Destaque Deslocados de Cabo Delgado passam dificuldades na Zambézia

Deslocados de Cabo Delgado passam dificuldades na Zambézia

No centro de reassentamento das vítimas de ataques terroristas em Mutchessane, no posto administrativo de Licuar, distrito de Nicoadala na Província da Zambézia haviam mais de 70 famílias todas elas oriundas da província de Cabo Delgado.

Hoje, cerca da metade das famílias já regressou às zonas de origem por não terem conseguido se adaptar à nova realidade, mas também devido à falta de condições de sobrevivência no centro.

Por outro lado, o ambiente calmo que se verifica em vários pontos da província de Cabo Delgado, principalmente, em Mocimboa da Praia de que a maioria dos deslocados era proveniente permitiu o regresso dos deslocados.

Falta de comida

Os reassentados que permanecem no centro de Licuar contam que falta lhes comida e roupa. À DW África, Hortêncio Francisco diz que desde que chegaram à Zambézia, muitos deslocados não conseguem trabalho remunerável para suprir as necessidades básicas.

“Para quem consegue fazer táxi de bicicleta consegue, para nós que somos homens, mas a maioria aqui está inclinada a machamba, não há emprego.  Não há nada. Quando amanhece agente só vai à machamba, isso é que nos ajuda um pouco”, conta Francisco.

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O  Chefe dos deslocados de Cabo Delgado no centro de reassentamento de Muchessane em Licuar na Zambézia, Elias Jacob disse que a grande dificuldade que se vive no centro é a falta de alimentação e casas em condições.

“Neste momento estamos a passar mal com fome. Mas machambas ainda não tem nada”, lamenta Jacob.

“Não pensamos voltar agora para [Mocimboa da Praia], porque a situação lá ainda não acabou se for possível nos apoiem”, disse Elias Jacob para quem “pedimos ao governo para nos apoiar pelo menos uma casa, assim estamos a viver como se fossemos porcos”, concluiu.

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