Pelo menos 37 migrantes morreram num incêndio numa delegação do Instituto Nacional de Migração (INM) mexicano, em Cidade Juárez, na fronteira do México com os Estados Unidos, disseram esta terça-feira várias fontes à agência de notícias EFE.
Na zona do incêndio, perto do Rio Grande, na área que divide México e os Estados Unidos, a agência EFE pode verificar dezenas de sacos com os corpos dos migrantes que morreram.
As autoridades mexicanas ainda não emitiram uma declaração oficial sobre o incidente, mas espera-se que o Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, fale esta terça-feira sobre o caso durante uma conferência de imprensa.
Pais e encarregados de educação os alunos da Escola Primária Completa dos Limoeiros contestam os valores, alegadamente elevados, cobrados pela direcção deste estabelecimento de ensino situado no bairro com o mesmo nome para construção de novas salas de aula.
A direcção da escola estabeleceu um valor de 200 meticais para cada aluno da primeira à sétima classe matriculado no presente ano lectivo como contribuição para construir novas salas de aula das 16 existentes neste momento. Os pais e encarregados dos alunos receberam esta decisão sábado, numa reunião convocada pela direcção da escola.
A Escola Primária Completa dos Limoeiros alberga alunos de dois ciclos de aprendizagem, nomeadamente primário e secundário, à luz da nova Lei do Sistema Nacional de Educação aprovada em 2018. As salas ficaram insuficientes para acomodar os alunos dos dois ciclos, daí a necessidade de aumentar o número.
O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, propôs a realização das Olimpíadas do Desporto Escolar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com várias modalidades.
“Seriam as Olimpíadas da CPLP, um produto de várias competições dos países-membros, e uma motivação adicional para os jovens da CPLP”, desafiou Ulisses Correia e Silva, após a sessão de abertura das Olimpíadas do Desporto Escolar de 2023 de Cabo Verde, realizada ao final do dia de segunda-feira, na Praia.
O objetivo do primeiro-ministro cabo-verdiano é que o arquipélago organize estas Olimpíadas ao nível da CPLP, que substituiriam os jogos escolares da comunidade.
As Olimpíadas do Desporto Escolar de Cabo Verde envolvem mais de 400 alunos de todo o país, em várias modalidades.
“É uma grande iniciativa que reúne alunos de todas as ilhas do país, em diversas modalidades, movidos pelo espírito competitivo e de muita amizade. É demonstrativa que valeu a pena reavivar e retomar o desporto escolar em um nível muito mais elevado”, disse Ulisses Correia e Silva.
“É o resultado de várias competições regionais, dando oportunidade a muitos jovens de partilhar experiências e momentos marcantes. Envolve também o espírito olímpico associado, com valores que isso carrega e transmite à nossa juventude. Enquanto Governo, estamos a apostar em infraestruturas desportivas. A melhoria tem sido substancial, e vamos continuar a aumentar a oferta, particularmente, a nível dos pavilhões desportivos”, acrescentou o chefe do Governo.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.
O manifesto encontrado na casa da atiradora que matou, na segunda-feira, seis pessoas numa escola primária de Nashville, no estado norte-americano do Tennessee, indica que outros locais seriam possíveis alvos, disse a polícia.
O documento “mostra que ia haver um tiroteio em massa em vários locais, e a escola era um deles”, afirmou o chefe da polícia de Nashville, John Drake, à televisão norte-americana.
A atiradora, que matou três crianças e três adultos na The Covenant School, uma escola cristã particular, fundada em 2001 e com perto de 200 alunos, era uma antiga aluna do estabelecimento e terá planeado o ataque, indicaram as autoridades policiais.
As autoridades sanitárias do Niassa manifestam a sua preocupação com a falta de medicamentos, devido ao corte nas principais estradas que dão acesso àquela província.
O corte, segundo o chefe do Departamento de Assistência Médica nos Serviços Provinciais de Saúde, Cardoso Balate, foi causado pelo ciclone tropical “Freddy”, que assolou as províncias das regiões Centro e Norte entre os dias 17 e 18 do mês corrente.
