O Secretário de Estado da província de Cabo Delgado, António Supeia, disse que 350 dos mais de 900 funcionários e agentes de Estado, em Muidumbe, que havia abandonado os distritos na sequência dos ataques terroristas, retomaram os seus postos de trabalho.
Supeia, falava na sexta-feira a quando da visita que efectuou no distrito de Nangade, no quadro de monitoria e avaliação do processo de restauração da máquina administrativa, para o regresso efectivo da população.
António Supeia em declaração aos jornalistas, disse que o regresso dos funcionários a Muidumbe resulta do clima de segurança que se vive nos últimos meses na região e do empenho das Forças de Defesa e Segurança, das tropas amigas da SADC e do Ruanda, que combatem sem tréguas, os terroristas.
O antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi defendeu na sexta-feira que a União Europeia deve favorecer a paz e tentar convencer a Ucrânia a aceitar as exigências do Presidente russo, Vladimir Putin, para pôr fim à guerra.
“É absolutamente necessário que cheguemos à paz o mais rápido possível, caso contrário a devastação e os massacres continuarão. Penso que a Europa deve estar unida para fazer uma proposta de paz a Putin e aos ucranianos, tentando que os ucranianos aceitem as exigências de Putin”, disse Berlusconi à imprensa, em Nápoles, no sul de Itália.
O líder do partido conservador Forza Italia sublinhou que as sanções impostas pela UE a Moscovo “causaram muitos danos à economia soviética”, uma vez que “o Produto Interno Bruto (PIB) deverá cair até 14%”, mas também para os países europeus.
Questionado sobre se a UE deveria vetar as compras de gás russo, Berlusconi afirmou que “é uma hipótese surpreendente que provocaria o encerramento de centenas de milhares de empresas, a perda de 3 milhões de postos de trabalho, o alargamento da pobreza em Itália”.
Por fim, argumentou que o fim do conflito na Ucrânia passa por “trazer Putin para a mesa das negociações e não fazer as declarações” que se ouvem por parte da “Grã-Bretanha, da NATO, etc.”, o que, na opinião do empresário e político, aumenta a tensão.
Sílvio Berlusconi já tinha dito em 16 de maio, durante um comício do seu partido na cidade de Trevigli, que a Itália “está em guerra porque envia armas para a Ucrânia”.
O primeiro-ministro português, António Costa, chegou à Ucrânia este sábado onde irá reunir-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
À chegada à capital ucraniana, António Costa afirmou aos jornalistas que está em Kiev para “responder ao convite” do chefe de Estado ucraniano. Refere também que a visita se realiza também para que se possam concretizar “os apoios que temos negociado de forma bilateral com a Ucrânia”.
Portugal quer continuar a apoiar a Ucrânia “nesta luta muito dura que tem vindo a travar”, destacando o “direito à soberania e integridade territorial” do país, bem como à “reconquista da paz”.
O primeiro-ministro indicou que irá, em conjunto com o vice-primeiro-ministro dos Negócios Estrangeiros, visitar uma das zonas mais atingidas pela guerra.
O sector de saúde em Tete esta a intensificar a educação sanitária no povoado de Malangue no distrito de Changara, local onde foi detectado recentemente um caso de poliomielite.
Segundo o Chefe do Departamento de Saúde Pública, na província, uma equipa multissectorial encontra-se no terreno, para garantir que o vírus não se espalhe pelas comunidades do distrito.
Hélder Dombole, explicou que foram colhidas amostras de familiares e crianças que residem ao redor da casa da menor detectada com o vírus da pólio selvagem na semana passada, tendo os resultados se revelado negativo.
O chefe de Departamento de saúde pública, referiu ainda que o sector vai continuar com a vacinação e vigilância activa, nas unidades sanitárias da província como forma de erradicação da pólio.
Os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão adoptar uma resolução sobre a criação de uma plataforma para a promoção da pesca sustentável e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, foi anunciado esta quinta-feira.
A medida foi anunciada pela secretária de Estado das Pescas de Angola, Esperança Costa, no âmbito de uma reunião com os embaixadores dos Estados da CPLP preparatória da 5.ª Reunião dos Ministros dos Assuntos do Mar da CPLP.
