Um grupo de mais de 200 antigos altos funcionários da ONU escreveu ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, avisando-o de que, a menos que ele tome a iniciativa de tentar mediar uma paz na Ucrânia, a ONU arrisca-se não só à irrelevância, mas também a sua existência.
De acordo com o Notícias ao minuto, os antigos funcionários, incluindo muitos antigos subsecretários da ONU, exortaram-no a estar preparado para assumir riscos para garantir a paz, dizendo que a ONU enfrenta uma ameaça existencial devido à invasão da Ucrânia por um dos cinco membros permanentes do conselho de segurança.
“O que nós e o público em geral queremos ver, no entanto, é uma presença política da ONU e um envolvimento público, para além da notável resposta humanitária da ONU à crise da Ucrânia”, disseram os autores.
“Queremos ver uma estratégia clara para restabelecer a paz, começando com um cessar-fogo provisório, e a utilização da capacidade da ONU para bons ofícios, mediação e resolução de conflitos. Isto poderia incluir visitas às zonas afetadas pelo conflito, discussões com as partes em conflito, até mesmo a deslocação temporária do seu próprio gabinete para a Europa, mais próximo das negociações necessárias e, assim, indicando a determinação da ONU em abordar frontalmente esta grande crise”, cita o The Guardian.
Os autores da carta incluem Jeffrey Feltman, subsecretário geral da ONU para os assuntos políticos entre 2012-2018; Andrew Gilmour, ex-secretário geral adjunto da ONU para os direitos humanos entre 2016 e 2019; Franz Baumann, ex-secretário geral adjunto da ONU para a assembleia geral até 2015; Ajay Chhibber, subsecretário geral adjunto do PNUD; e José Antonio Ocampo, ex-secretário geral adjunto das Nações Unidas para os assuntos económicos e sociais.
“Decidimos levantar a nossa voz por preocupação com o desafio existencial que as Nações Unidas enfrentam neste momento histórico”, escrevem. “A invasão russa da Ucrânia mina gravemente a ordem mundial pós guerra mundial. É o auge de uma série de ameaças à paz e segurança da humanidade, prosperidade partilhada e respeito pelos direitos humanos que as Nações Unidas encarnam”.
Os autores da carta admitem não saber se Guterres está envolvido em qualquer mediação nos bastidores. “Sabemos que vos preocupais profundamente em assegurar um impacto positivo das nossas Nações Unidas na humanidade e no planeta, o que também marcará o vosso legado ao leme do corpo mundial”, escrevem ainda.
Esta carta surge após a Rússia garantiu esta terça-feira que o secretário-geral da ONU, António Guterres, não tentou contactar o presidente russo, Vladimir Putin, desde o início da ofensiva russa na Ucrânia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo avançou através do seu porta-voz que o secretário-geral da ONU, António Guterres, não tentou contactar o presidente russo, Vladimir Putin, desde o início da ofensiva russa na Ucrânia.
“Ninguém entrou em contato, nem por meio da missão permanente da Rússia na ONU, nem diretamente com o Ministério dos Negócios Estrangeiros”, disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em declarações à agência Reuters.
A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.
A guerra causou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para os países vizinhos.
A China anunciou hoje ter assinado um acordo de segurança muito abrangente com as Ilhas Salomão, numa altura em que vários países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, acusam Pequim de ter ambições militares no Pacífico.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da China e das Ilhas Salomão assinaram recentemente um acordo para cooperação em [matéria de] segurança”, disse um porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, em declarações à imprensa.
No mês passado, foi conhecida uma versão preliminar do acordo, causando uma onda de choque porque incluía autorizações para a China estabelecer bases militares e navais naquele arquipélago do Pacífico.
No início de abril, o primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Manasseh Sogavare, garantiu que não permitiria a construção de uma base militar chinesa no país, mas a declaração do governante não foi suficiente para acalmar os temores da Austrália e dos seus aliados.
A Austrália é vizinha das Ilhas Salomão, localizando-se a cerca de 1.500 quilómetros do arquipélago.
Tanto Camberra como Washington mostram, há algum tempo, preocupação com a possibilidade de a China construir uma base naval no Pacífico Sul que lhe permita projetar poder marítimo muito além das suas fronteiras.
