Pinto, vai ser julgado por cinco crimes de auxílio à imigração ilegal com intuito lucrativo e 11 crimes de falsificação de documentos em coautoria com o líder da associação cabo-verdiana “Black Panthers”.
No despacho de acusação, lê-se que o Académico de Leiria e a “Black Panthers”, presidida por Alcides Amarante e sediada na Praia, capital de Cabo Verde, têm uma parceria desde a década de 1990 para a deslocação a Portugal de comitivas para atividades desportivas e culturais.
O Ministério Público (MP) referiu que os arguidos “engendraram um esquema” que visava introduzir em Portugal, de forma ilícita, cidadãos cabo-verdianos, “a pretexto de participar num intercambio cultural”, recebendo daqueles, “como contrapartida, avultadas quantias pecuniárias, que repartiam entre ambos” de forma não apurada.
Segundo o MP, Luís Pinto emitia “cartas convite” à Associação Juvenil “Black Panthers” para iniciativas desportivas e culturais por parte de cidadãos cabo-verdianos, “bem como as declarações que atestavam o alojamento e o objetivo das estadias”.
Já em Cabo Verde, Alcides Amarante “providenciava pela obtenção de vistos de curta duração“, sendo que estes “eram concedidos na condição de os requerentes se apresentarem no Centro Comum de Vistos, Secção Consular da Embaixada de Portugal na Praia, após o regresso a Cabo Verde”.
O MP relatou que, “após a entrada dos cidadãos cabo-verdianos em território nacional, no aeroporto de Lisboa”, nem todos eram encaminhados para as instalações” do Académico, além de que também “não eram encaminhados para regressar ao seu país” decorrido o prazo do visto.
Para “ludibriar as autoridades” dos dois países, Alcides Amarante, “de acordo com o combinado” com Luís Pinto, “apresentava fotocópias dos passaportes dos referidos cidadãos” no Centro Comum de Vistos na Embaixada de Portugal na Praia, “com o visto de saída aposto, que os arguidos forjavam” de forma não apurada.
O MP apontou duas situações – semanas culturais de Cabo Verde em Leiria, em 2013 e 2014 – descrevendo a forma como cidadãos cabo-verdianos conseguiram entrar em Portugal, assim como o dinheiro que pagaram. Numa situação, um cidadão pagou em escudos cabo-verdianos o equivalente a 4.800 euros ao câmbio actual.
Noutra, um cidadão, ao qual já tinha sido negado um visto para trabalhar em Portugal, recebeu uma ‘t-shirt’ e foi instruído, ainda em Cabo Verde, por alguém conhecido como Feliz, para referir às autoridades portuguesas que “fazia parte de um grupo de cantares”.
Este homem, juntamente com outros compatriotas que vestiam ‘t-shirt’ igual, dois dias depois de chegar a Lisboa, foi para a Holanda, “nunca tendo estado em Leiria”, sustentou o MP.
Na sequência da deslocação da comitiva em 2014, o encarregado da Secção Consular pediu a Alcides Amarante que “os beneficiários dos vistos de curta duração se apresentassem no Centro Comum de Vistos” para provarem o seu regresso a Cabo Verde.
Após várias insistências, apenas compareceu este arguido “acompanhado das fotocópias dos passaportes dos requerentes de vistos, com carimbos de saída de Portugal” que o MP diz serem falsos.
De acordo com o MP, os arguidos, “por si ou por interposta pessoa, adulteraram os vistos apostos nas fotocópias dos referidos passaportes”, fazendo crer que os cidadãos tinham regressado ao seu país.
“Os arguidos sabiam que, ao atuarem da forma descrita, ajudavam a entrada em Portugal de cidadãos estrangeiros e a sua permanência em território nacional, em situação irregular, sem qualquer autorização de residência que lhes permitisse permanecer neste território”, acrescentou o despacho.
De acordo com o MP, Luís Pinto, após deixar a presidência do Académico, em 2012, integrava uma comissão de apoio à direção da associação, sendo que as questões da comissão eram tratadas no seu local de trabalho, no Instituto Português do Desporto e Juventude de Leiria.
