Um míssil iraniano provocou a morte de um marinheiro e vários feridos num exercício naval no Golfo de Omã, no domingo, ao atingir um navio de apoio próximo do alvo, noticiou hoje a televisão estatal.
Segundo a emissora iraniana, o acidente deu-se no porto de Jask, cerca de 1.270 quilómetros a sudoeste de Teerão.
O míssil atingiu o navio de apoio Konarak, que participava no exercício.
Segundo a televisão estatal, o navio atingido era responsável por colocar alvos na água para outros navios atingirem, estando demasiado perto de um deles.
A embarcação de 47 metros, fabricada na Holanda, com capacidade para disparar mísseis marítimos, estava ao serviço da Marinha iraniana desde 1988, tendo sofrido uma revisão em 2018, de acordo com aquele órgão de comunicação, citado pela agência de notícias Associated Press.
O navio atingido tem geralmente uma tripulação de 20 marinheiros.
O Irão efetua regularmente exercícios militares na região, junto ao estreito estratégico de Hormuz, que faz a ligação ao Golfo Pérsico, um local por onde passa 20% de todo o petróleo do mundo.
O incidente deu-se numa altura em que as tensões entre Irão e Estados Unidos desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a retirada unilateral dos EUA do acordo nuclear entre as potências mundiais e aquele país, e ameaçou retomar as sanções contra Teerão.
Mais de 200 pessoas foram detidas em Hong Kong durante protestos contra o Governo na noite de domingo, noticiou hoje a imprensa local.
A polícia não divulgou nenhum registo, mas disse por volta da meia-noite que estava a realizar operações de dispersão e de detenção após repetidos avisos.
As forças de segurança indicaram que os manifestantes entoaram `slogans` e construíram barreiras para bloquear estradas no distrito de Mongkok, e incendiaram alguns materiais nas ruas.
O pró-democracia que paralisou Hong Kong durante meses no ano passado mostrou sinais de revitalização nas últimas semanas, à medida que a ameaça de coronavírus diminui.
O Governo decidiu recentemente permitir reuniões públicas de oito pessoas, acima das quatro anteriormente.
O jornal Apple Daily disse que mais de 200 pessoas foram detidas, enquanto o South China Morning Post classificou o total em mais de 250. Ambos citaram fontes não identificadas.
A polícia esperava divulgar os números ainda hoje.
A ação noturna nas ruas seguiu-se a vários protestos em centros comerciais no início do dia.
Os manifestantes estão a exigir reformas democráticas na região administrativa especial chinesa e uma investigação sobre a suposta brutalidade policial para reprimir as manifestações que começaram a 09 de junho de 2019.
Os protestos foram desencadeados por emendas a um projeto lei de extradição agora abandonado e que permitiria que suspeitos de crimes fossem enviados para a China continental para serem julgados.
O sistema judicial da China é diferente do de Hong Kong e não garante os mesmos direitos ao acusado.
Milhões de pessoas protestaram Hong Kong no ano passado em demonstrações que frequentemente terminavam em confrontos entre alguns dos manifestantes e a polícia, marcados pelo atirar de bombas incendiárias, pelo gás lacrimogéneo e pelo disparo de projéteis, a esmagadora maioria não letais.
As manifestações resultaram em milhares de detenções, entre elas proeminentes ativistas e deputados, e de feridos, registando-se mortes associadas aos confrontos.
Motivados pela proposta que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para a China continental, os protestos evoluíram para uma campanha pró-democracia, assente na exigência inicial da retirada da proposta.
Antes da pandemia da covid-19 `arrefecer` os protestos, restavam quatro reivindicações: a libertação dos manifestantes detidos, que as ações dos protestos não fossem identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial e, finalmente, a demissão da chefe de Governo e consequente eleição por sufrágio universal para este cargo e para o Conselho Legislativo, o parlamento de Hong Kong.
A transferência de Hong Kong para a República Popular da China, em 1997, decorreu sob o princípio “um país, dois sistemas”, precisamente o que os opositores às alterações da lei da extradição garantem estar agora em causa.
Muitas famílias da Baía de Pemba, capital de Cabo Delgado, já estão a passar situações de fome, por terem perdido as fontes de renda devido a limitação na circulação de pessoas imposta pelo Coronavírus.
A situação, segundo apurou “O País”, vai de mal a pior, quase toda população que sobrevive de pequenos negócios da rua, não tem comida em casa.
“Eu conseguia comida para família com a venda de bolinhos e chamuças, mas desde que aconselharam-nos a ficar em casa por causa do Coronavírus, só temos uma das três refeições que estávamos habituados”, revelou Zura Bacar, uma mulher de 48 anos de idade, casada com um desempregado com quem tem 5 filhos.
O problema é grave para os desempregados, mas e extremamente complicado para a população considera pobre e vulnerável, que em muitos casos, dependem dessas famílias que já não podem fazer seus pequenos negócios na rua, e de outras pessoas de boa vontade, que também estão atravessar dificuldades devido a COVID-19.
“Não trabalho nem faço negócio porque sou velha, e recebo comida das minhas filhas e netas, que continuam a ajudar-me, mas agora com dificuldades, porque já não podem sair para a rua onde diariamente conseguiam alguma coisa com a venda de frutas”, lamentou Rafica Abdala, uma idosa com mais de 70 anos de idade,
Para minimizar a fome, que agravou-se com as restrições para conter a propagação da COVID-19, uma parte da população está a alimentar-se basicamente de batata-doce, mandioca, abóboras e outros produtos da presente época agrícola, que no entanto, não é suficiente devido a fraca produção derivada da insegurança.
