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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Donald Trump ordena suspensão de viagens do Brasil

A Casa Branca diz que o presidente está a tomar esta “ação decisiva … para ajudar a garantir que os estrangeiros que estiveram no Brasil não se tornem uma fonte de infecções adicionais no nosso país”. A medida entrará em vigor no final da quinta-feira. O Brasil possui o segundo maior número de casos de coronavírus do mundo.

A decisão aplica-se a estrangeiros que desejam vir para os Estados Unidos e estiveram no Brasil nos últimos 14 dias, período em que especialistas em saúde dizem que alguém que possa ter COVID-19 pode infectar outros mesmo que não apresente sintomas. O presidente também proibiu as viagens da China, Reino Unido e Europa.

Residentes permanentes nos EUA e suas famílias imediatas são isentos, juntamente com o que Trump chama de “fluxo livre de comércio”.

Filipe Martins, que assessora o presidente brasileiro Jair Bolsonaro em assuntos internacionais, disse que os Estados Unidos estavam a tratar o Brasil como a outros países populosos e sugeriu que a mídia estava a exagerar a proibição de Trump.

No domingo, o Brasil tinha mais de 347 mil casos de COVID-19 – o segundo maior número depois dos Estados Unidos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

O presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro, há meses minimiza a gravidade do coronavírus, pedindo às empresas que reabram e rejeitando muitas recomendações de distanciamento social.

Bolsonaro descartou o vírus como nada mais do que “um pouco de gripe” e diz que uma economia destruída matará mais pessoas do que a doença. E disse que os brasileiros preocupados com o coronavirus são neuróticos.

Mas alguns especialistas brasileiros em saúde alertam que o sistema de tratamento de pessoas se está a desmoronar e que o número de vítimas ainda não atingiu o pico. Eles também dizem que o número de mortos entre a população indígena do país é o dobro de todos os outros.

Dados da agência de aviação civil brasileira mostram que já se resgitou uma redução acentuada nos voos do Brasil para os EUA. Havia mais de 700 voos do Brasil para os EUA em fevereiro deste ano. Dois meses depois, em Abril, houve apenas 140 voos. No mesmo mes mas de 2019 realizaram-se 700 voos do Brasil para os Estados Unidos

Primeiro-ministro de Israel julgado em Jerusalém por corrupção

Tribunal de Jerusalém começa a julgar Benjamin Netanyahu. Primeiro-ministro de Israel está acusado de peculato, abuso de confiança e corrupção.

O primeiro-ministro de Israel começou a ser julgado este domingo. Benjamin Netanyahu está acusado de corrupção, abuso de confiança e peculato.

O governante compareceu no tribunal de Jerusalém e afirmou estar perante a justiça “de costas e de cabeça erguidas”. Benjamin Netanyahu considerou “ridículas” as acusações de que é alvo e criticou o sistema judiciário do país por ter sido obrigado a apresentar-se no tribunal quando tinha pedido para ser representado pelos advogados.

À porta do tribunal, dezenas de pessoas manifestaram apoio ao primeiro-ministro.

Um dos manifestantes afirmou que a população não vai permitir que Netanyahu seja humilhado e que “a única razão pela qual o obrigaram a ir ao tribunal, apesar de a lei permitir a sua ausência, foi para mostrar uma fotografia dele no banco dos réus. O que verão é um povo orgulhoso, de cabeça erguida, a dizer “nunca andarás sozinho, Netanyahu”.

O primeiro-ministro afirma que está em curso uma tentativa de derrubar o Executivo. Os críticos afirmam que Benjamin Netanyahu tentou minar o sistema judicial de Israel, com os argumentos de “conspiração estatal” e esperam que o Tribunal faça justiça.

Benjamin Netanyahu é o primeiro chefe do Governo de Israel a ir a julgamento.

O processo chegou ao tribunal pouco depois da tomada de posse do seu novo Executivo, depois de um impasse político que durou mais de um ano, seguido de três escrutínios inconclusivos.