O julgamento, por um coletivo de juízes do Tribunal Judicial de Leiria, está previsto iniciar no dia 26, na Marinha Grande.
O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, prestou juramento para um segundo mandato, numa cerimónia perto da capital, Banjul, perante vários chefes de Estado africanos.
As primeiras eleições de Barrow, em Dezembro de 2016, puseram fim a mais de 20 anos de ditadura sob Yahya Jammeh no pequeno país da África Ocidental.
Um antigo promotor imobiliário, Barrow foi reeleito em Dezembro de 2021, tendo ganhado com 53% dos votos.
A cerimónia de posse para o seu segundo mandato de cinco anos decorreu no Estádio de Bakau, perto da capital.
“Este é um momento de vitória para o povo deste país abençoado”, disse Barrow, citado pela agência France-Presse, numa cerimónia pontuada por 21 tiros de canhão.
As eleições de Dezembro foram realizadas pacificamente e foram a primeira transição aberta desde a ditadura de Yahya Jammeh na antiga colónia britânica.
Yahya Jammeh, que chegou ao poder em 1994 num golpe de Estado sem sangue, governou o país, um dos mais pobres do mundo, com um punho de ferro até ser forçado ao exílio em Janeiro de 2017 na sequência da sua derrota inesperada nas eleições presidenciais de Dezembro de 2016.
O Partido Democrata Unido, do principal candidato da oposição, Ousainou Darboe, apelou contra a reeleição de Adama Barrow para o Supremo Tribunal, alegando irregularidades e corrupção na campanha.
Robinho, antigo jogador de Real Madrid e Manchester City, foi condenado pelo Supremo Tribunal Italiano, última instância da Justiça do país, a nove anos de prisão, pelo caso de violação sexual coletiva da qual fez parte a 22 de Janeiro de 2013, numa discoteca em Milão. Como o jogador não se encontra no país, o caso foi entregue à Justiça brasileira.
Segundo explica a ‘Globoesporte’, “Robinho e Falco [outros dos envolvidos no caso] apenas correm o risco de serem presos se realizarem viagens ao exterior – não necessariamente a Itália. Para isso, o Estado italiano precisa de emitir um pedido internacional de prisão que poderia ser cumprido em qualquer país da União Europeia”.
Recorde-se que Robinho já tinha sido apanhado em escutas, na altura divulgadas pelo portal UOL, onde aconselhava Falco a “não voltar a Itália” para não “ir de cana”.
Jacopo Gnocchi, o advogado da vítima, fez um pedido à Justiça brasileira, uma vez que o jogador não se encontra, neste momento, no local onde ocorreu o crime. “Agora é preciso ver como será o cumprimento da pena. O Brasil é um grande país e espero que saiba lidar com a situação. Para nós, a pena deve ser cumprida. Se fosse em Itália, ele iria para a prisão”, afirmou.
Uma cantora checa de música folk morreu este domingo, aos 57 anos, após ter contraído Covid-19 propositadamente. Hanka Horká, vocalista da banda Asonance, pretendia obter o passaporte sanitário da Covid-19 sem a vacinação.
Em declarações à rádio pública checa, o filho Jan Rek revelou que a mãe ficou infetada depois de se ter exposto ao vírus de forma voluntária, visto que o marido e o filho – vacinados – ficaram infetados ainda antes do Natal. “Preferiu contrair a doença do que vacinar-se”, admitiu Jan.
Dias antes de morrer, Horka vangloriou-se de ter sobrevivido à doença e poder frequentar espaços onde era necessário apresentar o comprovativo de vacinação.
Na República Checa o certificado de vacinação ou de recuperação é obrigatório para aceder a eventos culturais e desportivos, assim como para viajar e entrar em bares e restaurantes.
Jan Rek acredita que foi um movimento anti-vacinas que fez com que a mãe não se quisesse vacinar. “Sei exatamente quem a influenciou. Deixa-me triste que acreditasse mais em estanhos do que na própria família”, lamentou.
Pelo menos 32 operadores de transporte de passageiros e de mercadorias não licenciados foram impedidos de continuar a exercer a actividade ontem, na Matola-Gare, província de Maputo.