“Eu sou camponês, e nos tempos livres sou alfaiate, e conseguia comprar carvão, arroz, mas este ano não abri machamba por causa da guerra, e a minha máquina de costura está praticamente parada por falta de clientes, que nos últimos dias vem poucas vezes e só pedem para fazer máscaras”, explicou Nepa Macassare
Entretanto, para minimizar a fome, a população já começou a receber ajuda humanitária de várias organizações não-governamentais, entre as quais, a comunidade Islâmica de Moçambique, que recentemente apoiou 700 pessoas consideradas vulneráveis, com uma cesta básica e máscaras para protecção contra o Coronavírus.
“Com a quarentena, muitas pessoas estão a perder as fontes de renda alternativas devido ao Coronavírus, e nós vimos a necessidade de intervir através de um apoio com uma cesta básica composta por farinha de milho, arroz, açúcar, e outros produtos de higiene, para minimizar o sofrimento dos nossos irmãos na cidade de Pemba”, explicou, Muhammad Hamza, representante do Conselho Islâmico de Moçambique na zona norte do país.
A maior parte da população pobre e vulnerável da cidade de Pemba não tem reservas alimentares em casa, uma situação crítica que poderá complicar ainda mais o combate ao Coronavírus, uma vez que as pessoas correm o risco de reduzir a sua imunidade devido a fome.
Sociedade civil moçambicana está preocupada com a gestão do fundo que o FMI concedeu para fazer face à Covid-19. Embora esteja satisfeita com o empréstimo, quer transparência do Governo.
309 milhões de dólares é o valor que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai emprestar a Moçambique para que possa lidar com a pandemia da Covid-19. O empréstimo emergencial acontece numa altura em que o país luta para “higienizar” a sua imagem junto da instituição de Bretton Woods por causa das dívidas ocultas e assim reconquistar a confiança e habitual apoio ao Orçamento Geral do Estado (OGE) que lhe foi cortado.
Paula Monjane é membro do Fundo de Monitoria do Orçamento (FMO) e lembra que “Mocambique é actualmente um dos países mais endividados do mundo e o quarto mais endividado de África. A dívida pública de Moçambique situa-se na ordem dos 125% dos PIB. E a revelação das dívidas ocultas e todos os seus contornos tem estado a impulsionar uma demanda crescente dos cidadãos e da sociedade civil para que o Estado seja mais transparente e preste contas na contracção das dividas e na gestão das finanças públicas no geral.”
E a sociedade civil moçambicana, cada vez mais atenta, faz alguns apelos para o respeito aos princípios de transparência e boa governação neste contrato de empréstimo entre o FMI e o Governo. O FMO entende que o Parlamento devia participar na aprovação do empréstimo, defende uma fiscalização para garantir que a ajuda chegue ao mais necessitados, bem como a participação da sociedade civil na fiscalização dos 309 milhões de dólares.
Sociedade civil exige participação na fiscalização
Sobre o envolvimento da sociedade civil e outros setores, o coordenador do FMO, Adriano Nuvunga, entende o seguinte: “Pareceu que nos faltou consultas com os outros parceiros de cooperação e pareceu-nos que era possível, sem prejudicar a rapidez que se impunha na decisão, que houvesse um pouco mais de consultas. E o segundo ponto, e o mais importante, é que pensávamos que dada a situação conjuntural de corrupção endémica em Moçambique e de má governação e falta de transparência se impunha que a transparência, prestação de contas e participação ativa da sociedade civil fossem parte do acordo, não para ser a posterior, mas que fosse parte integrante de todas de decisões sobre as prioridades na alocação de fundos, como também no acompanhamento contínuo e diário da implementação desse fundo.”
Adriano Nuvunga: “Faltou consultas com os outros parceiros de cooperação”
Neste contexto, o FMO endereçou uma missiva ao FMI e, em jeito de resposta, o organismo internacional convidou o FMO para um encontro informal nesta terça-feira (05.05) em Maputo.
O coordenador do FMO conta que “no encontro o FMI, como sempre na sua resposta formal, disse que exige junto do Governo que a transparência e a boa governação sejam observados e [fez saber] que o Governo se comprometia a realizar auditorias quando a Covid-19 tiver baixado de intensidade e que [pediu que] publicasse os resultados das auditorias independentes.”
Mas o FMO quer mais do que isso: “Respondemos que isso não era suficiente, considerando a experiência com a reconstrução do pós-ciclone Idai que desincentivou os parceiros a colocarem à disposição. O FMI disse que não podia fazer mais porque estaria a violar as regras dos membros e terminou com a nossa exigência de que era importantíssimo que se assegurasse a participação ativa e que a transparência e boa governação não fossem deixadas apenas para o lado moçambicano”, fez saber Nuvunga.
Respeitar compromissos relativos a transparencia
E a sociedade civil recorda que as suas exigências vão de encontro com os compromissos de reforma assumidos pelo próprio Governo no Relatório sobre Transparência, Corrupção e Governação, de Julho de 2019. Por isso o FMO defende que a aprovação do empréstimo emergencial no contexto da Covid-19 não deve ser usado como desculpa para abandonar as reformas assumidas pelo Governo.