O Bayern Munique não fecha a porta a uma possível saída de Robert Lewandowski, já na próxima janela de transferências, tendo definido o preço de venda: 40 milhões de euros.
Quem avança com o valor que o Bayern de Munique pede pelo avançado polaco, de 33 anos, é a revista alemã Kicker, esta terça-feira, que noticia, ainda, que o Bayern não descarta a possibilidade de Lewandowski vir a renovar contrato, embora o clube não aceite aumentar o salário do jogador, política nas prorrogações de contrato com jogadores com mais de 30 anos.
O Barcelona tem sido apontado como o grande interessado em Lewandowski, que, esta época, já marcou 47 golos em 42 jogos pelo Bayern.
Quem avança com o valor que o Bayern de Munique pede pelo avançado polaco, de 33 anos, é a revista alemã Kicker, esta terça-feira, que noticia, ainda, que o Bayern não descarta a possibilidade de Lewandowski vir a renovar contrato, embora o clube não aceite aumentar o salário do jogador, política nas prorrogações de contrato com jogadores com mais de 30 anos.
O Barcelona tem sido apontado como o grande interessado em Lewandowski, que, esta época, já marcou 47 golos em 42 jogos pelo Bayern.
A Casa Branca reafirmou esta segunda-feira que um alto responsável dos EUA visitará a Ucrânia, mas não será o presidente Joe Biden, que não tem planos de viajar para aquele país num futuro próximo.
O esclarecimento da Casa Branca surge depois do chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter pedido que Joe Biden visite o país para ver a devastação causada pela invasão russa.
“Não há planos para o presidente Biden viajar para a Ucrânia”, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em conferência de imprensa.
Jen Psaki indicou, no entanto, que a viagem de um alto responsável dos EUA à Ucrânia está planeada e que as informações não serão reveladas com antecedência, por “questões de segurança”.
A porta-voz respondeu assim ao pedido feito por Zelensky no domingo, para que Joe Biden visitasse a Ucrânia, para ver, em primeira mão, a guerra desencadeada pela invasão russa, lançada por Moscovo em 24 de fevereiro.
“Claro que é decisão dele, e depende da segurança, mas acho que o líder dos Estados Unidos deveria vir aqui para observar”, afirmou Zelensky em entrevista à rede norte-americana CNN.
Após a retirada das tropas russas dos arredores de Kiev, Joe Biden revelou que estava a estudar a possibilidade de enviar um alto responsável do seu governo para a Ucrânia.
Alguns meios de comunicação especularam que poderia ser o secretário de Estado, Antony Blinken, ou o secretário de Defesa, Lloyd Austin.
Biden esteve no final de março na Polónia, país vizinho da Ucrânia que recebeu mais refugiados da guerra, mas na altura descartou a possibilidade de pisar território ucraniano.
Zelenskiy agradeceu a ajuda militar enviada pelos Estados Unidos, incluindo o pacote adicional de 800 milhões de dólares anunciado na semana passada, mas pediu mais apoio.
Na semana passada, Biden anunciou o envio de um pacote adicional de assistência militar à Ucrânia com armas mais letais, para enfrentar a Rússia na nova fase da invasão, mais focada em Donbas, no leste do país.
O presidente deu a entender há alguns dias que ainda gostaria de ir pessoalmente à Ucrânia, perguntando aos repórteres que cobrem a Casa Branca: “Vocês estão prontos para ir?” Quando perguntado por uma repórter se ele iria, Biden disse que sim.
No entanto, Psaki também disse, na semana passada, que não havia planos nesse sentido, tal como voltou a afirmar hoje quando questionado sobre o pedido de Zelensky.
Biden tem falado com Zelensky por telefone várias vezes desde o início da invasão russa – a última das quais na quarta-feira.
O Inspector Geral de Minas, no Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Obete Matine, avançou que grande parte do ouro explorado pelos mineradores de pequena escala, no país, é comercializado em circuitos ilegais, situação aliada a alegada desorganização do subsector.
Obete Matine, falava no âmbito da visita a região de mineração de pequena escala de Khocole, no distrito de Moatize, em Tete.