Esta reunião está agendada para entre 24 e 26 de Maio, em Luanda, e a sua agenda e os principais assuntos que serão discutidos no encontro estiveram hoje em análise na sede do Ministério das Relações Exteriores angolano.
“Vai haver uma resolução sobre o combate à pesca ilegal não declarada e não regulamentada e a criação de uma plataforma de cooperação para a promoção da pesca sustentável”, disse Esperança Costa, na abertura do encontro com os embaixadores da CPLP acreditados em Angola.
Segundo a governante angolana, a problemática da pesca ilegal não declarada e não regulamentada impõe grandes perdas económicas nos Estados-membros da organização e “limita a sustentabilidade dos recursos marinhos”.
“Iniciámos essa discussão em Fevereiro, em Namibe, e agora estamos em condições de aprovar uma resolução para a criação desta plataforma de promoção de pesca sustentável, que será analisada também nesta reunião de Luanda”, notou.
Segundo a secretária de Estado angolana, a reunião de Luanda vai definir igualmente mecanismos de concertação e actuação conjunta e serão analisados “meios de intervir para um melhor patrulhamento e vigilância” dos mares.
O encontro de Luanda vai decorrer sob o lema “Mobilizar Parcerias e Investimentos para o Desenvolvimento Sustentável dos Mares dos Estados Membros da CPLP, Desafios e Oportunidades”.
Para Esperança Costa, a mobilização conjunta de parcerias e investimentos a nível regional e internacional “é fundamental, sobretudo para se ter acesso aos fundos internacionais” que ajudem os países da CPLP numa transição para uma economia azul.
“Todos os países da CPLP são costeiros ou insulares e queríamos que no âmbito do desenvolvimento sustentável dos nossos mares pudéssemos contar com apoio de fundos internacionais”, salientou.
O secretário de Estado das Relações Exteriores e Cooperação angolano, Domingos Vieira Lopes, destacou a importância da reunião preparatória do encontro dos ministros dos Assuntos do Mar da comunidade por estes ocuparem “um papel relevante na agenda comum”.
“Esperamos ver reflectidos na declaração final e demais textos propostas concretas, com prazos exequíveis, e porque não um programa com acções e prazos definidos, de modo a atingir os objectivos preconizados e extrair vantagens mútuas”, apontou.
Cabo Verde vai cessar a presidência da reunião de ministros dos Assuntos do Mar da CPLP, nesta reunião de Luanda, e passar as pastas para Angola, que detém a presidência rotativa do bloco comunitário.
A economia azul, a promoção da pesca sustentável e a promoção e fortalecimento das economias sustentáveis baseadas no oceano e gestão, protecção, conservação e restauração dos ecossistemas marinhos e costeiros serão alguns dos temas que vão ser analisados na reunião de Luanda.
Os cerca de 1.600 moçambicanos que trabalham nas minas da África do Sul, que não recebiam os seus salários, entre 2010 e 2017, já estão a recebê-los, segundo a garantia da Teba, que avança que o Governo já disponibilizou um dos cinco milhões de rands.
José Carimo, gestor-executivo da Teba, agência recrutadora de mão-de-obra para as minas da vizinha África do Sul, disse em conferência de imprensa que os mineiros cujos salários não foram pagos, durante sete anos, já podem sorrir de satisfação, visto que já começaram os desembolsos dos valores em dívida, de acordo com informação revelada pela Agência de Emprego.
“O importante é esclarecer que os salários das pessoas que não receberam, nessa altura, já estão a ser pagos, neste momento. Trata-se de pouco mais de 1600 trabalhadores. O processo começou em Dezembro, e o Ministério do Trabalho e Segurança Social já adiantou um dos cerca de cinco milhões de Rands que estavam em falta”, avançou Carimo.
A agência de recrutamento clarificou igualmente que, neste momento, há um trabalho em curso para haver transparência na gestão do dinheiro dos trabalhadores moçambicanos nas minas da África do Sul.
“Como solução para que isto não volte a acontecer, a ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, preparou um instrumento que vai ser brevemente assinado, que é um novo memorando que vai corrigir o circuito e optimizar o circuito actual, para evitar que situações da mesma natureza ocorram no futuro”, referiu o representante da Teba.
