Pelo sexto dia consecutivo, a Rússia voltou a ver agravar-se em mais de 10 mil os casos de infecção no país. Foram, aliás, mais de 11 mil na véspera.
A manter este ritmo diário de seis por cento, dentro de dois dias a Rússia poderá passar dos duzentos mil casos confirmados desde o início da pandemia.
A larga maioria dos infectados encontra-se em Moscovo, onde o presidente da câmara cita algumas estimativas epidemiológicas que sugerem poderem vir a haver só na capital russa até trezentas mil pessoas infectadas.
Sergei Sobyanin destaca o facto de a região estar a realizar muitos testes e prevê que infecções venham a afectar até 2,5 por cento dos habitantes moscovitas.
“Quanto mais rápido diagnosticamos as pessoas infectadas, mais rápido as registamos, as colocamos em quarentena e as começamos a tratar, se precisarem de assistência médica, evitando que depois tenham de ir para o hospital num estado mais grave”, defendeu o autarca de Moscovo.
Só na região da capital russa já morreram quase 1.000 pessoas com Covid-19. No resto do país, de acordo com os dados oficiais registados, houve mais 800 fatalidades no âmbito da epidemia. Os dados reais deverão ser muito superiores tal como em todos os outros países.
75 anos do Dia da Vitória sem grandes festas
No Reino Unido, arrancaram as celebrações dos 75 anos do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial. Muitos dos eventos previstos, foram cancelados devido à epidemia, mas há muitas pessoas e entidades que insistem em celebrar esta efeméride histórica apesar das medidas de confinamento.
No domingo, o governo de Boris Johnson deve anunciar as medidas para o anunciado progressivo desconfinamento a partir de segunda-feira.
Também em França se celebra a vitória contra os nazis de forma discreta devido ao novo coronavírus.
Dividido em dois pelas cores verde e vermelha para cada uma das regiões mediante o nível de risco, França ultima os detalhes para o início do desconfinamento progressivo marcado igualmente para segunda-feira.
Madrid ameaça conflito político
Em Espanha, a polémica foca-se na região de Madrid, onde tem grande peso a oposição do Partido Popular, liderado por Pablo Casado.
Na segunda-feira, o governo socialista de Pedro Sanchez vai permitir à maioria das regiões passar à chamada fase 1 do processo de desconfinamento, na qual já se vão permitir ajuntamentos até dez pessoas, a abertura de algumas esplanadas e de mercados ao ar livre
Madrid, epicentro da epidemia no país com quase 70 mil infeções e mais de 15 mil mortos, pediu para também ser incluída nessa nova etapa.
No entanto, o Ministério da Saúde considera óbvio não haver ainda condições para permitir a Madrid passar à fase 1.
De acordo com o jornal El País, o executivo deve rejeitar as pretensões dos madrilenos, que, para já, apenas podem sair de casa para serviços básicos ou para cumprir exercício de forma individual e em períodos específicos.
Tal como acontece, e assim se vai manter também, nas regiões de Castela e Leão, e na Catalunha.
Cidades como Girona, Lleida ou Barcelona vão continuar na fase zero pelo menos mais duas semanas.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Técnicos de Medicina Geral para Matutuíne. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Técnicos de Medicina Geral para Namaacha. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz),procura um(a) profissional para o posto de Assistente do Projecto Parceria para Prestação Social de Contas para Área de Saúde Sexual e Reprodutiva, que estará baseado(a) em Maputo. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Para a Promoção do Emprego e do Desenvolvimento. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador – Componente Saúde e Género. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Coordenador(a) de Salvaguarda da Criança e Protecção Contra Exploração e Abuso Sexual. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Gestão e Administração Hospitalar. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor/ Líder de Equipa (Caldeireiro). Saiba mais.
O Fórum Nacional de Produtores de Algodão (FONPA), organização não-governamental sem fins lucrativos de âmbito nacional pretende recrutar para seu quadro pessoal um (1) Oficial de Finanças. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro três (3) Docentes N1 – Electricidade Industrial. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Recursos Humanos baseado em província de Nampula. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Cliente Individual baseado em Namutequeliua na província de Nampula. Saiba mais.