Estima-se que uma tonelada de ouro é extraída pelos mineradores de pequena escala, mas apenas 40 porcento é comercializado no mercado convencional, escreve a RM.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia quer melhor organização dos mineradores de pequena escala, para evitar práticas ilegais no sector.
Os níveis na bacia do rio Maputo estão acima do nível de alerta e a provocar inundações localizadas, avisaram as autoridades hidrográficas, após chuva contínua que desde sexta-feira cai na região.
A situação, segundo a ARA-Sul, levou à interrupção da circulação rodoviária no troço entre o Posto administrativo de Catuane e a localidade de Madubula.
A ARA-Sul prevê ainda a interrupção da circulação rodoviária no troço entre a localidade de Madubula e o Posto administrativo de Bela Vista.
Já na bacia do rio Incomáti, prevê-se aumento de escoamento podendo atingir-se o nível de alerta na estação hidrométrica em Magude.
Com este aumento, a ARA-Sul prevê inundações nos campos agrícolas nas zonas baixas do rio Incomáti e condicionamento da circulação rodoviária nos troços Maragra-Machubo, Maragra-Calanga, Magude-Chinhanguanine, Magude-Motaze, e em algumas vias secundárias e terciárias.
A ARA-Sul apela à sociedade em geral para a observância de medidas de precaução na travessia dos rios Umbeluzi, Maputo, Incomáti e Limpopo. Igualmente, recomenda-se o acompanhamento da informação hidrológica disseminada pelas entidades competentes.
A Vereadora de Saúde e Acção Social, no Conselho municipal da cidade de Maputo, Alice de Abreu, avançou que mais de duas mil e oitocentas pessoas foram afectadas pela chuvas que tem estado a cair na capital.
Alice de Abreu não só avançou estes números como também assegurou que para além de assistência aos afectados, a Edilidade está a criar condições para o escoamento de águas nos bairros mais críticos.
“Estamos a nível dos bairros mais críticos a fazer a sucção das águas, utilizando camiões cisternas e motobombas que foram disponibilizados para os distritos municipais. Estamos a fazer a sensibilização para as famílias que por ventura possam estar afectadas para que eles possam, durante este período, se o nível das águas for elevado, poderem se acomodar junto a familiares que estão em melhores condições” , disse Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Acção Social no Conselho municipal da cidade de Maputo.
O médico Francisco Vieira, de 37 anos, vice-secretário-geral do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA), foi encontrado morto no domingo, numa via pública de Luanda. Desconhe-se, para já, a causa da morte.
“Fomos surpreendidos ontem [17.04], quando eram 21 horas aqui em Angola, com a notícia de que [Francisco Vieira] tinha dado entrada já sem vida no banco de urgência de um dos hospitais públicos da Angola, o Hospital Josina Machel”, avançou Domingas Mateus, vice-presidente do SINMEA.
De acordo com a vice-presidente do SINMEA, o médico pediatra e sindicalista foi levado pela Polícia Nacional àquele hospital. Os agentes, segundo conta, disseram ter encontrado o corpo “sem nenhum sinal vital”.
Para esta terça-feira (19.04), o sindicato espera o resultado de uma autópsia para confirmar a causa da morte de Francisco Vieira. No entanto, Domingas Mateus adiantou que o corpo não apresentava sinais de violência.
Ainda de acordo com a sindicalista, Francisco Vieira não tinha relatado estar a ser vítima de pressões ou ameaças.
Na semana passada, o presidente do SINMEA, Adriano Manuel, em entrevista à DW África, disse estar a ser alvo de ameaças por causa da greve iniciada a 21 de março peça categoria.
O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) iniciou, nesta segunda-feira (18), com a remoção de empreendimentos de lavagem de viaturas consideradas mal projectadas.
O ponto de partida foi a Avenida Milagre Mabote, onde a Edilidade destruiu dois car washes, que funcionavam no local há mais de 10 anos, deixando mais de 30 trabalhadores desempregados.
Segundo a edilidade, a actividade está a prejudicar o ambiente e as infra-estruturas foram erguidas num espaço público e empatavam a requalificação do campo desportivo de Malhangalene.