“No quadro maior, é assegurar que aquilo que é o acordo no relatório de governação, integridade, feito conjuntamente entre o Governo e o FMI não pode ser deixado de lado porque hoje se tomou esta decisão de dar este financiamento”, entende Adraino Nuvunga.
País é o mais afectado pela pandemia na África Subsaariana, com 10.015 casos positivos da doença provocada pelo novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde sul-africano. 194 pessoas já morreram.
“Até hoje, o número total de casos confirmados de Covid-19 na África do Sul é de 10.015”, afirmou o ministro da Saúde, Zwelini Mkhize, na noite deste domingo (10.05), ressaltando que houve um acréscimo de 595 casos positivos em 24h.
O ministro observou “com preocupação” que 84% dos casos confirmados de covid-19 estão localizados em duas das nove províncias do país: Cabo Oriental (sudoeste) e Cabo Ocidental (sul), que inclui toda a Cidade do Cabo.
Entretanto, o país regista um total de 4.173 casos recuperados. Até ao momento, o Governo já realizou mais de 350 mil testes.
Desde o dia 1 de maio o Governo tem levantado progressivamente as medidas de confinamento em vigor desde final de Março para conter a propagação do novo coronavírus no país.
Números da pandemia
O número de casos da covid-19 em África ultrapassou este domingo (10.05) os 60 mil e 2.223 pessoas morreram em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infecções (726 casos e três mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (439 e quatro mortos), Cabo Verde (246 e duas mortes), São Tomé e Príncipe (212 casos e cinco mortos), Moçambique (91) e Angola (45 infectados e dois mortos).
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 280 mil mortos e infectou mais de quatro milhões de pessoas em 195 países e territórios.
A Directora Nacional de Saúde Pública anunciou no domingo (10) o diagnóstico de quatro novos casos positivos do novo coronavírus que elevam para 91 os infectados no nosso país.
A Dra. Rosa Marlene revelou ainda que o indivíduo moçambicano diagnosticado com covid-19 no passado dia 1 de Maio e cuja fonte de infecção ainda não foi determinada é trabalhador do Porto de Maputo. Apesar da declaração do Estado de Emergência os principais portos de Moçambique não foram encerrados e continuam a receber tráfego internacional de embarcações.
Entre sábado (09) e domingo(10) o Instituto Nacional de Saúde testou mais 174 casos suspeitos da covid-19, 78 da Província de Cabo Delgado, dos quais 22 do acampamento da Total em Afungi, 76 da Província de Maputo e 20 da Cidade de Maputo. “170 revelaram-se negativas para a infecção de covid-19 e quatro foram positivos para infecção da covid-19”.
“Temos três indivíduos de nacionalidade moçambicana, do sexo masculino, de idade de 32 anos, 34 e 43 anos de idade, e um indivíduo de nacionalidade sul-africana, do sexo masculino de 41 anos de idade, todos são trabalhadores do acampamento de Afungi, no Ditristo de Palma, na Província de Cabo Delgado”, detalhou a Directora Nacional de Saúde Pública que indicou que os quatro novos infectados “não apresentam sintomatologia, assim sendo cumprimos com o protocolo do Ministério da Saúde de isolamento domiciliar”.
A Dra. Rosa Marlene disse na conferencia de imprensa deste domingo (10) que “todos imigrantes moçambicanos que regressaram da África do Sul e estavam no Centro de Trânsito de Magwaza foram testados e todos resultados foram negativos para a infecção da covid-19”, contudo divulgou que um novo grupo de imigrantes ilegais no país vizinho está a caminho da Província de Maputo.
“Estamos a espera de 439 (ilegais da RSA) que vem, 39 chegaram e já estão em Ressano Garcia no Centro de Trânsito de Magwaza, os 400 recebemos informação que foram testados na África do Sul com resultados negativos, todos, e não vão para o Centro de Trânsito”, afirmou a autoridade de Saúde Pública que ajuntou que este novo grupo sairá “da fronteira directamente para a suas de origem, obviamente com registo e seguimento através das Direcções Provinciais das zonas”.
Entretanto a Directora Nacional de Saúde Pública revelou que o moçambicano com idade entre os 24 e 34 anos de idade, diagnosticado na Cidade de Maputo no passado dia 1 de Maio e cuja fonte de infecção não foi determinada é trabalhador do Porto de Maputo.
“Em relação ao caso do Porto (de Maputo), continua a investigação, neste momento foram recolhidas mais do que 100 amostras e esperam-se os resultados, o caso tem sintomatologia ligeira, mas ainda não se chegou a conclusão de que cadeia de transmissão faz parte. Aparentemente não está ligado a Afungi, provavelmente poderá ter sido contacto lá no Porto (de Maputo), continuamos a investigar e todos os colegas que na empresa, que é prestadora de serviços ao Porto, a quem se fez o rastreio”, declarou a Dra. Rosa Marlene.
Não sendo um dos 82 casos de transmissão local, não tendo viajado para o exterior recentemente e sem nenhum relacionamento com a Província de Cabo Delgado ou com algum indivíduo que trabalhe na petrolífera Total o @Verdade entende que este trabalhador do Porto de Maputo pode ter contraído a infecção em contacto com os muitos estrangeiros que continuam a entrar no país através desta fronteira portuária.