A medida surgiu durante uma fiscalização realizada pela Direcção Provincial de Transportes e Comunicações em coordenação com o Comando da Polícia de Trânsito, com vista a promover a educação cívico-vial aos condutores.
O director provincial de Transportes e Comunicações, Paulo Cossa, indicou que o trabalho foi realizado após denúncias de munícipes sobre a má actuação de alguns transportadores.
“Constatamos que há muita ilegalidade na praça. Muitos dos transportadores ilegais praticam encurtamentos de rota, fazem dupla cobrança e não se preocupam com a manutenção das viaturas, o que aumenta o risco de acidentes de viação”, referiu Cossa, acrescentando que a presença das autoridades visa reverter o cenário.
Referiu que durante o trabalho foram apreendidos documentos dos transportadores não licenciados e sensibilizados a apresentarem-se à Direcção de Transportes e Comunicações para regularizarem a actividade.
“A medida surtiu efeitos, pois todos os transportadores encontrados em situação irregular voltaram para se licenciar”, disse.
A Direcção Provincial de Transportes e Comunicações vai continuar a fiscalizar a legalidade dos transportadores, com maior incidência para a área Metropolitana.
As empresas do ex-Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inflacionaram ou distorceram o valor das suas propriedades perante investidores e seguradoras, segundo um relatório da procuradora de Nova Iorque, Letitia James.
O relatório de 160 páginas divulgado e tornado público pelos ‘media’ norte-americanos, afirma ter encontrado um número significativo de alegadas discrepâncias entre a situação real das propriedades do ex-Presidente e o que foi declarado a entidades financeiras, seguradoras e perante o Departamento de Receita Federal (IRS, responsável pela arrecadação de impostos), para obter vantagens de milhões de dólares.
Com este relatório, Letitia James procura sustentar o seu pedido para que tanto Donald Trump como os seus filhos tenham de testemunhar em processos que decorrem em tribunais de Nova Iorque, e nos quais são alvo de uma intensa investigação devido à possibilidade de a Trump Organization, que reúne as empresas do ex-Presidente, ter cometido fraudes, entre 2004 e 2020.
Donald Trump, por sua vez, tem tentado impedir que o Ministério Público o investigue a si ou aos seus filhos sobre a contabilidade das suas empresas, tendo acusado James de estar a promover uma “caça às bruxas” por motivações partidárias, já que a procuradora-geral democrata está a concorrer à sua reeleição ainda este ano.
De acordo com o relatório de Letitia James, as distorções e falsificações do ex-Presidente republicano inflacionando o valor das suas propriedades seriam parte de um esquema para sugerir que o seu património líquido era mais elevado.
Apesar de todos os relatórios e documentos incriminatórios apresentados, a procuradora-geral de Nova Iorque insiste na necessidade de fazer testemunhar tanto o ex-Presidente como os seus filhos Ivanka e Donald Junior, para esclarecer quem é o responsável por estes erros e omissões e se eles foram cometidos inadvertidamente.
“Até janeiro de 2017, a sra. (Ivanka) Trump era o principal contacto do maior credor da Trump Organization, o Deutsche Bank. Relacionado com essa posição, a sra. Trump era responsável por enviar ao Deutsche Bank e ao Estado federal documentos financeiros erróneos”, de acordo com o relatório.
O texto também especifica que “desde 2017, Donald Trump Junior tinha autoridade sobre inúmeros documentos contendo estimativas falsas de ativos”, em particular uma suíte localizada na Trump Tower, declarada por um valor três vezes superior à sua real dimensão.
“Os Trump devem respeitar as nossas intimações legais para documentos e testemunhos, porque ninguém neste país pode escolher se e como a lei se lhes aplica”, disse Letitia James, num comunicado.
O Presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou a sua intenção de nomear a proeminente angariadora de fundos Jane Hartley como embaixadora no Reino Unido e na Irlanda do Norte e Elizabeth Bagley no Brasil.
Elizabeth Bagley – que foi embaixadora dos EUA em Portugal, no mandato do ex-Presidente Bill Clinton – vai ser a futura embaixadora no Brasil e a Casa Branca anunciou ainda a nomeação do diplomata de carreira Alexander Laskaris para o Chade e de Alan Leventhal para a Dinamarca.
