O Dicastério para as Igrejas Orientais do Vaticano negou o envolvimento do seu responsável, o arcebispo Claudio Gugerotti, numa missão secreta do Papa para conseguir um cessar-fogo na Ucrânia.
“A informação sobre uma missão de paz confiada ao prefeito do Dicastério para as Igrejas Orientais, o arcebispo Claudio Gugerotti, chegou a uma ampla circulação internacional. Informa-se que o prefeito não tem conhecimento de nada do que foi dito a este respeito”, afirmou o departamento do Vaticano, em comunicado.
O ‘site’ especializado em notícias do Vaticano ‘Il Sismografo’ noticiou na quinta-feira que o Papa tinha planeado enviar o arcebispo Gurgerotti, que foi núncio apostólico na Bielorrússia (2011-2015) e na Ucrânia (2015-2020), a Moscovo, para se encontrar com Vladimir Putin, crendo nas suas boas relações com o atual presidente da Bielorrússia, Alexandr Lukashenko, principal aliado do presidente russo.
De acordo com a publicação, o pontífice também teria considerado a possibilidade de o presidente da Conferência Episcopal Italiana, o Cardeal Matteo Zuppi, se deslocar a Kiev para conversar com o presidente ucraniano, Volodymir Zelenski, ser intermediário entre os presidentes ucraniano e russo e tentar um cessar-fogo no conflito.
Até à data, a delegação não foi oficialmente confirmada.
Segundo vários meios de comunicação social italianos, esta nova ação diplomática faria parte da missão de paz secreta anunciada pelo Papa Francisco durante o seu voo de regresso de Budapeste no último mês.
Na altura, o Papa sublinhou: “estou pronto a fazer tudo o que for necessário. Além disso, está a decorrer uma missão, mas ainda não é pública. Veremos como. Quando for pública, dir-vos-ei”.
Os governos de Moscovo e de Kiev responderam, com poucas horas de diferença, que não tinham conhecimento desta iniciativa de paz e que não tinham recebido qualquer comunicação específica.
Numa declaração recente, o secretário de Estado e responsável máximo pela diplomacia do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, afirmou que “agora é o momento de tomar a iniciativa para criar uma paz justa na Ucrânia”.
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O Governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão a discutir medidas de sustentabilidade fiscal antes de ser feito novo desembolso do programa de apoio ao país, disse quarta-feira, o representante do fundo.
“Agora é necessário avaliar se aquilo que já foi feito é suficiente” ou “o que mais pode ser feito para se chegar a uma visão conjunta daquilo que é a sustentabilidade fiscal”, referiu Alexis Meyer-Cirkel, durante um evento de apresentação das perspectivas económicas regionais, em Maputo.
“Isso, no final das contas, é o valor importante”, num diálogo que revê “um pouco daquilo que aconteceu” e “olha bastante para aquilo que está por vir”, procurando “sobreposição de ideias de como se chega a essa sustentabilidade nos próximos 12 meses e depois nos anos por vir”, detalhou, segundo a Lusa.
Sobre o prazo para desfecho da conversa, “a previsão é que ela termine logo”.
“É uma conversa que segue. Tivemos bastante avanço em muitos pontos e nalguns há essa necessidade de diálogo, ainda. A esperança é que se conclua logo”, acrescentou.
A Autoridade Tributária de Moçambique (ATM), na Zambézia, perspectiva colectar, este ano, 2 ponto 6 mil milhões de meticais em receitas, com o reforço da campanha nacional de consciencialização dos cidadãos sobre a importância do pagamento de impostos para o desenvolvimento sócio-económico do País.
O delegado da Autoridade Tributária, na Zambézia, Ambrósio Orrubale, entende que a campanha denominada “Chama Tributaria, vai estimular o contributo individual dos impostos.
A “Chama Tributária”, na Zambézia, foi recebida, esta quarta-feira pelo administrador de Morrumbala, João Nhambessa vinda do distrito de Mutarara, em Tete, depois de passar de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala.
Um ativista, nascido na Ucrânia, foi condenado a sete anos de prisão pelo tribunal russo por “justificar o terrorismo”, avança a Reuters. Mikhail Krieger, de 63 anos, foi detido em novembro por fazer publicações na Internet nas quais revelava um posicionamento contra a Rússia e contra o presidente Vladimir Putin.