De acordo com a fonte da AIM, neste momento o sector da saúde está a envidar esforços com vista garantir o transporte de medicamentos e outros produtos de primeira necessidade para as zonas mais críticas.
Foi reaberto o tráfego rodoviário na Estrada Nacional número 13, no troço Mandimba-Cuamba, na província do Niassa, após 10 dias de interrupção devido aos danos causados pela passagem do ciclone Freddy a ponte sobre o rio Lugenda, nos aterros e encontros da infra-estrutura e cerca de 300 metros da estrada.
Segundo o Notícias Online, estiveram envolvidas nos trabalhos de melhoramento daquela rodovia que liga as províncias de Nampula e Niassa empresas nacionais do ramo de estradas.
Quinze mil hectares de campos de cana-de-açúcar continuam inundados, na Maragra, distrito da Manhiça, Província de Maputo, o que representa mais da metade do total da área cultivada, cerca de 29 mil hectares. Ainda assim, o ministro da Agricultura diz que não haverá escassez de açúcar nem subida do preço.
O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, sobrevoou, esta segunda-feira, a área para aferir o nível de estragos causados pela água e confirmou que “a destruição é muito grande e há campos completamente alagados”.
Segundo disse, dos 15 mil hectares destruídos, cerca de 8500 pertencem aos produtores subcontratados, o que representa grandes prejuízos, pois, na sua maioria, segundo Correia, fizeram grandes investimentos e têm dívidas no banco.
“Os dados da avaliação preliminar indicam que serão necessários cerca de mil milhões de Meticais só para recuperar a área perdida dos subcontratados, onde serão precisos cerca de 650 milhões de Meticais para o replantio e cerca de 350 milhões de Meticais para a reposição de infra-estruturas de transportes e drenagem, diques, entre outras”, disse Celso Correia, ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
A previsão é que só daqui a seis ou oito semanas os campos estejam em condições de ser trabalhados e apurar-se de forma exaustiva as reais necessidades de reinvestimentos.
Embora haja perdas, o ministro disse que há boas notícias: “Ficamos confortados, primeiro, em saber que não haverá ruptura de stock de açúcar no país; segundo não se antevê a subida do preço do açúcar, pelo menos por agora”.
Por seu turno, Júlio Parruque, governador da Província de Maputo, garante que os produtores terão mais facilidades para acelerar a recuperação do que foi perdido.
“Para nós, Província de Maputo, a cana-de-açúcar é nosso ouro verde, cujas áreas afectadas serão, pelo Governo provincial, isentadas do pagamento da taxa anual de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT)”, garantiu Júlio Parruque, governador da Província de Maputo.
O sector de produção do açúcar sustenta cerca de 25 mil famílias, no país, e tem um volume anual de negócios de cerca de 150 milhões de dólares e com cerca de 65 milhões de dólares nas exportações.
A forte chuva que atingiu a região andina do Equador na noite de domingo (26) causou um deslizamento de terra e matou ao menos sete pessoas, outras 23 ficaram feridas e 46 estão desaparecidas, segundo informações do governo atualizadas na segunda-feira (27).
O deslizamento atingiu a cidade de Alausí, província de Chimboraz, e ao todo 500 pessoas e 163 casas foram afetadas pelas fortes chuvas. Outras 600 residências foram desocupadas para evitar novos desastres.
“Precisamos continuar com os processos de resgate. Pedimos a todos os cidadãos que deixem as áreas afetadas para atender a esta emergência da melhor maneira”, declarou o presidente do Equador, Guillermo Lasso.
Bombeiros de cidades vizinhas e moradores da região atingida pelas chuvas passaram a madrugada à procura de vítimas com o apoio de cães farejadores.
Desde janeiro deste ano, 22 pessoas morreram e aproximadamente 350 ficaram desabrigadas em decorrência dos eventos climáticos extremos.
Na sua conta no Twitter, o presidente equatoriano declarou que o governo irá mandar recursos para as regiões atingidas pelas chuvas.