Até 2005, Moçambique tinha 55 mil cidadãos nacionais a trabalharem nas minas da África do Sul. Hoje, o número caiu para 18 mil e, nos próximos anos, poderá baixar ainda mais.
A África do Sul transfere, anualmente, para Moçambique, 900 milhões de Rands para o pagamento aos mineiros.
A companhia finlandesa Gasum confirmou hoje que a gigante russa do gás Gazprom cortou o fornecimento de gás, tal como anunciado na sexta-feira, por não satisfazer a exigência de pagar em rublos.
Com esta decisão, a Finlândia perde o seu maior fornecedor de gás natural, dado que a Gazprom fornecia cerca de 92% de todo o gás consumido no país nórdico, principalmente na indústria florestal e no processamento químico.
Segundo a Gasum, o maior distribuidor de gás natural liquefeito (GNL) nos países nórdicos, nos próximos meses fornecerá aos seus clientes gás natural de outros fornecedores através do gasoduto Baltic Connector.
Indicou também que a sua rede de estações de abastecimento de gás continuará a funcionar normalmente.
Numa tentativa de reduzir a dependência do gás russo, a Finlândia acordou há um mês com a Estónia o uso conjunto de um terminal flutuante de gás natural liquefeito (GNL) neste outono, onde será armazenado o gás trazido por navios de outros países produtores de gás.
A Finlândia é o terceiro país da UE, depois da Polónia e da Bulgária, a deixar de receber gás russo porque não quer ceder às exigências de Moscovo de que o pagamento seja efetuado em rublos para tentar travar o colapso da sua moeda.
No caso da Finlândia, que se candidatou formalmente à adesão à NATO na quarta-feira, ignorando as ameaças do Kremlin, o corte do fornecimento de gás russo vem juntar-se ao corte do fornecimento de eletricidade.
Há apenas uma semana, a empresa russa de energia Inter RAO deixou de fornecer eletricidade ao mercado finlandês, citando “problemas em receber pagamentos” devido a sanções europeias, embora vários peritos no país nórdico o tenham atribuído a razões políticas.
A Empresa Municipal de Transportes Públicos da Matola (ETM) EP, pretende contratar para o seu quadro de pessoal vinte e nove (29) Condutores. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para o Apoio e desenvolvimento da Criança Órfã, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Atendimento ao Cliente. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista de Custos. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista de Contas a Receber. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Recursos Humanos. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal uma (1) Directora Administrativa. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Mecânico de Motores. Saiba mais.
O Centro de Manutenção e Reparação de Veículos de Moçambique (CRVM) pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Limpeza. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Pontos Focais Clínicos de SMI/PTV. Saiba mais.
A Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Chefe de Departamento de Marketing, Comunicação e Imagem. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Distrital de Operações. Saiba mais.
A Associação de Jovens da Soalpo (JOS-SOAL) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Elaboração do Plano Estratégico da JOS-SOAL 2022 – 2026. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Provincial de Informação Estratégica. Saiba mais.
O Ministro da Saúde, Armindo Tiago, revelou que nos próximos dias menores de 15 a 17 anos de idade poderão, ser vacinados contra a COVID-19.
Moçambique tem a meta de imunizar, até o final deste ano, cerca de 17 milhões de cidadãos elegíveis em todo o país. Até ao primeiro trimestre deste ano, o sector da saúde vacinou complemente 14 dos cerca de 15 milhões previstos.
Com vista a acelerar o processo, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, fez saber que, para os próximos dias, a imunização poderá abranger menores com idades que variam de 15 a 17 anos.
“Reiteramos as nossas metas para o ano em curso, continuar a vacinar, contra a covid-19, a população elegível. Isso quer dizer que nos próximos meses, com o apoio dos parceiros de cooperação, vamos vacinar a população dos 15 aos 17 anos, para depois considerar outras faixas”, disse, Armindo Tiago, citado pelo O País.
Armindo Tiago falava na abertura da reunião bianual do sector.
O custo de vida continuará elevado nos próximos meses, de acordo com a previsão do Banco de Moçambique (BM) e a inflação deverá chegar aos 9% este ano, segundo projecção do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O banco central decidiu decidiu manter a taxa de juro de política monetária em 15,25 por cento.