A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Assistente de Programa – População Chave. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Nacional de Advocacia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Geografia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Agro-Pecuária. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Português. Saiba mais.
A Federação Moçambicana de Futebol pretende introduzir um (1) Secretário Técnico Provincial (STP) em cada uma das Associações Provinciais de Futebol. Saiba mais.
A Fronteira de Machipanda, em Manica, está a registar um movimento de camiões incomum, que saem do Porto da Beira para o Zimbabwe. As filas chegam a ter cinco quilómetros de extensão.
Os automobilistas que têm estado a pernoitar no posto de travessia de Machipanda querem ver o problema resolvido. “Cheguei aqui por volta das seis horas. Até agora estou aqui na fila. Não sei a que horas irei atravessar, uma vez que está a anoitecer. Ainda não vimos ninguém a dar alguma satisfação. Por favor, façam alguma coisa por nós, isto está complicado”, disseram os viajantes.
Entretanto, as autoridades alfandegárias posicionadas na Fronteira de Machipanda revelam que tal enchente de camiões que se verifica do lado moçambicano tem que ver com demora que se regista no processo de desembaraço aduaneiro no Zimbabwe.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) recomendou aos países membros que um eventual abandono do confinamento seja gradual para não “comprometer esforços” para reduzir a propagação da COVID-19 na região.
A recomendação é dada aos Estados-membros que tencionem aliviar as medidas de confinamento em função de uma eventual redução do número de novas infeções, avança o último relatório da SADC sobre a resposta à pandemia da COVID-19 na região, consultado hoje pela Lusa.
Face à redução do número de pacientes em cuidados intensivos e de contágios, vários países, em todo mundo, começaram a desenvolver planos para aliviar o confinamento.
A SADC alerta para os riscos destas decisões sem as devidas precauções para os países da região, tendo em conta que o número de casos continua a subir.
“Os Estados-membros que tencionem reabrir os estabelecimentos de ensino devem ponderar a possibilidade de estabelecer instalações básicas de higiene, água e saneamento”, acrescenta o documento.
O número de casos na região da SADC continua a aumentar, com África do Sul, República Democrática do Congo, Tanzânia, Maurícias e Madagáscar a registarem 92% do número total de casos nos 16 países membros, segundo o relatório.
O número de mortos devido à COVID-19 em África subiu hoje para 2.074, com mais de 54 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que a pandemia provocada pelo novo coronavírus pode matar 190 mil pessoas em África, entre os 44 milhões que podem ficar infetados se as medidas de contenção falharem.
O número total de doentes recuperados subiu de 17.590 para 18.636.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (564 casos e dois mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (439 e quatro mortos), São Tomé e Príncipe (208 casos e cinco mortos), Cabo Verde (218 e duas mortes), Moçambique (81) e Angola (36 infetados e dois mortos).
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou cerca de 267 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Cerca de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.
O Instituto Superior de Ciências e Tecnologias Alberto Chipande (ISCTAC), com sede na Beira, convocou na quart-feira à imprensa para anunciar que vai retirar o grau de mestrado em ciências políticas e relações internacionais a um dos seus docentes, concluído em Dezembro do ano passado, pelo facto deste ter-se apresentado naquela instituição com falsas qualidades de licenciatura na mesma área, que afinal só a concluiu no ano passado, numa outra instituição de ensino superior.
De acordo com Júlio Taimira, Vice-reitor do ISCTAC, a instituição está a investigar este caso desde Fevereiro deste ano, depois de uma denúncia feita por um jornal da praça.
“Pretendemos retirar o grau de mestrado do senhor Elídio Benjamim Cuco, porque todas as investigações levadas a cabo até hoje pelo ISCTAC, desde Fevereiro passado, junto de outras instituições de ensino superior, neste caso o ISRI, apontam que ele só concluiu o grau de licenciatura em ciências políticas e relações internacionais, em Setembro do ano passado.
Ele foi contratado em 2016 pelo ISCTAC como docente e na altura apresentou uma documentação que indicava que já possuía o grau de licenciatura”, disse Júlio Taimira, Vice-reitor do ISCTAC.
