O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anunciou a sua intenção de digitalizar e modernizar o sistema de produção de avisos meteorológicos, com o objectivo de garantir a difusão de informações automatizada em cinco línguas nacionais.
A revelação foi feita no distrito de Matutuine, província de Maputo, durante a abertura de um seminário dedicado à criação de uma matriz de avisos baseada no impacto.
Mussa Mustafa, Director-geral-Adjunto do INAM, sublinhou que a tradução das previsões meteorológicas para as línguas de maior expressão no país visa promover a inclusão, reforçar a actuação e consolidar os mecanismos de resiliência comunitária, especialmente em situações de desastres naturais.
O seminário, que se prolongará até quinta-feira, conta com a participação de diversos sectores prioritários, incluindo educação, saúde, género, energia e órgãos de comunicação social. A iniciativa pretende estabelecer um diálogo interinstitucional que assegure a eficácia e abrangência na transmissão de informações meteorológicas relevantes para a população.
A província de Manica registou, durante os primeiros seis meses de 2026, três óbitos resultantes de cólera, um número que reflete a eficácia das medidas adoptadas pelas autoridades provinciais e sanitárias para conter a propagação da doença.
Os três falecimentos ocorreram nos distritos de Guro, onde se registaram dois casos, e na cidade de Chimoio, com um caso confirmado. Apesar de a cólera ter sido notificada em nove dos doze distritos da província, a resposta célere do sector da saúde possibilitou o controlo dos surtos, minimizando a mortalidade e evitando uma deterioração da situação epidemiológica.
Actualmente, o distrito de Mossurize permanece com um caso activo, com um paciente internado. Na última semana, cinco pessoas deram entrada nas unidades sanitárias do distrito, das quais quatro foram já dispensadas, ficando apenas um doente sob cuidados médicos.
Desde o início do ano, a cólera resultou no internamento de 308 pessoas nos distritos de Macossa, Vanduzi, Chimoio, Báruè, Gondola, Tambara, Guro e Mossurize. Nos distritos de Gondola, Vanduzi, Chimoio e Tambara, foram registados casos sem necessidade de internamento, evidenciando a detecção precoce e o acompanhamento eficaz dos pacientes.
A informação foi divulgada esta segunda-feira pelo director provincial de Saúde de Manica, Firmino Jaqueta, no decurso da X Sessão Ordinária do Conselho Executivo Provincial. Segundo o responsável, apesar dos elevados números de casos em Báruè, Guro e Macossa, a situação está sob controlo, graças às intervenções contínuas do Governo e dos profissionais de saúde.
“Desde o início deste ano, nove distritos já registaram casos de cólera. Neste momento, apenas Mossurize tem um caso activo. Das cinco pessoas que recentemente deram entrada, quatro já tiveram alta, permanecendo apenas um paciente internado”, afirmou Firmino Jaqueta.
O director provincial salientou que a fragilidade do saneamento básico, o fecalismo a céu aberto, o consumo de água imprópria, as deficiências de higiene individual e colectiva e a intensa mobilidade das comunidades ligadas à exploração mineira continuam a ser factores que favorecem a disseminação da doença.
Para contornar esta situação, o Governo Provincial de Manica implementou um conjunto robusto de medidas preventivas e de resposta rápida, envolvendo activamente as comunidades e os parceiros do sector da saúde.
As principais acções incluem campanhas permanentes de sensibilização sobre higiene, monitorização e investigação de casos suspeitos, seguimento de contactos nas comunidades, fortalecimento da capacidade de colheita e testagem de amostras, distribuição de frascos para conservação de amostras e de solução-mãe de cloro, controlo da qualidade da água para consumo humano e organização de campanhas de limpeza comunitária.
Estas intervenções têm propiciado uma redução significativa do impacto da cólera na província, traduzindo-se numa taxa de mortalidade reduzida, apesar dos casos registados em diversos distritos, o que evidência a eficácia da vigilância epidemiológica e da célere resposta das autoridades sanitárias.
A X Sessão Ordinária do Conselho Executivo Provincial abordou igualmente a situação da segurança alimentar na província de Manica, que integra doze distritos.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) Oficial de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem do Projecto LAGO. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Elaboração de Projecto Executivo e Construção de Muro de Vedação. Saiba mais.
Um helicóptero que pertencia à Saudi Aramco, a maior petrolífera do mundo, caiu na manhã deste domingo, na Arábia Saudita, resultando na morte de 14 pessoas.