É que embora na Declaração do Estado de Emergência o Presidente Filipe Nyusi tenha anunciado a limitação “da entrada de pessoas nas fronteiras terrestres, aeroportos e portos, exceptuando-se para razões de interesse do Estado, transporte de bens e mercadorias por operadores devidamente credenciados e situações relacionadas com a saúde”, o Governo deixou abertos os portos de Maputo, Beira, Quelimane e Nacala, os aeroportos de Maputo, Beira, Chimoio, Chingodzi, Quelimane, Nampula, Lichinga, Pemba e os aeródromos de Inhambane e Vilanculos.
Especialistas em farmacologia consideram que as alegadas propriedades curativas de um chá de Madagáscar contra a covid-19 reflectem o “aproveitamento da ignorância”, que também aconteceu quando surgiu a sida, e alertam para os riscos da ingestão destes produtos.
“Estamos perante um aproveitamento da ignorância e fraca literacia em saúde, como já foi feito quando surgiu a sida em África, há 30 anos”, afirmou à Lusa o antigo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos e primeiro presidente do Infarmed, Aranda da Silva.
O “Covid-Organics” é uma bebida feita a partir de artemísia, uma planta descoberta pelos chineses que é utilizada no tratamento da malária, e ervas de Madagáscar, país onde a flora conta com 12 mil espécies de plantas.
Madagáscar notificou, desde o início da pandemia, 149 casos de covid-19, sem registo de mortes, tendo 99 doentes sido dados como recuperados.
O Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, bebeu e elogiou as alegadas virtudes curativas e preventivas deste produto contra a covid-19, o qual está a ser administrado à população e já foi exportado pelo menos para a Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Níger e Tanzânia.
A artemísia é também um dos quatro produtos que compõem um xarope de plantas tradicionais que o presidente da Associação de Medicina Tradicional de São Tomé e Príncipe anunciou recentemente como tendo capacidades medicinais contra os sintomas da covid-19.
Queguê, artemísia, quiabo e quina são os componentes deste xarope com alegadas capacidades antivirais, contra o paludismo, a bronquite, a tosse, as dores de cabeça e outros males.
Especialista em indústria farmacêutica, farmácia hospitalar e em registo e regulamentação farmacêutica, Aranda da Silva alerta para as “graves consequências para a saúde pública” e para a criação de “falsas expectativas, induzindo a utilização de substâncias cuja eficácia e segurança não estão comprovadas”.
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS), recordou, já se pronunciou sobre este assunto, afirmando que não existe qualquer prova de cura da covid-19 e aconselhando as pessoas a que não se automediquem.
“Não existem atalhos”, declarou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Por seu lado, a União Africana (UA) anunciou que pretende obter os dados técnicos relativos à segurança e eficácia do “Covid-Organics” e que tem mantido conversações com Madagáscar nesse sentido.
O especialista em Farmacologia António Vaz Carneiro, que dirige o Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (CEBE) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, disse à Lusa que nas épocas de pandemia, como a da covid-19, surgem sempre “as coisas mais incríveis e fantásticas” que depois se revelam ineficazes.
“Isto cria uma esperança cruel aos doentes”, afirmou o médico.
Para António Vaz Carneiro, independentemente do agente a combater e da urgência que uma pandemia exige, “os princípios científicos, técnicos e éticos têm de se aplicar sempre”.
O que exige ensaios clínicos, os únicos que garantem um efetivo estudo dos benefícios e riscos de qualquer intervenção, seja ela medicamentosa ou cirúrgica.
“Todas as intervenções têm riscos. É importante avaliar o risco, para avaliar os vários fatores, nomeadamente os efeitos da toxicidade”, disse.
Relativamente ao “Covid-Organics”, António Vaz Carneiro sublinha: “Seja qual for a composição do chá, as metodologias têm de ser as mesmas”.
E recorda que, nestas alturas, aparecem sempre pessoas a anunciarem “um conjunto de coisas incríveis”.
“Tem havido exemplos na história clínica de produtos que mataram doentes”, disse, sublinhando: “Os doentes que se disponibilizam [para os ensaios clínicos] são os heróis de toda esta história e merecem a nossa consideração”.
O teste destes produtos começa sempre no modelo animal, depois na primeira fase clínica em humanos sem doença, depois com alguma doença e por fim em milhares de doentes com essa doença.
Atualmente, não existem medicamentos autorizados para o tratamento da covid-19, mas apenas algumas moléculas que são apontadas como possíveis candidatos terapêuticos.
Trata-se da “recolocação de medicamentos”, no âmbito da qual está a ser avaliado o potencial terapêutico contra a covid-19 de vários fármacos, como a cloroquina e hidroxicloroquina, medicamentos autorizados para a malária, artrite e lúpus.
Também a associação de lopinavir/ritonavir (autorizada para o tratamento do VIH) está a ser analisada.
O Remdesivir, medicamento desenvolvido contra o vírus Ébola, é considerado uma das moléculas mais promissoras no tratamento do novo coronavírus, devido ao seu largo espetro antiviral.
António Vaz Carneiro identifica uma ligação entre a pobreza e este tipo de anúncios de curas “milagrosas”.
“Nesses países, onde não há sistemas de saúde como os nossos, estruturados, avaliados, geridos, o que acontece é que há uma enorme diferença de tratamento”, disse.