Face a estas falsas qualidades vários processos internos vão ocorrer. O Primeiro que já iniciou esta semana, é retirar-lhe o grau de mestrado. Ele mesmo já confirmou que concluiu o curso de licenciatura na mesma área apenas em Setembro do ano passado. O segundo passo será a abertura de um processo criminal e a terceira será um processo disciplinar”, explicou Taimira.
Há já algum tempo que a pista do aeroporto de Lyon não via tamanha actividade. Mais de 70 trabalhadores do sector humanitário, provenientes de 12 países, ajudaram a embarcar material médico, entre máscaras de protecção, luvas, medicamentos e muito mais.
O destino do primeiro voo humanitário europeu para ajudar a combater a pandemia no continente africano é Bangui, a capital da República Centro Africana. Num país já dilacerado por conflitos internos, a ameaça da Covid-19 pode levar rapidamente o sistema de saúde à ruptura.
Para aquele país, existem mais voos programados, assim como para Burkina Faso e Sudão do Sul. As operações são coordenadas por organizações não-governamentais com o apoio de 10 países europeus, entre os quais Portugal. Uma resposta articulada que resulta dos ensinamentos do início da pandemia, realça o comissário europeu para a Gestão de Crise.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ordenou esta quinta-feira, testes diários na Casa Branca depois de se saber que um dos seus assistentes pessoais foi infectado pelo novo Coronavírus.
Segundo Hogan Gidley, porta-voz adjunto da Presidência, a Unidade Médica da Casa Branca notificou que um membro das Forças Armadas dos EUA, que trabalha na Casa Branca, deu positivo para o coronavírus.
Com um membro infectado na Casa Branca, “o presidente Donald Trump, e o vice-presidente, Mike Pence, foram novamente testados e deram negativo e ambos continuam de boa saúde”, afirmou Hogan Gidley.
“Eu tive muito pouco contacto com essa pessoa (…) Acabei de fazer um teste, como já devem ter ouvido. Na verdade, eu fiz um ontem (quarta-feira) e outro hoje, e foi negativo”, disse Trump aos jornalistas durante a sua reunião com governador do Texas, Greg Abbott.
Entretanto, Trump disse que havia ordenado que os testes para o novo Coronavírus aos funcionários internos da Casa Branca fossem feitos diariamente, em vez de semanalmente, como vinha a ser feito até agora.
“No momento, somos todos guerreiros. Vocês são guerreiros. Nós somos guerreiros. Pode ser que você tenha estado com alguém, tudo está a ir bem e então algo acontece com a outra pessoa e, de repente, é positivo”, disse Trump.
Na manhã desta quinta-feira, num comunicado, a Casa Branca garantiu que tanto o Presidente quanto o vice-Presidente, Mike Pence, haviam sido submetidos a um teste depois de saberem sobre o caso do funcionário que havia sido infetado.
O Japão retirou financiamento para construção de pontes e o governo está ainda a negociar para a retomada do investimento.
Por um lado, são as calamidades naturais que levaram ao desabamento da ponte sobre o rio Montepuéz em Dezembro do ano passado. A estrada nacional número 380 é de capital importância, pois liga a cidade de Pemba e os distritos da parte norte da província de Cabo Delgado, nomeadamente, Muidumbe, Mueda, Nangade, Palma e Mocímboa da Praia. Tentou-se fazer um desvio de emergência e agora vai-se avançar para a montagem de uma ponte metálica, enquanto se pensa sobre a grande ponte que ruiu.
Far-se-á a reposição transitória da travessia sobre o rio Montepuéz, mas a ligação com os cinco distritos do norte não fica resolvida porque ao longo do percurso há três pontes sobre o rio Messalo que foram abandonadas ano passado ainda em fase de construção, devido à insegurança imposta pelas incursões de grupos terroristas. O Japão é o principal parceiro e retirou o financiamento por isso.
Já a ponte sobre o rio Lúrio que faz limite entre Nampula e Cabo Delgado está com o tráfego condicionado desde finais de Março devido a vibrações que se sentiam ao passarem camiões de grande tonelagem.