Ativista e antigo membro do Conselho Distrital de Tagansky, em Moscovo, Krieger ajudou a organizar manifestações de apoio à Ucrânia desde a invasão russa em 2014. Também protestou em apoio ao líder da oposição preso Alexei Navalny e a outros dissidentes visados pelo Kremlin.
Em 2020, Krieger escreveu nas redes sociais que Putin devia ser enforcado. Os procuradores russos afirmaram que o homem estaria a incitar ao ódio com aquela mensagem.
Durante o julgamento, o ativista negou todas as acusações e aproveitou para falar da guerra que eclodiu na Ucrânia em fevereiro de 2022.
“Considero esta guerra um conflito raro em que a verdade está 100% num dos lados. E esse lado é o da Ucrânia”, sublinhou, citado por aquela agência de notícias.
Mikhail Krieger gritou “Glória à Ucrânia” assim que ouviu a sentença.
De acordo com a rede russa de direitos humanos OVD-Info, foram instaurados processos penais contra mais de 500 pessoas por protestos contra a guerra.
A Electricidade de Moçambique (EDM) já investiu 120 milhões de meticais na reposição da rede eléctrica do centro do país, depois da destruição causada há dois meses pelo ciclone Freddy, anunciou esta quarta-feira em comunicado.
“Foram investidos cerca de 120 milhões de meticais para a reposição total do sistema”, sendo que a Zambézia “foi a província mais afectada pelo ciclone Freddy, que deixou 275.004 clientes de nove distritos” sem energia, referiu.
Hoje (quarta-feira) foi restabelecido o fornecimento a mais alguns locais da região, num trabalho em curso para que “até ao final deste mês a situação esteja normalizada”.
“A chuva e ventos fortes destruíram e alagaram inúmeras infra-estruturas eléctricas, facto que condicionou os trabalhos de reposição”, justificou a EDM.
Um comboio de carga que transportava cereais descarrilou, esta quinta-feira, na Crimeia, sem causar vítimas, disseram as autoridades russas, numa altura que em se sucedem incidentes regularmente atribuídos por Moscovo à Ucrânia.
“No distrito de Simferopol, descarrilaram carruagens que transportavam cereais”, declarou o governador da Crimeia, Sergei Aksionov, na rede social Telegram, acrescentando que o tráfego ferroviário entre Simferopol e Sevastopol, as duas principais cidades da península, está suspenso.
Os meios de comunicação Telegram, Baza, Mash e 112, próximos às autoridades russas, afirmaram que o descarrilamento foi causado por uma explosão.
O grupo Mash especificou que esta explosão abriu uma cratera de 15 metros de diâmetro e danificou 50 metros de trilhos.
Nas imagens publicadas pelo Mash, há duas carruagens tombadas numa via.
Num comunicado, a companhia ferroviária local alegou que o incidente foi resultado de “ações de terceiros”.
Em 1 e 2 de maio, dois comboios de carga russos descarrilaram depois de um dispositivo explosivo ter detonado na região de Bryansk, sem causar vítimas.
A Crimeia, anexada em 2014 pela Rússia, tem sido regularmente atingida por ataques de ‘drones’ e incidentes desde o verão passado. No outono, a ponte que liga a península à Rússia foi danificada por uma explosão atribuída à Ucrânia.
Bernardino Rafael, comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), anunciou que não haverá formação básica de novos agentes durante três anos, para privilegiar o investimento em infra-estruturas.
“Não haverá formação básica de polícias nos próximos três anos”, referiu em Maputo durante uma cerimónia de patenteamento no dia em que a PRM completou 48 anos.
Com as verbas que serviam “para fardamento, alimentação, combustível e transporte dos instruendos, vamos, pedra a pedra, atacar o nosso pilar difícil que são as infra-estruturas. Estamos a pensar de forma económica”, justificou Bernardino Rafael.
Ao mesmo tempo, o período servirá para revisão do currículo de formação, de acordo com padrões internacionais, exigindo o 12.º ano de escolaridade para ingresso.
O comandante-geral referiu que o país dispõe de polícias em número “razoável para garantir a segurança dos moçambicanos nos próximos dez anos”.
O anúncio de ontem abrange apenas a entrada na corporação, mantendo-se a formação de sargentos, de forças especiais, oficiais e outros ramos da PRM.
