Desigualdades sociais aumentaram em Moçambique

Para além de Moçambique, constam da lista países como Argentina, Uruguai, El Salvador, República Dominicana, Peru, Ruanda, Equador, Panamá, Chile, Paraguai, Brasil, Bolívia, Colômbia, Holanda e África do Sul.
As referidas desigualdades registam-se, de acordo com o documento, nas áreas de saúde, acesso à educação, emprego, género, entre outras, escreve a RM.
Por outro lado, nesses países, houve um agravamento do nível da pobreza, facto que acentuou a marginalização de algumas camadas populacionais na sociedade.
Em termos de áreas onde se notam as desigualdades, destaque para a saúde, na qual tendem a aumentar os desníveis.
Organização de reabilitação de drogados e prostitutas em perigo
“Ela está a usar o nosso nome e a nossa associação para fins pessoais. Neste momento, em nenhum projecto está a trabalhar um usuário de droga”.
Um projecto de reabilitação de prostitutas e drogados na cidade de Nampula está atravessar problemas graves. Membros da organização OTHOLA dizem que a dirigente da mesma tem-se apropriado de fundos e usado para benefício próprio o sucesso dos empreendimentos iniciados pela organização.
Membros da OTHOLA disseram à “Voz da América” que após a realização da Assembleia Constituinte ano passado, a associação passou a beneficiar de diverso apoio financeiro por parte das Organizações Não-Governamentais e ainda do Conselho Municipal de Nampula.
INATTER vai criar uma agência de resposta aos acidentes de viação no país
Segundo o Chefe do Departamento de Segurança Rodoviária, Manuel António, apesar de se registar a redução de casos de acidentes de viação no país, o número de vítimas tende a aumentar e a resposta aos sinistros é muito lenta, fazendo com que haja situações de perdas de vida devido à demora ou ausência de socorro adequado.
Com vista a reverter este cenário, o governo, através do INATTER, pretende criar uma entidade que possa, de forma rápida, responder aos casos de acidentes. Para tal, quadros do INATTER estiveram reunidos na manhã de ontem, na capital do país, para a criação do quadro legal que possa regular a maneira eficaz de socorrer as vítimas e diminuir o risco de mortes por acidentes de viação.
Governo promete impor ordem na importação de tomate

O governo moçambicano, em coordenação com o Conselho Municipal da Cidade de Maputo e os seus parceiros, está a trabalhar no sentido de normalizar a importação de tomate, que, nos últimos meses, está a gerar muita polémica devido a desentendimentos entre operadores desta área.
“O Governo está a trabalhar no sentido de garantir a livre circulação e a livre importação de tomate para abastecer devidamente o mercado nacional. Estas medidas incluem a identificação das pessoas que, neste momento, promovem o ruído que impede que essa importação se processe nos termos normais”, anunciou, recentemente, em Maputo, o porta-voz do governo, Gabriel Muthisse, durante um briefing à imprensa, no término da sessão do Conselho de Ministros.
Muthisse, que também assume o cargo de vice-ministro das pescas, explicou que, paralelamente às medidas que visam garantir o fluxo normal do tomate no mercado nacional por via da importação, sempre que for necessário, o governo está a promover a construção de unidades de frio para a sua melhor conservação. “Isso vai garantir que o tomate importado ou o tomate produzido em Moçambique possa ser conservado por longos períodos de tempo sem se deteriorar”, disse Muthisse.
Segundo o vice-ministro, estas medidas são de natureza económica, administrativa, policial e judicial. Por isso, disse Muthisse, já existem “indivíduos que estão neste momento a ser processados por estarem a ‘entupir’ o canal de importação de tomate”.
Refira-se que, na semana passada, a Associação Moçambicana dos Micro-Importadores (AMIM) denunciou a existência de uma nova crise no processo de importação de tomate da vizinha África do Sul, uma situação que parecia ter sido ultrapassada depois da intervenção do governo, no início do corrente ano.
O problema surge porque o grupo que tinha sido neutralizado na zona de Komatiport, na África do Sul, voltou a mobilizar-se, impedindo a circulação normal dos camiões que trazem tomate daquela país vizinho para, alegadamente, se reorganizar o processo de importação.
O referido grupo entende que a importação de tomate não deve ser feita em simultâneo, para controlar o preço e evitar perdas.
Recentemente, quatro camiões foram interditos de seguir viagem para os campos de produção sul-africanos onde compram o tomate.
O processo da importação de frango foi outro tema que mereceu destaque na presente sessão do Conselho de Ministros. Contudo, o porta-voz da sessão do Conselho de Ministro disse que já existe um diálogo muito produtivo entre o governo, a Associação Moçambicana dos Avicultores e as associações de pequenos importadores de frango.
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