Actualmente, apenas camiões com o máximo de 40 toneladas podem passar. E esta semana começa o trabalho técnico de inspecção de engenharia
A Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, irá lançar na segunda-feira pelas 10 horas, na Casa de Ferro, cidade de Maputo, “Arte no quintal”, uma iniciativa conjunta entre o Ministério da Cultura e Turismo, a UNESCO, o banco ABSA e a Galeria do Porto de Maputo.
Segundo o comunicado ministerial, “Arte no quintal” surge em resposta ao encontro que Eldevina Materula manteve com artistas e promotores de eventos no mês de Março, cuja agenda foi um debate sobre o “Impacto da COVID-19 na indústria cultural e acções a desenvolver”.
“Arte no quintal” pretende apoiar os artistas nesta fase de confinamento, através da realização de concertos e diálogo online, envolvendo todas as manifestações artísticas.
Dois irmãos, menores de idade, foram raptados e assassinados por desconhecidos na Vila do Guruè, na Província da Zambézia. Os seus cadáveres foram encontrados “cortados”.
Dois irmãos, com 3 e 8 anos de idade, foram raptados das cercanias da sua residência na passada segunda-feira (04) na Vila do Gurúè, três dias depois partes dos seus corpos foram descobertos numa das plantações de chá do Distrito.
A irmã da mãe dos petizes disse a jornalistas que a última vez que foram vistos estavam na companhia do ex-parceiro da mãe com quem terão saído da área da sua residência. “Ontem recebi um telefonema para chegar ao hospital, chego aqui encontro os corpos sem vida e cortados”.
O médico do Hospital Distrital do Guruè, Óscar Muachane, “não tinham desde a parte inferior do abdómen e o resto dos membros inferiores não conseguimos achar”.
A directora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, afirmou esta quinta-feira que o pico da covid-19 no continente africano deverá acontecer dentro de quatro a seis semanas, mostrando-se esperançosa na recuperação da região após a pandemia.
Matshidiso Moeti falava durante a conferência de imprensa on-line sobre a evolução da covid-19 no continente africano, que contou com vários.
“Olhando para a evolução da pandemia de covid-19 e especialmente agora que estamos a olhar para a propagação comunitária em alguns países, estimamos que a doença atingirá o seu pico dentro de quatro a seis semanas, se nada for feito”.
O número de mortos devido à covid-19 em África ultrapassou hoje os dois mil (2.012), com mais de 51 mil casos da doença registados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
“Existem agora cerca de 50.000 casos confirmados e 2.000 perderam a vida em todo o continente africano e é incrivelmente importante que os países utilizem abordagens baseadas em dados e em evidências na resposta”, defendeu.
Sobre o alívio de algumas medidas de confinamento que se registam em vários países, Matshidiso Moeti aconselhou prudência: “Não é uma questão em que simplesmente se passe de uma situação em que hoje tudo está fechado para amanhã estar tudo aberto”.
O desconfinamento “tem de ser gradual, com as partes mais essenciais da economia a serem abertas primeiro”.
Questionada sobre África pós covid-19, Moeti começou por esclarecer que não pretende ignorar “a severidade e gravidade da situação”.
“Se nada for feito vai ser grave. O impacto económico já começa a sentir-se. Mas também vejo muitos países a tomarem medidas e a fazerem grandes investimentos para que o impacto não seja tão devastador”, disse.
E sublinhou: “Tenho uma grande fé na resiliência do povo africano e confio na generosidade e solidariedade internacionais para ajudar” o continente.
Outro participante neste encontro on-line com a comunicação social, o presidente da Federação de Cuidados de Saúde Africanos, Amit Thakker, disse prever um período de até três anos para a recuperação desta pandemia em África.
Esta recuperação contará com várias fases e englobará a reparação da doença, que passará pelo tempo de espera de uma vacina, a sua administração e a retoma da economia.
Depois, os sistemas deverão mostrar “onde África vai chegar”, para o que será fundamental uma liderança forte nestes países.
“Acredito que vamos ter um continente mais forte pós-covid-19”, disse Amit Thakker, que desenvolve a sua actividade no Quénia.
Por seu lado, Stephen Karingi, da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UN-ECA), alertou que tudo está ainda em aberto e que esta é a altura para os riscos serem minimizados.