Em Julho, os `media` norte-americanos já tinham noticiado que Jane artley seria a escolha de Biden para o importante posto no Reino Unido, depois de ter servido como embaixadora em França e no Mónaco durante o mandato do ex-Presidente Barack Obama.
Hartley foi uma importante angariadora de fundos para a corrida presidencial de Biden em 2020 e tem sido uma forte apoiante dos candidatos democratas ao longo dos anos.
Hartley pertence ainda ao conselho de curadores do Carnegie Endowment for International Peace e é membro do conselho de supervisores do Memorial Sloan Kettering Cancer Centre, presidindo ainda ao conselho de administração da Sesame Workshop, uma organização sem fins lucrativos.
O futuro embaixador norte-americano na Dinamarca, Alan Leventhal, é o presidente e CEO da Beacon Capital, uma importante empresa no mercado de arrendamento de escritórios nos EUA, e esteve no grupo dos principais angariadores de fundos para a campanha presidencial de Biden.
Por tradição, os presidentes recompensam os doadores e os principais apoiantes com cargos de embaixadores.
Cerca de 44% das nomeações de embaixadores de Donald Trump foram por indicação política, em comparação com 31% de Barack Obama e 32% de George W. Bush, segundo a American Foreign Service Association.
Biden espera manter as nomeações políticas para embaixadores abaixo da fasquia de 30%, de acordo com um funcionário do Governo norte-americano.
A futura embaixadora no Brasil, Elizabeth Bagley, uma advogada, ocupou cargos diplomáticos nos governos de Clinton e de Obama, tendo sido conselheira sénior dos secretários de Estado John Kerry, Hillary Clinton e Madeline Albright.
Laskaris é atualmente um conselheiro sénior no Gabinete de Assuntos Africanos, no Departamento de Estado, depois de ter ocupado os cargos de embaixador na República da Guiné e de vice-chefe de missão na Embaixada dos EUA no Burundi.
O regime talibã afegão acusou a comunidade internacional de conduzir o Afeganistão a uma das piores crises económicas e humanitárias da sua história e apelou aos países muçulmanos para reconhecerem o poder em Cabul.
Naquela que foi a primeira conferência de imprensa de cariz económico desde que os talibãs chegaram ao poder, em agosto de 2021, o primeiro-ministro interino afegão, Mohammad Hassan Akhund, acusou a comunidade internacional por não ter prestado uma “assistência fundamental” ao país asiático durante as duas últimas décadas de conflito.
“Nos últimos 20 anos, a comunidade internacional não deu assistência fundamental para [a criação de] uma economia sustentável no Afeganistão”, argumentou Akhund, que acusou ainda a comunidade internacional de “precipitar a crise económica e humanitária no Afeganistão ao suspender os fundos para a reconstrução do país após a captura de Cabul, a 15 de agosto de 2021.
Nesse sentido, Akhund pediu aos países islâmicos que reconheçam o Governo talibã, pois considera que o país cumpriu “todas as condições necessárias” de segurança.
“Peço aos países muçulmanos que sejam pioneiros e nos reconheçam oficialmente. Espero possamos desenvolver-nos rapidamente”, afirmou.
Diante do temor de que uma possível retoma da ajuda internacional, que financiou quase 80% do orçamento afegão, acabaria por beneficiar o regime, o primeiro-ministro interino insistiu em distinguir o Governo de Cabul do povo afegão.
“Nós [o Governo], não queremos a ajuda de ninguém. Não queremos isso para os responsáveis [do regime]. Precisamos disso para o nosso povo”, argumentou, salientando que os talibãs “cumpriram” as condições para o reconhecimento, trazendo de volta a paz e segurança.
Pouco mais de cinco meses depois de os talibãs tomarem o poder em Cabul, nenhum país reconheceu ainda o Governo talibã.
A comunidade internacional aguarda para ver como os fundamentalistas islâmicos pretendem governar o Afeganistão, depois de terem amplamente desrespeitado os direitos humanos na sua anterior passagem pelo poder (1996/2001).
Embora os talibãs afirmem que estão a modernizar-se, as mulheres continuam em grande parte excluídas do emprego público e as escolas secundárias para raparigas continuam quase todas fechadas.