China e EUA “à beira de uma Guerra Fria”

A China e os Estados Unidos da América podem estar à beira de uma nova “Guerra Fria”. O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, alertou, este domingo, que as posições de “certas forças políticas norte-americanas” sobre a origem do novo coronavírus podem agravar as relações entre as duas potências.

Numa conferência de imprensa, à margem da sessão plenária anual da Assembleia Popular Nacional, o chefe de diplomacia chinesa lamentou que “para além da devastação causada pelo novo coronavírus, exista também uma espécie de vírus político que se propaga pelos Estados Unidos da América.” Wang Yi referiu, ainda, que “este vírus político expressa-se através do aproveitamento de todas as oportunidades para atacar e difamar a China”. Alguns políticos ignoram, completamente, os factos básicos, e fabricaram demasiadas mentiras contra a China e urdiram demasiadas conspirações.”

O governante chinês apelou à colaboração entre Pequim e Washington no combate à pandemia da covid-19.

Os Estados Unidos são, hoje, o país com um maior número de mortos, mais de 97 mil, e mais casos confirmados de infeção, ultrapassando a marca de um milhão e seiscentos mil.

Com o país prestes a chegar aos 100 mil mortos, o jornal The New York Times preencheu a primeira página com o nome de milhares de vítimas mortais desta pandemia.

Nas últimas semanas, Donald Trump tem acusado a China de ter atrasado a comunicação dos dados sobre a gravidade deste novo coronavírus. O presidente norte-americano afirma que essa foi uma das razões para a rápida propagação da doença.

Milhares de estudantes regressam às aulas na Austrália

Dezenas de milhares de alunos começaram hoje a regressar às aulas presenciais em vários estados da Austrália, país que prevê retomar as atividades económicas a partir de julho, depois do encerramento decretado para travar a covid-19.

No estado de Nova Gales do Sul, o mais populoso da Austrália, onde fica Sydney, bem como nos de Queensland e da Tasmânia, os alunos começaram regressar esta manhã à escola, sob rigorosas medidas de higiene.

No estado de Vitória, cuja capital regional é Melbourne, os alunos só deverão regressar às escolas a partir de terça-feira, de forma faseada, com a totalidade dos estudantes a retomar as aulas em regime presencial até 09 de junho.

Os restantes quatro estados e territórios australianos, responsáveis pela gestão da educação nas regiões, já reiniciaram as aulas presenciais ou fá-lo-ão progressivamente até ao início do próximo mês.

Embora o Governo australiano afirme que as crianças não correm o risco de contrair o coronavírus, mais de sete mil pais assinaram uma petição no site Change.org para exigir que as autoridades de Nova Gales do Sul tornem o regresso à escola facultativo.

Os estados e territórios australianos começaram a implementar o plano do Governo do primeiro-ministro, Scott Morrison, com diferentes ritmos, para retomar todas as atividades em julho, embora as fronteiras do país permaneçam fechadas indefinidamente.

A Austrália, que realizou mais de 1,2 milhões de testes para detetar o novo coronavírus, registou cerca de 7.100 casos da covid-19 desde o início da epidemia, incluindo 102 mortos.

Desde 17 de maio, o país tem registado menos de 14 novas infeções por dia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 343 mil mortos e infetou mais de 5,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Prisão preventiva para ex-ministro da Saúde da Bolívia

O ex-ministro da Saúde da Bolívia, detido na semana passada por suspeita de corrupção na compra a Espanha de ventiladores para doentes de covid-19, ficará em prisão preventiva, foi hoje decretado.

De acordo com a agência France Press, a decisão de prisão preventiva para Marcelo Navajas foi decidida hoje em tribunal, em La Paz, depois de uma audiência de mais de doze horas.

Marcelo Navajas foi detido no dia passado dia 20, e demitido no mesmo dia, suspeito de corrupção num negócio da compra a Espanha de 179 ventiladores para doentes de covid-19.

No âmbito da investigação, foi decidida prisão preventiva para outros três suspeitos e prisão domiciliária para outras duas pessoas.