Dezenas de militares e polícias cercaram a Assembleia Nacional do Equador, dissolvida pelo chefe de Estado Guillermo Lasso quando estava a decorrer um processo parlamentar para o destituir do cargo.
Estas forças de segurança, equipadas com equipamento antimotim, cercaram o prédio do Parlamento, que também tem acesso restrito a vários quarteirões, de acordo com a agência de notícias Efe.
Numa mensagem à nação, Lasso anunciou hoje a medida de dissolução, prevista na Constituição equatoriana de 2008, na sequência da “grave comoção interna e política” que vive o país.
A decisão presidencial ocorre após Guillermo Lasso ter comparecido no parlamento, na terça-feira, para apresentar a sua defesa num processo de alegado desvio de fundos (peculato), processo iniciado pela oposição e que poderia levar à sua destituição.
Lasso defendeu-se perante o Parlamento, insistindo que não havia provas ou testemunhos de irregularidades.
O general Nelson Proaño, chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, indicou que a decisão de Lasso tem base legal, por isso deve ser “respeitada” por todos os cidadãos.
“As Forças Armadas e a Polícia Nacional são instituições obedientes e não beligerantes e cumprimos a nossa missão estritamente subordinados ao poder civil e à Constituição”, sublinhou numa mensagem.
Nelson Proaño garantiu ainda que as forças de segurança “atuarão com firmeza” em caso de “tentativa de alteração da ordem constitucional através da violência para minar a democracia”.
O ministro do Interior, Juan Zapata, já tinha divulgado que o Governo equatoriano tinha mobilizado a polícia “garantir a paz, a ordem e a segurança pública”, descartando que medida extraordinária envolva “restrição de direitos”.
Zapata explicou no Twitter que a Polícia cumprirá o “mandato constitucional” e apelou aos equatorianos para que “mantenham a calma”.
O Ministério da Educação também publicou um comunicado próprio a esclarecer que as aulas estão a decorrer “normalmente” e de forma presencial, apesar da monitorização “em permanência” sobre qualquer eventual alerta.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) confirmou o início dos trabalhos técnicos para a convocação de eleições presidenciais e legislativas após a dissolução da Assembleia Nacional por ordem do chefe de Estado.
Este órgão admitiu dificuldade em organizar esta dupla eleição em apenas três meses, noticiou a agência Europa Press.
O dispositivo constitucional utilizado por Lasso, até agora inédito, obriga o CNE a anunciar no prazo máximo de sete dias a data das novas eleições, nas quais serão eleitos o Presidente e os deputados, para completar os mandatos já em curso.
O vice-presidente do CNE, Enrique Pita, reconheceu em entrevista ao canal Visionarias que o anúncio de Lasso apanhou de “surpresa” a instituição, que não foi informada antes da promulgação do decreto.
Já o Partido Social Cristão (PSC), da oposição, anunciou que vai avançar com uma ação de inconstitucionalidade contra o decreto pelo qual o chefe de Estado dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas.
Em comunicado, o PSC indicou que não existem causas para aplicar a chamada ‘morte cruzada’ [‘muerte cruzada’, em espanhol], mecanismo contemplado pela Constituição.
O PSC considerou que “politicamente e na prática, o Presidente declarou-se ditador, ainda que por pouco tempo”, já que vai governar por decreto até a realização das eleições, conforme estabelece a Constituição.
Lasso, um ex-banqueiro, foi eleito em 2021 e enfrentou desde o início do mandato uma forte oposição na Assembleia Nacional, composta por 137 membros.
A província do Niassa acaba de receber material de reforço para imprimir celeridade no recenseamento eleitoral no âmbito das autárquicas de onze de Outubro próximo.
Destaque vai para cinco mobiles que vão ser alocados nos postos de recenseamento, onde se regista maior número de potenciais eleitores.
A informação foi avançada à Rádio Moçambique, esta quarta-feira, pelo presidente da Comissão provincial de eleições do Niassa, Xavier Waceda.
Até aqui foram registados pouco mais de duzentos mil potenciais eleitores nos seis distritos com autarquias, para uma meta de seiscentos e oitenta mil.
A situação fica a dever–se à lentidão por parte dos registadores e para a dificuldades de funcionamento dos materiais informáticos, disse o nosso entrevistado.
