O internacional moçambicano Mexer conquistou a Taça da França de futebol, seu primeiro no Rennes, ao vencer o PSG por seis bolas a cinco, no desempate por grandes penalidades, após o empate a duas bolas verificado no tempo regulamentar e no prolongamento.
O PSG esteve a vencer por 2-0, com golos brasileiros de Dani Alves e Neymar, mas permitiu o empate com um autogolo de Kimpembe e um golo do moçambicano Mexer, que já representou o Sporting, Olhanense e Nacional em Portugal.
Dani Alves, com um pontapé de primeira na sequência de um canto cobrado pelo compatriota Neymar, deu a vantagem ao PSG aos 13 minutos.
Na sequência de um contra-ataque letal construído por Dani Alves, Mbappé e o argentino Di Maria, autor do último passe, o brasileiro Neymar aumentou para 2-0, aos 22 minutos.
Aos 40 minutos a formação do internacional moçambicano Mexer reduziu a desvantagem com um auto-golo de Kimpembe.
Na segunda parte, o Rennes chegou ao empate por intermédio de Mexer, com um desvio de cabeça na pequena área, na sequência de um pontapé de canto, que teve o condão de baralhar as contas e empurrar o encontro para o inesperado prolongamento.
A decisão da Taça de França arrastou-se para a marcação de grandes penalidades e nesse capítulo a eficácia do Rennes, que converteu todos os pontapés, foi irrepreensível.
Depois de cinco penáltis convertidos, o PSG falhou o sexto, por Christopher Nkunku, o que deu o triunfo na Taça de França ao Rennes, primeiro do moçambicano Mexer. Com esta conquista, Rennes quebra um jejum de 48 anos.
Em Maputo foi lançada na quinta-feira, a plataforma nacional da sociedade civil sobre mulher, paz e segurança, tendo como alguns dos seus principais objectivos, garantir a reintegração social dos guerrilheiros da Renamo e a participação das mulheres na tomada de decisões.
Trata-se de uma iniciativa da Associação dos Direitos Humanos e do Conselho das Religiões de Moçambique, que se afirmam preocupadas com a fraca participação das mulheres na tomada de importantes decisões sobre o país, incluindo o diálogo político entre o Governo e a Renamo.
O lançamento desta plataforma marcou o fim de um encontro que reuniu académicos e embaixadoras dos países nórdicos em Maputo e decorreu sob o lema Mulheres pela Paz, Reconciliação e Desenvolvimento.
A presidente da Associação dos Direitos Humanos, Artemisa Franco, disse que nas actividades da plataforma, a reintegração dos militares da Renamo, vai merecer particular atenção.
Artemisa Franco afirmou ainda que a plataforma vai ser um meio de exigir que as mulheres façam parte do processo de paz. Lamentou que no diálogo político entre o Governo e a Renamo, as mulheres não estejam representadas, interrogando-se porque é que as mulheres não são eleitas para a presidência dos municípios.
O Tribunal Judicial da Província de Gaza emitiu um mandado de captura contra o director dos Serviços Provinciais de Migração de Gaza, por suspeita de falsificação de vistos de trabalho.
Contudo, segundo dados em poder do “Notícias”, o mandado de captura ainda não foi executado uma vez que o visado se encontra em parte incerta, tendo desaparecido de circulação assim que tomou conhecimento da existência da ordem de prisão.
Sobre o mesmo processo, o juiz José Vasco Mondlane, da Secção de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Província de Gaza, emitiu outros três mandados de captura que já foram executados. Os visados são funcionários dos Serviços Provinciais de Migração de Gaza e recolheram à cadeia indiciados de corrupção passiva ou omissão ilícita, falsificação de documentos que fazem prova plena e enriquecimento ilícito.
Consta do processo que os quatro arguidos atribuíam vistos de turismo a estrangeiros que entravam no país em missões de negócio. Volvidos três meses, os mesmos funcionários seniores da Migração em Gaza averbavam ou prorrogavam ilicitamente os vistos turísticos, transformando-os em vistos de trabalho.
