O Tribunal Supremo Eleitoral da Guatemala (TSE) cancelou na quarta-feira (24) a candidatura de Mario Estrada, do União da Mudança Nacional (UCN), à Presidência do país. Ele está preso em Miami acusado de ter vínculos com o narcotráfico.

O porta-voz do TSE, Luis Gerardo Ramírez, explicou que a candidatura foi cancelada em uma decisão unânime do órgão devido aos fatos ocorridos nos Estados Unidos. Estrada foi preso em Miami em 17 de Abril junto com outro integrante da UCN.

Ramírez disse que o partido, fundado por Estrada, já foi notificado da decisão tomada pelo pleno do TSE. A cassação da candidatura ocorreu, segundo o porta-voz, com base no artigo 113 da Constituição da Guatemala, que exige que os candidatos à Presidência devem ter “idoneidade e honradez” para disputar o cargo.

As demais candidaturas da UCN estão mantidas. No entanto, o partido não poderá apresentar uma nova chapa para a eleição presidencial por já ter inscrito Estrada e Javier Castillo.

Tráfico de drogas e armas

Durante audiência em Miami, Estrada foi acusado de conspirar para traficar cocaína e fuzis. Segundo a Agência Antidrogas dos EUA (DEA), desde Dezembro ele é investigado por pedir apoio a cartéis mexicanos para financiar a campanha à Presidência da Guatemala.

Os promotores afirmaram que, em troca, Estrada ofereceu cargos para integrantes do cartel mexicano. Além disso, eles acusaram o líder do UCN de pedir a agentes disfarçados da DEA para contratar matadores de aluguel para assassinar rivais políticos na Guatemala.

Estrada será levado a Nova York, onde será acusado por ligação com o narcotráfico, após ordem da juíza Alicia Otazo-Reyes. Caso condenado, o político guatemalteco pode pegar uma pena que vai de dez anos de reclusão à prisão perpétua.

G1