O Conselho Municipal da Cidade de Maputo explica que os proprietários dos referidos carwashes ignoraram vários avisos para abandonarem o local voluntariamente, uma vez que é impróprio para a actividade, pelo que não houve outra saída, senão avançar para uma retirada coerciva e deitar abaixo os dois estabelecimentos.
Tal como era expectável, o ambiente que se vivia naquele local era de frustração, tanto por parte dos proprietários, bem como dos trabalhadores que passaram a ser desempregados. Para Mário, proprietário de um dos empreendimentos, “é um investimento de anos que vai água abaixo, sem nenhuma indemnização. Alguns têm empréstimos bancários. Não sei como vão resolver. O Município não nos deu espaço para irmos, nem indemnização. Estamos ao Deus dará”.
Frustrado com a situação, Mário disse que a edilidade está inclusive a ser injusta, porque “viram a nossa implantação no local, durante anos, mas nada diziam. Agora destroem as nossas coisas. Eu desconfio que estão a tirar-nos para poder ceder o lugar a outras pessoas. Vamos esperar. Veremos”, concluiu, transtornado.
No local, os trabalhadores iam gritando contra os funcionários do Município de Maputo. “Isto é um autêntico abuso de poder. Nós somos moçambicanos, então porquê nos tratam assim? Nós temos direito a espaço para trabalharmos”, gritavam.
Por sua vez, Danúbio Lado, Vereador de Desenvolvimento Económico Local na Edilidade de Maputo, explicou que o processo iniciou em 2017 e que um dos proprietários submeteu uma providência cautelar ao Tribunal Administrativo, em 2020.
“Em resposta, o Tribunal deu razão ao Conselho Municipal. Depois disso, notificamos o proprietário para que desocupasse o local num período de 30 dias, tendo expirado o prazo na semana passada (dia 11). Hoje iniciamos a remoção coerciva”, esclareceu a fonte, sublinhando que a decisão do Tribunal Administrativo vem de 2020, pelo que “tiveram tempo suficiente para a retirada voluntária dos seus produtos”.
“Há um projecto de requalificação do Campo Desportivo de Malhangalene, que está atrasado, pois, o concurso foi lançado em 2020, mas tínhamos um entrave, devido à permanência daqueles estabelecimentos. Trata-se de um espaço público que não pode ser ocupado por este tipo de infra-estrutura”, frisou.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Conformidade e Revisão Interna. Saiba mais.
A Good Neighbors Mozambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista de Comunicação para Mudança de Comportamento. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador do Projecto. Saiba mais.
Uma Empresa especializada em catering e prestação de serviços, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Cozinheiros e Ajudantes de Cozinha. Saiba mais.
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, declarou ontem o estado de calamidade nacional após inundações catastróficas que fustigam o sudeste do país, causando mais de 440 mortos e 40 mil deslocados.
Segundo o Chefe de Estado sul-africano, diz a News24, “a designação de um desastre provincial é inadequada para lidar com os danos sofridos em KwaZulu-Natal. Este desastre tem implicações além de KwaZulu-Natal. Os danos no porto de Durban têm um impacto de longo alcance do que apenas em KwaZulu-Natal”.
Cyril Ramaphosa explicou que a tarefa imediata é abrigar as pessoas que foram deslocadas pelas inundações, que mataram, até esta segunda-feira, pelo menos 443 pessoas e outras 63 são dadas como desaparecidas.
Segundo Ramaphosa, “a vida, a saúde e o bem-estar de milhares de pessoas continua em risco”, acrescentando que “as inundações causaram grandes danos económicos e sociais”.
Ramaphosa, que visitou na semana passada as áreas mais afetadas em redor da cidade de Durban (atual eThkwini), salientou que porto de Durban, o mais movimentado no continente, “foi severamente afetado, estando o acesso rodoviário condicionado”. “A rota de acesso ao porto, que liga o resto do país, é frequentada diariamente por 13.000 veículos pesados”, frisou.
Ramaphosa assegurou que os preparativos para fornecer abrigos temporários às pessoas afectadas estão em andamento e espera-se que a construção dessas unidades comece até ao fim desta semana.