Segundo informações do Ministério de Energia do país, a aeronave caiu por volta das 6h (horário local), e todas as vítimas eram cidadãos sauditas.
O acidente ocorreu em Ras Tanura, uma cidade que abriga o maior complexo de refino e o principal terminal de exportação de petróleo bruto da Saudi Aramco, situada a cerca de 440 quilómetros de Riade, a capital saudita. As causas do acidente ainda estão sob investigação pelas autoridades competentes.
Em uma declaração oficial, o Ministério da Energia expressou suas mais profundas condolências às famílias das vítimas, descrevendo os falecidos como “mártires” e rogando a Deus que lhes conceda misericórdia e perdão. O acidente é uma tragédia que afecta não apenas as famílias dos falecidos, mas também a comunidade em geral.
O Governo de Moçambique está actualmente em discussões sobre a digitalização das plataformas comerciais, com o objectivo de fortalecer a economia nacional.
A informação foi revelada pelo Ministro da Economia, Basílio Muhate, durante a Reunião Nacional do Comité de Facilitação do Comércio, realizada hoje na capital.
Muhate destacou que a criação de uma plataforma única de facilitação do comércio visa expandir a interligação entre diferentes entidades-chave, como as Alfândegas, os portos, os operadores logísticos, as instituições financeiras, as seguradoras e o sector privado. Esta iniciativa pretende melhorar a eficiência e a agilidade nas transacções comerciais, promovendo assim um ambiente mais favorável ao crescimento económico.
A implementação desta digitalização é vista como um passo significativo para modernizar as práticas comerciais no país, facilitando o acesso e a operação dos diversos agentes económicos envolvidos no comércio.
A reunião contou com a participação de vários stakeholders do sector, que expressaram grande expectativa em relação aos potenciais benefícios que esta plataforma única poderá trazer para o comércio em Moçambique.
O número de mortos em decorrência dos terramotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24 de junho, subiu para 1.450, de acordo com informações divulgadas neste domingo, pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O balanço anterior, divulgado no sábado, contabilizava 1.430 vítimas fatais.
Rodríguez também revelou que 774 edifícios foram afectados pelos sismos, dos quais 189 desabaram completamente e 585 sofreram danos parciais.
Até o momento, o governo venezuelano não apresentou uma estimativa oficial de desaparecidos. Contudo, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas.
Dados da plataforma Desaparecidos Terramoto Venezuela, criada por organizações da sociedade civil para reunir informações sobre as vítimas, indicam que 48 mil pessoas ainda estão sem contacto. A mesma plataforma relata que 14,5 mil pessoas, inicialmente consideradas desaparecidas, já foram localizadas.
As autoridades continuam a trabalhar nas operações de resgate e assistência às vítimas do desastre natural, que causou devastação em várias regiões do país.
A presença de elefantes e búfalos tem causado danos significativos a cerca de trezentos hectares de terras agrícolas no distrito de Caia, colocando em risco a segurança alimentar da região.
As culturas de milho, mapira e mandioca foram as mais afectadas, conforme revelou Domingos Alfândega, director do Serviço Distrital das Actividades Económicas de Caia.
Estima-se que aproximadamente três mil famílias estejam a enfrentar as consequências desta devastação, o que eleva a urgência de medidas para mitigar a situação e proteger as comunidades locais.
O problema, que surge em um contexto de crescente dependência da agricultura, exige uma resposta imediata das autoridades competentes para assegurar a subsistência dos agricultores e a estabilidade alimentar na região.
Nos próximos dias, serão reiniciadas as obras de construção de cerca de 40 salas de aula nos dezasseis distritos da província do Niassa. Esta informação foi revelada pelo director provincial da Educação e Cultura, Matias Chapungo, durante a VI Reunião Provincial de Planificação.
As empreitadas, que haviam sido suspensas devido às restrições financeiras impostas pela pandemia da Covid-19, enfrentaram limitações de financiamento tanto por parte do Governo quanto dos parceiros de cooperação. Esta situação agrava-se num contexto de crise económica global, que tem gerado vários desafios.
Matias Chapungo não divulgou o montante total do investimento, contudo, mencionou que a paralisação prolongada das obras resultou em novos entraves. Vários empreiteiros têm exigido a actualização dos projectos e dos custos associados, o que poderá levar a uma necessidade de reforço do financiamento inicialmente previsto.