A compra dos 179 ventiladores por cerca de cinco milhões de dólares (4,5 milhões de euros) foi financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A Bolívia comprou os equipamentos médicos a uma empresa espanhola por um preço unitário de 27.683 dólares (cerca de 25.323 euros). Mas a sociedade propunha um preço que variava entre 9.500 e os 11.000 euros (entre 10.312 e 11. 941 dólares).

Uma outra empresa espanhola terá servido de intermediária no negócio.

O escândalo foi conhecido dias antes, quando os médicos informaram que os aparelhos não se adaptam aos serviços de reanimação dos hospitais bolivianos. Informações sobre as suspeitas de sobrefaturação começaram de imediato a ser divulgados.

Segundo a AFP, na Bolívia o novo coronavírus causou 240 mortos, de um total de 5.915 infetados.

Aviões militares matam 135 “bandidos armados” na Nigéria

Aviões da Força Aérea da Nigéria atacaram e mataram, este sábado, pelo menos 135 “bandidos armados”, no noroeste do país, no âmbito de uma operação para “livrar” a região de “elementos criminosos”, anunciou o Ministério da Defesa.

O ataque ocorreu numa região que sofre frequentemente de roubo de gado, execuções, homicídios, violações e saques de aldeias inteiras, segundo a agência espanhola Efe.
A operação, que começou em 20 de Maio e terminou na sexta-feira, “parte da ofensiva renovada para livrar o noroeste do país de bandidos armados e de outros elementos criminosos” nos Estados de Katsina e Zamfara, explicou em comunicado o tenente-general John Enenche, porta-voz do Departamento de Defesa da Nigéria.
O Ministério da Defesa publicou o vídeo de uma dessas operações na sua conta da rede social ‘Twitter’, onde é visível as aeronaves militares a atingirem o seu objectivo em Katsina.
No final de Abril, os exércitos da Nigéria e do Níger mataram 89 ladrões em Zamfara, dias depois de um ataque que fez 47 mortos, numa missão conjunta que também destruiu acampamentos usados por criminosos e permitiu a libertação de cinco pessoas sequestradas e a recuperação de 322 vacas roubadas.
Desde 2011 que a região é afectada pela luta pelo controle dos recursos hídricos e das pastagens, envolvendo fazendeiros e agricultores.
Os ataques e contra-ataques contínuos entre fazendeiros e um grupo voluntário de vigilantes conhecido como ‘Yan Sacai’, em Zamfara, espalharam-se rapidamente para os estados vizinhos de Sokoto e Katsina, até se transformarem num conflito de baixa intensidade, em 2018.
Mais de 60.000 pessoas fugiram do noroeste da Nigéria para se refugiar no vizinho país de Níger, desde Abril de 2019, e cerca de 23.000 delas, a maioria mulheres e crianças, fizeram-no em Abril passado, disse o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Um relatório divulgado em 18 de maio pelo International Crisis Group indica que mais de 8.000 pessoas morreram e 200.000 foram forçadas a deixar as suas casas no noroeste da Nigéria, na última década, devido à violência.

Moçambique e África do Sul em conversações para combater insurgentes

A África do Sul está a discutir a prestação de assistência para combater uma insurgência islâmica em Cabo Delgado, norte de Moçambique, disse a ministra das Relações Internacionais e Cooperação.

Naledi Pandor disse à emissora nacional SABC que os dois países estão em conversações sobre a assistência que a África do Sul pode oferecer ao país vizinho.

Não ficou claro se a ajuda sul-africana poderia incluir o envio de tropas, mas Pandor fez referência ao facto de Moçambique usar provedores de segurança privados para combater a insurgência.

Estes comentários da chefe de diplomacia sul Africana surgem após a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral ter apelado aos membros a apoiar Moçambique na sua luta contra os insurgentes.

Os ataques iniciaram em 2017, próximo de zonas que têm em curso multimilionários projetos de gás natural, e já mataram mais de pessoas.

COVID-19: Moçambique e Cabo Verde com escaladas alarmantes

As autoridades de Moçambique e de Cabo Verde anunciam mais casos do novo coronavírus, mas sem mortes e com recuperações de infectados.