No Niassa as eleições autárquicas de dois mil e vinte e três vão decorrer nas cidades de Lichinga e Cuamba e nas vilas de Metangula, Insaca, Marrupa e Mandimba.
O maior problema regista-se na vila de Mandimba, onde foi enviado um reforço de brigadistas para o recenseamento e educação cívica do eleitorado, de acordo com o presidente da Comissão provincial de eleições do Niassa, Xavier Waceda.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo pronunciou Manuel Chang por seis crimes e três antigos gestores do Banco de Moçambique por abuso de cargo ou função.
Segundo a acusação a que o “O País” teve acesso, o antigo ministro das Finanças terá recebido sete milhões de dólares do Grupo Privinvest para facilitar empréstimos ilegais
É uma nova fase do escândalo das dívidas ocultas. No ano passado, foi conhecida a sentença para os 19 arguidos do processo querela 18/2019-C, no âmbito das dívidas ocultas em que se envolveram valores que ascendem a mais de 2,2 mil milhões de dólares norte-americanos.
O valor era alegadamente para financiar três empresas que comporiam um Sistema Integrado de Protecção e Monitoria da Zona Económica Exclusiva, em Cabo Delgado. O projecto era composto pela EMATUM, MAM e ProIndicus.
Mas, além do projecto já referido, foram abertos processos autónomos contra outros arguidos que, até, no primeiro, alguns, eram apenas declarantes. Um desses processos é o também de querela 58/2020/10ª e que já tem o despacho de pronúncia, ou seja, já se sabe quais são os crimes que o tribunal aceita julgar.
Se no primeiro, o problema eram os subornos para a aceitação do projecto pelo Governo, neste, é a contratação ilegal dos empréstimos, em que se violaram vários instrumentos que regulam a matéria.
E é por isso que os arguidos são antigos gestores do Banco de Moçambique, de quem devia vir um parecer tecnicamente positivo para que o Estado contratasse dívidas. Com eles, está também o então ministro das Finanças, detido na África do Sul há mais de quatro anos. Os visados são, nomeadamente, Manuel Chang, Ernesto Gove, então Governador do Banco de Moçambique, Waldemar de Sousa de Sousa e Joana Matsombe. Vamos, agora, aos factos que vêm à pronúncia.
Comecemos por Manuel Chang, por sinal, a pessoa sobre quem recaem seis tipos legais de crime, dos quais um está duplicado, o que acaba por perfazer sete. E, por quê? Porque, supostamente, Manuel Chang teria recebido sete milhões de dólares por ter facilitado a contratação dos empréstimos. A sua preponderância terá sido no seguinte:
Na identificação, aconselhamento e orientação para a concretização do suposto projecto de protecção da zona económica exclusiva;
Na emissão de garantias ilegais comprometendo o Estado no pagamento das dívidas contraídas para o financiamento das três empresas.
O esquema devia funcionar assim: o Estado dava garantia para as dívidas, as empresas iam à procura de financiadores e, encontrado o dinheiro, faziam-se os pagamentos para que o Grupo Privinvest fornecesse os equipamentos às empresas. Na fraude, a Privinvest daria, posteriormente, dinheiro aos envolvidos, alguns dos quais altos quadros do Estado para o que Teófilo Nhangumele chamou de “massagear o sistema”. Um dos beneficiários foi Manuel Chang, que, entretanto e como os outros, não recebeu o dinheiro na sua própria conta.
A acusação narra que Manuel Chang recorreu a um amigo de nome Luís Filipe Pereira Rocha Brito, empresário da área de importação de carros, com quem a relação tem mais de 15 anos.
De acordo com o Ministério Público e, agora, também a pronúncia, Chang “fê-lo porque estava ciente de que o seu amigo, na qualidade de empresário e importador de viaturas, dispunha de contas bancárias no exterior”.
“Assim, por forma a dificultar o rastreio dos valores a receber, o arguido Manuel Chang mandou comunicar a Jean Boustani (Gestor do Grupo Privinvest) que o valor fosse remetido para contas bancárias tituladas por duas empresas de Luís Brito, situadas em paraísos fiscais, designadamente Thyse International, Inc., uma empresa off shore com sede na British Virgins Island, e a Genoa Assets, SA, também off shore, sediada no Panamá”, diz a acusação.