Vários funcionários da Migração estão a responder em processos-crime por falsificação de documentos e atribuição de vistos falsos. Parte deles volta no dia 3 de Maio ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, capital do país, para responder em juízo pela emissão fraudulenta de vistos e produção paralela de documentos de viagem.
O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) venceu as eleições realizadas no domingo (28), na Espanha, de acordo com os resultados parciais divulgados pelo governo do país.
Com 97,21% dos votos apurados, o partido liderado pelo actual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, obtinha 28,7% da preferência do eleitorado, o que seria equivalente a 122 cadeiras das 350 que compõem o Congresso dos Deputados.
A vitória do PSOE, que tinha 84 deputados na legislatura anterior, foi anunciada pela porta-voz do governo da Espanha, Isabel Celaá, em entrevista colectiva. Além do triunfo no Congresso dos Deputados, os socialistas garantiram maioria absoluta no Senado.
O comparecimento de eleitores às urnas foi de 75,8%, uma das mais altas já registradas na democracia da Espanha, onde o voto não é obrigatório. As eleições também ficarão marcadas pelo pior desempenho da história do Partido Popular (PP), o mais tradicional da direita no país, e pela volta da extrema direita ao Parlamento por meio do Vox, legenda que recebeu 10,26% dos votos.
O PP, liderado por Pablo Casado e que tinha 137 parlamentares na última composição do Parlamento, deverá ter apenas 66 na nova. Os 16,68% dos votos obtidos pelo partido o deixam muito perto do Ciudadanos, terceiro colocado, com 15,83% da preferência do eleitorado e o equivalente a 58 cadeiras no Congresso, suficientes para brigar pela liderança da direita.
A coalizão esquerdista Unidas Podemos (UP), por sua vez, obtinha 14,31% dos votos, totalizando 42 deputados, uma queda em relação aos 71 que tinha até então.
Com os votos obtidos nesta eleição, o Vox marcará presença no Parlamento da Espanha com 24 representantes, um número abaixo do esperado pelo partido, que ganhou força na eleição regional realizada no ano passado em regiões antes controladas pelos socialistas, como a Andaluzia.
Os resultados ainda parciais apontam que Sánchez poderá formar maioria para governar se obtiver apoio do Podemos, do Partido Nacionalista Basco (PNV), que deve ficar com seis cadeiras no Congresso, e de outros partidos de esquerda de menor expressão.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, disse em entrevista colectiva que as eleições ocorreram com tranquilidade e sem qualquer incidente.
A questão catalã
Durante a campanha, grande parte do debate político girou em torno do conflito político com o separatismo catalão.
Em Junho, Sánchez se apoiou nos partidos catalães para fazer prosperar a moção de censura com a qual expulsou o conservador Mariano Rajoy.
O movimento lhe rendeu acusações por parte do PP e do Ciudadanos de ser um “traidor” e um “perigo público”, e deu asas à extrema direita.
O primeiro-ministro se defendeu, afirmando que foram os separatistas e a direita que derrubaram em Fevereiro o seu Orçamento 2019, e forçaram as eleições antecipadas, as terceiras legislativas em apenas três anos e meio.
Um indivíduo foi baleado na tarde de sábado (27), pela polícia no bairro dos pioneiros, numa pequena mata, na cidade da Beira, quando tentava roubar uma viatura na via pública, fazendo-se passar por mecânico.
O falso mecânico quando se apercebeu que fora descoberto empreendeu uma fuga ao volante da viatura em causa.
O indivíduo foi seguido por três quilómetros por um dos colegas do proprietário da viatura até no bairro dos pioneiros.
O proprietário do carro que já tinha sido informado da tentativa do roubo fez-se ao local juntamente com a polícia. O proprietário da viatura diz que não notou nenhum movimento estranho quando
estacionou a viatura e acredita que estava a ser seguido.
As vítimas do ciclone Kenneth na cidade de Pemba, querem voltar às suas casas o mais rápido possível, supostamente devido a falta de conforto nos centros de reassentamento alegadamente por estarem a dormir no chão e sem redes mosquiteiras.
A preocupação foi apresentada ao Primeiro-ministro, durante a sua visita aos afectados.