Na conferência de imprensa, o vice-primeiro-ministro do Afeganistão, Abdul Salam Hanafi, acrescentou que a assistência da comunidade internacional nas últimas duas décadas “tem sido política” e que, com a mudança de Governo, “a actividade quase cessou” no país.
“O nível de dependência do Afeganistão nos últimos 20 anos foi insuportável, já que 75% dos gastos públicos do Governo anterior foram financiados por fontes externas, [fundos] obtidos com condições muitas vezes políticas”, afirmou Hanafi, ao retomar o tema lançado por Akhund.
Hanafi, no entanto, esclareceu que o Governo talibã, composto quase inteiramente por membros do grupo étnico pashtun, “não sacrificará a independência económica do país para cumprir as condições dos doadores”.
Por seu lado, a enviada das Nações Unidas para o Afeganistão, Deborah Lyons, igualmente presente na conferência de imprensa, defendeu que a comunidade internacional precisa, primeiro, ver mulheres e raparigas a participarem e a integrarem a sociedade afegã para que se possa reconhecer o regime talibã.
Lyons enfatizou que a ONU está a negociar com os países doadores do Afeganistão a retoma dos fundos de ajuda e a suspensão das sanções, para que os problemas económicos enfrentados pelo país possam ser reduzidos em breve.
Mesmo assim, o regime talibã acredita que a ajuda humanitária “é uma solução económica de curto prazo”, uma vez que as “necessidades reais” do Afeganistão passam pelo investimento para “implementar projetos de infraestruturas” para apoiar a criação de uma economia sustentável, disse, por sua vez, o chefe da diplomacia do regime talibã, Amir Khan Mutaqi.
A situação humanitária no Afeganistão sofreu uma reviravolta dramática desde agosto, quando os talibãs encontraram os cofres quase vazios, após o que a ajuda internacional cessou e os Estados Unidos congelaram 9.500 milhões de dólares (cerca de 8.370 milhões de euros) em ativos do Banco Central Afegão.
Muitos funcionários públicos não recebem salário há meses, o desemprego disparou e, segundo uma estimativa divulgada hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de meio milhão de afegãos perderam o emprego no terceiro trimestre de 2021, com as mulheres a serem particularmente afetadas, pois a taxa de emprego caiu 16% neste período.
A fome agora ameaça 23 milhões de afegãos, ou 55% da população, segundo a ONU, que precisa de 4.400 milhões de dólares (cerca de 3.880 milhões de euros) dos países doadores só este ano para enfrentar a crise humanitária no país.
O pedido de ajuda das Nações Unidas até agora foi pouco seguido, com diplomatas de todo o mundo ainda à procura de formas para canalizar ajuda para a economia afegã, mas sem apoiar o Governo, que inclui muitos membros sob sanções internacionais.
O respeito pelos direitos das mulheres e um executivo que reflita a diversidade do Afeganistão estão entre as condições exigidas pelos doadores para a retoma da ajuda internacional.
A partir de 1 de Fevereiro, as quatro portagens montadas na Estrada Circular de Maputo vão começar a cobrar valores que variam de 40 a 580 meticais.
Deviam ter entrada em funcionamento no ano passado, mas só agora é que foram concluídas. A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) vai mesmo começar a cobrar pela circulação na Estrada Circular de Maputo.
Para as viaturas de classe 1, o preço é de 40 meticais, classe 2, 140 meticais, classe 3, 380 meticais e as de classe 4 vão pagar 580 meticais. Há, entretanto, um sistema de descontos para utilizadores frequentes.
Para ter os descontos, o automobilista terá de ser utilizador frequente e, quanto maior for o número de viagens, menos vai pagar em cada vez. De 11 a 20 viagens, o automobilista terá desconto de 40 para 37 meticais; de 21 a 30 viagens, o desconto é de 40 para 35; e de 31 a 40 viagens, o valor será reduzido de 40 para 32 meticais.
Para quem fizer de 41 a 50 viagens, o valor poderá ser reduzido até 27 meticais, fazendo 51 a 60 viagens, pagam-se 22 meticais, sendo que o desconto máximo irá para quem conseguir viajar 60 vezes num mês, ou seja, passar duas vezes por dia. Esse poderá pagar 16 meticais. Isto para a classe 1.