“A ajuda para Alausí vem de todos os lugares. Você não está sozinho, o país inteiro está com você. O Governo do Equador não poupou recursos para o trabalho de resgate, para fornecer o necessário aos afetados e devolver a esperança aos cidadãos”, escreveu Lasso.
Um sismo de magnitude 6,1 na escala de Richter atingiu hoje o norte do Japão, segundo a Agência Meteorológica Japonesa (JMA), sem acionar o alerta de tsunami.
Otremor de terra foi registado às 18:18 na região de Aomori (norte) a uma profundidade de 20 quilómetros, de acordo com a JMA.
As autoridades japonesas indicam que o sismo foi sentido também de ilha de Hokkaido.
De acordo com a estação de televisão pública japonesa, não foi emitido qualquer alerta de tsunami.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Comunicação. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Técnico do Projecto USAID FILOVC. Saiba mais.
O Centro deAprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar um (1) Consultor para desenhar um Manual e oferecer treinamentos em monitoria de Direitos Humanos e Abordagens baseadas em Direitos Humanos para o Staff do CESC-IGUAL e Parceiros. Saiba mais.
A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Consultor (Planejamento de Transição) – Financiamento – (REEMITIDO). Saiba mais.
A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Principal, Reforço dos Sistemas Regulatórios e Farmacovigilância. Saiba mais.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, adiou a viagem que faria à China como Chefe de Estado na próxima semana por indicação médica, segundo comunicado divulgado, este sábado, pelo Governo brasileiro.
“Em função de orientação médica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu adiar a sua viagem à China. O adiamento já foi comunicado para as autoridades chinesas com a reiteração do desejo de marcar a visita em nova data”, diz a Secretaria de Imprensa da Presidência da República do Brasil.
Segundo boletim médico incluído no mesmo comunicado, “o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrada no Hospital Sirio-Libanês – unidade Brasília, em 23/3/2023 com sintomas gripais. Após avaliação clínica, foi feito diagnóstico de broncopneumonia bacteriana e viral por influenza A, sendo iniciado tratamento.”
“Após reavaliação no dia de hoje e, apesar da melhora clínica, o serviço médico da Presidência da República recomenda o adiamento da viagem para China até que se encerre o ciclo de transmissão viral”, concluiu.
Segundo os ‘media’ locais, os médicos do Presidente o aconselharam a permanecer no país até ao fim da infeção viral, por uma questão de distanciamento, da duração da viagem à China e também porque Lula da SIlva tem 77 anos e há potencial de agravamento do quadro clínico por causa da idade.
A agenda da visita neste mandato de Lula da Silva à China, principal parceiro comercial do Brasil, já havia sido alterada devido ao diagnóstico de pneumonia leve.
Inicialmente, Lula da Silva embarcaria hoje para Pequim e teria compromissos oficiais a partir de segunda-feira, mas o Governo brasileiro informou na sexta-feira a decisão de adiar o voo, agora cancelado, para domingo, para preservar a saúde do líder progressista.
O adiamento da visita de Estado do governante brasileiro frustrará uma grande comitiva do país sul-americano que seria composta por cerca de 300 pessoas entre políticos, membros do Governo e empresários, muitos do setor do ‘agronegócio’, interessados em estreitar ligações no país asiáticos.
A China é, desde 2009, o maior parceiro comercial do Brasil e uma das principais origens de investimentos em território brasileiro. Em 2022, a corrente de comércio entre os dois países atingiu recorde de 150,5 mil milhões de dólares.
Antes de regressar ao Brasil, Lula da Silva pretendia fazer uma breve paragem nos Emirados Árabes onde cumpriria uma agenda de reuniões no dia 31 de março. O Governo brasileiro ainda não informou se os compromissos nos Emirados Árabes foram cancelados.
O presidente de Israel pediu, na segunda-feira, ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para “atuar com responsabilidade e coragem” e pôr fim “de imediato” ao processo legislativo da polémica reforma judicial que está a dividir o país.
“Pelo bem da unidade do povo de Israel, pelo bem da responsabilidade necessária, peço que ponham fim ao processo legislativo de imediato”, afirmou Isaac Herzog, em comunicado, quando o país regista as maiores manifestações de sempre e se encontra à beira de uma greve geral.