O Primeiro-ministro reconheceu a preocupação dos afectados, e prometeu transferir as famílias a partir da segunda-feira próxima.
Em Pemba, foram abertos centros 11 de acomodação, que albergadas cerca de 16 mil pessoas, que haviam sido retiradas das zonas de risco, antes do ciclone Kenneth atingir a província de Cabo Delgado.
Os funcionários e agentes do Estado ainda não receberam o salário do mês de Abril. Os ordenados deviam ter sido pagos, mas devido a problemas técnicos o novo prazo é terça-feira (30).
O intervalo de pagamento de salário para aqueles que garantem o funcionamento do Estado é dos dias 18 a 28 de cada mês, mas este mês foi diferente. O salário não será pago dentro desse período.
Numa nota de imprensa sem muitos detalhes, o Ministério da Economia e Finanças diz: “Levamos ao conhecimento do público que, por razões de ordem técnica, o processamento de salários dos Funcionários e Agentes do Estado referente ao mês de Abril de 2019, cujo período normal de pagamento e de 18 a 28 de cada mês, esteve condicionado”.
É o documento informa que o novo prazo para que o salário seja pago é até terça-feira. “Estão em curso, neste momento e durante todo o fim-de-semana, trabalhos no sentido de regularizar a situação de modo que, até terça-feira, dia 30 de Abril de 2019, os salários estejam disponíveis nas contas de todos os Funcionários e Agentes do Estado”.
O Ministério explica, contudo, que alguns funcionários e agentes do Estado já têm o dinheiro nas contas e o condicionamento afectou apenas as instituições do Estado sem autonomia financeira.
O número de mortes causadas pelo contágio do vírus Ébola, na província de Kivu Norte, no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), aumentou para 865 até sábado, informou o Ministério da Saúde do país.
O Ministério da Saúde, que combate a epidemia conjuntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e organizações não-governamentais, registou, desde o início da epidemia, 865 mortes confirmadas, 66 possivelmente causadas pelo Ébola, e 410 pessoas curadas.
O registo de casos de contágio do vírus Ébola cresceu na última semana fixando-se 1.439, dos quais 1.373 confirmados e 66 possíveis.
De acordo com a mesma nota das autoridades, existem agora 263 casos suspeitos da doença sob investigação.
Desde a semana passada, foram registados mais 22 novos casos confirmados, incluindo seis em Butembo, quatro em Katwa, quatro em Mabalako, três em Mandima, três em Kalunguta, um em Beni e um em Musienene.
O Ministério da Saúde da RDCongo admitiu que a epidemia de Ébola, nas províncias de Kivu Norte e Ituri, é já a maior da história do país relativamente ao número de contágios.
A RDCongo foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira manifestação do vírus no país africano, em 1976.
É a primeira vez que uma epidemia de Ébola é declarada numa zona de conflito, onde existe uma centena de grupos armados, o que leva à deslocação contínua de centenas de milhares de pessoas que podem ter estado em contacto com o vírus e a dificuldades na resposta à doença das organizações de socorro.
O mais devastador surto de Ébola a nível mundial foi registado em Março de 2014, na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria.
Dois anos depois, em Janeiro de 2016, a OMS declarou o fim da epidemia, que causou 11.300 mortos, sendo que, no total, foram contagiadas 28.599 pessoas.
20.600 é o balanço preliminar do número de casas destruídas, 15 feridos e um óbito em Macomia na sequência da passagem do ciclone Kenneth.
Segundo as autoridades 15 pessoas ficaram feridas e uma pessoa morreu apenas em Macomia devido a queda de uma árvore sobre uma casa.
O secretário Permanente de Macomia, Feliz Adelino reconhece que algumas famílias foram renitentes mas acredita que o pior em termos de perca de vidas humanas só não aconteceu porque grande parte dos residentes tomaram devidas precauções.