Os semi-colectivos vão pagar dez meticais, quando o preço normal devia ser de 40 meticais. Já os autocarros de passageiros vão pagar 35 meticais, ao invés de 140 meticais da sua classe.
São quatro pontos de cobrança, nomeadamente, Costa do Sol, Zintava, Cumbeza e Matola-Gare. Contudo, a REVIMO diz que quem tiver, no mesmo percurso, dois pontos de portagem, é obrigado apenas a pagar no primeiro ponto e, no segundo, só tem de apresentar o recibo, caso contrário, paga outra vez.
O embaixador dos Emirados Árabes Unidos em Washington indicou que os rebeldes iemenitas Huthis usaram mísseis e ‘drones’ num ataque a Abu Dhabi que fez três mortos e incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional.
As declarações do embaixador Yousef Al-Otaiba representaram um reconhecimento oficial de que mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos – e não apenas ‘drones’ (aparelhos voadores não-tripulados) – foram utilizados no ataque de segunda-feira em Abu Dhabi, reivindicado pelos Huthis, apoiados pelo Irão.
“Diversos ataques – uma combinação de mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e ‘drones’ – atingiram alvos civis” nos Emirados Árabes Unidos (EAU), afirmou Al-Otaiba.
“Vários foram intercetados, alguns deles não foram, e três civis inocentes infelizmente perderam a vida”, acrescentou, intervindo num evento virtual organizado pelo Instituto Judaico para a Segurança Nacional da América.
O diplomata não forneceu mais pormenores nem respondeu a mais perguntas sobre quantos mísseis atingiram os EAU e quantos foram intercetados.
O ataque de segunda-feira atingiu um depósito de combustível da Companhia Petrolífera Nacional de Abu Dhabi fora do centro da capital e uma zona do aeroporto internacional de Abu Dhabi ainda em construção.
No bombardeamento, foram mortos dois cidadãos indianos e um paquistanês e outras seis pessoas ficaram feridas nas instalações da companhia petrolífera, quando um incêndio fez explodir camiões-cisterna de transporte de combustível.
A polícia de Abu Dhabi disse que investigações preliminares sugerem a possibilidade de terem sido ‘drones’ a desencadear os incêndios.
Os EAU fazem parte da coligação liderada pela Arábia Saudita que se envolveu na guerra civil no Iémen em 2015. Apesar de os EAU terem praticamente retirado as suas forças do conflito, ainda têm uma forte participação na guerra, apoiando milícias locais no terreno no Iémen.
Os rebeldes Huthis têm usado ‘drones’ armados com bombas e mísseis para atacar a Arábia Saudita, os EAU e alvos petrolíferos importantes no Golfo Pérsico ao longo da guerra, que está agora no seu oitavo ano e é causa da maior catástrofe humanitária do mundo, segundo a ONU.
Utentes e doentes do Hospital Rural de Songo, em Tete, são proibidos de ter acesso aos cuidados médicos de saúde quando se fazem a este centro hospitalar sem um comprovativo do teste da Covid-19.
A informação chegou ao Observatório Cidadão para Saúde (OCS), através de uma denúncia efectuada por um utente na quarta-feira da semana em curso. O denunciante afirma que se descreve, no local, um cenário de desordem.
“Eu vim cá para levantar uns documentos de análise. Contudo, surpreendo-me, à entrada, com a reacção do guarda, afirmando que eu não podia entrar sem que tivesse apresentado um comprovativo de teste contra a Covid-19”, conta um utente, que preferiu anonimato, citado pelo OCS, por temer represálias.
Fora da unidade sanitária, estavam mais utentes indignados com a situação, descreve o denunciante.
Os pais de uma menina diabética de oito anos estão a ser acusados do homicídio da filha depois de alegadamente lhe terem retirado a medicação de insulina com o objetivo de que a doença fosse curada por Deus.
O corpo de Elisabeth Rose Struhs foi encontrado no dia 11 de Janeiro na casa de família – que também funcionava como uma igreja – em Queensland, na Austrália.