O valor não foi recebido de uma só vez, a transferência foi feita em várias tranches até que se perfizeram os sete milhões de dólares em contas, onde geraram rendimentos que a acusação não apurou.
A acusação revela ainda que “o referido valor veio a ser recuperado pelas autoridades moçambicanas competentes, em processo de restituição voluntária …”.
Por estas e outras razões, Manuel Chang é acusado pelos seguintes crimes:
Dois crimes de violação da legalidade orçamental;
Associação para delinquir;
Corrupção passiva para acto ilícito;
Abuso de cargo ou função;
Crime de peculato;
Branqueamento de capitais.
Já os funcionários do Banco de Moçambique, que, por sinal, não teriam recebido nenhum dinheiro, são, os três, acusados pelo mesmo tipo legal de crime, que é o de abuso de cargo ou função. Isso porque, segundo a acusação, não fizeram a análise como devia ser, fizeram-na apenas para cumprir um mandamento formal da lei.
Ernesto Gove, Waldemar de Sousa e Joana Matsombe aguardarão pelo julgamento, porque não se encontra a necessidade de o deter. Em relação a Manuel Chang, que já se encontra detido na África do Sul, o Ministério Público entende que deve ser detido em Moçambique.
Aliás, os advogados destes três arguidos tentaram que o processo fosse separado, o que não foi aceite pela acusação com o argumento de que isso dispersaria a prova, sendo que os factos estão interligados.
Depois da pronúncia pelo tribunal, o normal era que seguisse o julgamento, mas alguns advogados recorreram porque entendem que não há matéria criminal nos arguidos que geriam o banco central.
Várias explosões soaram na capital Kiev e em outras regiões da Ucrânia, onde a população foi aconselhada a dirigir-se a abrigos, avançaram as autoridades militares.
“Quedas de detritos foram registadas no distrito de Darnytskyi da capital. Os dados sobre vítimas e danos estão a ser verificados”, escreveu na plataforma Telegram o chefe da Administração Militar de Kiev, Sergii Popko, sublinhando que a defesa antiaérea “funciona”.
Um incêndio ocorreu na quinta-feira numa empresa no distrito de Darnytskyi após a queda de destroços, e uma explosão foi registada no distrito de Desnyanskyi, disse o autarca da capital, Vitali Klitschko.
O Ministério dos Transportes e Comunicações acaba de interditar a circulação de camiões transportando minérios, nas horas de ponta, na Estrada Nacional Número Quatro (N4), medida que se propõe a garantir segurança rodoviária e reduzir o tráfego no troço.
O decreto ministerial tornado público, há dias, indica que a interdição aplica-se, sobretudo, no troço entre Tchumene e Malhampsene, entre as 06h00 e 8h00, nos dias úteis.
Paralelamente a esta decisão, introduzem-se medidas de gestão do tráfego de camiões de transporte de minérios entre as 16h00 e 18h00, desde a saída dos portos de Maputo e Matola, estando isentos os veículos carregando combustíveis e produtos perecíveis.
Para a monitoria, sensibilização e fiscalização do decreto, foi criada uma equipa que integra a Direcção Nacional de Transportes, o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia da República de Moçambique (PRM).
As Forças Armadas da Colômbia encontraram com vida três crianças e um bebê que estavam há 17 dias desaparecidos após a queda de um avião, na Colômbia. O acidente ocorreu em um local de mata fechada na Amazônia.
No Twitter, o presidente do país, Gustavo Petro, anunciou que os menores de idade foram encontrados nesta quarta-feira (17). As três crianças têm 13, 9 e 4 anos, enquanto o bebé tem apenas 11 meses.
“Depois de um árduo trabalho de busca realizado por nossas Forças Militares, nós encontramos com vida as quatro crianças que haviam desaparecido em um acidente aéreo em Guaviare”, disse. “Uma alegria para o país”.
O jornal El Tiempo informou que, de acordo com uma fonte da Presidência, após o resgate, as crianças estão sob a guarda da Armada Nacional.
O acidente resultou na morte do piloto, Hernando Murcia Morales; da copiloto, Herman Mendoza Hernández; e da mãe das crianças, Magdalena Mucutuy Valencia.
Autoridades disseram à imprensa local acreditar que as crianças tenham saído da aeronave e tentado sobreviver na mata. No local, foram encontradas, por exemplo, frutas que teriam servido de alimento ao grupo.