O diretor-geral do Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique, Ilesh Jani revelou neste domingo, 24, mais 26 casos, o número mais elevado em apenas um dia.

Entre esses casos, 11 estão localizados no principal foco da doença, na zona industrial de processamento de gás natural da multinacional Total, em Afungi, na província de Cabo Delgado, e nove infectados não apresentam sintomas de doença, enquanto as restantes 19 têm sinais leves a moderados.

Entretanto, segundo Jani, a província de Nampula registou os primeiros três casos, enquanto a província de Maputo teve mais um infectado.

Com este aumento de casos, o diretor-geral do INS adverte para uma nova fase da doença no país.

“Houve semanas em que não tínhamos tantos casos” mas agora a epidemia “está a entrar numa nova fase”, com maior transmissão local.

Ele acrescentou, haver 51 casos recuperados.

Cabo Verde, mais recuperados do que novos casos

Em Cabo Verde , o Ministério da Saúde também revelou hoje que mais nove pessoas estão infectadas com o coronavírus, todos na cidade da Praia, o epicentro da doença no arquipélago, que tem agora 380 casos acumulados.

O comunicado destaca, no entanto, que pelo quarto dia consecutivo, há mais casos recuperados (13) do que novos (9).

A taxa de recuperados ascende agora a 40, 7 por cento (155 em 380 casos) e o país mantém as três mortes.

A cidade da Praia, a capital, do país, está em Santiago, a única ilha que se encontra sob o estado de emergência, em vigor até o dia 29.

A Guiné-Bissau, o país lusófono em África com mais casos, mantém os 1.114 atualizados ontem, sábado, dia em que foi noticiado o primeiro caso em Gabú.

O número de recuperados agora é de 42, o de mortos mantém-se nos seis e a doença está presente também em Bissau, Cacheu, Biombo, e Bafatá.

Em São Tomé e Príncipe, com os novos casos registados ontem, o total acumulado de infectados aumentou para 291.

Angola mantém os 61 casos anunciados na sexta-feira.

21 detidos por promover cultos de fim do ramadão em Lichinga

Vinte e uma pessoas estão a contas com a Polícia da República de Moçambique, na cidade de Lichinga, por terem sido surpreendidas a promover cultos do fim de ramadão neste período de estado de emergência, violando as medidas de prevenção contra o Covid-19.

“O porta-voz da Polícia da República de Moçambique, no Niassa, Alves Mate, disse que a ocorrência deu-se no bairro de Namacula, onde crentes se juntaram na manhã de sábado, pondo em risco as suas vidas e desobedecendo as medidas decretadas no âmbito do estado de emergência.

Na ocasião, de acordo com Alves Mate, a Polícia foi obrigada a disparar para o ar, por forma a dispersar os religiosos que não queriam acatar as ordens da mesma.

“ Cá na cidade, por causa da violência de certos grupos que partiram para cima da polícia, desrespeitando a autoridade policial, fomos obrigados a efectuar alguns disparos para o ar e essas pessoas foram detidas e serão processadas criminalmente”, disse.

Alves Mate reitera que a corporação está atenta contra todos os que violem as medidas de prevenção do Covid-19, doença que assola o país e o mundo.

Suspensão de exportações inquieta sector pesqueiro em Sofala

A suspensão de exportações de pescado por causa da Covid-19 deixa várias empresas de pesca à beira de colapso, na província de Sofala.

A maior parte do pescado tinha como destino os mercados asiático e europeu, cujo acesso está praticamente bloqueado pela pandemia.

Enquanto a situação prevalecer, as empresas de pesca vão acumulando prejuízos, segundo o administrador da PESCA MOZ, Filipe Lobo, que falava durante a visita da ministra do Mar, Aguas Interiores e Pescas, Augusta Maíta.

Na ocasião, a ministra do Mar, Aguas Interiores e Pescas encorajou as empresas do ramo a virar as suas atenções para o mercado nacional, anotando que o governo está empenhado em minimizar o impacto da pandemia.