Apesar das dificuldades apresentadas, o Governo reafirma o seu compromisso em mobilizar os recursos necessários para garantir o reinício das obras ainda neste ano.
Quatro indivíduos foram detidos, indiciados de roubo e posse ilegal de armas de fogo, no distrito de Moatize, na província de Tete.
O grupo é acusado de estar envolvido num assalto perpetrado no início de Março num empreendimento fabril localizado no posto administrativo de Benga.
De acordo com Feleciano da Câmera, porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Tete, os criminosos imobilizaram o agente de segurança do local, subtraíram a sua arma e ameaçaram os proprietários, levando consigo cerca de dois milhões de meticais, bem como jóias e telemóveis.
As investigações policiais resultaram na recuperação da arma de fogo roubada, além de electrodomésticos e uma motorizada. Os suspeitos confessaram ter adquirido esses bens com o valor obtido durante o assalto. Para completar o quadro, outros dois membros do mesmo grupo encontram-se em custódia policial nas províncias de Manica e no distrito de Angónia, elevando o total de envolvidos para seis.
A Avenida Joaquim Chissano, uma das principais artérias da cidade de Maputo, foi oficialmente reaberta à circulação rodoviária após um período de intervenções que se estendeu por cerca de dois anos.
Esta reabertura insere-se no âmbito do Projecto de Ampliação e Modernização da Rede de Esgoto – Sistema 2.
Segundo o Município de Maputo, a nova infraestrutura representa um avanço significativo para a saúde pública, a protecção ambiental e o desenvolvimento sustentável da capital. Estima-se que cerca de 12 mil famílias beneficiarão directamente das melhorias proporcionadas pelo projecto, que visa expandir o acesso ao serviço de esgoto em vários bairros da cidade. O objectivo é claro: reduzir a poluição ambiental, evitar descargas de águas residuais no mar e eliminar ligações clandestinas ao sistema.
O investimento total para a concretização deste projecto alcançou os 13 milhões de dólares. As intervenções realizaram a construção de 7 quilómetros de nova rede de esgoto, a reabilitação de 3 quilómetros da infraestrutura já existente e a construção de duas novas estações elevatórias, reforçando assim a capacidade do sistema de esgoto da cidade.
Uma delegação composta por 11 elementos dos Países Baixos, liderada por Marchel Gerrmann, Embaixador para o Comércio e Director de Desenvolvimento Económico Sustentável, visitou o Parque Nacional da Gorongosa, com especial ênfase na produção de café.
A missão é parte da preparação para a implementação do programa GV4G, cujo objectivo é fortalecer três cadeias de valor estratégicas em Moçambique: soja, caju e café. O programa tem como foco os corredores da Beira, na zona centro, e de Nacala, no norte do país, visando promover o crescimento económico sustentável, atrair investimento europeu e gerar oportunidades para 38 mil produtores, bem como 3.500 micro, pequenas e médias empresas.
Esta iniciativa está integrada no Fórum de Negócios União Europeia e Moçambique (Mozambique–EU Business Global Gateway Fórum 2026) e na cerimónia de assinatura do programa Green Value for Growth (GV4G), no valor de 60 milhões de euros, financiado pela União Europeia e pela Embaixada do Reino dos Países Baixos em Moçambique, realizada recentemente.
Após a visita ao Parque Nacional, a delegação prosseguiu para uma missão exploratória nas províncias de Manica e Sofala, no centro de Moçambique. Na Serra da Gorongosa, a equipa teve a oportunidade de observar a transformação das comunidades locais através de sistemas agroflorestais, com ênfase no cultivo de café à sombra de árvores nativas, uma prática que favorece a conservação do solo, dos recursos hídricos e da biodiversidade.
Durante a visita, os membros da delegação interagiram com produtores locais e visitaram a unidade de processamento de café da Gorongosa, onde o produto é preparado para entrada nos mercados. Um dos participantes comentou: “A Gorongosa mostra que é possível produzir café de qualidade, proteger a floresta e gerar rendimento para as comunidades,” conforme divulgado num comunicado de imprensa do Parque Nacional de Gorongosa recebido na redacção da AIM.
O Secretário de Estado para os Transportes, Chinguane Mabote, apelou à paciência durante o processo de reestruturação da companhia aérea pública, Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).