E avança: “Nós nem sequer sabemos quantos infetados existem nesses países, porque aí o que mata é a malária, a tuberculose, e ninguém parece interessado em encontrar medicamentos que tratem a malária porque ela ataca mais os países pobres”.
A malária mata uma criança a cada dois minutos. “Para a população que é afetada por doenças com esta letalidade, o `corona` nem vai ser assim uma coisa muito grave…”.
E recordou que esta tentação pelos medicamentos à base de plantas é ancestral.
“Os chás sempre existiram. Durante séculos foram o que existia, uma vez que os medicamentos sintéticos só apareceram no século XIX”, recordou.
Aliás, os primeiros medicamentos eram plantas, mas como as suas substâncias activas eram muito limitadas, passaram a ser sintetizadas quimicamente. O passo seguinte foram os medicamentos biológicos, criados em linhas celulares vivas e que continuam actualmente a ser objecto de investigação.
De acordo com o Mundo Deportivo, o Atlético Madrid pensa na contratação de Luis Suárez. Não o avançado do Barcelona, mas o homónimo do Saragoça de 22 anos.
O avançado colombiano encontra-se emprestado pelo Watford, sendo que o emblema inglês está disponível a aceitar uma proposta a rondar os €10 milhões.
Formado no Leones, Luis Suárez chegou ao futebol europeu em 2015 para jogar no Granada. Seguiram-se passagens por Watford, Valladolid, Nàstic e Saragoça, emblema ao serviço do qual marcou 17 golos em 30 partidas.
Um total de 31 pessoas, entre elas dois norte-americanos, foram acusadas de terrorismo e tráfico ilícito de armas de guerra, no envolvimento na frustrada tentativa de invasão marítima na Venezuela.
Um total de 31 pessoas, entre elas dois norte-americanos, foram acusadas de terrorismo e tráfico ilícito de armas de guerra, no envolvimento na frustrada tentativa de invasão marítima de domingo e segunda-feira contra o governo do Presidente Nicolás Maduro.
O anúncio foi feito pelo Procurador-geral da Venezuela, Tareck William Saab, numa conferência de imprensa em Caracas, durante a qual precisou que os dois norte-americanos, Luke Denman e Airan Berry, são acusados de conspiração contra o governo venezuelano.
O responsável acrescentou que os 31 detidos vão ainda responder por associação para cometer delito e que os venezuelanos são adicionalmente acusados de conspiração com governo estrangeiro, traição à pátria e rebelião.
“Ficou certificado que um grupo de bandidos, entre eles os norte-americanos, acompanhou militares reformados que tentavam invadir o país desde o mar a partir de Macuto (Estado de La Guaira) e Chuao (Aragua)”, explicou.
O procurador, nomeado pela Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime) sublinhou que a frustrada “Operação Gedeón” é uma versão moderna da falhada invasão da baía dos Porcos (17 a 19 de abril de 1961), em Cuba, mas adaptada ao século XXI.
Tareck William Saab anunciou ainda que foi solicitado um alerta vermelho da Interpol contra o ex-militar norte-americano Jordan Goudreau e os venezuelanos Sérgio Vergada (deputado) e Juan José Rendón (estrategista político e professor), radicados atualmente no estrangeiro, para que sejam “extraditados”.
“Esses grupos entraram pelo mar para chegar diretamente ao centro do país, porque as fronteiras terrestres estão muito longe da região da capital, onde planejavam agir. Não eram uns poucos homens de bermudas e desarmados. Confiscamos camiões adaptados para transportar metralhadoras de alta potência, equipamentos táticos, quatro espingardas e 21 pistolas”, explicou.
O procurador-geral apelou ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, ao Conselho de Segurança da ONU e à Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que se pronunciem para condenarem “de maneira enfática” o que classifica como um “flagrante ato de agressão contra a Venezuela, efetuado pela Colômbia e os EUA”.
Tareck William Saab acrescentou que rusgas para encontrar outros envolvidos na operação vão continuar no Distrito Capital, e nos Estados de La Guaira, Nova Esparta, Miranda e Anzoátegui, referindo que há mandatos de captura contra 22 pessoas.
O governo venezuelano anunciou, no domingo, que oito pessoas morreram e duas foram detidas numa primeira tentativa de ataque marítimo que ocorreu no Estado de La Guaira, vizinho de Caracas.
Segundo o Presidente Nicolás Maduro, a invasão marítima frustrada tinha como “objetivo central” o seu assassínio, que diz ter sido contratado pelo líder opositor Juan Guaidó.
Associação Comercial e Industrial da Zambézia (ACIZA) acaba de se juntar aos esforços do Governo no combate e prevenção da COVID-19 na cidade de Quelimane, província da Zambézia.
A ACIZA investiu perto de 500 mil meticais para assegurar processo de desinfeção nos próximos trintas dias. Espera-se que a iniciativa venha abranger abreve trecho os distritos da província.
Para o efeito, um total de vinte activistas estão envolvidos no processo. Inuss Ismail representante da associação referiu no acto do lançamento da iniciativa, que “o nosso desejo é abranger todos os locais de grande concentração de pessoas para que sejam quebrados os focos de transmissão da doença”.
Já o edil de Quelimane Manuel de Araújo e Ganâncio Muachana, chefe do departamento de saúde pública na direcção provincial da saúde presentes na cerimónia, mostraram-se favoráveis a iniciativa e prometeram apoio necessário.