“Toda a nação está profundamente preocupada. A nossa segurança, economia, sociedade – todos estão sob ameaça”, alertou Herzog. “Acorda agora!”
Na noite passada, Netanyahu demitiu o ministro da Defesa, depois de Yoav Gallant ter pedido publicamente o fim da reforma judicial, na primeira voz crítica do Governo.
A decisão do primeiro-ministro levou mais de 600 mil pessoas para as ruas em protestos maciços e improvisados em várias cidades israelitas.
As universidades de todo o país fecharam “até nova ordem” em protesto e espera-se que os sindicatos apelem para uma greve geral.
A reforma judicial desencadeou uma das mais graves crises internas de Israel, ao unir, em oposição generalizada, líderes empresariais, funcionários judiciais e mesmo militares do país.
Uma aparente calma regressou às ruas do país depois de uma noite de protestos, em que milhares de manifestantes acenderam fogueiras na principal autoestrada de Telavive, bloqueando a passagem, bem como em outras em todo o país.
A peça central da revisão é uma lei que dará à coligação governamental a última palavra sobre todas as nomeações judiciais. Outras leis podem dar ao parlamento a possibilidade de anular decisões do Supremo Tribunal e limitar a revisão judicial das leis.
Netanyahu e aliados disseram que o plano vai devolver o equilíbrio entre os ramos judicial e executivo e controlar o que consideram ser um tribunal intervencionista com simpatias liberais.
Mas críticos advertiram que as leis vão eliminar o sistema de controlos e equilíbrios de Israel e concentrar o poder nas mãos da coligação governamental, acrescentando que Netanyahu, a ser julgado por acusações de corrupção, tem um conflito de interesses.
Pelo menos 19 migrantes morreram este domingo e outros cinco foram resgatados, todos da África subsaariana, depois de a embarcação precária em que viajavam ter afundado ao largo da costa tunisina de Mahdia (sul), anunciou uma organização não-governamental (ONG).
De acordo com o porta-voz do Fórum Tunisino para os Direitos Económicos e Sociais (FTDES), Romdhane Ben Amor, trata-se do terceiro naufrágio mortal em 72 horas, com pelo menos 24 mortos e 62 pessoas desaparecidas, enquanto outras 40 sobreviveram.
Cerca de 30 organizações acusaram na sexta-feira o Ministério do Interior de reprimir as campanhas humanitárias para ajudar os migrantes, depois de o Presidente Kais Said as ter acusado de fazerem parte de uma conspiração para mudar a demografia e a identidade “árabe-muçulmana” do país.
A revisão dos estatutos e a alteração do regulamento dos observadores associados da CPLP são as “questões urgentes” e “desafios prementes” a analisar no Conselho de Ministros da organização, disse o chefe da diplomacia angolana.
Segundo Téte António, que intervinha na sessão de abertura da 16.ª reunião extraordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem-se notado um aumento de interesse dos Estados e instituições a solicitarem parcerias através da obtenção do estatuto de observador associado da CPLP, pelo que “foi revisto o estatuto para regular esta adesão e melhorar a cooperação com os observadores associados”.
“A alteração do regulamento dos observadores associados visa adaptar esta vontade de muitos terem parceria connosco à realidade atual da nossa organização”, disse, na qualidade de presidente em exercício do Conselho de Ministros da CPLP.
Nesta reunião, os chefes da diplomacia vão ainda discutir a revisão dos estatutos da CPLP, que devem ser adequados à cooperação económica, a prioridade definida pela presidência rotativa de Angola da organização, acrescentou Téte António.
Neste sentido, o encontro de Luanda, que conta com a presença de ministros dos nove Estados-membros da organização, vai discutir a necessidade da criação da direção dos assuntos económicos e empresariais do secretariado-executivo da CPLP.
A revisão do regulamento interno do pessoal da CPLP é igualmente um dos temas da agenda.
“A CPLP cresceu, desenhámos planos estratégicos de cooperação, alargámos a nossa ação comunitária em diversas áreas, existem reformas estruturais hoje na nossa organização em que o diálogo entre os Estados-membros é fundamental”, realçou Téte António.