Cerca de10 mil pessoas vivem em centros de acomodação em Cabo Delgado

Cerca de 10 mil pessoas estão a viver em centros de acomodação devido aos ataques armados no distrito de Metuge, em Cabo Delgado, e precisam de ajuda urgente para minimizar o problema da fome e do frio que esta afectar os deslocados, na sua maioria crianças.

Com 49 anos de idade, casado e 7 filhos, Assane Abdala Abdala Anli, é uma das pessoas que faz parte dos mais de 162 mil deslocados dos ataques armados em Cabo Delgado. É camponês, natural de Napuda, distrito de Quissanga, mas vivia na aldeia Namiteue, distrito de Metuge, onde tinha a sua casa e uma machamba. Das devido à insegurança, hoje, ele e a família estão num dos três  centros de acomodação para vítimas dos ataques armados.

O Governo tem conhecimento e não está em condições de minimizar o sofrimento que Assane Anli e outros milhares de deslocados passam no seu dia-a-dia, mas promete uma solução para o problema  que afecta a população da província há cerca de 3 anos. Entretanto, enquanto as batalhas continuam no teatro operacional norte para acabar com o terrorismo contra a população, o Governo lançou um movimento de solidariedade, que começou a chegar às vítimas dos ataques armados.

Alguns deslocados continuam ao relento porque as tendas não chegam para todos.

Gilberto Mendes apela ao exercício físico racional na via pública

O Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes, mostrou-se preocupado com as pessoas que fazem ginástica em aglomerados e sem cumprir com as medidas de prevenção do novo coronavírus, nomeadamente o distanciamento social e o uso das máscaras, e diz que esta atitude pode propiciar a medidas mais extremas, como forma de conter a propagação da pandemia pelos moçambicanos.

“Tem sido constrangedor ver aglomerados de pessoas a praticarem desporto sem respeitar as medidas de prevenção. Temos visto muitos exercícios físicos em que as pessoas fazem flexões e agachamentos de mãos dadas ou apoiando-se umas as outras e passando gotículas e transpiração umas as outras”, disse preocupado Mendes que diz que “esta é uma das formas elementares de transmissão do vírus”.

Ainda assim, o Secretário do Estado do Desporto reconhece que o exercício físico é importante e primordial para enfrentar esta pandemia, mas “se descurarmos os outros pressupostos da prevenção, como distanciamento social, uso de máscaras, isso pode lavar ao agravamento das medidas de prevenção que o Governo decretou” e para que se continue a praticar exercício físico na via pública, o apelo é para que se evite aglomerados, cumprir as medidas de prevenção para não colocar em risco a vida dos cidadãos.

Aliás, para Gilberto Mendes, o desporto foi das actividades mais sacrificadas por esta pandemia, porque enquanto outras continuam a produzir, ainda que não de forma como desejavam, “o desporto entrou para o nível 4, uma fase de ‘lockdown’ completo, onde não podemos exercer a nossa actividade e o relaxamento da nossa época vai depender muito da nossa reacção às medidas de prevenção”, disse.

E neste tempo da pandemia da COVID-19 o desporto é chamado a dar a sua contribuição para a prevenção, razão que levou a Federação Moçambicana de Ténis a doar máscaras, álcool e sabão, para ajudar a população de Cabo Delgado a combater a pandemia.

Virgílio Tivane, presidente da Federação Moçambicana de Ténis diz que a escolha por Cabo Delgado deve-se ao facto de ter sido o foco dos muitos casos da pandemia no país.

Já o Secretário de Estado do Desporto disse que mais do que a população de Cabo Delgado, o mesmo vai ajudar a muitos desportistas que ficaram com empregos comprometido devido ao coronavírus.

A província de Cabo Delgado continua a ter mais casos de coronavírus no país, cujo epicentro foi o acampamento de Afungi, em Palma.

80 milhões de crianças em risco de perder acesso a vacinas de imunização

Cerca de 80 milhões de crianças estão em risco de perder acesso a vacinas de imunização, devido ao combate fortemente focalizado à COVID-19. O alerta é da OMS que pede aos governos que não se esqueçam da saúde das crianças.