A polícia acredita que a criança tenha parado de receber o tratamento para os diabetes desde o dia 2 de Janeiro, avança o The Sun.
Os pais Jason Struhs, de 50 anos, e Kerrie, de 46 anos, foram acusados de homicídio e tortura.
O casal dirigia uma igreja em casa na cidade de Toowoomba e acredita que Deus tem o poder de curar as doenças, invés dos remédios e das vacinas.
O casal acreditava que a filha estava infectada com “vermes” e que Deus tinha prometido uma “cura”.
A irmã mais velha de Elizabeth, Jayde, está agora a tentar ficar com a guarda dos outros cinco irmãos menores de 18 anos. “Nenhuma outra família deveria ter de ouvir ou experienciar aquilo que tivemos de suportar na semana passada”, escreveu ela no site GoFundMe.
Barril do petróleo crude no mercado internacional registou a maior subida dos últimos sete anos e está a pressionar as empresas petrolíferas. AMEPETROL alerta que transportadores dos países da região estão a usar combustível moçambicano por ser mais acessível.
Novembro de 2021 foi a última vez em que o preço do combustível foi actualizado em Moçambique, subindo a gasolina de 62,50 para 69,94 Meticais por litro e o gasóleo de 57,45 para 61,71 Meticais por litro. Nessa altura, o barril do petróleo crude custava 84 dólares no mercado internacional.
Entretanto, até hoje, cerca de dois meses depois, o preço do barril já custava 88.44 dólares, uma subida histórica, segundo a associação que congrega os operadores petrolíferos do país. “Os níveis de custo actual do barril são os mesmos que ocorreram há sete anos, sensivelmente, em Outubro de 2014”, avançou Ricardo Cumbe, secretário-geral da Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL).
A estrutura do preço do combustível no país é influenciada por três factores, entre os quais o custo de importação na fonte. O secretário-geral da AMEPETROL adianta que o preço já se faz sentir nos países da região.
“Fazemos a vizinhança com a África do Sul que, hoje, olhando para a estrutura actual, a gasolina convertida ao câmbio de 4.16 (rands) dá 81 Meticais, comparado com os nossos actuais 69 Meticais”, exemplificou, acrescentando que “acontece também uma diferença em relação ao nosso diesel, que custa 61.70 Meticais, comparado com o preço de 79 Meticais na África do Sul. A diferença são 18 Meticais para o diesel e 12.5 para a gasolina”.
Na verdade, segundo a AMEPETROL, há um problema que surge pelo facto de os preços nacionais de combustíveis não estarem alinhados com os preços praticados pelos países da região da SADC. “O que acontece é que os consumidores daqueles países, sobretudo a área de transportes que carregam grandes mercadorias aqui, fazem uma pressão ao país e nós estamos a financiar com aquilo que são os nossos recursos”.
No entanto, esta subida do preço só poderá fazer-se no mercado nacional, daqui a pelo menos dois meses. A associação, que congrega 30 operadores, incluindo a Imopetro, Importadora Moçambicana de Petróleo, explica que está em articulação com as autoridades para mitigar os efeitos de uma eventual subida do preço do combustível.
Os Amantes do futebol Francês em Moçambique, bem como, os clientes da ZAP, serão brindados com a entrada do canal Ligue 1, totalmente dedicado à transmissão da Liga Francesa. A ZAP assegurou os direitos para os próximos anos, de modo a permitir aos seus subscritores, o melhor do futebol francês.
O canal ZAP Ligue 1 irá transmitir os jogos em directo, com comentários e narração em português, de uma das mais promissoras ligas de futebol do mundo. Com este canal, os clientes ZAP poderão assistir regularmente aos jogos do PSG, NICE, LYON, MARSELHA, MÓNACO, LILLE entre outros clubes da Liga, bem como, acompanhar o desempenho em campo das estrelas mundiais como Lionel Messi, Kylian Mbappé, Neymar Júnior, Sérgio Ramos, Di María e tantos outros grandes talentos do futebol francês.