A Lambda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Alinhamento Organizacional e Dimensionamento de Recursos Humanos. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GmbH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor/a Nacional – Componente HIV, Educação Básica e Ensino Técnico Profissional. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GmbH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor para Monitoria do Ambiente de Negócios. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., Empresa de Engenharia e Manutenção Industrial, sita no Parque Industrial de Beluluane, Lote 1 – Unidade 2-6, pretende contratar um (1) Costureiro. Saiba mais.
O Instituto Superior Politécnico de Gaza pretende recrutar três (3) Director Geral e Director Geral Adjunto para Área Financeira e Director Geral Adjunto para Área Académica. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Revisão e Concepção de Novos Materiais de Comunicação. Saiba mais.
A FHI360 pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico Clínico de Saúde Materno-Infantil (Líder da Equipe Distrital). Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GmbH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador/a – Componente HIV/SIDA e Género, Educação Básica e Ensino Técnico Profissional. Saiba mais.
O Instituto de Formação em Administração de Terras e Cartografia (INFATEC) pretende recrutar um (1) Docente para a disciplina de Topografia e Geodesia. Saiba mais.
O Instituto de Formação em Administração de Terras e Cartografia (INFATEC) pretende recrutar um (1) Docente para a disciplina de Cadastro e Administração de Terras. Saiba mais.
A World Vision-Moçambique (WV-Moç) torna público que pretende recrutar para o seu escritório Provincial de Gaza um (1) Coordenador de Advocacia, Comunicação e Relações com o Governo. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Agricultura e Segurança Alimentar pretende recrutar seis (6) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 (Especialidade de Medicina Veterinária). Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Desenho (Automação). Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1 na área de Português. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Agro-pecuária. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Floresta e Fauna Bravia. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Gestão de R. Humanos. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Veterinária. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Hidráulica. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Química Aplicada. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Electrónica. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar dois (2) Docentes de N1, na área de Matemática. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Ciências Sociais. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar um (1) Docente de N1, na área de Contabilidade. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar quatro (4) Docentes de N1, na área de Informática. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar três (3) Docentes de N1, na área de Electricidade. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar três (3) Docentes de N1, na área de Mecânica. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar três (3) Docentes de N1, na área de Construção Civil. Saiba mais.
A Direcção Provincial de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional pretende recrutar dois (2) Docentes de N1, na área de Educação Física. Saiba mais.
A Escola Superior de Jornalismo pretende recrutar um (1) Docente, na carreira de Assistente Universitário na área/ disciplina de Jornalismo Especializado e Técnicas de Jornalismo. Saiba mais.
A Escola Superior de Jornalismo pretende recrutar um (1) Docente, na carreira de Assistente Universitário,na área/ disciplina de Assessoria de Imprensa. Saiba mais.
A Escola Superior de Jornalismo pretende recrutar um (1) Docente, na carreira de Assistente Universitário, na área/ disciplina de Introdução à Informática. Saiba mais.
A Escola Superior de Jornalismo pretende recrutar um (1) Docente, na carreira de Assistente Universitário, na área/ disciplina de Laboratório de Impresso. Saiba mais
O Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC) precisou de recorrer a métodos compulsivos para transferir parte dos milhares de pessoas que habitavam áreas agora sob efeito do ciclone tropical Kenneth, que atingiu o norte do país a meio da tarde de ontem.
São pelo menos 30 mil as pessoas que foram levadas para locais seguros antes da entrada do ciclone, estando agora acolhidas em escolas na cidade de Pemba e nos distritos de Mecúfi, Chiúre, Metuge, Mocímboa da Praia, Palma, Macomia, Quissanga, Ibo e Muidumbe.
Ontem, a retirada compulsiva de pessoas deu alento ao processo que o INGC desencadeou logo que se tomou conhecimento da aproximação do ciclone, mas foi suspensa a meio da tarde, altura em que os ventos e chuvas ganharam intensidade em praticamente toda a região costeira de Cabo Delgado.
Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) espera que a intensidade do ciclone baixe significativamente nas primeiras horas de hoje por já estar na parte continental, embora as chuvas intensas possam continuar a cair por mais tempo.
Dos perto de 30 mil cidadãos retirados das zonas de risco, cerca de 25 mil são do distrito de Palma, cujo administrador, Valgy Tauabo, assegurou ao “Notícias” que maior parte dos residentes da zona baixa aceitou abandonar voluntariamente a área.