“Esta decisão é sustentada pelas perspectivas de manutenção do agravamento do nível geral de preços (inflação) num dígito no médio prazo, não obstante os elevados riscos e incertezas associados a estas projecções, com destaque para os efeitos da tensão geopolítica na Europa”, referiu o governador do BM, Rogério Zanadamela.
Ele lembrou que, em Abril passado, a inflação anual acelerou para 7,9%, contra 6,7% em Março, a reflectir o aumento dos preços dos combustíveis e dos bens alimentares, pelo que antevê-se dias difíceis para os moçambicanos, porque, advertiu Zandamela, “no curto prazo, a inflação continuará elevada, reflectindo o impacto do ajustamento dos preços dos bens administrados”.
A Frente Popular de Libertação de Tigray (TPLF), em guerra com o Governo de Adis Abeba há ano e meio, anunciou esta sexta-feira (20.05) que vai libertar 4.200 prisioneiros de guerra, incluindo mais de 400 mulheres.
Os prisioneiros de guerra são militares etíopes e eritreus e entre eles figuram ainda efectivos das forças paramilitares da vizinha região de Amhara, que lutam contra a organização desde Novembro de 2020.
A decisão resulta, adianta a TPLF em comunicado, de conversações com o enviado especial da União Africana para o Corno de África, o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, e é “uma medida unilateral destinada a reforçar a confiança” com vista a um acordo de paz no norte da Etiópia, que durante 2021 e até agora este ano se tornou um dos focos de conflito armado do continente.
Assim, “no cumprimento dos seus princípios para a resolução pacífica de litígios”, a TPLF, como “autoridade Tigray” e “como prometido” ao ex-presidente nigeriano, decidiu libertar 4.208 prisioneiros de guerra, incluindo 401 mulheres.
A TPLF garante que as libertações foram decididas através de escrutínio escrupuloso. A grande maioria dos libertados apresentou documentação que comprovava que tinha intervido no conflito nos últimos meses e, portanto, não havia participado nos massacres cometidos no início do ano passado, quando ocorreram algumas das atrocidades mais sangrentas do conflito.
Da mesma forma, a TPLF também decidiu libertar os presos com algum tipo de deficiência “por doença ou ferimentos sofridos no campo de batalha” e, no que diz respeito às mulheres detidas, por estarem grávidas, o que levou a organização a acusar o governo etíope de “colocar mulheres grávidas na frente de combate”, lê-se no comunicado, publicado na conta do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social Twitter.
O conflito na Etiópia eclodiu em Novembro de 2020 após um ataque da TPLF contra a principal base do Exército, localizada em Mekelle, após o qual o primeiro-ministro, Abiy Ahmed, prémio Nobel da Paz em 2019, ordenou uma ofensiva militar após meses de tensões políticas e administrativas.
A TPLF acusou Abiy de aumentar as tensões desde que chegou ao poder em abril de 2018, quando se tornou o primeiro Oromo a assumir o cargo.
Até então, a TPLF tinha sido a força dominante dentro da coligação de base étnica que governava a Etiópia desde 1991, a Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope (EPRDF, na sigla em inglês).
A organização opôs-se às reformas de Abiy, vendo-as como uma tentativa de minar sua influência.
No seu comunicado, a TPLF espera que o Governo etíope aja com a mesma consideração não só para com os seus prisioneiros de guerra, mas também para com o resto da etnia Tigray que, segundo organizações internacionais, estão detidos em áreas sob controlo do Exército etíope e seus aliados simplesmente por pertencerem a esse grupo populacional.
Entretanto, 319 camiões de ajuda humanitária entraram em Tigray entre os dias 10 e 16 de Maio.
Trata-se de um número que não era alcançado há quase um ano, apesar das imensas necessidades nesta região do norte da Etiópia, anunciou hoje a ONU.
O chefe da Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM), Mpho Molomo, alerta que a ameaça terrorista em Cabo Delgado prevalece, apesar das derrotas que dos rebeldes.
Segundo o chefe da SAMIM, os grupos terroristas que aterrorizam a província desde 2017 continuam nas matas, estando, esporadicamente, a efetuar contraofensivas, que só podem ser travadas com a cooperação das forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
“Estamos a estabilizar a situação, mas não podemos dizer que já vencemos o terrorismo”, declarou Mpho Molomo, durante uma palestra para estudantes da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo.