Se o mundo continuar simplesmente focado no desenvolvimento da vacina contra COVID-19, poderá haver riscos de milhões de crianças não receber vacinas de imunização que já existem, avisou o chefe da OMS, Tedros Adhanom, numa conferência virtual com a directora-executiva da UNICEF.

O chefe de emergências da OMS, Michael Ryan, disse em uma entrevista colectiva virtual em Genebra que o baixo número de mortes foi “realmente bem-vindo, e é um crédito para os sistemas e países que eles estão a rastrear casos e a lidar bem com assunto”.

O epidemiologista irlandês disse que o quadro era variado em toda a África, com alguns países registrando um grande aumento nos casos e outros relativamente estáveis.

Ryan disse que, na última semana, nove países tiveram um aumento de pelo menos 50% nos casos; quatro tiveram um aumento de mais de 100%.

Em Junho realiza-se a Cimeira Vacina Global, no qual espera-se que os líderes mundiais mantenha o compromisso de financiar GAVI Alliance, uma parceria de entidades públicas e privadas com o objectivo de salvar vidas de crianças e a proteger a saúde da população humana.

Biden pede desculpa por comentário sobre negros

“Se têm dificuldades em decidir se me apoiam a mim ou Trump, então não são negros”, apontou o candidato presidencial democrata em entrevista ao programa de rádio nova-iorquino The Breakfast Club.

Para o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos da América, quem equaciona votar em Donald Trump não pode ser qualificado como negro. Ou pelo menos foi isso que o político e antigo vicepresidente de Barack Obama sugeriu esta sexta-feira, durante uma entrevista ao programa de rádio novaiorquino The Breakfast Club — um comentário polémico que já o levou a pedir desculpas publicamente.

Durante a entrevista, que pode ser vista na íntegra aqui, o mais do que provável candidato à nomeação democrata — os seus adversários foram-se retirando da corrida paulatinamente, até Bernie Sanders abandonar também a disputa — afirmou: “Se têm dificuldades em decidir se votam em mim ou em Donald Trump, então não são negros”.

A declaração gerou, sem surpresa, polémica instantânea, nomeadamente nas redes sociais. Aí, quer “ativistas” quer conservadores “atiraram-se” a Joe Biden, por se julgar no direito de avaliar se alguém é ou não é negro a partir da sua orientação política, como nota o jornal norte-americano The New York Times.

Uma das primeiras reações públicas, também citada pelo diário nova-iorquino, chegou do senador da Carolina do Sul Tim Scott, o único senador negro do Partido Republicano no Senado dos EUA. Na rede social Twitter, Scott recordou que “1.3 milhões de americanos negros já votaram” no então candidato presidencial, e atual Presidente, Donald Trump em 2016 e acrescentou: “Esta manhã, Joe Biden disse-nos a todos [negros eleitores de Trump] que não somos negros. Poderia dizer que estou surpreendido, mas infelizmente estou habituado a que democratas deem a comunidade negra como adquirida e intimidem aqueles que não concordam”.

Uma das conselheiras de Joe Biden, Symone Sanders, já reagiu na rede social Twitter, declarando que as palavras foram irónicas — em tom “de brincadeira” — e que Biden estava simplesmente a querer dizer que os seus pergaminhos passados na defesa da comunidade afro-americana são incomparáveis com os de Donald Trump.

Donald Trump exige reabertura dos locais de culto

Donald Trump pressiona os governadores dos Estados Unidos para a abertura imediata de igrejas, sinagogas e mesquitas. Várias autoridades do país levantaram proibições nos locais de culto, mas o presidente dos Estados Unidos diz que devem reabrir assim como todos os outros serviços essenciais.

Os governadores precisam fazer o que está certo e autorizar a abertura destes importantes locais de fé neste fim de semana. Se não o fizerem, eu tomarei a decisão pelos governadores.

Trump

Viagens de africanos para a UE vão ficar mais difíceis

A Comissão Europeia afirma que, ao fim de dez anos, se impunha a reforma dos vistos para estadias curtas. Mas as novas regras vão dificultar visitas à Europa a muitos africanos.