Esta sexta-feira o processo de desinfeção, iniciou no hospital geral de Quelimane, local onde foi instalado o centro de tratamento do novo Coronavírus,
A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família, uma organização não-governamental de carácter não-lucrativa, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultoria para Mapeamento de Parceiros em Advocacia para Direitos e Saúde Sexual e Reprodutiva. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Técnicos de Medicina Geral para Matutuíne. Saiba mais.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Técnicos de Medicina Geral para Namaacha. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz),procura um(a) profissional para o posto de Assistente do Projecto Parceria para Prestação Social de Contas para Área de Saúde Sexual e Reprodutiva, que estará baseado(a) em Maputo. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Para a Promoção do Emprego e do Desenvolvimento. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador – Componente Saúde e Género. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Coordenador(a) de Salvaguarda da Criança e Protecção Contra Exploração e Abuso Sexual. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Gestão e Administração Hospitalar. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor/ Líder de Equipa (Caldeireiro). Saiba mais.
O Fórum Nacional de Produtores de Algodão (FONPA), organização não-governamental sem fins lucrativos de âmbito nacional pretende recrutar para seu quadro pessoal um (1) Oficial de Finanças. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro três (3) Docentes N1 – Electricidade Industrial. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gerente de Recursos Humanos baseado em província de Nampula. Saiba mais.
A Futuro Mcb, S.A, instituição financeira, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Cliente Individual baseado em Namutequeliua na província de Nampula. Saiba mais.
A AMODEFA – Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Assistente de Programa – População Chave. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Nacional de Advocacia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Geografia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Agro-Pecuária. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Ensino de Português. Saiba mais.
A Federação Moçambicana de Futebol pretende introduzir um (1) Secretário Técnico Provincial (STP) em cada uma das Associações Provinciais de Futebol. Saiba mais.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, expressou o contínuo compromisso do governo em trabalhar e consolidar o papel da mulher nos órgãos de decisão, como mecanismo de inclusão e colaboração face ao Covid-19.
A governante falava esta quinta-feira na Reunião virtual das Ministras dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da União Africana sobre o reforço da liderança das mulheres na resposta do Covid-19.
“A liderança das mulheres tem sido determinante para o sucesso, pois é ela que tem o poder de sensibilizar e mobilizar eficazmente os mecanismos para a inclusão e colaboração, principalmente nesta conjuntura de resposta à pandemia do novo coronavírus” disse.
Na sua intervenção, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação destacou a necessidade de criação de um mecanismo consensual para o envolvimento da mulher na implementação da Agenda de Desenvolvimento Continental de resposta ao Covid-19, tendo como referência a experiência acumulada na resposta à malária, ébola e cólera.
Realçou igualmente a necessidade de elaboração de programas de educação e de capacitação que permitem a mulher estar em pé de igualdade nas diversas frentes de resposta às emergências de saúde pública.
O Presidente dos Estados Unidos desvalorizou os dois casos de funcionários da Casa Branca que, esta semana, testaram positivo para o novo coronavírus.
Donald Trump afirmou que “não estava preocupado”, mas responsáveis do complexo da Casa Branca disseram que os protocolos de segurança sanitária estavam a ser reforçados.
Na sexta-feira, a Casa Branca anunciou que Katie Miller, porta-voz do vice-Presidente norte-americano, Mike Pence, testou positivo para o novo coronavírus. Um dia antes, foi confirmado que um membro do exército que trabalha como motorista de Trump tinha também recebido uma análise positiva.
Um dia antes, o teste de Katie Miller tinha sido negativo.
“É por isso que todo o conceito dos testes não é necessariamente ótimo“, disse Trump. “Os testes são perfeitos, mas alguma coisa pode acontecer entre um teste em tudo que está bem e depois alguma coisa acontece”, indicou.
A Casa Branca mede a temperatura de todos os funcionários sempre que entram no complexo, encoraja o distanciamento social entre os trabalhadores e efetualimpezas rigorosas diárias dos espaços de trabalho. Qualquer pessoa que mantenha um contacto próximo com o Presidente e o vice-Presidente é testada diariamenta para a covid-19.
Na quinta-feira, Pence indicou que ia passar a fazer testes diários, tal como Trump.
Os Estados Unidos registaram mais de 75 mil mortos e mais de 1,28 milhões de casos da covid-19 desde o início da epidemia no país.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 272 mil mortos e infetou quase 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.
A porta-voz do vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence, testou positivo ao coronavírus. Katie Miller é a esposa de Stephen Miller, um dos mais próximos conselheiros do presidente norte-americano. É o segundo caso registado esta semana na Casa Branca, depois de um militar da Marinha ao serviço de Donald Trump.
Os Estados Unidos contam actualmente com mais de um milhão e 280.000 casos diagnosticados, segundo os números compilados pela Universidade John Hopkins. O número de vítimas mortais em território norte-americano aproxima-se das 80.000.
A pandemia empurrou a taxa de desemprego no país para os 14,7%, com mais de 20.000 de postos de trabalho perdidos em Abril.
Com cerca de 200.000 casos oficialmente confirmados, a Rússia é o quinto país com maior número de contaminações no mundo e o presidente da câmara de Moscovo, principal foco da epidemia em território russo, diz que o número real deverá aproximar-se dos 300.000.