“Temos de cooperar para garantir que se há um ataque deste lado, os terroristas sejam bloqueados do outro”, declarou Mpho Molomo, admitindo que as forças estrangeiras que apoiam Moçambique no combate ao terrorismo ainda não destruíram todas as bases dos rebeldes.
Por outro lado, o chefe da SAMIM alertou para os traumas do conflito entre mulheres e crianças afetadas pela ação dos rebeldes.
“Tive a oportunidade de visitar alguns dos centros de acolhimento e é chocante perceber como as pessoas podem ser brutais. Conheci mulheres que foram violadas nas florestas. Quando eles capturam uma mulher, primeiro a submetem a um teste de sida e, caso ela tenha o resultado negativo, eles tomam-na como uma esposa”, declarou.
A terceira jornada abre amanhã, com o único jogo a colocar o líder destacado, UD Songo, a visitar a Liga Desportiva de Maputo.
Com seis pontos frutos de duas vitórias sobre o campeão ABB (0-1) e AD Vilankulo (4-0), a UD Songo está, mesmo assim, empatado a pontos com o Costa do Sol e Ferroviário de Nampula.
A Liga, que abriu o Moçambola vencendo o Matchedje de Mocuba (3-0), perdeu no terreno do Costa do Sol a seguir e, agora, tenta regressar às vitórias para evitar atrasar-se ainda mais na classificação.
Entretanto, os restantes quatro jogos da jornada realizam-se no domingo, com os outros líderes, Costa do Sol e Ferroviário de Nampula a jogarem fora e em casa diante do Ferroviário de Nacala e Matchedje de Mocuba, respectivamente.
O Ferroviário de Lichinga está motivado com o triunfo da segunda ronda na visita ao Matchedje de Mocuba (1-3), depois de perder na recepção ao Ferroviário de Nampula (01) que, nesta ronda, pode somar a terceira vitória consecutiva na recepção aos militares da segunda maior cidade da província da Zambézia que perderam os dois primeiros jogos diante da Liga e Ferroviário de Nacala, ambos pelo mesmo resultado de 3-1.
Empatados com três pontos, frutos de uma vitória e uma derrota, os Ferroviários de Lichinga e de Maputo medem forças no Estádio 1.º de Maio, na sempre fresca capital provincial do Niassa.
Finalmente, em crise e com duas derrotas e nos três últimos lugares sem pontuar, a AD Vilankulo recebe o Ferroviário da Beira, quarto classificado com quatro pontos.
A Federação Gabonesa de Futebol anunciou esta quarta-feira que Pierre-Emerick Aubameyang colocou um ponto final na carreira internacional. O avançado enviou uma carta à federação gabonesa a anunciar a sua decisão.
“O capitão das Panteras não estará com a seleção na próxima aventura das eliminatórias da CAN-2023, cuja fase final está prevista para a Costa do Marfim. O avançado do Barcelona decidiu pôr fim à sua carreira internacional e enviou uma carta à Federação Gabonesa de Futebol na terça-feira, 17 de maio de 2022.”
Aubameyang estreou-se pela seleção A do Gabão a 28 de março de 2009, numa vitória frente a Marrocos (1-2). O avançado de 32 anos despede-se com 30 golos marcados em 72 jogos realizados.
A fome no mundo atinge números nunca antes vistos. Segundo a Organização das Nações Unidas, o número de pessoas em insegurança alimentar severa duplicou de 135 milhões, durante o período pré-pandemia, para os atuais 276 milhões.
O secretário-geral da ONU alertou para o facto de a guerra na Ucrânia estar a amplificar e a acelerar os efeitos de fatores como as desigualdades ou as alterações climáticas.
António Guterres pede medidas concretas:
“Não há solução eficaz para a crise de alimentos sem reintegrar a produção alimentar da Ucrânia, bem como os alimentos e fertilizantes produzidos pela Rússia e pela Bielorrússia, nos mercados mundiais – apesar da guerra. A Rússia deve permitir a exportação segura e protegida de cereais armazenados nos portos ucranianos. E os alimentos e fertilizantes russos devem ter acesso sem restrições aos mercados mundiais sem impedimentos indiretos”.
