O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou o magistrado conservador Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal, numa intervenção na segunda-feira à noite.
Hoje tenho a honra e o privilégio de anunciar a nomeação para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos de Brett Kavanaugh”, um juiz com “credenciais impecáveis”, declarou Trump.
“É jurista brilhante, de textos claros, considerado por todos como uma das mentes legais mais brilhantes e argutas do nosso tempo”, acrescentou o Presidente norte-americano, numa intervenção proferida às 21h00 e transmitida pelas televisões.
Este anúncio de Trump era muito esperado, na sequência da reforma inesperada, anunciada em finais de Junho, do juiz Anthony Kennedy, de 81 anos, um dos nove membros do Supremo norte-americano.
Actualmente juiz do tribunal de apelo de Washington, Brett Kavanaugh, de 53 anos, foi conselheiro jurídico do antigo Presidente republicano George W. Bush.
Se for confirmado pelo Senado, irei manter a mente aberta em todos os casos e procurarei preservar a Constituição”, prometeu Kavanaugh, num breve discurso proferido na presença de Trump e dos pais, aos quais prestou homenagem.
“Um juiz deve ser independente, deve interpretar a lei, não fabricar a lei”, e agir guiado pela “história, tradição e precedentes”, sublinhou.
Kavanaugh aguarda, agora, a confirmação da câmara alta do Congresso, onde os republicanos têm uma pequena maioria — 51 dos 100 senadores. A luta política deverá ser dura, com grupos de pressão pró-aborto a tentarem aliciar duas senadoras republicanas consideradas mais centristas — Susan Collins do Maine e Lisa Murkowski do Alaska – argumentando que a nomeação de Kavanaugh pode significar a reversão da célebre decisão Roe vs Wade que liberalizou a interrupção da gravidez, considerando-a conforme à Constituição.
Ao mesmo tempo há pelo menos três senadores republicanos que lutam pela reeleição nas eleições de Novembro em Estados onde Trump ganhou confortavelmente — Heidi Heitkamp do North Dakota, Joe Donnelly de Indiana e Joe Manchin de West Virginia — e que por isso podem apoiar a nomeação presidencial. De resto já o fizeram uma vez, juntando o seu voto ao dos republicanos aquando da anterior nomeação de Trump para o Supremo Tribunal, a do juiz Gorsuch.
O juiz Kennedy, de 81 anos, nomeado em 1988 pelo Presidente Ronald Reagan, desempenhou um papel fundamental durante as três décadas em que esteve no Supremo Tribunal: conservador em questões como as armas ou o financiamento eleitoral, era mais progressista em temas como o aborto, a discriminação positiva ou o casamento homossexual. Em muitas decisões foi ele que desempatou as votações.
Uma criança de dois anos morreu por suspeitas de “raiva não especifica” de acordo com a certidão de óbito do Hospital Central de Quelimane. Trata-se de pequeno Josué, mordido por um cão no passado dia dez de Maio no portão da residência dos seus pais, quando se encontrava a brincar.
De acordo com o pai da vítima, Abid Candrinho, no mesmo dia em que foi mordido de imediato dirigiram-se com o menor para serviços de pecuária. De lá foram encaminhados ao Centro de Higiene Ambiental e Exames Médicos (CHAEM) onde o menor foi aplicado uma vacina supostamente antirrábica.
“Deram apenas uma única vacina ao nosso filho e nós na altura questionamos porque só uma quando se diz que a vacina deve ser entre três a cinco vezes de forma faseada”, disse o pai referindo que assim que voltaram a casa tratou de ligar para especialistas na matéria, tendo sido informado que a vacina antirrábica não pode ser apenas única dose mas sim três ou cinco.
Abid explicou que foi ao encontro do director do CHAEM para questionar as vezes que se deve apanhar a vacina, e segundo explicou, o responsável referiu que a vacina dada foi dose única e que não havia espaço para mais nada pois a vacina dada ao bebe era suficiente.
Infelizmente um mês depois o pai conta que o seu filho começa a emitir sinais de manifestação da raiva nomeadamente nervosismo, fraqueza e insalivação constante. “O meu filho começou a ficar nervoso facilmente e quem aproximasse tinha tendência de bater, depois começou a espumar na boca, passou a não comer apresentando todos os sintomas possíveis ligados à raiva”, disse, explicando que a primeira hipótese da raiva foi proferida por uma veterinária que foi ver o filho que indicou que as manifestações do filho eram de quem já tinha sido contaminado pela raiva.