Penso que a Rússia está a assistir a uma epidemia atrasada. Assistimos a isso em vários contextos. Vimos como a Itália foi um dos primeiros países na Europa a passar por uma epidemia em larga escala, seguida pela Espanha, Reino Unido e outros.
O balanço oficial de vítimas mortais na Rússia é de menos de duas mil mas, segundo os críticos do Kremlin, o número é relativamente baixo porque as autoridades não estão a contabilizar todas as mortes de pessoas contaminadas como mortes provocadas pela Covid-19.
Dezoito cadáveres com sinais de tortura foram descobertos no Afeganistão, depois de informações na semana passada dando conta de que dezenas de migrantes repelidos pela guarda de fronteira do Irão se afogaram ao atravessar um rio.
“Dos 55 migrantes afegãos que foram forçados a entrar no rio, recuperámos até agora 18 cadáveres”, disse à AFP Abdul Ghani Noori, governador do distrito afegão de Gulran, junto à fronteira com o Irão.
Seis migrantes continuam desparecidos e os restantes sobreviveram, acrescentou. “Os corpos têm sinais de tortura”, disse o governador.
“Com base em relatos dos sobreviventes e nas marcas nos corpos das vítimas, foram primeiro agredidos com cabos metálicos pelos guardas iranianos e depois, sob a ameaça de uma arma, obrigados a saltar para o rio”, relatou.
A comissão de direitos humanos afegã disse, no domingo, ter falado com sobreviventes que acusaram as forças iranianas de agressões e tortura e de os terem obrigado a atravessar um rio que separa os dois países, no qual “alguns se afogaram”.
O Governo afegão abriu um inquérito ao caso, negado pelo Irão, que evoca um “incidente […] em território afegão”.
A embaixada dos Estados Unidos em Cabul manifestou preocupação com o incidente, assim como a secretária de Estado adjunta para o sul da Ásia, Alice Wells.
“O presumível tratamento cruel e maus-tratos do Irão a migrantes afegãos, como foram relatados, são horríveis”, escreveu Alice Wells na sua conta oficial no Twitter.
Segundo dados do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, cerca de 3,5 milhões de afegãos, cerca de meio milhão dos quais refugiados, vivem no Irão.
Dezenas de milhares deles regressaram ao Afeganistão devido à pandemia de COVID-19, mas, com o decréscimo de casos e o alívio das restrições, muitos tentam regressar.
O Irão é o país do Médio Oriente mais afectado pela pandemia de COVID-19, com 6.541 mortos e 104.691 casos, segundo números oficiais.
Os serviços médicos do Real Madrid detectaram uma fractura no pé direito ao futebolista sérvio Luka Jovic nos exames efectuados ao plantel, que deve obrigar a uma paragem de mês e meio, anunciou ontem (08) o clube ‘merengue’.
“Após os exames efectuados ao nosso jogador Luka Jovic pelos serviços médicos do Real Madrid foi diagnosticada uma fratura extra-articular no osso calcâneo do pé direito”, pode ler-se no comunicado hoje emitido pelo clube.
A lesão foi detetada hoje pelo departamento médico após o jogador se ter deslocado a Valdebebas, centro de treinos do clube, na quinta-feira, para se submeter a testes físicos e clínicos juntamente com os restantes companheiros de equipa.
Jovic, que se encontrava há várias semanas no seu país natal em confinamento devido à crise da covid-19, arrisca uma paragem competitiva de cerca de mês e meio.
A equipa de Zinedine Zidane retomará os treinos na próxima segunda-feira, dia 11 de maio, a partir das 10:00, na cidade desportiva de Valdebebas, mas na última quarta-feira foram sujeitos, tal como os funcionários do clube, a testes da covid-19, conforme exigido pelo protocolo sanitário da Liga para o regresso aos treinos, que se iniciará com uma primeira fase na qual se privilegiará o treino individual.
Os jogadores do Real Madrid regressam à actividade dois meses após a suspensão do campeonato, que ficou a 11 jornadas para o seu final, e ainda com a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões Europeus frente ao Manchester City por disputar, depois de uma derrota por 3-1 no Santiago Bernabéu, na primeira mão.
De acordo com o protocolo de saúde estabelecido, os jogadores do Real Madrid devem deslocar-se às instalações de Valdebebas com roupas desportivas, máscara e luvas para o início da primeira fase de treino individual.
A equipa de Zinedine Zidane retoma os treinos depois de outras equipas espanholas já o terem feito hoje, como foram os casos do FC Barcelona, do Athletic Bilbao, do Sevilha ou da Real Sociedad, enquanto outras, como o Atlético de Madrid, iniciarão os treinos no sábado.
Este ano as cerimónias de celebração do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa foram sóbrias e silenciosas. Berlim preparou-se há muito para receber aqui , neste oito de Maio, 600 convidados. O confinamento alterou todos os planos.
O presidente, a chanceler e um número restrito de ministros presenciaram a cerimónia que na Alemanha, assinala ao mesmo tempo duas coisas diferentes: o fim da guerra e o fim do regime nazi.
Um dia muito doloroso para os alemães, o momento em que o país reflecte sobre as brutais atrocidades cometidas contra milhões de pessoas.
As autoridades australianas estão frustradas porque seu pedido de investigação sobre as origens do coronavírus está sendo minado pela Casa Branca, que tentou vincular o surto a um laboratório chinês, disseram fontes diplomáticas e de inteligência à Reuters.