O Banco Mundial anunciou que, nos próximos 15 meses, vai alocar 12 mil milhões de dólares, o equivalente a pouco mais de 11 mil e 400 milhões de euros, a projetos de combate à crise alimentar no planeta. A maior parte dos recursos destinar-se-á a países de África, Médio Oriente, Europa de Leste e centro e sul da Ásia.
“Esta é realmente uma crise que está prestes a piorar em comparação com a crise dos preços dos alimentos em 2007-2008, afetando muitas, muitas famílias pobres. Vemos já a insegurança alimentar a níveis muito elevados. Será utilizado para proteger as famílias pobres através do aumento das redes de segurança social. Vai ajudar os agricultores a prepararem-se para a próxima época de plantio. Será, também, utilizado para garantir que as restrições à exportação sejam evitadas de modo a que os alimentos e o comércio de alimentos permaneçam abertos, para evitar aumentos de preços”, refere o diretor global de Agricultura e Alimentação do Banco Mundial, Martien van Nieuwkoop.
Em comunicado, o Banco Mundial referiu ainda que tem cerca de 19 mil milhões de dólares, o equivalente a 18 mil milhões de euros, não utilizados que poderão ser destinados a projetos diretamente ligados a problemas de segurança alimentar e nutricional.
Portugal lamenta e repudia a decisão da Rússia de expulsar cinco funcionários da embaixada portuguesa em Moscovo. O primeiro-ministro português comentou a retaliação do Kremlin em relação à expulsão de 10 diplomatas russos, em abril, mas frisou que não houve corte de relações entre os dois países.
“Nós temos que manter os canais diplomáticos abertos. Eles estão abertos. Não cortámos relações com a Rússia e a Rússia não cortou relações com Portugal… Agora, os canis diplomáticos devem desenvolver-se através de diplomatas. É por isso que nós procedemos à expulsão, atempada, de 10 pessoas que estavam colocadas em Portugal com esse estatuto e que não exerciam essas funções. A Rússia entendeu retaliar… Foi uma opção da Rússia”, refere António Costa.
O chefe do Executivo esteve esta, quinta-feira, na Roménia, onde se reuniu com o contingente militar português em missão da NATO. Depois, António Costa segue para a Polónia, onde visita um campo de refugiados ucranianos em Varsóvia. De seguida, desloca-se a Kiev.
Pelo menos 11 soldados morreram e 20 ficaram feridos num “ataque terrorista” a um destacamento militar em Madjoari, no Burkina Faso, anunciou hoje em comunicado o exército brurquinabe.
“O apoio aéreo ajudou a neutralizar pelo menos 15 terroristas que tentavam escapar após o ataque”, acrescentou o exército, que pediu aos militares para “manterem o espírito de luta, que é uma das chaves para derrotar o inimigo”.
Estes números são mais elevados do que os comunicados na quinta-feira pelas fontes das forças de segurança e relatos da população de Madjoari, de acordo com os quais pelo menos sete soldados tinham morrido.
O Burkina Faso tem sofrido frequentemente ataques de extremistas islâmicos desde abril de 2015, perpetrados por grupos ligados tanto à Al-Qaida como ao Estado islâmico.
A região mais atingida pela insegurança é o Sahel, que partilha uma fronteira com o Mali e o Níger, embora os movimentos radicais também se tenham alargado a outras áreas vizinhas e, desde 2018, ao leste do país.
A insegurança fez aumentar o número de deslocados internos no Burkina Faso para mais de 1,85 milhões, de acordo com números governamentais.
A chefe da diplomacia sul-africana, Naledi Pandor, disse nesta quinta-feira, na Universidade de Cabo, que os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) atrasaram intervir em Cabo Delgado para travar os ataques terroristas.
“demoramos muito tempo, como SADC, a discutir a insurgência em Cabo Delgado. Muitos de nós estávamos convencidos de que precisamos de agir rapidamente, mas havia relutância (…) saber a questão da soberania para permitir a entrada de outros, até mesmo a SADC.” Disse Pandor, citada pela Carta.
Prosseguindo, Naledi Pandor afirmou que ficou feliz pelo trabalho feito porque o seu colega da Nigéria veio ter com ela e questionou: “porque é que estão a demorar negociar como África Austral.”