Seja para visitar familiares, dar um concerto ou assistir a uma conferência, quem vem de África para a União Europeia para uma estadia de curta duração normalmente precisa do chamado visto Schengen. Trata-se de um documento muito popular, válido em 26 países europeus por um máximo de três meses. Em 2019, os países membros da União Europeia (UE) emitiram mais de 15 milhões destes vistos, em resposta a quase 17 milhões de pedidos. O visto comum adotado pela UE há dez anos regula quem obtém o documento e como funciona o processo de requisição.

Os responsáveis europeus decidiram ter chegado a altura de rever os regulamentos. “Tivemos de atualizar as regras para as tornar mais flexíveis, mas, ao mesmo tempo, continuar a garantir um elevado nível de segurança”, disse à DW o porta-voz da UE, Adalbert Jahnz.

As novas regras entraram em vigor em fevereiro passado. Para alguns requerentes, elas são uma boa notícia: os vistos podem agora ser pedidos seis meses antes do início da viagem, em vez dos três meses em vigor anteriormente. Segundo a UE, tornou-se também mas fácil requerer vistos múltiplos, que permitem aos viajantes entrar na UE repetidas vezes dentro de um prazo que pode ir até cinco anos. Os vistos podem agora ser emitidos eletronicamente, em vez de em papel.

O MISA congratula Governo por revogar decreto que fixa taxas para comunicação social

O MISA-Moçambique congratula-se com a decisão do Conselho de Ministros de revogar o Decreto n.º 40/2018, de 23 de Julho, que fixa taxas e multas devidas pelos serviços de licenciamento, renovação, averbamento, encartes publicitários pelos serviços de imprensa escrita, radiofónica, televisiva, incluindo nas plataformas digitais, assim como de acreditação e credenciamento de jornalistas e correspondentes nacionais, estrangeiros e colaboradores autónomos, em Moçambique.

Trata-se de um Decreto aprovado pelo Governo, sem uma prévia consulta junto dos órgãos de informação, das organizações do sector de comunicação social e dos próprios jornalistas.

A 14 de Agosto do ano passado, organizações da sociedade civil, representantes de empresas de comunicação social e jornalistas, nomeadamente o MISA-Moçambique (capítulo moçambicano do Instituto de Comunicação Social da África Austral), Associação das Empresas Jornalísticas, Fórum Nacional das Rádios Comunitárias, Centro de Integridade Pública, Ordem dos Advogados de Moçambique e o Comité de Emergência para a Protecção das Liberdades Fundamentais, submeteram, sob patrocínio jurídico do Digníssimo Provedor de Justiça, uma petição de declaração da inconstitucionalidade do referido decreto.

Na mesma ocasião, além de apelar à sua revogação pelo Governo, o grupo defendeu que o decreto violava uma série de direitos fundamentais, tais como a Liberdade de Imprensa, a Liberdade de Expressão e o Direito à Informação, como também colocava em risco a sobrevivência dos órgãos de comunicação social, com maior gravidade para a comunicação social comunitária, que tem servido de voz para as comunidades, e em muitos casos o único meio de informação disponível ao nível dessas mesmas comunidades.

O MISA apelou, na altura, aos jornalistas, às empresas de comunicação social, activistas e organizações cívicas amigas da liberdade de imprensa a empreenderem esforços na luta pela protecção das liberdades de expressão e de imprensa, assim como a estabelecerem contactos permanentes para todas as situações que surgissem no contexto do Decreto 40/2018.

O MISA-Moçambique considera que a decisão do Governo representa um reconhecimento da legitimidade destas preocupações, feitas no quadro do Estado de Direito Democrático e em defesa dos princípios do pluralismo e da diversidade no sector da comunicação social em Moçambique.

O MISA-Moçambique aproveita esta oportunidade para manifestar a sua disponibilidade em colaborar, no que for necessário, para a prevalença de um ambiente de liberdade no país, permitindo que os cidadãos continuem a ter acesso a uma informação diversificada de qualidade disponibilizada por múltiplos canais, e sempre em obediência à lei e respeito pela dignidade dos cidadãos.