O ataque de Washington à China deu espaço a Pequim para argumentar que o pedido da Austrália para uma investigação independente faz parte de uma agenda liderada pelos EUA para culpá-lo pelo surto de coronavírus, disseram as fontes.
Canberra foi presa em um conflito diplomático entre Washington, seu principal aliado da segurança, e já estreitou relações com Pequim, seu principal parceiro comercial, mesmo que seu tratamento bem-sucedido do coronavírus planeje reabrir a economia.
Uma fonte do governo disse que as autoridades estavam trabalhando duro para definir a revisão como de mente aberta e global, e que a abordagem americana de “vamos buscar a China” não estava ajudando.
O ministro do Comércio, Simon Birmingham, respondendo às críticas sobre se um inquérito prejudicaria o comércio com a China, procurou destacar a independência da Austrália durante uma entrevista na rádio ABC na sexta-feira.
“Não estamos fazendo isso como uma espécie de cãozinho dos Estados Unidos”, disse ele. “Você verá que há algumas diferenças marcantes entre algumas das coisas que o governo australiano disse e alguns dos comentários que saem dos Estados Unidos, e é porque tomamos nossa própria análise, nossas próprias evidências, nossos próprios conselhos e nós. levará essa questão à Assembléia Mundial da Saúde. ”
O Ministério das Relações Exteriores da China disse que os pedidos de inquérito são “manipulação política” e disse que a Austrália deve “desistir de seus preconceitos ideológicos”.
DOSSIÊ
No fim de semana passado, o jornal Daily Telegraph de Sydney disse que um “dossiê preparado pelos governos ocidentais preocupados” mostrou que a China suprimiu ou destruiu deliberadamente as evidências do surto de coronavírus.
O relatório foi publicado logo depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter visto evidências de que o coronavírus vinha de um laboratório em Wuhan, o epicentro do surto global.
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que havia “uma quantidade significativa de evidências” de que o vírus veio do laboratório de Wuhan, embora ele também tenha dito que não havia certeza.
Funcionários do governo e da inteligência disseram que o documento a que o artigo se referia era uma compilação de relatórios públicos e artigos de jornais, e não se baseava em fontes de inteligência.
“É um trabalho de pesquisa. Posso dizer, não estamos prestando muita atenção a isso ”, disse uma fonte de inteligência.
Nenhuma evidência pública ligou o surto ao laboratório de Wuhan, e os cientistas disseram que o coronavírus parece ter se desenvolvido na natureza.
A Austrália compartilha inteligência com os Estados Unidos sob o acordo “Cinco Olhos”, que também inclui o Canadá, a Grã-Bretanha e a Nova Zelândia.
Um funcionário familiarizado com o documento de 15 páginas citado no artigo disse à Reuters que era americano, parecia ter sido projectado para reunir apoio à posição dos EUA e não era um trabalho de inteligência.
O parlamento angolano aprovou ontem (08) por unanimidade um terceiro período de estado de emergência devido à pandemia de covid-19, prolongando as restrições sociais por mais 15 dias.
Numa carta enviada ao parlamento angolano, João Lourenço frisou que se mantém o risco de propagação da doença, cujos registos no país apontam para 36 casos positivos, dos quais dois resultaram em óbitos e 11 pessoas recuperadas.
João Lourenço reforçou que, na última semana, foram registados os primeiros casos de transmissão local, considerando que “o momento continua a recomendar prudência e a adopção de um conjunto de medidas extraordinárias, só possíveis num quadro de estado de emergência”.
Nas suas intervenções, os grupos parlamentares manifestaram-se favoráveis à prorrogação do Estado de emergência, declarado pela primeira vez em 27 de Março passado.
África anunciou esta sexta-feira o registo de mais 62 mortes com Covid-19 e também de mais 2.300 infecções por Covid-19 registados no espaço de 24 horas.
No global, de acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças em África, o continente soma 2.074 mortes e 54.027 casos de doença no âmbito da pandemia, desde a alegada entrada do vírus na região no final de Fevereiro.Estes números estão ainda longe da dramática estimativa da Organização Mundial de Saúde, revelada quinta-feira, e que prevê, só para o primeiro ano da presença deste novo coronavírus no continente e se as medidas de contenção falharem, a ocorrência de até 190 mil mortos.
Comparando com o fluxo de novos casos de países europeus e da América do Sul, ressalta o ritmo muito mais acelerado com que o SARS-Cov-2 está a alastrar e a matar, por exemplo, na Rússia (10.699 novas infeções/ 98 mortes em 24 horas) ou no Brasil (9.888/ 610), os mais afetados em ambos os continentes.
O número de pessoas recuperadas em África é de 18.636 e, neste particular, os dois exemplos citados atrás apresentam um melhor registo: a Rússia já passou 26.698 “altas” e o Brasil 55.350.
O norte de África mantém-se como a região do continente mais afetada pela doença, com 1.195 mortos e 19.808 casos registados.
Na África Ocidental, há 343 mortos e 15.213 infecções.
A África Austral contabiliza 177 mortos, em 8.765 casos de covid-19.
A pandemia afecta 53 dos 55 países e territórios de África, com cinco países – África do Sul, Argélia, Egipto, Marrocos e Nigéria – a concentrarem cerca de metade das infecções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.
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