A dirigente Sul-africana fez estas declarações num encontro virtual, para assinalar os 20 anos da União Africana (UA).
Lembre-se, desde Julho de 2021, operam em Cabo Delgado tropas do Ruanda, África do Sul, Botswana, Lesotho, Tanzânia, Angola, entre outros. Nos últimos dias, especialistas da União Europeia (UE) encontram-se a treinar militares moçambicanos para fazer face aos ataques terroristas que já provocaram mais de 3100 mortos entre civis, militares e terroristas.
Os enfermeiros em Inhambane estão preocupados com o elevado número de mortalidade infantil aliada à insuficiência de infra-estruturas.
“A mortalidade infantil é uma das preocupações de muitas enfermeiras. Queremos ver a mesma minimizada, assim como queremos que os profissionais de saúde trabalhem em condições mais humanizadas”, disse a enfermeira de saúde materno-infantil, Domingas Jacinto, do Centro de Saúde da Maxixe, citada pelo Observatório de Saúde.
De acordo com a fonte, há necessidade de se disseminar mais informações para que as parturientes estejam mais consciencializadas sobre os cuidados a ter para com a gravidez.
“Muitas mulheres dirigem-se ao centro de saúde num estado complicado que, aos poucos, se agrava, principalmente quando o serviço de parto dá início em casa”, explicou Domingas.
Dados estatísticos, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que a distância média que os habitantes percorrem para ter acesso aos cuidados de saúde registou uma ligeira variação de 12,4 km em 2015 para 12,3 km, em 2019.
Outra preocupação da classe tem a ver com a fraca qualidade de ensino das instituições que leccionam os cursos de enfermagem.
“Não sei como, mas temos tido fraca qualidade de ensino, o que pode prejudicar o serviço nacional de saúde”, referiu Domingas, sublinhando: “é importante que se faça a fiscalização das instituições, sobretudo as emergentes”.
Domingas diz ainda que o serviço nacional de saúde precisa de melhorar no seu todo, sobretudo na promoção dos bons hábitos entre os profissionais, partindo da formação até à melhoria da remuneração.
O Botswana está a avaliar a possibilidades de estabelecer voos directos entre a capital deste país, Gaborone, e o distrito de Chongoene, a escassos quilómetros da cidade de Xai-Xai, usando para o efeito o Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi.
A ideia é abrir espaço para a exploração de oportunidades de negócios entre empresários dos dois países.
Phandu Chaka Skelemani, presidente da Assembleia Nacional da República do Botswana, que visitou o aeroporto, mostrou-se maravilhado com empreendimento e considera que o mesmo pode facilitar a ligação aérea directa entre os dois países sem a tradicional escala na vizinha África do Sul.
“Podemos realizar viagens de negócios sem passar por Joanesburgo, na África do Sul, economizando o tempo de viagem”, disse.
O parlamentar acrescentou que o Aeroporto Filipe Nyusi tem todas as condições necessárias para a sua exploração e através da cooperação entre os dois países pode-se potenciar esta infra-estrutura de grandeza internacional.
Segundo ele, neste momento, os dois países estão a avaliar o potencial existente e outros programas que podem ser desenvolvidos em paralelo.
O secretário de Estado em Gaza, Amosse Macamo, também revelou que a província está a trabalhar para tornar o Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi num ponto de atracção de investimentos para a para a província.
“Estamos a divulgar o potencial do nosso aeroporto. Já fizemos isso com a África do Sul e agora é a vez do Botswana”, disse.
Um outro sector com potencial para a cooperação é a agro-pecuária, visto que tanto o Botswana como a província de Gaza são potenciais produtores de gado bovino.
“Existem outras áreas de interesse em que podemos cooperar, sobretudo no turismo e exploração de diamantes, área que interessa a província de Gaza, tendo em conta a recente descoberta deste recurso no distrito de Massagena”, disse.
Inaugurado a 29 de Novembro de 2021, o aeroporto foi construído com o objectivo de harmonizar e impulsionar o desenvolvimento acelerado da indústria, turismo e agricultura da província de Gaza. O mesmo está preparado para receber 220mil passageiros por ano.
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