“O Papel dos Mares e Oceanos na Projeção Internacional da CPLP” é o tema desta reunião de Luanda, em que a delegação portuguesa é chefiada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.
“Não ignoramos o que muito ainda resta a fazer para termos a CPLP que almejamos, a exemplo de outras organizações internacionais, a nossa tem questões urgentes e desafios imperiosos”, afirmou Téte António.
“Vamos aproveitar esse dia de reunião para, mais uma vez, tratarmos dos temas prementes da CPLP com toda a nossa capacidade e criatividade para em conjunto obtermos consenso que rege as normas da nossa organização”, frisou.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.
O posto de fronteira de Ressano Garcia, no distrito de Moamba, província de Maputo, regista nos últimos dias, redução acentuada no movimento migratório.
As autoridades migratórias presumem que a diminuição deve-se às manifestações registadas na África do sul, caracterizadas por desordem e vandalismo.
Dados indicam que na semana de 11 a 17 de Março corrente, cruzaram o posto de fronteira de Ressano Garcia, cerca de 22 mi viajantes contra 7 mil de igual período da semana anterior.
É um fluxo migratório que continua a registar um redução nos últimos dias, presumivelmente devido as recentes manifestações registadas na África do sul, tal como explica o porta-voz dos Serviços de Migração em Maputo, Juca Bata.
“Pode se presumir que foi devido a razões económicas, assim como pelas manifestações registadas lá, onde viajantes temiam tumultos e vandalização nas vias públicas” disse.
As inundações provocadas pelas chuvas fortes registadas durante a passagem da tempestade tropical “Freddy”, na província de Manica, resultaram na perda de perto de dois mil hectares de culturas diversas por arrastamento.
Os distritos mais afectados são os de Tambara, Guro, Macate, Sussundenga e Mossurize.
A informação foi avançada pelo director provincial de Agricultura e Pescas em Manica, Ernesto Lopes, durante o programa Linha Directa da Rádio Moçambique, quando falava sobre as acções em curso para restabelecer o curso normal da vida dos afectados.
“Aqui aconteceram três cenários. Primeiro foram inundações, segundo acamamento das culturas e terceiro arrastamento das culturas. Assim, ficaram afectadas cerca de 8.164 hectares, dos quais foram perdidos 1.813”, disse.
Sublinhou que “os 1.813 hectares que estão completamente perdidos fazem parte as culturas afectadas pelo terceiro cenário, que é o arrastamento”, onde se destacam as culturas de milho e gergelim.
No centro de reassentamento das vítimas de ataques terroristas em Mutchessane, no posto administrativo de Licuar, distrito de Nicoadala na Província da Zambézia haviam mais de 70 famílias todas elas oriundas da província de Cabo Delgado.
Hoje, cerca da metade das famílias já regressou às zonas de origem por não terem conseguido se adaptar à nova realidade, mas também devido à falta de condições de sobrevivência no centro.
Por outro lado, o ambiente calmo que se verifica em vários pontos da província de Cabo Delgado, principalmente, em Mocimboa da Praia de que a maioria dos deslocados era proveniente permitiu o regresso dos deslocados.
Falta de comida
Os reassentados que permanecem no centro de Licuar contam que falta lhes comida e roupa. À DW África, Hortêncio Francisco diz que desde que chegaram à Zambézia, muitos deslocados não conseguem trabalho remunerável para suprir as necessidades básicas.
“Para quem consegue fazer táxi de bicicleta consegue, para nós que somos homens, mas a maioria aqui está inclinada a machamba, não há emprego. Não há nada. Quando amanhece agente só vai à machamba, isso é que nos ajuda um pouco”, conta Francisco.
O Chefe dos deslocados de Cabo Delgado no centro de reassentamento de Muchessane em Licuar na Zambézia, Elias Jacob disse que a grande dificuldade que se vive no centro é a falta de alimentação e casas em condições.
“Neste momento estamos a passar mal com fome. Mas machambas ainda não tem nada”, lamenta Jacob.