Contudo, é preciso “começar a pensar na retoma”, o que passa por “salvar pessoas e salvar os negócios”.
“Se não salvamos os negócios, não salvamos os empregos, e se não salvamos os empregos as pessoas ficam sem meios”, referiu.
E advertiu: “O futuro do continente [africano] vai depender do que fizermos hoje”.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse hoje que a pandemia da covid-19 continua a desencadear “um tsunami de ódio e xenofobia”.
O chefe da ONU afirmou que “o sentimento contra estrangeiros aumentou ‘online’ e nas ruas, as teorias de conspiração antissemitas espalharam-se, e ocorreram ataques contra muçulmanos relacionados com a covid-19”.
Guterres sublinhou que migrantes e refugiados “foram difamados como fonte do vírus, e depois negaram-lhes acesso a tratamento médico”.
“Com os idosos entre os mais vulneráveis, surgiram ‘memes’ [imagens virais] desprezíveis, sugerindo que eles também são os mais descartáveis”, alertou. “E jornalistas, denunciantes, profissionais de saúde, trabalhadores humanitários e defensores dos direitos humanos estão a ser alvejados simplesmente por fazerem seu trabalho”, acrescentou.
Guterres apelou a “um esforço total para acabar globalmente com o discurso de ódio”.
O secretário-geral exortou os líderes políticos a expressarem solidariedade com todas as pessoas, as instituições de ensino a concentrarem-se na “alfabetização digital”, num momento em que “os extremistas procuram garantir audiências prisioneiras e potencialmente desesperadas”.
Por outro lado, o líder da ONU desafiou os ‘media’, sobretudo aqueles com presença nas redes sociais, a “remover o conteúdo racista, misógino e outro que seja prejudicial”, e a sociedade civil a fortalecer o contacto com as pessoas vulneráveis, bem como os líderes religiosos a servirem como “modelos de respeito mútuo”.
“E peço a todos, em todos os lugares, que se levantem contra o ódio, que se tratem com dignidade e aproveitem todas as oportunidades para espalhar bondade”, salientou Guterres.
Sobre a doença, António Guterres sublinhou: “não se importa com quem somos, onde vivemos, no que acreditamos ou sobre qualquer outra distinção”.
O apelo global para combater o discurso de ódio relacionado com a covid-19 surge após a mensagem de 23 de Abril, quando apelidou a pandemia de “uma crise humana que está rapidamente a tornar-se numa crise de direitos humanos”.
Guterres disse então que a pandemia teve “efeitos desproporcionais em certas comunidades, levou ao aumento do discurso de ódio, da segmentação de grupos vulneráveis e dos riscos de opções securitárias que minam a resposta à saúde”.
Com o “crescente etno-nacionalismo, populismo, autoritarismo e retrocesso nos direitos humanos em alguns países, a crise pode fornecer um pretexto para a adopção de medidas repressivas para propósitos não relacionados com a pandemia”, alertou.
Em Fevereiro, Guterres fez um apelo à acção de países, empresas e pessoas para ajudar a renovar e reviver os direitos humanos em todo o mundo, estabelecendo um plano de sete pontos relacionado com as mudanças climáticas, conflitos e repressão.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 269 mil mortos e infectou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando sectores inteiros da economia mundial.
As autoridades de Moçambique detiveram 22 pessoas por aplicarem insecticidas em peixes vendidos nas principais cidades do centro do país, informou ontem (07) o Parque Nacional de Gorongosa (PNG), onde os animais terão sido ilegalmente pescados.
Os pescadores, que não possuíam licença para pescar no local, terão aplicado insecticidas como cloroacetanilida, piritoides e organofosforados no peixe para “afastar moscas e insectos”, com o objectivo de evitar a sua deterioração, segundo um comunicado do PNG.
Os vigilantes do parque detectaram o grupo durante operações de fiscalização na confluência dos rios Urema e Pungue, dentro do PNG.
O peixe seria vendido em diversos centros urbanos das províncias de Manica, Sofala e Zambézia, com destaque para Beira, Dondo, Chimoio, Nhamatanda e Alto Molócue.