“Nós os pais que estávamos em constante ligação com o menino estamos em perigo”, disse.
Depois da manifestação do filho, os pais levaram a criança ao hospital Central de Quelimane onde esteve interno por uma semana mas infelizmente no dia sete não resistiu e veio a perder a vida. A certidão de óbito passada pelo Hospital Central não deixa dúvidas que o pequeno Josué pode ter morrido por raiva. Por isso o pai do malogrado diz que vai levar o caso à barra da justiça por julgar ter havido negligência por parte do responsável da CHAEM.
A nossa reportagem contactou o director do CHAEM em Quelimane, este mostrou-se indisponível a prestar declarações alegando não estar autorizado pelos seus superiores hierárquicos.
O Al Shabaab moçambicano voltou a decapitar civis na província de Cabo Delgado após quase duas semanas de interregno, período no qual o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, visitou a Região nortenha do país do sul de África e apelou aos residente locais: “São jovens que vocês conhecem, denunciem para muito rapidamente nós podermos controlar essa situação”.
O mais recente ataque confirmado, por fontes não oficiais, aconteceu na noite de sábado (07) para domingo (08) na aldeia de Macanca – Nhica do Rovuma, no posto administrativo de Pundanhar, no distrito de Palma, onde quatro cidadãos foram assassinados e as suas cabeças cortadas. Um outro cidadão civis ficou ferido com gravidade. Há registo de pelo menos cinco residências queimadas.
Outros relatos não confirmados por fontes oficiais dão conta de um outro ataque a uma viatura de carga com seis ocupantes algures no distrito de Macomia na sexta-feira (06). O condutor da viatura foi ferido pelos tiros disparados pelo grupo de homens na posse de armas de fogo e catana. No local as Forças de Defesa e Segurança encontraram uma cabeça decepada. A viatura foi incendiada pelos atacantes.
Estes são os primeiros ataques registados no mês de Julho, o último ataque com registo de vítimas mortais aconteceu a 22 de Junho na aldeia de Lalane, no distrito de Palma, onde seis pessoas foram assassinadas, um do sexo feminino e uma delas carbonizada.
Esse ataque aconteceu poucos dias antes da visita do Presidente de Moçambique à província de Cabo Delgado onde num discurso proferido no distrito de Palma apelou aos residentes: “Jovens que estão aqui a me ouvir, não é verdade isso que dizem que você morre na terra e vai viver bem lá (no céu) … matando o seu pai, queimando a casa do pai”.
Filipe Nyusi desmentiu o argumento de alguns malfeitores que justificam os seus actos hediondos alegando que a sua intenção é impor uma religião muçulmana vernácula.
De acordo com académicos moçambicanos esta organização armada, que os locais apelidam de Al Shabaab por agrupar jovens e vem protagonizando ataques desde Outubro de 2017, e só este ano já assassinou pelo menos 57 civis, embora faça propaganda de uma alegada recuperação dos valores tradicionais do islão na verdade só pretende criar instabilidade nesta província do Norte de Moçambique rica em recursos minerais e hidrocarbonetos para propiciar os negócios ilícitos dos seus líderes.
A Embaixada Suíça em Moçambique pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Nacional de Programas (NPO) para o Domínio de Desenvolvimento Económico. Saiba mais.
O Instituto Superior de Gestão, Comércio e Finanças (ISGECOF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende recrutar dois (2) Professores Catedráticos nas áreas de Medicina Interna e de Sociologia do Ensino Superior. Saiba mais.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende recrutar dois (2) Professores Associados nas áreas de Reprodução Animal e de Anatomia da Cabeça e Pescoço.Saiba mais.
A GIZ – Cooperação Alemã para o Desenvolvimento pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assessores de Ligações Financeiras (ALF) para Manica e Inhambane. Saiba mais.
A Empresa Moçambicana de Exploração Mineira (EMEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Marketing e Comercial. Saiba mais.
A Ophavela – Associação Para Desenvolvimento Sócio Económico pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Alliance Programmes Coordinator Mozambique. Saiba mais.