Por seu turno, o secretário permanente de Macomia, Adelino Cavava, disse que o edifício dos Correios de Moçambique, cinco casas e uma mesquita foram destruídos pelos ventos fortes que sopraram durante o dia, acompanhados de chuvas intensas.
No distrito de Muidumbe, segundo o respectivo secretário permanente, Abubacar Maurício Amade, cerca de 300 pessoas foram deslocadas da região de Mengelewa (na zona do chamado regadio de Nguri), nas imediações do rio Messalo.
Deste universo, 200 refugiaram-se nas aldeias Xitaxi e Xitunda, enquanto as restantes 100 foram transportadas para sede do distrito e alojadas em escolas e no edifício da administração.
Em Pemba, maior parte dos estabelecimentos comerciais, bancos e instituições públicas estava encerrada e nos bairros de Cariacó, Paquitequete, Natite o ambiente era calmo, com os residentes recolhidos em suas casas.
Alguns residentes do bairro de Chibuabuara passaram a noite de quarta-feira na igreja Maria Auxiliadora, por temer o pior.
A directora-geral do INGC, Augusta Maíta, liderou as operações de retirada compulsiva em distritos como Metuge, mas todas as equipas suspenderam as operações ao meio da tarde por questões de segurança.
Informações de Nampula indicam que Nacala-Porto, Nacala-a-Velha, Nacarôa, Memba, Ilha de Moçambique e Eráti “acordaram” ontem com o céu nublado e ao cair da noite já estavam debaixo de chuva.
Milhares de manifestantes foram às ruas da Colômbia na quinta-feira (25) em dia de greve geral convocada por sindicatos e entidades de classe contra o governo do presidente Iván Duque.
De acordo com o jornal “El Tiempo”, as razões dos protestos são as seguintes:
Contra reformas trabalhistas e previdenciárias incluídas no Plano Nacional de Desenvolvimento proposto pelo governo Duque (saiba mais abaixo);
Reivindicação do cumprimento dos acordos fechados entre o governo e os professores, como jornada de trabalho.
Na capital Bogotá, um grupo de encapuzados atirou pedras contra a polícia, que respondeu com bombas de gás lacrimogéneo. Além disso, manifestantes pincharam a Catedral Primada, construída no início do século XIX.
Pelo Twitter, o presidente Duque condenou “os actos de violência e vandalismo” contra a catedral. “Solicito às autoridades avançar rapidamente na identificação e na judicialização dos responsáveis desse ataque, para que se faça justiça”.
A ministra do Interior, Nancy Patricia Gutiérrez, que recentemente negociou com os indígenas que protestavam no sudoeste do país, afirmou que por trás das manifestações há uma estratégia política contra o governo.
“Estamos certos de que isto tem motivações políticas e ideológicas da oposição ao governo; está sendo construída uma estratégia de mobilização social desde o ano passado para gerar a sensação de falta de governabilidade”, disse a ministra segundo a agência France Presse.
Plano Nacional de Desenvolvimento
Os protestos foram marcados a poucos dias da votação do Plano Nacional de Desenvolvimento, uma espécie de roteiro para o governo nos próximos quatro anos. O texto vai para etapa final dos trâmites no Congresso colombiano.
Centrais sindicais e grupos de estudantes, professores, indígenas e agricultores são contrários à proposta apresentada pelo governo.
“Hoje estamos pedindo ao governo que nos escute, que não tente privatizar a educação, a saúde, a previdência. Que se preocupe com o desenvolvimento social”, disse à AFP Camila Bermejo, estudante de sociologia de 20 anos na Universidade Nacional, enquanto caminhava para a Praça Bolívar de Bogotá.
O bairro de Muhalaze, posto administrativo de Infulene, município da Matola, província de Maputo, vai ter, ainda este mês, uma estrada terraplanada e transporte público.
Segundo o porta-voz do Conselho Municipal da Cidade da Matola, Filimão Suaze, o estado de degradação em que a via se encontra exige uma intervenção urgente, para facilitar a mobilidade de pessoas e bens.