Segundo a nota do PNG, os consumidores corriam o risco, entre outros, de desenvolver diversos tipos de tumores ou sofrer uma diminuição testicular, bem como, no caso de mulheres, registar má formação de fetos durante a gravidez.
“Sendo este um ato ilegal que periga a vida humana, os detidos estão sujeitos as penas de prisão maior”, concluiu o comunicado do PNG.
O Presidente da Venezuela acusou o líder opositor Juan Guaidó de ter preparado o seu homicídio com os participantes na tentativa de invasão marítima de domingo para alegadamente perpetrarem um golpe de Estado no país.
“É um ladrão, um narcotraficante, capaz de assinar um contrato para que matem o seu adversário político. É um criminoso e ele fez isso. Preparou o meu assassínio. É um fracassado e alguém terá que reconhecer isso”, disse, na quinta-feira, Nicolás Maduro.
Maduro falava à estação de televisão multiestatal Telesul, durante uma entrevista em que voltou a acusar o homólogo colombiano, Iván Duque, e os Estados Unidos de estarem envolvidos na alegada tentativa de golpe de Estado contra o regime venezuelano.
“Um dos objetivos de (Iván) Duque era assassinar-me, mas graças a Deus estou vivo”, frisou.
Por outro lado, o chefe de Estado venezuelano adiantou que “neste momento não há um diálogo político entre a Venezuela e os Estados Unidos” e após os recentes acontecimentos Washington rompeu os canais de comunicação com Caracas.
”Depois de 03 de maio as relações foram cortadas, mas sempre havia canais de informação. Eles aplicaram o ‘mute’, o silêncio total, e não respondem às nossas mensagens”, acrescentou.
Nicolás Maduro frisou ainda ter recomendado, recentemente, ao chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, que deixe a obsessão contra a Venezuela.
“Dei um conselho a Mike Pompeo. Que pense, que deixem a arrogância e a prepotência, que reconheçam a nossa força. Que somos de verdade. Que somos milhões. Temos experiência, capacidade e um legado. Não têm podido, nem poderão connosco. Fracassou-lhes a laia de Juan Guaidó e terão que admitir que falharam para impor um presidente fantoche”, destacou.
As declarações de Nicolás Maduro surgiram um dia depois de ter explicado, em conferência de imprensa, que uma possível detenção de Guaidó “não depende” da sua resposta e de o acusar de ter ligações com os organizadores da frustrada invasão marítima.
“Depende dos órgãos da Justiça na Venezuela e será o Ministério Público e os tribunais a determinarem se deve ser detido ou não”, declarou Nicolás Maduro.
O Governo venezuelano anunciou, no domingo, que oito pessoas morreram e duas foram detidas numa primeira tentativa de ataque marítimo que ocorreu no estado de La Guaira, vizinho de Caracas.
Segundo o Presidente Nicolás Maduro, a invasão marítima frustrada tinha como “objetivo central” o seu assassínio.
Na segunda-feira, dois norte-americanos e 11 pessoas foram detidas numa segunda embarcação que se aproximava de uma área costeira do Estado central de Arágua.
A crise política, económica e social venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, depois de o presidente do parlamento, Juan Guaidó, jurar publicamente assumir as funções de presidente interino do país até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas na Venezuela.
Guaidó tem o apoio de mais de meia centena de países.
Os casos de pessoas recuperadas de infecção pelo novo coronavírus em Moçambique passaram de 21 para 24, enquanto os 147 suspeitos testados nas últimas 24 horas revelaram-se negativos, anunciaram ontem (07) as autoridades.
“Os novos casos recuperados apresentaram-se sem sintomatologia e foram seguidos em isolamento domiciliar “, declarou a directora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, na actualização de dados sobre a pandemia no Ministério da Saúde, em Maputo.
Desde que foi declarada a pandemia de covid-19, em 11 de Março, as autoridades em Moçambique realizaram 3.188 testes, dos quais 81 resultaram positivos, com 72 de transmissão local e nove importados, e sem vítimas mortais.
As autoridades rastrearam mais de 500 mil pessoas, há um total acumulado de mais de 12 mil pessoas em quarentena e 1.287 em acompanhamento.
Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de Abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se a toda a população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.
Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes colectivos com obrigatoriedade do uso de máscaras faciais, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
A polícia moçambicana deteve 899 pessoas pelo crime de desobediência durante o estado de emergência em curso no país, devido ao novo coronavírus, anunciou a corporação.
A maior parte dos casos está relacionada com comerciantes e consumidores de bebidas alcoólicas detectados em locais públicos, disse o porta-voz da polícia moçambicana, Orlando Modumane, citado pela Rádio Moçambique.
Orlando Modumane admitiu, contudo, casos de excesso de zelo por parte das autoridades moçambicanas.
“Assumimos que houve algumas actuações esporádicas que configuraram excesso de zelo profissional por parte de alguns agentes, casos esses que foram rapidamente corrigidos e alguns indivíduos foram responsabilizados”, disse Orlando Mudumane.
Segundo o responsável policial, no primeiro período do estado de emergência, que vigorou entre 01 e 30 de Abril, foram detidas 869 pessoas e mais 30 neste segundo período, além da apreensão de 27 viaturas por violação das normas.
Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se a toda a população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.
Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras faciais, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.
O país conta com um total de 81 casos positivos de covid-19, sem vítimas mortais.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 263 mil mortos e infetou cerca de 3,7 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.
Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são os Estados Unidos, o Brasil e o Reino Unido. A pandemia do novo coronavírus já matou 266.919 pessoas e infectou mais de 3,8 milhões em todo o mundo desde Dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG desta quinta-feira, baseado em dados oficiais.
De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, até às 19:00 TMG de hoje, 3.806.440 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 195 países e territórios desde o início da epidemia, em Dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.
A AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflecte apenas uma fracção do total real de infecções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar.
Entre esses casos, pelo menos 1.197.100 são agora considerados curados. Desde a contagem feita às 19:00 TMG de quarta-feira, 6.372 novos óbitos e 95.826 novos casos ocorreram em todo o mundo.
Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são os Estados Unidos com 2.862 novas mortes, o Brasil (615) e o Reino Unido (539).
Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, no início de Fevereiro, são o país mais afectados em termos de número de óbitos e de casos, com 74.844 mortes em 1.244.119 casos.
Pelo menos 189.910 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde norte-americanas.Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Reino Unido, com 30.615 óbitos em 206.715 casos, a Itália, com 29.958 mortes (215.858 casos), Espanha, com 26.070 mortes (221.447 casos) e a França, com 25.987 mortos (174.791 casos).
O julgamento do homícidio de Anastácio Matavel, observador eleitoral na província de Gaza, sul de Moçambique, tem início no próximo dia 12, na cidade de Xai-Xai, no momento em que analistas dizem-se preocupados por não acreditarem que a justiça será feita, tendo em conta a acusação do Ministério Público (MP).
Matavel, director do grupo de observação eleitoral da “Sala da Paz” na província de Gaza, foi morto no dia 7 de Outubro do ano passado, uma semana antes das eleições gerais, num crime que envolveu cinco agentes da polícia, alguns dos quais encontram-se detidos.
A família do activista exige do Estado uma indemnização de cerca de 35 milhões de meticais, mas o MP diz que o assassinato ocorreu num feriado e não há provas que mostrem que os agentes policiais estavam em missão de serviço.
Entretanto, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, que segue atentamente este processo, rejeita o argumento do Ministério Público.
“Estamos profundamente preocupados porque a acusação do Ministério Público não tem qualidade e visa desresponsabilizar o Estado, mas quanto a nós este é um crime de Estado, porque foi executado por pessoas com uniforme policial e que usaram armas do Estado”, acusa Nuvunga.
De acordo com o director do CDD, “logo a seguir ao homicídio, os agentes foram promovidos na hierarquia policial. Claramente, este é um crime do Estado, mas o Ministério Público diz que os agentes agiram a título individual. Não se vai fazer justiça neste julgamento”.
Por seu turno, o analista Aleandre Chiure considera que o processo tem muitos problemas, mas espera que a justiça seja feita.
“A expectativa de todos nós que defendemos o Estado de Direito em Moçambique é que a justiça seja feita, trata-se de um homicídio que manchou todo o processo eleitoral”, sustenta Chiure.