A Associação Megafauna Marinha (AMM) está à procura de um (1) Oficial de Monitorização, Avaliação, Responsabilização, Aprendizagem e Relatórios. Saiba mais.
O Instituto Nacional de Irrigação (INIR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 – Hidráulica. Saiba mais.
O Instituto Nacional de Irrigação (INIR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 – Irrigação. Saiba mais.
O Instituto Nacional de Irrigação (INIR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 – Hidrologia. Saiba mais.
O Instituto Nacional de Irrigação (INIR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores N1 – Engenharia de Construção Civil. Saiba mais.
O Instituto Nacional de Irrigação (INIR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores N1 – Sistema de Informação Geográfica. Saiba mais.
A PRI Moçambique está a recrutar Estagiários nas seguintes áreas: Engenharia, Mecânica, Electricidade, Geologia, Hidráulica, Informática, História, Jornalismo e Química. Saiba mais.
A Embaixada dos Estados Unidos da América pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder da Equipa de Cuidados e Tratamento do HIV/SIDA. Saiba mais.
A Precision Recruitment International (P.R.I) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor de Recursos Humanos (Recrutamento e Indução). Saiba mais.
O desembargador que este fim-de-semana esteve de plantão (plantonista) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4, tribunal de Porto Alegre), Rogério Favreto, decretou este domingo de manhã, a libertação imediata do ex-presidente Lula da Silva, detido há três meses por suspeita de corrupção passiva.
Pouco depois, o também desembargador João Paulo Gebran Neto, relator do caso de Lula no TRF-4, revogou a decisão de soltar o antigo chefe de Estado brasileiro.
“A decisão proferida em carácter de plantão poderia ser revista por mim, juiz natural para este processo, em qualquer momento. Determino que a autoridade coactora e a Polícia Federal do Paraná se abstenham de praticar qualquer acto que modifique a decisão colegiada”, determinou João Neto.
Após a decisão de Favreto, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato no tribunal de primeira instância, tinha afirmado que o desembargador era “absolutamente incompetente” para contrariar decisões colegiadas do Supremo e do TRF-4.
No entanto, as coisas não se ficaram por aqui. Sentindo-se desautorizado, Favreto emitiu nova ordem de libertação de Lula da Silva, considerando haver motivo para conceder o habeas corpus. A confusão instalou-se. De um lado, as críticas a Favreto, que foi filiado no PT de Lula durante 20 anos (de 1991 a 2010), tendo mesmo exercido funções nos governos de Lula e de Dilma Rousseff.
Do outro, a defesa do ex-presidente, que diz que Moro e Neto o querem “tramar”. Neste entretanto, começaram multidões a acorrer às ruas – defensores e opositores de Lula, tendo as autoridades sido chamadas para intervir em caso de necessidade.
Subline-se que Sérgio Moro está oficialmente de férias e, portanto, afastado de suas funções na 13.ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, salienta a defesa de Lula, citada no jornal O Globo. Segundo informações do website da Justiça Federal, o período de férias de Moro teve início a 2 de Julho e decorre até dia 31.
Assim sendo, não terá jurisdição para emitir despachos neste momento, destacava o Valor Económico. Segundo o Estadão, a Polícia Federal (PF) disse que só soltaria Lula se houvesse uma decisão favorável do presidente do TRF-4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. “Até ao despacho do desembargador, nada será feito pela PF. Ou seja, na prática, a PF não vai obedecer à determinação de Favreto”.
Pela meia-noite de Lisboa, chegava aquela que parece ter sido a decisão final. Thompson Flores determinou que a concessão ou não de habeas corpus era da competência do relator do caso, não do desembargador plantonista. “Determino o retorno dos autos ao Gabinete do Des. Federal João Pedro Gebran Neto, bem como a manutenção da decisão por ele”, escreveu Flores no despacho.
Entre os muitos defensores de Lula da Silva que se manifestaram contra este despacho esteve o senador Lindbergh, que acusou Flores de desrespeitar Favreto. Lula da Silva encontra-se a cumprir uma pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-Presidente é acusado de ter recebido um apartamento no litoral de São Paulo como pagamento de “luvas” da construtora OAS para favorecer a empresa em contratos com a Petrobras.