Ainda em relação às medidas para mitigar o sofrimento da população, a assistência financeira, através de um sistema de vouchers, está a ser disponibilizada às famílias de modo que reconstruam as suas casas parcialmente danificadas, acrescenta a News24, salientando o Presidente que advertiu sobre a necessidade de não haver espaço para corrupção.
Contudo, “um dos desafios mais urgentes nas áreas afectadas é garantir o fornecimento de água potável, comida e abrigo”, estando em curso, neste sentido, “um extenso trabalho para restabelecer os serviços básicos, como água, electricidade, saneamento e remoção de resíduos em várias áreas” de KwaZulu-Natal.
“Esses esforços estão a ser prejudicados por danos nos principais sistemas de abastecimento de água e inacessibilidade de algumas áreas. Portanto, o reparo em algumas dessas áreas levará tempo”, afirmou o Presidente sul-africano.
Prosseguindo, Ramaphosa informou que o Departamento de Água e Saneamento está a liderar os esforços para restaurar o abastecimento do precioso líquido em diferentes áreas do município de eThekwini, cujas infra-estruturas foram gravemente assoladas.
Na próxima semana, Ramaphosa vai solicitar uma sessão conjunta da Assembleia Nacional para garantir que supervisione as acções de socorro às populações, escreve a News24.
O Fundo de Solidariedade, criado no auge da pandemia da COVID-19, como plataforma para quaisquer acções de ajuda, abrirá uma conta bancária separada para os sul-africanos e parceiros internacionais doarem dinheiro para apoio.
De acordo com o Comandante Geral da PRM, Bernardino Rafael, citado pela DW, afirmou esta segunda-feira, 18, no arranque de uma ação de formação de polícias na província de Maputo que “Não existe mais a Junta Militar. A Junta Militar, um cancro que tínhamos no país, foi operada, o cancro foi removido por completo, posso-vos garantir”.
O comandante-geral da PRM considerou “oportunistas” pessoas que assaltam viaturas em algumas estradas da região centro do país, acusando-as de quererem ser “confundidas” com a Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO).
No final de março, o ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Cristóvão Chume, considerou “não credíveis” informações sobre o reagrupamento da Junta Militar, depois de as Forças Armadas terem dito que o grupo continua ativo.
“Não temos nenhuma informação credível que nos dá a indicação de que há um novo líder da Junta Militar”, afirmou Chume.
Grande parte das forças residuais da Renamo, incluindo alguns membros da Junta Militar, aderiu ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), acrescentou.
As declarações daquele governante contrariam o anúncio feito em fevereiro pelo diretor de Operações no Ministério da Defesa, Chongo Vidigal, que disse na altura que a Junta Militar nomeou um novo líder, depois da morte em combate do seu chefe, Mariano Nhongo, e que continua ativa.
“A última informação que temos é de que recentemente houve eleições internas e foram nomeados novos dirigentes da Junta Militar. Quer dizer que este grupo, para todos os efeitos, continua” ativo, referiu o brigadeiro Chongo Vidigal.
A autoproclamada Junta Militar da RENAMO foi responsável por mais de 30 mortes em ataques armados no centro de Moçambique entre 2019 e outubro de 2021, mês em que Mariano Nhongo foi abatido.
O chefe da junta contestava a liderança da RENAMO e exigia a renegociação do acordo de paz assinado entre o principal partido da oposição e o Governo, em agosto de 2019.
Terroristas voltaram a atacar na sexta-feira, 14, na aldeia Chibao, distrito de Nangade, norte de Cabo Delgado tendo matado uma pessoa que fazia parte da força local e raptado outras dez.
A vítima fazia parte das poucas pessoas que ainda estavam naquela aldeia depois da maioria ter se refugiado na sede distrital e nos centros de acolhimento de Mualela e Ntamba-sede. O grupo raptou pelo menos dez pessoas, segundo as fontes. No entanto, já foram libertadas.
As fontes temem que o grupo possa atacar a sede do distrito de Nangade, mas até agora não se reportou qualquer acção das forças governamentais e da SADC posicionadas naquele ponto de Cabo Delgado em resposta ao ataque.
Ainda na sexta-feira, um outro grupo de terroristas perseguiu, sem sucesso, alguns populares que se encontravam nas machambas. O clima de medo ainda prevalece no distrito de Nangade, onde funcionam menos de 20 escolas primárias das mais de 50 existentes.