“Não pensamos voltar agora para [Mocimboa da Praia], porque a situação lá ainda não acabou se for possível nos apoiem”, disse Elias Jacob para quem “pedimos ao governo para nos apoiar pelo menos uma casa, assim estamos a viver como se fossemos porcos”, concluiu.
Milhões de alemães enfrentam fortes perturbações nos transportes públicos, devido a uma greve que já está a ser classificada como uma das mais relevantes das últimas décadas. Os trabalhadores lutam por aumentos salariais, enquanto a maior economia da Europa tem mostrado dificuldade em dar resposta à inflação.
Aeroportos, terminais de comboios e estações de autocarros estão, esta segunda-feira, paralisados em todo o país, em consequência de uma greve geral de 24 horas convocada pelo sindicato Verdi e pelo sindicato ferroviário e de transportes EVG. Apesar de, até ao final da manhã, ainda não se conhecerem os dados que espelham as reais consequências da interrupção, a Imprensa alemã antecipa que esta greve ficará marcada por ser uma das mais significativas dos últimos anos.
Nas primeiras horas do dia, dois dos maiores aeroportos da Alemanha, Munique e Frankfurt, suspenderam alguns voos, enquanto os serviços ferroviários de longa distância foram cancelados pela operadora Deutsche Bahn, dando lugar a um mar de trabalhadores vestidos com coletes refletores.
Numa altura em que a inflação tem vindo a escalar, atingindo 8,7% em fevereiro, os trabalhadores pressionam por aumentos salariais para atenuar as consequências económicas, no entanto, as empresas têm vindo a defender que não é a altura certa para aumentos salariais.
O sindicato Verdi – que exige um aumento salarial de 10,5% (pelo menos 500 euros por mês) – está a negociar em nome de cerca de 2,5 milhões de funcionários do setor público, o que inclui trabalhadores dos transportes públicos e aeroportos. Já o sindicato EVG está a intermediar em prol de 230 mil trabalhadores da operadora ferroviária Deutsche Bahn e empresas de autocarros, apelando por progressos na ordem dos 12%, o que se traduziria em mais 650 euros mensais.
Martin Burkert, secretário-geral da EVG, disse ao jornal “Augsburger Allgemeine” que os patrões ainda “não tinham apresentado uma oferta viável”, alertando que podem ser agendadas novas greves, inclusive durante o período das férias da Páscoa. Ao “Bild am Sonntag”, Frank Werneke, chefe do sindicato Verdi, lembrou que a greve é uma questão de sobrevivência para milhões de trabalhadores,
Por sua vez, a Deutsche Bahn destacou no domingo, cita a agência Reuters, que a greve é “completamente excessiva, infundada e desnecessária”, lembrando ainda que um aumento salarial resultaria em tarifas mais elevadas para os passageiros.
A empresa espera que a paralisação tenha um “impacto maciço” em toda a rede ferroviária e prometeu informar os utilizadores “da forma mais rápida e abrangente possível” sobre cancelamentos e atrasos.
A interrupção da ligação rodoviária na Estrada Nacional Número Treze (EN13), entre as cidades de Lichinga e Nampula provoca a subida de preços de transporte de passageiros, no Niassa.
Os avultados danos causados pela passagem do ciclone tropical Freddy na Estrada nacional número 13 forçaram a paralisação da comunicação na rodovia entre as cidade de Lichinga e Cuamba, no Niassa e Cuamba/ Nampula.
Como via alternativa, os transportadores rodoviários usam a rota Lichinga/ Montepuez, Cabo delgado, para escalar a província de Nampula.
Esta nova realidade, ditou o aumento do preço da passagem de mil e trezentos meticais para mil e oitocentos.
Passageiros ouvidos pela Radio Moçambique, afirmam que a mudança busca do preço do bilhete, no troço, pesa o bolso do cidadão.
Um cobrador de uma das companhias que opera na rota Lichinga/ Nampula apontou o aumento do custo operacional como motivo para a subida do preço do bilhete de passagem. Destacou, por outro lado, a fraca procura do transporte na rota Lichinga/ Nampula, como principal constrangimento para as companhias.