Lula fora condenado por Sergio Moro na primeira instância e viu confirmada a condenação pela segunda instância – 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4).
Um carro ligeiro despistou-se e ficou “pendurado” no portão de uma residência na estrada que liga os bairros da Zona Verde e Khongolote, no Município da Matola.
O acidente aconteceu por volta das três de madrugada desta segunda-feira.
Sete fiscais dos mercados no município de Nampula foram detidos pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção.
Os funcionários são acusados de se apropriarem de mais de quinhentos mil meticais no período entre a morte do edil Mahamudo Amurane e o exercício de funções do edil interino Manuel Tocova.
Trata-se de fiscais que exerciam funções ao nível dos mercados, e nos transportes incluindo o próprio tesoureiro os quais durante cerca de quinze dias apôs a morte do edil, Mahamudo Amurane, decidiram deixar de canalizar na conta do município os valores cobrados.
Contas feitas, concluiu-se que os funcionários apoderaram se de mais de quinhentos mil meticais durante aquele período. Os funcionários foram conduzidos as celas onde aguardam por procedimentos processuais.
O gabinete provincial de combate à corrupção de Nampula investiga um outro caso de funcionários admitidos ilegalmente no município, também, naquele momento.
A polícia da Índia informou na quarta-feira (04) que prendeu uma freira e uma funcionária de um abrigo das Missionárias da Caridade – a congregação fundada por Madre Teresa de Calcutá – acusadas de vender um bebé.
O caso foi revelado após um casal indiano afirmar à polícia que pagou 120 mil rupias (cerca de 6 mil reais) para Anima Indwar, funcionária de um dos abrigos da congregação no estado de Jharkhand, em troca de um bebê de apenas 14 dias. Segundo o casal, a funcionária pegou o bebê de volta poucas semanas depois, durante uma visita deles ao abrigo, mas o dinheiro não foi devolvido.
A polícia informou que está investigando outros casos. “Elas admitiram que até seis crianças foram vendidas para casais sem filhos”, disse o policial Aman Kumar.
Ainda de acordo com as autoridades, 12 mulheres grávidas que estavam no abrigo foram transferidas para centros de acolhida do governo. Cerca de 100 mil rupias foram apreendidas no centro, que fica em Ranchi, capital do estado de Jharkhand.
Arti Kujur, chefe da Sociedade de Protecção às Crianças do estado, disse que membros do centro estavam cobrando entre 40 mil e 100 mil rupias por cada bebê, dependendo de quanto os casais sem filhos podiam pagar. “Recebemos muitas queixas relacionadas ao funcionamento desta casa e estávamos observando-as atentamente há quase seis meses”, disse.
Outro lado
Chandra Argawal, porta-voz das Missionárias da Caridade em Calicute, disse desconhecer o caso de Ranchi e afirmou que nunca tinha ouvido falar da venda de crianças “em 50 anos de associação” com a Ordem de Madre Teresa.
Ela também apontou que a congregação não intermedeia mais processos de adopção desde 2015 devido a mudanças nas leis. À época, o governo indiano introduziu uma reforma na área, criando um banco de dados nacional, que acabou por reduzir a influência de centros de acolhida no processo, e permitindo ainda a adopção de crianças por pais e mães solteiras.
As Missionárias da Caridade se mostraram críticas desse último ponto. “Permitem aos pais solteiros ter uma criança, precisamos dos dois pais e uma investigação apropriada, com os antecedentes penais e tudo”, argumentara Argawal.
História e controvérsias
Desde que a congregação foi fundada, há mais de 60 anos, as Missionárias da Caridade criaram centenas de abrigos para cuidar de pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo mães solteiras, doentes, prostitutas, leprosos, crianças de rua e doentes mentais.
Em vez do hábito, os 4.500 membros da congregação vestem um sari (tradicional peça de roupa feminina indiana) de cor branca com faixas azuis.
A criadora da congregação, Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1976 por seu trabalho de caridade, mas também foi alvo de críticas ainda em vida por sua oposição irredutível a métodos contraceptivos e pela proximidade com figuras controversas, como o ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, conhecido como “Baby Doc”.