A transmissão dos jogos será em alta definição (HD), na posição 27 e estará disponível para clientes com os pacotes MINI+, MAX e PREMIUM, de 21 de janeiro à 28 de Fevereiro, o canal estará disponível em regime de Sinal aberto para os clientes do pacote MINI, permitindo que todos os subscritores possam desfrutar das emoções do campeonato. Com este canal, a ZAP reforça a sua oferta na temática do desporto (futebol).
Com esta novidade, a ZAP vem satisfazer o desejo de milhares de telespectadores, que solicitavam os jogos do campeonato francês, até então sem transmissão regular em Moçambique e Angola.
O Centro Médico e de Treinamento em Segurança e Saúde (CMTSS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Estagiários de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Especialista em PCR. Saiba mais.
A Sociedade Económica de Produtores e Processadores Agrários (SEPPA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Agro-pecuária. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficiais Distritais de Apoio Psicossocial. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Procurement e Logística. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Operações/ Logístico. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente um (1) Assistente Financeiro. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal sete (7) Digitadores de Dados da Farmácia (iDART). Saiba mais.
A All Around Medical Solutions, Lda empresa de emergências medicas pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Motoristas de Ambulância. Saiba mais.
A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau desmantelou uma rede no aeroporto de Bissau que fazia chegar droga a Portugal.
Segundo a mesma fonte, foram detidas três pessoas, uma das quais da Aviação Civil e as outras duas de uma agência de expedição de carga.
A PJ explicou que a rede começou a ser investigada em dezembro, depois de a sua congénere portuguesa ter apreendido no aeroporto de Lisboa uma mala com cerca de quatro quilogramas de cocaína.
A rede desmantelada tinha acesso à área restrita do aeroporto por onde fazia chegar o material a Lisboa, disse a mesma fonte.
Os três detidos encontram-se em prisão preventiva.
Os participantes nas cerimónias de casamento nos registos civis na região de Rostov, no sul da Rússia, estão proibidos de se rirem ou usarem sapatos sujos, noticiaram na terça-feira vários órgãos de comunicação social locais.
Um documento oficial, aprovado pelos deputados locais e citado pelo portal de notícias Donnews, refere que um casamento não pode durar mais de 40 minutos e deve seguir certas regras, como evitar o riso durante a cerimónia.
Além desta norma, é ainda proibido estar ao telemóvel ou manifestar celebrações exuberantes. Durante uma cerimónia no registo civil é ainda proibido circular pela sala, bem como entrar ou sair das instalações.
Também é estritamente proibido comer, beber álcool ou fumar durante o casamento. Qualquer dano material causado ao registo civil durante o matrimónio terá consequências, pode ler-se entre as regras, divulgadas pela comunicação social russa.
Autoridades da província do Niassa apresentaram um balanço completo da situação no distrito de Mecula, quase sete semanas após o início dos ataques insurgentes. Deslocados estão em segurança, mas vivem em más condições.
Com a insurgência a alastrar-se da província de Cabo Delgado para a província do Niassa, surge também o drama dos deslocados internos. Por causa do ataque de 8 de dezembro, por exemplo, Arlindo Saíde deixou a aldeia de Lichengue.
O Juíz Efigénio Baptista, da Sexta Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, que julga o caso das dívidas ocultas, na B.O, emitiu na terça-feira um mandado de busca e captura contra o advogado Alexandre Chivale.
A busca e captura do cidadão Alexandre Chivale, acontece pelo facto de este não ter se feito presente hoje na tenda, após tentativas feitas de notificá-lo que fracassaram devido à falta de clareza, por parte do declarante, na definição do seu verdadeiro paradeiro.
A Alemanha registou mais de 100 mil casos diários pela primeira vez desde o início da pandemia. Esta quarta-feira foram notificados 112.323 novas infeções de Covid-19 e 239 mortes nas últimas 24 horas, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Robert Koch.
Ontem foram registados 74.405 contágios por Covid-19 e 193 vítimas mortais.
A incidência de sete dias também marcou um recorde de 584,4. Foi o sexto dia consecutivo com um novo máximo. Na terça-feira o valor era 553,2, há uma semana era 407,5. Quanto à incidência hospitalar, é atualmente de 3,17.
Desde o início da pandemia, a Alemanha já contabilizou 8.186.850 infetados e 116.081 óbitos. O número estimado de recuperados é 7.098.400.
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