Disse que a urgência surge na sequência do estado da via ter-se agravado, devido à queda frequente de chuva.
Suaze disse que tal obrigou a edilidade a retirar os autocarros da Empresa de Transporte Público da Matola, o que concorreu também para a redução de número dos transportadores privados de carrinhas de caixa-aberta.
Garantiu que todas as equipas intervenientes nas obras de terraplanagem da estrada de Muhalaze estão neste momento a fazer os últimos acertos para o início do trabalho.
Prometeu que a via estará transitável e os autocarros de transporte municipal voltarão a operar para o bairro.
Informou que o bairro de Muhalaze vai ter estrada asfaltada, mas neste momento precisa de uma intervenção urgente para aliviar os munícipes do sofrimento.
Agentes de resgate estão vasculhando, na quarta-feira (24), edifícios que desmoronaram no litoral do leste da África do Sul, onde mais de 50 pessoas morreram depois que chuvas intensas causaram inundações e deslizamentos de terra, disseram autoridades.
Centenas de pessoas foram retiradas de suas casas, a maioria na cidade portuária de Durban, na província de KwaZulu-Natal. Inundações também mataram ao menos três pessoas na província do Cabo Oriental, noticiou a emissora estatal SABC nesta quarta-feira.
Victor da Silva, morador da cidade litorânea de Amanzimtoti, disse que sua família conseguiu sair antes de as inundações destruírem sua casa e seus carros.
“Na segunda-feira, a água estava uma loucura. E de manhã cheguei aqui, tudo estava bem, minha garagem ainda estava aqui, a outra parte da casa ainda estava aqui, e simplesmente não parava de chover”, contou. “Então, uma hora e meia depois, tudo se foi, porque a chuva não parou mais”.
Diversas moradias foram arrastadas por deslizamentos de lama, disse Robert McKenzie, porta-voz dos Serviços de Emergências Médicas de KwaZulu-Natal.
O presidente Cyril Ramaphosa visitou comunidades afectadas de KwaZulu-Natal e deve ir ao Cabo Oriental nos próximos dias.
“Isso se deve em parte à mudança climática, que nos atinge quando menos esperamos”, disse, acrescentando que o governo providenciará fundos para auxiliar as pessoas atingidas pelas inundações.
Na semana passada, 13 pessoas morreram durante uma comemoração de Páscoa em KwaZulu-Natal quando o muro de uma igreja desabou depois de dias de chuvas e ventos fortes.
Um defensor da supremacia branca foi executado nesta quarta-feira pelo assassinato de James Byrd Jr. em 1998 ao arrastar o homem negro de 49 anos com sua camionete até que morresse, num dos mais notórios crimes de ódio da História recente dos EUA.
John William “Bill” King, 44 anos, foi executado com uma injecção letal e declarado morto às 19h08 no horário local na câmara de morte de Huntsville, informou o Departamento de Justiça Criminal do Texas em um comunicado. Segundo o departamento, King escreveu uma última declaração que dizia: “pena capital: aqueles sem capital pagam a pena”.
King, acompanhado de Shawn Berry e Lawrence Brewer, foi acusado de sequestrar Byrd enquanto ele pegava boleia na região de Jasper, Texas, em 7 de Junho de 1998. Os promotores afirmam que os homens arrastaram a vítima na traseira de sua camionete Ford por cerca de 5 quilômetros antes de se livrarem do corpo em frente a uma igreja afro-americana.
Um isqueiro gravado com “KKK” (iniciais do grupo supremacista branco americano Ku Klux Klan) estava entre as evidências encontradas pela polícia na cena do crime, mostram documentos do tribunal. Brewer, também supremacista branco, foi executado em 2011. Berry foi sentenciado à prisão perpétua pelo crime.
King sempre se disse inocente, afirmando ter deixado os outros dois homens antes da morte de Byrd.