Ex-membros das Missionárias da Caridade também alegaram que vários centros mantidos pela congregação na Índia não ofereciam tratamento médico adequado para os doentes e, em vez disso, glorificavam o sofrimento como uma espécie de prova de fé.
Madre Teresa foi proclamada santa pela Igreja Católica em Setembro de 2016.
Pelo menos 24 pessoas morreram num descarrilamento de um comboio de passageiros, no domingo, na região de Tekirdag, no noroeste da Turquia, avançou esta segunda-feira o Governo turco.
O número foi confirmado num novo relatório oficial, divulgado esta manhã pelo vice primeiro-ministro turco, Recep Akdag, depois de concluídas as operações de busca.
O comboio que transportava 360 passageiros era proveniente de Kapikule, na fronteira com a Bulgária, e tinha como destino Istambul, de acordo com as novas informações.
O filho do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, Duduzane Zuma, foi hoje acusado de corrupção, num dos numerosos escândalos ligados à família de empresários Gupta que contribuíram para a demissão do seu pai em Fevereiro.
Após uma breve audiência, um tribunal de Joanesburgo determinou que Duduzane Zuma ficará em liberdade em troca de uma fiança de 100.000 rands (6.500 euros). A próxima audiência ficou marcada para 24 de Janeiro de 2019.
Com 34 anos, Duduzane Zuma é acusado de ter participado em Outubro de 2015 num encontro durante o qual um dos irmãos Gupta, Ajay, propôs o cargo de ministro das Finanças a Mcebisi Jonas, então vice-ministro.
Num depoimento, Jonas explicou que a oferta lhe foi feita em troca da sua obediência às instruções dos Gupta e de um envelope de 600 milhões de rands (38 milhões de euros). Ajay Gupta desmentiu as alegações.
Os irmãos Gupta, de origem indiana, instalaram-se na África do Sul em 1993 e são acusados de ter aproveitado a sua proximidade com Jacob Zuma para infiltrar o aparelho de Estado e obter lucrativos contratos e benefícios.
Duduzane Zuma “está inocente, claro, é o que vamos defender”, disse o seu advogado, Rudy Krauss, à imprensa no final da audiência de hoje.
Jacob Zuma foi obrigado a renunciar ao cargo de presidente pelo partido Congresso Nacional Africano (ANC) em Fevereiro passado por causa da ligação a vários casos de corrupção.
O ex-presidente sul-africano é acusado de 16 crimes, de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude.
O sucessor de Jacob Zuma à frente do ANC e do país, Cyril Ramaphosa, fez da luta contra a corrupção uma prioridade.
A bancada do partido Frelimo ao nível da Assembleia Municipal da Beira acaba de manifestar o seu descontentamento face a construção do Estádio Municipal da Beira.
Para a Frelimo o Conselho Municipal da Beira (CMB) deveria usar os mais de 120 milhões de meticais investidos na construção deste Estado em obras de reabilitação de estradas e para a recolha e tratamento de lixo.
Para a Frelimo a construção de infra-estruturas como o estádio Municipal e outros na Beira, é uma forma encontrada pelo município para encobrir desvios de fundos.
O CMB, através do seu vereador institucional, já reagiu as acusações da bancada da Frelimo, que as considera de infundadas e desafiou a Frelimo a apresentar provas do suposto desvio de fundos.
Uma rapariga de 23 anos de idade foi abusada sexualmente e tirada a vida, na noite de quarta-feira (04), no município da Matola, quando regressava da escola, por desconhecidos.
A vítima, que frequentava o curso nocturno no Instituto Industrial e Comercial da Matola, foi posteriormente abandonada a menos de um metro do portão da sua casa, sem roupa, do quadril para os membros inferiores, no bairro T3.
Por volta das 04h00 da manhã, alguns vizinhos aperceberam da tragédia e alertam os parentes. Não se sabe ao certo se a malograda foi estuprada e morta naquele local ou noutro sítio e o seu cadáver arrastado até as proximidades de sua residência.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) investiga o caso – sobre o qual não avançou detalhes – mas ainda não tem suspeitos.
Por sua vez, a família da jovem fez apelos no sentido de haver colaboração dos moradores daquele bairro, vergastado pela onda de criminalidade, na descoberta dos presumíveis estupradores.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende recrutar dois (2) Professores Catedráticos nas áreas de Medicina Interna e de Sociologia do Ensino Superior. Saiba mais.