Esta iniciativa insere-se na estratégia do governo para construir uma rede de transportes moderna que impulsione o desenvolvimento socioeconómico do país.
Como parte do plano de reestruturação, a LAM está agora sob a gestão de três empresas públicas: a Companhia dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), a seguradora EMOSE, cada uma detendo 15,4% das acções da LAM, e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa responsável pela operação da barragem de Cahora Bassa no rio Zambeze, na província central de Tete, que possui 25,2% das acções.
Esta medida surge num momento crítico, em que a LAM tenta recuperar-se de uma situação de falência, devido a dívidas superiores a 230 milhões de dólares com fornecedores, resultado de casos de desvio de fundos.
Em 2024, a companhia estava sob a gestão da empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA), contratada pelo governo na tentativa de reverter a situação financeira da companhia. No entanto, os esforços não foram suficientes para sanar os problemas enfrentados.
Durante uma visita de trabalho às instalações da LAM, o Secretário de Estado sublinhou que a transportadora nacional é um activo estratégico para a integração territorial, desenvolvimento do turismo, expansão do comércio e deslocação de pessoas entre as províncias do país e a região.
“Manifestamos confiança no processo de modernização da companhia aérea e exortamos as equipas técnicas e de gestão a manterem-se focadas na segurança, pontualidade e eficiência operacional”, afirmou Mabote.
O secretário também reuniu-se com a cadeia de logística e serviços de transporte aéreo em Moçambique, que inclui os Serviços de Manuseamento de Aeroportos de Moçambique (MAHS), a Mozambique Express (MEX) e a SMS Catering.
Conforme o Plano Director de Aviação Civil (PDAC 2026-2045), o governo planeia investir mais de 710 milhões de dólares em aviação civil até 2045, abrangendo a modernização de aeroportos, sistemas de navegação aérea e segurança, prevendo que Maputo receba cerca de 2,8 milhões de passageiros por ano.
Do investimento total previsto, 440 milhões de dólares serão direcionados para a modernização da infraestrutura aeroportuária, representando quase dois terços do montante total.
A governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, destacou as potencialidades para a produção de carnes e cereais em larga escala na região, com o objectivo de alcançar a autossuficiência alimentar.
A afirmação ocorreu durante a feira do distrito de Chongoene, um espaço dedicado à promoção das oportunidades económicas e de investimento no sector agro-pecuário e de processamento.
“Em termos de hortícolas e de arroz, este distrito está bem preparado. Tem uma área de cerca de 60 mil hectares que podem produzir diversas culturas, com especial enfoque em hortícolas e cereais”, afirmou a governadora durante o seu discurso.
Margarida Mapandzene frisou que Chongoene possui as condições necessárias para se estabelecer como um actor importante na cadeia de valor do agro-negócio da província. Com isso, poderá contribuir significativamente para a segurança alimentar e para a geração de renda no distrito.
A iniciativa visa garantir o desenvolvimento sustentável da agricultura e promover a melhoria das condições de vida das comunidades locais.
O Governo de Moçambique avança com uma estratégia robusta de investimento destinada à manutenção, reabilitação e modernização das infraestruturas rodoviárias e marítimas.
O principal objectivo é assegurar uma interligação nacional e internacional mais segura, que facilite a mobilidade de pessoas e bens, além de impulsionar o comércio com os países do Interland.
Calido Naico, representante do Ministério dos Transportes e Logística, partilhou esta informação durante a primeira reunião do sector dos Transportes e Comunicações na província do Niassa, que decorreu sob o lema “Transporte Seguro como Garante da Mobilidade de Pessoas e Bens”. Naico destacou o reforço nas obras de reconstrução e apetrechamento dos corredores logísticos das cidades de Maputo, Beira e Nacala, considerados fundamentais para o escoamento de mercadorias e para o fortalecimento das ligações comerciais na região.
O representante do Governo reafirmou o compromisso do Executivo em consolidar a interligação, realçando que a modernização dos corredores mencionados é crucial para a província do Niassa, integrando-a na rede logística nacional. “Estamos empenhados na modernização dos corredores de Maputo, Beira e Nacala, onde a província do Niassa desempenha um papel importante, para facilitar a circulação de pessoas e o escoamento de mercadorias para os países do Interland”, afirmou Naico.
Esta iniciativa do Governo visa, assim, fortalecer as condições de transporte, promovendo um ambiente mais eficiente e seguro para a movimentação de bens e cidadãos.