A Sasol anunciou, na semana passada, que deixou de considerar o fornecimento de gás por via do African Renaissance Pipeline (ARP), um ‘mega gasoduto’ avaliado entre 6 e 8 mil milhões de dólares que ligará os projectos de gás de Cabo Delgado, no norte de Moçambique para as suas operações na África do Sul. A companhia sul-africana não pretenderá “ficar presa às infra-estruturas num momento em que o mundo se afasta dos combustíveis fósseis”, disse o Director Executivo Fleetwood Grobler.
Aquela que é a maior produtora de combustíveis da África do Sul, havia avançado, em 2020, que iria potencialmente comprar uma participação do APR, mas, nesta altura, entrar em projectos deste tipo significaria para a empresa ficar “ligada a isso durante 30 ou 40 anos porque é essa a natureza do investimento”, disse Grobler numa entrevista na sede da Sasol, em Joanesburgo. “O gás, a longo prazo, é também um combustível fóssil e estamos comprometidos a chegar às emissões net zero, é esse o nosso compromisso”.
E aquele que é o segundo maior emissor de gases com efeito de estufa da África do Sul, tem agora como objectivo uma redução de 30% nas emissões até 2030, em grande parte através da substituição de uma parte do carvão que utiliza para produzir combustível sintético e produtos químicos, por gás natural. Assim, o enfoque da empresa em opções que envolvem menos investimento reflecte um mix energético em rápida mudança que, em última análise, verá a procura de gás seguir-se a uma saída do carvão.
Para o conseguir, a empresa sul-africana está a considerar importações de gás natural liquefeito do terminal da Matola planeado pela TotalEnergies e pelo Grupo Gigajoule em Moçambique, e a apostar, como se sabe, num maior desenvolvimento dos seus próprios campos no país, nomeadamente na zoa de Temane. Ainda falando sobre a importância do gás enquanto energia de transição, disse que “é preciso fazer a ponte durantes os próximos 10 ou 15 anos e depois é preciso sair”.
O ARP, que conta entre os seus accionistas a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e a China Petroleum Pipeline Engineering Company, tem recebido manifestações formais de interesse para financiar o projecto de três grandes bancos onde se incluem o Banco Industrial e Comercial da China, o Banco de Desenvolvimento da China e o Banco de Construção da China.
A sua construção já foi por algumas vezes adiada, estando nesta altura prevista para iniciar em 2024, para estar pronta em simultâneo com o projecto de exportação de gás natural da TotalEnergies que, como se sabe, aguarda nesta altura luz verde por parte da petrolífera francesa para arrancar, estando em stand by desde Março passado, quando insurgentes afiliados ao Estado islâmico invadiram a vila de Palma.
Para além deste facto, tem sido por diversas vezes adiado, face ao enorme volume necessário para a construção da obra (entre 6 e 8 mil milhões de dólares) que foi tendo dificuldades em encontrar parceiros de financiamento (com o afastamento da Sasol tem menos um potencial investidor), e chegou a ser um projecto considerado economicamente inviável e com riscos elevados por parte da Fitch.
No entanto, a African Renaissance Pipeline Limitada, a empresa moçambicana que planeia o projecto não se mostra preocupada com a saída da Sasol do lote de potenciais investidores e, de acordo com a Bloomberg, “regista nesta altura o interesse suficiente por parte de outros compradores”, disse Kwasi Agbley, um conselheiro da direcção da ARP. “Nós não baseámos o nosso projecto na Sasol”, disse Agbley, por telefone. “Já temos manifestações de interesse de potenciais utilizadores domésticos para quase 60% da capacidade do gasoduto”, garantiu.
O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,8% nos primeiros três meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas do país nesta segunda-feira (18).
O número é maior do que o aumento de 4% registrado pela segunda maior economia do mundo no trimestre anterior, e também superou a taxa de crescimento de 4,4% prevista por economistas ouvidos pela agência Reuters.
O crescimento foi impulsionado por um desempenho econômico surpreendentemente bom em janeiro e fevereiro, com vários indicadores econômicos para esses dois meses superando as previsões dos analistas.