O Presidente Filipe Nyusi encontra-se, desde quarta-feira, em Harare, onde manteve encontros com o Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa. Os dois chefes de Estado reforçaram relações de cooperação em diferentes áreas, segundo revelaram aos jornalistas em conferência de imprensa.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, partiu, na manhã desta quarta-feira, para a República do Zimbabwe, no âmbito de uma Visita de Estado de três dias, a convite do seu homólogo Emmerson Mnangagwa.
A visita do Presidente da República ao Zimbabwe visa fortalecer e aprofundar os laços históricos de solidariedade, amizade e cooperação política, económica, social e cultural entre os dois países. Por isso mesmo, na capital zimbabweana, os dois Chefes de Estado mantiveram conversações oficiais, prestado declaração aos jornalistas moçambicanos e zimbabweanos presentes na conferência de imprensa.
Segundo Filipe Nyusi, entre as conversações, os dois presidentes concentraram-se em áreas de cooperação como agricultura, indústria, turismo, infra-estrutura e energias. O Presidente da República lembrou, falando aos jornalistas, que a energia eléctrica é um recurso que interessa a todos os países da África Austral. “Moçambique, Zimbabwe, Zâmbia, Malawi ou África do Sul, todos precisam de energia para se desenvolver”, afirmou o Presidente da República, destacando que, por isso mesmo, a cooperação na área de electricidade é fundamental.
Por sua vez, o Presidente do Zimbabwe reconheceu que “Sobrevivemos com a energia que buscamos em Moçambique, mas temos que pedir desculpas ao Presidente Nyusi porque, quando me tornei Presidente, soube que os meus ministros não pagavam e, depois, descobri começámos a pagar um pouco”, disse Emmerson Mnangagwa.
Além de identificar as áreas de cooperação que foram abordadas durante o encontro e de se realçar a necessidade de desenvolvimento dos corredores de Machipanda e Limpopo, Filipe Nyusi afirmou ainda, na conferência de imprensa da noite de hoje, que situou o Zimbabwe em assuntos de combate ao terrorismo. “A situação está a melhorar, mas o terrorismo continua a ser combatido no país”, afirmou, transparecendo a percepção de que o terrorismo é um problema que se vence com coordenação entre os países.
Ainda no plano da cooperação, Moçambique e Zimbabwe poderão construir duas barragens, uma das quais no Rio Save. Para o efeito, Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, deslocou-se ao Zimbabwe, onde visitou duas barragens e as obras de reabilitação da estrada que liga Harare a Mazvingo, de 270 km.
Durante a sua visita, Carlos Mesquita negociou três acordos na área de recursos hídricos com o Zimbabwe para facilitar a gestão conjunta das bacias do Save, Búzi e Púnguè, que são compartilhadas, e a construção de duas barragens, uma das quais no Rio Save.
Refira-se que um protocolo adoptado por todos os países da SADC obriga a uma partilha equitativa da água dos rios partilhados pelos países da região.
A Rússia lançou durante a última noite um total de 30 mísseis, de diferentes tipos, contra várias regiões da Ucrânia, tendo as defesas aéreas ucranianas derrubado 29 projéteis, de acordo com um comunicado da Força Aérea de Kyiv.
“Desde as 21:00 de 17 de maio [quarta-feira] até às 05:30 de 18 de maio, os ocupantes russos lançaram várias vagas de mísseis a partir de várias direções”, refere a nota oficial acrescentando que os projéteis eram mísseis de cruzeiro projetados de terra, mar e por meios aéreos.
A Administração Militar de Kyiv já tinha informado durante a madrugada a destruição de todos os mísseis e aparelhos aéreos não tripulados (drones) de reconhecimento projetados pela Rússia contra Kyiv.
Na capital ouviram-se várias explosões durante a última noite, tal como tinha sucedido na noite anterior.
Em Odessa, na costa do Mar Negro, a Administração Militar local, indicou que morreu um civil durante um ataque russo.
Os mísseis também atingiram a província de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, provocando um incêndio.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia foram também neutralizados ‘drones’ ofensivos russos Shahid-136/131 e dois ‘drones’ táticos de reconhecimento”.