O assassinato horrendo levou à aprovação da Lei James Byrd Jr. de Crimes de Ódio, que endureceu as punições por este tipo de crimes no Texas. O assassinato, junto com o de Matthew Shepard, um estudante gay da Universidade de Wyoming espancado e deixado para morrer amarrado a uma cerca, foram a Gênse de lei federal de prevenção de crimes de ódio aprovada em 2009.
Irmã de Byrd, Carla Taylor leu declaração da família depois de ela, outra de suas irmãs e uma das sobrinhas do morto assistiram à execução. “A execução (de King) foi uma punição justa por seus actos”, disse ela, destacando que Byrd tinha três filhos e quatro netos. “O legado de James continua de ser o da paz e da não violência”.
A Administração Nacional de Estradas, ao nível da província de Maputo, dispõe de pouco mais de duzentos milhões de meticais para a manutenção da rede viária desta parcela do país.
São no total mil e duzentos quilómetros de estrada que vão beneficiar de melhoramento na região, dentre asfaltadas e terciárias.
O delegado da ANE na província de Maputo disse que, neste momento, a situação da rede viária é considerada razoável, não tendo nenhuma via intransitável.
Manuel Cossa falava ontem à Rádio Moçambique, após uma reunião que juntou administradores distritais, edis dos quatro municípios e direcção provincial das Obras Públicas para avaliar o ponto de situação das estradas da província de Maputo.
Cossa explicou na ocasião que devido à exiguidade de fundos nem todos os troços serão intervencionados.
O Tribunal Supremo Eleitoral da Guatemala (TSE) cancelou na quarta-feira (24) a candidatura de Mario Estrada, do União da Mudança Nacional (UCN), à Presidência do país. Ele está preso em Miami acusado de ter vínculos com o narcotráfico.
O porta-voz do TSE, Luis Gerardo Ramírez, explicou que a candidatura foi cancelada em uma decisão unânime do órgão devido aos fatos ocorridos nos Estados Unidos. Estrada foi preso em Miami em 17 de Abril junto com outro integrante da UCN.
Ramírez disse que o partido, fundado por Estrada, já foi notificado da decisão tomada pelo pleno do TSE. A cassação da candidatura ocorreu, segundo o porta-voz, com base no artigo 113 da Constituição da Guatemala, que exige que os candidatos à Presidência devem ter “idoneidade e honradez” para disputar o cargo.
As demais candidaturas da UCN estão mantidas. No entanto, o partido não poderá apresentar uma nova chapa para a eleição presidencial por já ter inscrito Estrada e Javier Castillo.
Tráfico de drogas e armas
Durante audiência em Miami, Estrada foi acusado de conspirar para traficar cocaína e fuzis. Segundo a Agência Antidrogas dos EUA (DEA), desde Dezembro ele é investigado por pedir apoio a cartéis mexicanos para financiar a campanha à Presidência da Guatemala.
Os promotores afirmaram que, em troca, Estrada ofereceu cargos para integrantes do cartel mexicano. Além disso, eles acusaram o líder do UCN de pedir a agentes disfarçados da DEA para contratar matadores de aluguel para assassinar rivais políticos na Guatemala.
Estrada será levado a Nova York, onde será acusado por ligação com o narcotráfico, após ordem da juíza Alicia Otazo-Reyes. Caso condenado, o político guatemalteco pode pegar uma pena que vai de dez anos de reclusão à prisão perpétua.
O Ministério da Educação anunciou a interrupção de aulas nas escolas de Cabo Delgado devido ao ciclone “Kenneth”, que atinge o norte do país.
As aulas estão interrompidas e os alunos só retomam na segunda-feira, informa-se num comunicado do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano.
Além do norte, o ciclone, que começou como depressão atmosférica no Oceano Índico, poderá afectar o sul da Tanzânia.
Moçambique precisa de 100 milhões de meticais para assistir a eventuais vítimas do ciclone “Kenneth”, segundo as autoridades, que já emitiram um alerta vermelho.
Em comunicado distribuído ontem à imprensa, a Cruz Vermelha manifestou-se preocupada com os possíveis impactos da passagem do ciclone, anunciando que foram destacados voluntários no norte para alertar e assistir as comunidades.