Mas os esforços de Pequim para conter seu pior surto de Covid-19 em dois anos deram um golpe na atividade econômica em março, inclusive em Xangai, centro financeiro e industrial do país. Muitas empresas foram forçadas a suspender operações, incluindo Volkswagen e Tesla e a empresa de tecnologia, como a iPhone Pegatron.
Analistas econômicos estimam que quase um quarto da população da China e 40% da economia estão sendo afetados pelos atuais lockdowns.
O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, alertou repetidamente na semana passada sobre a ameaça que o aumento dos casos de Covid-19 representa para o crescimento econômico e o emprego. Na semana passada, o premiê prometeu mais cortes nas taxas de juros para impulsionar a economia.
Dias depois, o Banco Popular da China anunciou um corte no índice de reservas obrigatórias – que determina a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter em suas reservas – uma medida destinada a estimular os empréstimos.
O Banco Mundial e alguns bancos de investimento rebaixaram recentemente suas previsões para o crescimento do PIB da China em 2022, citando riscos crescentes da adesão de Pequim às suas rigorosas restrições.
A economia da China cresceu 8,1% em 2021, superando as próprias metas do governo. Mas o ritmo de expansão desacelerou acentuadamente nos últimos meses do ano. O governo estabeleceu sua meta de crescimento para 2022 em cerca de 5,5%, a menor em três décadas.
O ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, disse que unidades de comando, ‘drones’ e helicópteros de ataque lançaram a ofensiva contra esconderijos de rebeldes ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em três regiões próximas da fronteira turca.
A Turquia realiza regularmente ataques contra as posições do PKK, considerado um grupo “terrorista” por Ancara e pelos seus aliados ocidentais, que tem bases e campos de treino na região de Sinjar, bem como em áreas montanhosas do Curdistão iraquiano.
“Os nossos heroicos pilotos atingiram com sucesso abrigos, cavernas, túneis e depósitos de munição pertencentes à organização terrorista”, disse Akar.
“Um grande número de terroristas foi neutralizado”, acrescentou, indicando que a operação ganhará impulso “nas próximas horas e dias”.
O ministro não especificou o número de soldados envolvidos na ofensiva que foi lançada na noite de domingo.
O Ministério da Defesa turco sublinhou que a operação visava impedir um ataque em larga escala do PKK à Turquia. Os meios de comunicação turcos já falam sobre esta operação há semanas.
O ataque foi lançado dois dias depois de uma visita à Turquia do primeiro-ministro do Curdistão iraquiano, Masrour Barzani.
Após conversas com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Barzani declarou ser a favor de se “expandir a cooperação para promover a segurança e a estabilidade” no norte da Turquia.
O governo do Curdistão iraquiano tem uma relação complexa com os rebeldes do PKK, cuja presença dificulta as relações comerciais com a Turquia.
As ofensivas do exército turco aumentaram as tensões entre Ancara e o governo central iraquiano, que acusa a Turquia de não respeitar a integridade territorial do país.
Um homem foi detido, no sábado, 16, em Goiânia, no Brasil, depois de fingir que se estava a sentir mal para não pagar a conta num bar, onde consumiu várias bebidas alcoólicas, como uísque, cervejas e gin, além de picanha, camarão e porções, num total de 5.705,90 reais, cerca de 1.120 euros.
Segundo o site G1, que cita um registo judicial, a gerência do estabelecimento informou que o suspeito se encontrava com outras pessoas na mesa, que acabaram por se ir embora antes do pagamento. Na altura de pagar a conta, o homem começou a alegar que se estava a sentir mal. Os bombeiros foram chamados ao local e perceberam que o suspeito estava a fingir, o que levou a que fosse chamada a Polícia Militar brasileira.
Entre os 20 itens da conta estavam duas garrafas de whisky de mais de 1.400 reais (275 euros) cada uma, três garrafas de gin e duas garrafas de vinho. Foi também pedido camarão e picanha.
No domingo, o homem continuava preso, tendo sido estabelecida uma fiança de 10 mil reais, mais de 1.900 euros.
O internacional moçambicano, Zainadine Júnior vai renovar o seu vínculo contratual com o Marítimo da Madeira por mais duas temporadas, avança o jornal português Abola.