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Paulo Vahanle, primeiro edil da Renamo a governar o município de Nampula, apresentou na Assembleia Municipal o balanço dos três meses de governação.
A remoção do lixo na autarquia e a reabilitação de mercados e estradas foram algumas das acções que o edil de Nampula, Paulo Vahanle, destacou na reunião desta quarta-feira (04) na Assembleia Municipal, ao apresentar o balanço das realizações operadas nos primeiros três meses da sua governação. Segundo ele, “é com orgulho que apresento estas realizações”.
Paulo Vahanle, primeiro edil da Renamo a governar o município de Nampula desde 18 de Abril passado, disse que, apesar da exiguidade de verbas que poderiam concorrer para uma maior celeridade das actividades inseridas no seu manifesto eleitoral, o executivo que lidera está e vai continuar a trabalhar em prol do desenvolvimento da autarquia.
“O balanço que faço dos primeiros meses de governação é positivo e estou orgulhoso, porque estamos a conseguir trabalhar na remoção do lixo, tapar os buracos nas estradas e sobretudo a solucionar os problemas que afectam o dia-a-dia dos munícipes. Mas ao longo desses três meses deparamos com vários constrangimentos, nomeadamente a falta de fundos, os munícipes que não cumprem com as suas obrigações [impostos diversos] e pessoas de má-fé que tentam a todo o custo inviabilizar as nossas actividades”, disse.
A Comissão Nacional de Eleições acaba de suspender o início da submissão de candidaturas para as eleições autárquicas de 10 de Outubro, devido à falta de uma lei sobre o novo modelo de eleição dos presidentes dos conselhos autárquicos.
O processo devia arrancar amanhã, entretanto, fica suspenso para data a anunciar, dependendo da aprovação de uma nova lei.
A CNE diz que só depois de ser aprovada a lei é que se vai recalendarizar o processo eleitoral e avaliar-se se há condições para a realização do escrutínio a 10 de Outubro.
A lei que determina o novo modelo de eleição do presidente de um Conselho Autárquico devia ter sido aprovada na sessão extraordinária da Assembleia da Republica, ora adiada e sem data para a sua realização, na sequência da falta de entendimentos entre o Governo e a Renamo sobre o desarmamento e integração dos homens da Renamo nas FDS.
Pelo menos 31 pessoas morreram no naufrágio de uma balsa durante uma tempestade no arquipélago de Sulawesi, na região central da Indonésia, na quarta-feira (04).
De acordo com a imprensa do país, a embarcação levava 164 passageiros e tripulantes. Segundo testemunhas, ao ser surpreendido pela tempestade, o capitão decidiu, apesar da água a bordo, encalhar o navio perto da costa.
As equipes de resgate, ao chegar no local, encontraram dezenas de sobreviventes agarrados ao navio seminaufragado. O director dos transportes marítimos da Indonésia, Agus Purnomo, afirmou que os passageiros ficaram presos no local a noite toda e só foram resgatados pela manhã.
Ainda segundo ele, o capitão e o armador do navio foram os últimos a deixar a embarcação. Três pessoas ainda estão desaparecidas, provavelmente presas dentro da balsa. O navio de 48,5 metros de comprimento também transportava carros, camiões e ónibus. Ele tinha saído na última terça (3) do porto de Bira e se dirigia à ilha de Selayar, até que começou a ser tomado pela água, devido às ondas muito altas.
O arquipélago de Sulawesi é palco constante de naufrágios, sendo que o último deles havia sido no dia 18 de Junho, quando uma embarcação de madeira afundou em um lago vulcânico na ilha de Sumatra, deixando cerca de 164 mortos.
Três menores vivem, há mais de dois meses, sem protecção de um adulto, no bairro da Maxaquene “A”, na cidade de Maputo, desde que a mãe foi presa indiciada de roubo.
Trata-se de duas meninas de dois e oito anos e um menino de 12, órfãos de pai e que não conhecem outros parentes.
A casa onde vivem não oferece segurança, além de que dormem no chão, confeccionam os alimentos em latas. Para que tenham o que comer, o mais velho faz trabalho braçal para os vizinhos quando solicitado para o efeito.