Os Estados Unidos expressaram “preocupações” junto do Governo de Moçambique com o facto de um navio russo sob sanções de Washington ter atracado em janeiro num porto do país, disse à Lusa a porta-voz da embaixada dos EUA em Maputo.
“A embaixada dos EUA manifestou preocupações junto de representantes do Governo moçambicano sobre a ancoragem de um cargueiro russo sancionado pelos Estados Unidos num porto da Beira, em janeiro deste ano”, referiu, em resposta a questões colocadas pela Lusa.
“Desde antes do início da invasão ilegal da Ucrânia pela Rússia, os Estados Unidos e parceiros têm trabalhado com governos de todo o mundo para restringir o acesso da Rússia a tudo o que apoie os seus militares”, acrescentou, sem mais detalhes.
Em causa está a viagem do cargueiro russo “Lady R”.
O embaixador norte-americano em Pretória, Reuben Brigety, disse há uma semana que a África do Sul tinha carregado armas e munições para aquele navio na Base Naval de Simon`s Town, perto da Cidade do Cabo, que depois seguiram para a Rússia.
Na sequência dos comentários de Brigety, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse que já tinha sido iniciada uma investigação (com ajuda de serviços de informação norte-americanos) sobre a visita do cargueiro russo “Lady R”, em dezembro — acrescentando o seu gabinete que não havia provas de qualquer venda de armas.
Entretanto, na sexta-feira, o diplomata dos EUA veio a público reafirmar “a forte aliança” com a África do Sul no sentido de “corrigir qualquer má interpretação” das suas palavras e o lado sul-africano referiu que, num encontro, o embaixador “admitiu ter ultrapassado os limites e pediu desculpas”.
Em paralelo a este episódio, uma análise a registos feita pela agência de notícias Associated Press (AP) indicou que o cargueiro “Lady R” está ligado a uma empresa que foi sancionada pelos Estados Unidos por já ter transportado armas para o Governo russo e ajudar no seu esforço de guerra.
Ao mesmo tempo, o canal televisivo Al Jazeera citou dados da multinacional Refinitiv a indicar a paragem do cargueiro entre 07 e 11 de janeiro no porto da Beira, depois de ter saído da base naval de Simon`s Town e antes de continuar para Porto Sudão, no Mar Vermelho.
A Lusa procurou reações e informações adicionais junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (Minec) moçambicano e do Ministério dos Transportes, mas em ambos os casos o assunto foi encaminhado para a Autoridade Marítima da província de Sofala, por sua vez sem informações adicionais sobre a paragem do cargueiro, confirmada por outras fontes portuárias.
Moçambique tem assumido uma posição de neutralidade face à invasão russa da Ucrânia, abstendo-se nas votações de condenação à Rússia nas Nações Unidas e apelando ao diálogo para terminar o conflito, a partir do seu lugar de membro não-permanente no Conselho de Segurança da ONU.
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A Rússia congelou, no final de abril, as contas bancárias da embaixada da Finlândia em Moscovo e do seu consulado em São Petersburgo, anunciou o ministro finlandês dos Negócios Estrangeiros, Pekka Haavisto.
“As contas das missões finlandesas na Rússia estão congeladas e não podem ser utilizadas de momento”, declarou Pekka Haavisto numa conferência de imprensa, acrescentando que a Finlândia tem estado em contacto com as autoridades russas.
Um menor de 15 anos de idade foi recenseado no posto da Escola Primária de Hombwa, na cidade de Chimoio. O caso foi denunciado por fiscais da Renamo e do MDM. O STAE já reagiu ao assunto e diz que o cartão do menor já foi confiscado.
No dia 9 deste mês de Maio, Sanifolo Feniasse dirigiu-se ao posto de recenseamento de Hombwa, na cidade de Chimoio. Os brigadistas, mesmo com a identificação do menor a revelar que nasceu a 09 de Março de 2008, procederam ao recenseamento. Mas os fiscais estiveram atentos ao assunto e denunciaram na ocasião.
Mas a resposta já veio do STAE provincial de Manica através do seu director. Luciano José diz que o menor em causa não irá votar.
Para o director do Gabinete Provincial de Eleições na Renamo, em Manica, o recenseamento eleitoral em curso decorre a meio de muitas fragilidades.
Em Manica, o STAE já recenseou 399 718 eleitores, dos cerca de 77 mil eleitores previstos.
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