“Estamos, especialmente, preocupados com o seu possível impacto em Moçambique, onde as comunidades ainda se recuperam da devastação do ciclone Idai, que passou em 14 de Março e matou 603 pessoas”, afirmou Fatoumata Nafo-Traoré, directora Regional para a África da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, citada no comunicado.
Dados oficiais indicam que perto de 692 mil pessoas estão em zonas consideradas de risco no norte de Moçambique.
A Procuradora-Geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, voltou a defender na quarta feira (24) a urgência na aprovação de uma lei de recuperação e gestão de activos, como forma de desencorajar e combater a corrupção no país. Para a Procuradora, a lei permitiria tornar a acção penal efectivamente suficiente para desapossar os criminosos dos proventos e produtos do crime.
Beatriz Buchili reconheceu no seu informe anual, apresentado no Parlamento, que o país não tem conseguido recuperar grande parte dos bens ou produtos relacionados com actividades ilícitas. A Procuradora indica que o Estado foi lesado no ano passado em mais de mil milhões de meticais (cerca de 14,3 milhões de euros), devido à corrupção.
Deste total de perdas foram recuperados no decurso da instrução preparatória apenas 77,4 milhões de meticais (1,1 milhões de euros), 34 viaturas e 22 imóveis.
“Um gabinete de recuperação de activos permitirá uma investigação financeira e patrimonial eficiente que garanta a identificação, localização e apreensão de bens ou produtos relacionados com actividades ilícitas praticadas no país ou no estrangeiro, bem assim assegurar a cooperação com unidades similares de outros países”, frisou Beatriz Buchili.
A Procuradora-Geral da República defendeu igualmente a adopção de uma política de prevenção e combate à corrupção, que garanta que todas as instituições públicas e privadas actuem em consonância e como uma frente comum.
Beatriz Buchili afirmou que a sua instituição prosseguiu em 2018 com os processos para a responsabilização criminal dos infractores envolvidos em actos de corrupção, entre os quais antigos dirigentes superiores do Estado e de empresas participadas pelo Estado, cometidos no exercício das suas funções.
Para além da prática de subornos, um denominador comum nas empresas é o recurso à modalidade de contratação em regime excepcional de ajuste directo, em detrimento do concurso público que garante a transparência, denunciou a Procuradora-Geral da República.
Pronunciando-se sobre o caso das chamadas “dívidas ocultas”, Buchili disse que durante a instrução preparatória tinham sido constatados factos susceptíveis de consubstanciar infracções financeiras. A celeridade do processo, adiantou, está condicionada pela falta de informações solicitadas aos países onde se realizaram as operações.
Em causa, segundo a magistrada, estão nomeadamente os Estados Unidos, que não responderam aos pedidos de informação. Beatriz Buchili insistiu na necessidade de cooperação judiciária com os EUA, porque alguns arguidos receberam subornos a partir de transacções feitas em território norte-americano.
Beatriz Buchili afirmou ainda que Moçambique não recebeu igualmente respostas às cartas rogatórias expedidas para os Emirados Árabes Unidos (EAU), onde estão sedeadas as empresas fornecedoras de bens e serviços que receberam os empréstimos concedidos através de dívidas não declaradas nas contas do Estado.
Informação vazia perante impunidades, diz oposição
Para Francisco Mucanheia, deputado da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), o informe da Procuradora da República “espelha de forma exaustiva as actividades do Ministério Público no controlo da legalidade na sua capacidade de detentora da acção penal”.
A oposição, no entanto, aponta críticas às declarações da PGR. António Muchanga, deputado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), questiona “que mensagem quer [a Procuradora] transmitir aos moçambicanos, ao optar por uma informação vazia sobre os crimes que mais lesam o Estado, como o branqueamento de capitais?”
Também Silvério Ronguane, deputado do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), questiona os motivos para “suspeitos de fazerem parte da grande farra, de abuso de cargos, branqueamento de capitais, associação criminosa e outros tipos de crime ainda passearem impunes” nas ruas do país, “rindo-se da justiça e das instituições” moçambicanas, quando há suspeitos detidos em conexão com as dívidas ocultas.
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