Em final de contrato, o internacional moçambicano, de 33 anos, há muito que tinha um acordo verbal para prolongar a ligação com os verdes e rubros, o qual será firmado durante esta semana.
O experiente defesa chegou ao Marítimo na época 2016/2017 e desde logo assumiu papel preponderante na equipa madeirense. Titular indiscutível ao longo das seis temporadas que leva ao serviço dos ilhéus – 178 jogos e sete golos marcados -, é um dos jogadores mais respeitados do plantel e um dos mais acarinhados pelos sócios e adeptos. Tendo em conta o seu alto rendimento desportivo e por figurar já como um dos jogadores mais emblemáticos do clube, a renovação do contrato era uma das prioridades, quer para a Direção agora presidida por Rui Fonte, quer para a Administração da SAD, liderada por João Luís Martins.
Apesar de ter recebido propostas de outras paragens, nomeadamente do futebol árabe e asiático, com valores financeiros muito superiores aos apresentados pelo Marítimo, Zainadine deu, desde o primeiro momento, prioridade ao Marítimo, uma vez que também a família se sente muito bem na Madeira. Com todos os interesses conjugados, o novo casamento será, então, celebrado nos próximos dias.
A missão militar conjunta da Nigéria, Camarões e Níger, que combate o extremismo islâmico na região do Lago Chade, matou “mais de cem” elementos dos grupos Boko Haram e Estado islâmico na África Ocidental (ISWAP), anunciaram fontes militares.
“No período desta operação, mais de cem terroristas foram neutralizados, incluindo mais de 10 comandantes superiores, na sequência de ataques aéreos mortíferos sobre as ilhas do Lago Chade, conduzidos por [operações de] inteligência por parte das forças aéreas coordenadas”, afirmou o porta-voz da operação, coronel Muhammad Dole, numa declaração emitida no final do domingo na Nigéria.
Entre os comandantes mortos, segundo a declaração, constam os nomes de Dan Buduma, Abubakar Shuwa e Abu Ali.
Por outro lado, três soldados e um voluntário civil foram mortos durante a operação e 18 foram feridos por engenhos explosivos plantados pelos terroristas em fuga.
O porta-voz militar avançou ainda que, no decurso destas operações “um número significativo de civis, na sua maioria mulheres e crianças capturadas pelos criminosos, foram resgatados”.
A força militar conjunta confiscou ou destruiu “armas sofisticadas”, incluindo armas de grande calibre, e veículos na posse dos elementos dos dois grupos.
De acordo com uma informação anterior da Força Aérea nigeriana, a operação da missão militar conjunta decorreu em 13 abril sobre locais suspeitos, tendo permitido identificar “um grande número de terroristas e um provável campo logístico”, segundo um comunicado assinado pelo porta-voz da instituição, Edward Gabkwet.
Como resultado, foram “realizados ataques aéreos em 14 de abril de 2022 em Tumbun Rego e num campo de treino localizado aproximadamente a dois quilómetros a noroeste de Tumbun Rego”, acrescentou.
Os ataques aéreos terão sido conduzidos com aparelhos das forças aéreas da Nigéria e do Níger.
A informação da Força Aérea nigeriana começou por dar conta da eliminação de “mais de 70 terroristas do ISWAP” por morte ou ferimentos graves.
Nesta época do ano, antes do início da estação das chuvas, a Nigéria intensifica frequentemente a ofensiva contra os extremistas islâmicos, num combate que trava há mais de uma década.
Desde 2009, o nordeste da Nigéria tem sido campo de batalha do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram e de uma sua fação desde 2015, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental, cujo intervenção tem ganhado proeminência, sobretudo desde o ano passado, quando o líder do Boko Haram, Abubakar Shekaun, foi morto na sequência da morte de confrontos entre fações.
Estes dois grupos mataram mais de 35.000 pessoas e provocaram a deslocação de cerca de 2,7 milhões de pessoas, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como os Camarões, Chade e Níger, de acordo com dados dos governos destes países e da ONU.
As tropas governamentais nigerianas combatem também grupos fortemente armados no noroeste e tensões separatistas no sudeste do país.
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