O secretário de Estado no Niassa, Silva Livone, confirmou, este domingo, a implementação de intervenções significativas para a melhoria dos serviços essenciais no posto administrativo de Maiaca, localizado no distrito de Maúa.
Esta afirmação foi feita durante uma visita de trabalho de dois dias à região, onde se dirigiu à população local.
Livone sublinhou a importância da expansão da rede escolar, do sector da saúde e do fornecimento de energia eléctrica, assim como a disponibilização de água potável. Além disso, destacou o empenho do Governo em reparar as vias de acesso, especialmente a estrada que liga Maiaca à sede do distrito, cuja deterioração tem prejudicado a comunicação e o transporte na área.
“Estamos conscientes que a localidade não se desenvolve num único dia; trata-se de um processo. No que diz respeito à energia, já estamos a tomar medidas, e a estrada será reabilitada em breve. A questão do abastecimento de água também é uma prioridade que vamos abordar”, afirmou Livone. O secretário de Estado assegurou ainda que o Governo irá trabalhar na ampliação do hospital local para incluir serviços de maternidade.
A visita do responsável do Governo deu a esperança da comunidade em melhorias concretas, que visam o desenvolvimento sustentado na região.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) Oficial de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem do Projecto LAGO. Saiba mais.
A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor – Construção da Linha Base para o Projeto “RIBERAGRO: ALIANÇA PARA AGROFLORESTA, ÁGUA E BIODIVERSIDADE”. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Elaboração de Projecto Executivo e Construção de Muro de Vedação. Saiba mais.
Um acidente ferroviário ocorreu na aldeia de Bialosliwie, na região centro-oeste da Polónia, na tarde desta quinta-feira, quando dois comboios de passageiros colidiram.
O incidente resultou no descarrilamento de três carruagens de um dos comboios e envolveu aproximadamente 220 passageiros.
Segundo os bombeiros da Grande Polónia, citados pela TVP Poznan, pelo menos duas pessoas ficaram feridas, embora não haja informações sobre a gravidade dos seus ferimentos. Um dos comboios é operado pela Polregio, a maior empresa de transporte de passageiros em curtas distâncias do país, enquanto o outro pertence à PKP Intercity, responsável pelo transporte de passageiros de longa distância.
As autoridades relataram que os dois comboios estavam a viajar em paralelo na mesma direcção. Segundo um porta-voz da PKP, o comboio da Polregio permitiu que o outro, que estava atrasado, passasse na linha em que se encontrava.
Para responder ao acidente, pelo menos 16 equipas de bombeiros foram mobilizadas para o local. Como resultado da colisão, parte do tráfego ferroviário na região foi suspenso até sexta-feira, e uma investigação foi aberta para apurar as causas do acidente.
Após os terramotos que abalaram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), cerca de 40 mil pessoas estão registadas como desaparecidas.
Essa informação foi disponibilizada em uma plataforma criada de forma voluntária pelos próprios venezuelanos, com o intuito de apoiar as buscas.
O site “Desaparecidos Terramoto Venezuela” permite que familiares e amigos registem pessoas desaparecidas por meio de um formulário que inclui dados como nome, idade, última localização conhecida, descrição física e foto. Até o momento, a plataforma recebeu 43.308 registos de desaparecidos, dos quais 39.989 permanecem sem contacto e 3.319 já foram localizadas. O governo venezuelano não divulgou até agora um balanço oficial sobre o número de pessoas desaparecidas no país.
Além de permitir o registo de desaparecidos, o site oferece um campo para que aqueles que divulgaram um desaparecimento possam ser contactados caso alguém veja a pessoa registada na plataforma.
O número de vítimas dos tremores aumentou na tarde desta quinta-feira, com o governo informando que 188 pessoas perderam a vida em decorrência dos terramotos, e mais de 1.500 ficaram feridas. Em resposta à tragédia, a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência. Os abalos sísmicos foram sentidos também em países vizinhos, como a Colômbia e em várias cidades do Brasil.
A capital moçambicana acolhe, entre os dias 30 de Julho e 1 de Agosto, a primeira edição do Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique (MICMZ). Esta iniciativa visa emergir como uma plataforma primordial para a circulação cultural, a cooperação internacional e a promoção da economia criativa no país e em toda a região africana.