A Comissão Provincial de Proteção Civil de Luanda negou este domingo a existência de um relatório sobre as causas do desabamento de um edifício no sábado na capital angolana, sublinhando que as autoridades irão “apresentar estudos consolidados”
Foi “descartada a existência de um ‘suposto’ relatório que aventava possíveis causas que terão levado ao desabamento do edifício, referenciado no comunicado de imprensa da empresa Fundinvest, sendo que as autoridades competentes irão apresentar estudos consolidados”, segundo uma nota do Governo Provincial de Luanda (GPL)
O prédio de seis andares pertence ao Fundo de Investimento Imobiliário Fundivest, que nos sábado divulgou um comunicado apontando como possível causa do desmoronamento uma “rutura de tubagem nas redes de distribuição de agua do do edifício vizinho”, que contribuiu para a perda de capacidade de suporte do solo da fundação, citando um relatório do Laboratório de Engenharia de Angola.
O prédio era habitado por 18 famílias que foram realojadas, estando “praticamente descartada a possibilidade de existirem vítimas humanas entre os escombros do edifício 76-78 da avenida Comandante Valódia, sendo certo que as autoridades procederam à evacuação da infraestrutura de forma atempada e em segurança”, adianta ainda o comunicado do GPL.
A Comissão Provincial de Proteção Civil de Luanda admite finalizar ainda as operações e sugere que a entidade responsável pelo edifício “reforce o diálogo com os moradores para os passos subsequentes”.
Da reunião de hoje, salientam, saiu “a recomendação para maior aproximação e diálogo entre a entidade privada proprietária do edifício e a comissão de moradores, sobretudo no que diz respeito às responsabilidades e aos acordos subsequentes”
O Fundinvest é gerido pela Eaglestone Capital, de acordo com a informação disponível no site do Banco Angolano de Investimentos (BAI), que comercializou este fundo de investimento imobiliário fechado, lançado a 30 de abril de 2022.
“O Fundo dirigirá os seus investimentos para a aquisição de ativos imobiliários, nomeadamente: aquisição de imóveis ou frações autónomas destinados à habitação, comércio, serviços, armazéns e edifícios industriais, bem como direitos de superfície, com o objetivo de promover o loteamento, construção e desenvolvimento de empreendimentos imobiliários”, lê-se no anúncio de lançamento.
A Agência Lusa contactou a Fundinvest, por email, para obter esclarecimentos sobre o suposto relatório das causas e as negociações em curso com os moradores, sem respostas até ao momento.
As autoridades informaram igualmente que já foi feita a estabilização do edifício adjacente para permitir os estudos, tendo sido iniciada a colocação dos tapumes, limpeza e abertura da avenida, pelo que na reunião desta noite a comissão deve dar os trabalhos por encerrados.
Nas ações de buscas e remoção de escombros estiveram mobilizados 934 efetivos e 92 meios dos serviços de proteção civil e bombeiros, polícia nacional, Serviço de Investigação Criminal e empresas públicas e privadas de construção.
Preventivamente, no dia 24 de março, entre as 18:00 e as 22:00, os moradores foram sensibilizados para a necessidade de sair, face à derrocada iminente, e realojados.
Cerca de quatro horas mais tarde deu-se o colapso do edifício
Vários vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento da derrocada e algumas pessoas a fugirem apressadamente, antes de o edifício, que albergava também estabelecimentos comerciais, se desfazer numa nuvem de pó.
Várias viaturas ficaram também destruídas.
Hoje também foi anunciado que as autoridades angolanas recuperaram quase 135 milhões de kwanzas (cerca de 250 mil euros) nos escombros do edifício, montante não reclamado até ao momento.
“A quantia encontra-se sob custódia das autoridades, após ter sido formalizado o termo de apreensão. Os cidadãos que pretendam reclamar o montante devem fazê-lo nos termos da lei”, adianta o GPL.
Moçambique irá receber, no primeiro trimestre de 2027, um novo navio balizador avaliado em dez milhões de dólares, encontra-se actualmente em construção na Coreia...