A morte de Anastácio Matavel provocou repúdio e condenação em Moçambique e fora do país, por se tratar de um activista da sociedade civil envolvido na observação eleitoral.
“A insurgência no norte de Moçambique é bastante preocupante” e os Estados Unidos esperam que o Governio de Maputo responda de forma sistemática para evitar que se torne num problema maior, disse Tibor Nagy, secretário de Estado Assistente para os Assuntos Africanos.
Numa conferência de imprensa nesta semana, Nagy afirmou que a insurgência em Cabo Delgado “passou de um movimento muito pequeno para um movimento muito maior, no último ano, ano e meio” e por isso espera que “Moçambique dê toda a atenção para lidar com isso de uma maneira muito sistemática”.
Nagy deu o exemplo da ascensão do Boko Haram, que começou como um pequeno movimento, mas “devido à maneira como o Governo nigeriano reagiu inicialmente, transformou-se numa ameaça muito séria, não apenas para o nordeste da Nigéria, mas para os países vizinhos.”
O diplomata acrescentou que a embaixada dos Estados Unidos em Maputo e outros parceiros têm falado com o Governo de Moçambique sobre as melhores maneiras de “responder a essa insurgência para evitar que ela se torne o tipo de ameaça que o Boko Haram se tornou na Nigéria”.
Os ataques em Cabo Delgado iniciaram em Outubro de 2017.
Pelo menos 900 pessoas foram mortas e várias aldeias e infraestruturas devastadas pelo grupo que vários estudos apontam ser de extremismo islâmico.
As autoridades de Maputo afirmaram recentemente que os ataques são feitos pelo grupo Estado Islâmico, que várias vezes reivindicou a autoria.
O Governo moçambicano anunciou também a morte de mais de uma centena de militantes no mês de abril.
Uma nova onda de raptos preocupa empresários moçambicanos. Nos últimos sete dias foram registados dois casos envolvendo empresários de origem asiática.
Na semana passada foi raptado o empresário indiano Rizwan Adatia, na Matola, Maputo; e esta semana, em Chimoio, Yassin Anwar, filho de um empresário daquela cidade de Manica, no centro do país.
Entre Janeiro e Março foram raptados, pelo menos dois empresários de Maputo e Beira, nomeadamente Manish Cantilal e Faizel Patel.
Face ao cenário, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) pede uma acção enérgica por parte das autoridades para acabar com este mal que pode afugentar os investidores.
“O não esclarecimento de raptos anteriores alimenta a possibilidade de os mesmos autores possam desenvolver estas acções maléficas continuamente”, diz Onório Boane, da CTA.
A Polícia frequentemente diz não ter pistas para investigar estes casos, o que para professor universitário Mohamed Yassine está relacionado com o facto de existir dentro da corporação elementos coniventes.
Envolvimento policial
“Se continuarmos a ter sinais de existência de elementos de segurança nos raptos, como aconteceu há dois meses, com o baleamento de alguns elementos da SERNIC (Serviço Nacional de Investigação Criminal) que estiveram envolvidos em raptos, será muito difícil a polícia dar um esclarecimento claro”, diz Yassine.
Para o advogado Arlindo Guilamba este tipo de crime deveria merecer outra acção por ministério público.
“Já tivemos vários casos que não estão a ter esclarecimento e acabam e esquecidos e os processos arquivados sem que tenhamos qualquer tipo de retirado palpável”, comenta Guilamba.
Teia complexa
Muitos casos de rapto culminam com a libertação das vítimas, sem nunca se saber se houve ou pagamento, o que para os analistas está relacionado com receio de represálias.
“Tivemos recentemente um cidadão da Matola que foi raptado por dois meses e que no final foi libertado de uma forma que ninguém sabe dizer se foi pago resgate ou não,” diz Yassine.
Ele diz ainda que “um mês depois, a polícia identificou a casa (esconderijo) e uma parte das pessoas que estiveram directamente ligadas, mas em nenhum momento ouvimos dizer se essas pessoas receberam dinheiro…e como é que receberam o dinheiro,” o que ajudar na investigação de outros casos.
“Há aqui uma teia complexa que é preciso desmontar,” apela Guiamba
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