O evento reunirá uma diversidade de intervenientes, incluindo criadores, produtores culturais, investidores, instituições, compradores e o público, abrangendo diferentes sectores das indústrias criativas. Áreas como música, literatura, moda, cinema, audiovisual, fotografia, gastronomia, design, artes visuais, jogos electrónicos e cultura digital encontram-se no centro das atenções.
Durante os três dias de programação, o MICMZ incluirá conferências, showcases, exposições, debates, encontros profissionais, sessões de networking, apresentações artísticas, bem como uma componente de negócios (B2B) orientada para o fortalecimento de parcerias comerciais, a circulação de produtos criativos e a criação de oportunidades de investimento no sector.
Os organizadores antecipam a participação de mais de 100 convidados de renome, tanto a nível nacional quanto internacional, com destaque para artistas, investigadores, comunicadores, estrategas culturais, designers, produtores e outros profissionais das indústrias criativas africanas e da diáspora. Entre os nomes confirmados, a estratega sul-africana da economia criativa Sinamandla Kwepile, a cantora sul-africana Ntunja, o artista afro-brasileiro NICOW e a jornalista e curadora digital brasileira Domi Valansi marcarão presença.
No que diz respeito ao panorama nacional, profissionais de destaque como Jaime Mirandolino, Sérgio Jeremias Langa e Vasco Daniel Mahumane estarão representados, contribuindo para o enriquecimento das discussões e actividades do evento.
Recentemente, o MICMZ firmou um memorando de entendimento com a Global Creative Summit da África do Sul, criando um quadro de cooperação bilateral que visa promover a mobilidade artística, o intercâmbio cultural, a formação, as co-produções e o desenvolvimento da economia criativa em África.
O Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique promete, assim, ser um marco significativo no calendário cultural do país e da região.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) chamou a atenção para a necessidade urgente de adoptar respostas humanitárias mais inclusivas, enfatizando que as pessoas com deficiência devem ser uma prioridade no planeamento e na implementação das acções de emergência.
Durante um encontro realizado na cidade de Maputo, o FAMOD destacou que milhares de cidadãos enfrentam continuação de barreiras que dificultam o acesso à assistência em tempos de calamidade, o que agrava a vulnerabilidade destes indivíduos em momentos críticos.
O presidente do FAMOD, Zeca José Chaúque, reforçou que a assistência humanitária não deve excluir nenhum cidadão em função da sua condição física, sensorial ou intelectual. “Nenhuma pessoa deve ser deixada para trás durante uma emergência. A inclusão das pessoas com deficiência deve ser um elemento central na resposta a situações de emergência calamitosa”, afirmou.
Este apelo apresenta especial relevância no contexto das cheias que devastaram várias regiões do país este ano, resultando na destruição de habitações, na perda de meios de subsistência e no deslocamento de milhares de famílias.
Para abordar esta situação, o FAMOD promoveu uma iniciativa de consulta directa às pessoas com deficiência afectadas pelos desastres. Este esforço teve o apoio de diversos parceiros, incluindo o Programa Mundial de Alimentação (PMA), membros do Disability Work Group, representantes governamentais e organizações humanitárias nacionais e internacionais.
Durante o encontro, a Directora Nacional da Save the Children em Moçambique, Ilaria Manunza, defendeu que a inclusão deve ser uma prioridade, não resultando de acções isoladas ou da boa vontade de algumas instituições. A inclusão da deficiência, segundo Manunza, deve estar integrada de forma sistemática em todas as fases da resposta humanitária, desde a avaliação das necessidades até à implementação e recuperação das comunidades.
Manunza insistiu na importância da responsabilidade colectiva entre todos os intervenientes do sector humanitário, incluindo o Governo, organizações de pessoas com deficiência, associações especializadas e doadores. “Precisamos de um compromisso que envolva todos, com funções definidas e mecanismos de prestação de contas”, declarou.
Entre as prioridades identificadas estão a necessidade de recolher e utilizar dados desagregados para orientar decisões, fortalecer a participação activa das organizações de pessoas com deficiência, financiar medidas de acessibilidade e integrar a inclusão nas estratégias de planeamento e distribuição de recursos.
O FAMOD sublinhou que a auscultação junto das vítimas das cheias visa não apenas a elaboração de um relatório técnico, mas sim a criação de um verdadeiro instrumento de mudança, defendendo que a inclusão deve deixar de ser vista como uma questão secundária para se tornar um princípio fundamental em todas as intervenções humanitárias.
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