No local, a menor de oito anos, que disse chamar-se Elsinha, que contou que estavam há dois dias sem se alimentar.
“É muito triste a forma como vivem estas crianças, pois estão expostas ao perigo. Por exemplo, a menina de oito anos já foi violada sexualmente por quatro vezes. Elas não estudam, não têm assistência médica, alimentam-se pessimamente, nem possuem roupas para se proteger do frio”, disse Joana Inguane, que vive nas imediações.
Augusta Monteiro, outra residente, lamentou o facto de as autoridades não apoiarem as crianças.
Entretanto, o chefe do quarteirão 21, Simão Mahumana, disse que já participou o caso à estrutura do bairro, que por sua vez se aproximou da Acção Social no círculo da Maxaquene “A”. Esta estará à procura de algum parente dos menores ou vagas no infantário para abrigá-los.
A heroína tem sido uma das maiores exportações de Moçambique há duas décadas e o negócio continua a crescer, revelou um relatório divulgado pelo Centro de Integridade Pública de Moçambique.
O relatório indica que a droga é produzida no Afeganistão, passa pelo Paquistão, entra pelo mar no Norte de Moçambique e segue pela estrada para Joanesburgo e depois para a Europa.
Nos últimos 25 anos, estima-se que todos os anos se movimentam 40 toneladas ou mais de heroína.
Com um valor de exportação de cerca de 20 milhões de dólares americanos, por tonelada, a heroína é provavelmente o maior ou o segundo maior produto exportado pelo país, logo a seguir ao carvão.
O CIP, uma organização não governamental que luta contra a corrupção no sector público, estima que por cada tonelada que transita por Moçambique, ficam no país pelo menos 2 milhões de dólares norte-americanos, em lucros, subornos e pagamentos a figuras seniores moçambicanas.
Parte do comércio ainda é controlada pelos tradicionais barões da droga de Moçambique, protegidos por altos dirigentes políticos.
O relatório diz, no entanto, que desponta-se um novo comércio informal, organizado por pessoas de fora de Moçambique, usando o WhatsApp.
Alguns analistas dizem esperar que o estudo do Centro de Integridade Pública-CIP sobre o negócio da heroína desperte as autoridades moçambicanas para uma realidade que pode comprometer a luta contra a pobreza no país.
“Esta é uma das manifestações do crime organizado transnacional e que pode colocar em causa os esforços para o combate à pobreza em Moçambique”, considerou o jurista Pascoal Cumbe, para quem a dimensão do problema no país é grande e envolve figuras influentes .
O negócio da droga movimenta muito dinheiro, “mas esse dinheiro não é investido em coisas úteis à sociedade”, lamentou aquele jurista.
Para o analista Francisco Matsinhe, o valor até pode ser muito mais elevado, dada a dimensão do problema.
O relatório do CIP explica que o negócio da cocaína foi estabelecido a partir da década de 1990 por Mohamed Bachir Suleman, MBS, “e controlado ao mais alto nível pelos Presidentes Chissano e Guebuza, indo o dinheiro para o partido Frelimo, figuras seniores da Frelimo e funcionários na polícia e autoridades fiscais”.
Tem havido até agora um silêncio surpreendente por parte da comunidade internacional porque os doadores têm estado interessados em tratar Moçambique como uma história de sucesso e porque a regulação do negócio parece funcionar, pelo menos a nível doméstico.
“Este quadro pode estar a mudar porque a imagem de Moçambique foi manchada pela dívida secreta de dois mil milhões de dólares, dos quais metade não está devidamente localizado”, explica a organização, concluindo que “os mais altos na Frelimo e o Presidente Filipe Nyusi parecem distanciar-se do negócio da heroína e permitem alguma repressão ao tráfico”.
Um padre interrompeu um serviço fúnebre que decorria numa igreja do estado norte-americano de Maryland e criou uma cena caótica depois de um dos presentes ter derrubado acidentalmente o seu cálice dourado.
O padre desatou aos berros dizendo que já não ia fazer o funeral, expulsando toda a gente da igreja.
A família da falecida teve de carregar o caixão para fora da igreja ao ombro e diz ter ficado “traumatizada” com o “momento chocante”.
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