Libertado empresário Liacat Moreira e Silva, raptado há uma semana na cidade da Beira

O empresário do sector comercial Liacat Moreira e Silva, raptado há uma semana na cidade da Beira, na província de Sofala, foi libertado em “circunstâncias por apurar”, disse à Lusa fonte policial.

“Nós tomamos o conhecimento da restituição da liberdade do cidadão Liyacat Umargi na noite de quinta-feira. Agora, decorrem investigações para apurar em que moldes ele foi solto. Queremos saber se ele pagou resgate ou os malfeitores sentiram-se pressionados e o libertaram”, declarou Alfreru Machava, chefe das relações públicas do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) em Sofala.

Liacat Moreira e Silva, com cerca de 60 anos, fazia uma caminhada quando foi intercetado por um grupo de desconhecidos, que seguiam num automóvel, pelas 19:00, numa zona da cidade da Beira onde tem uma obra em curso.

A vítima foi levada à força no veículo, tendo ficado em cativeiro durante sete dias.

A polícia disse que as investigações para a detenção dos envolvidos continuam. “As investigações não pararam, continuamos com as operações para a neutralização destes indivíduos. Os malfeitores não estão distraídos, eles sempre estão atentos. Portanto, continuamos a trabalhar”, acrescentou.

Desde o início de 2020, as autoridades policiais registaram um total de sete raptos, cujas vítimas são sempre empresários ou seus familiares.

Na quarta-feira, o Sernic resgatou dois empresários e foram detidas quatro pessoas suspeitas de envolvimento neste tipo crime.

As autoridades libertaram Rizwan Adatia, que esteve 21 dias em cativeiro num bairro do distrito de Boane, e Manish Cantilal, que tinha sido raptado há pouco mais de um mês e estava cativo no município da Matola.

Governo não recomenda uso de túneis de desinfecção

O governo não recomenda o uso dos túneis de desinfecção instalados para a mitigação da propagação do covid-19, no país.

A informação foi avançada esta sexta-feira, pelo Ministro da Saúde, Armindo Tiago, na conferência de imprensa de actualização da informação sobre a pandemia do novo coronavírus.

Segundo Armindo Tiago, a passagem pelo túnel de desinfecção, não garante a protecção contra a contaminação pelo covid-19.

Entretanto, o país registou, nas últimas vinte e quatro horas, mais dois casos positivos de covid-19, elevando para 164 pessoas, o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Os casos, esta sexta-feira anunciados, foram diagnosticados na Cidade de Maputo e Província de Inhambane, e resultam da vigilância activa e suspeitas de rotina nas unidades sanitárias.

Sobre os doentes que têm estado a abandonar a quarentena, o Ministro da Saúde, apela à consciencialização e alerta para a vigilância de todos nas denúncias.

Armindo Tiago frisou que o Instituto Nacional da Saúde tem vindo a incrementar a sua capacidade de testagem e que próxima semana chegam ao país mais onze mil testes.

Avião que caiu no Paquistão levava 98 pessoas a bordo

O avião da Pakistan International Airlines (PIA) que se despenhou em Carachi, no sul do Paquistão, transportava 98 pessoas a bordo, anunciaram as autoridades paquistanesas.

Inicialmente, as autoridades tinham informado que viajavam a bordo da aeronave 99 passageiros e oito membros da tripulação, mas entretanto esclareceram que eram 91 passageiros e sete membros da tripulação.

O presidente da Câmara de Carachi, Wasim Akhtar, dissera que todos os que estavam a bordo teriam morrido, mas as autoridades da aviação civil paquistanesa informaram mais tarde acreditar que haja pelo menos dois sobreviventes.

As emissoras televisivas locais, por seu lado, estão a reportar que pelo menos seis passageiros, que voavam na primeira fila do avião, poderão ter sobrevivido, tendo sido já resgatados pelas equipas de salvamento.

O Airbus A320 da PIA terá tentado aterrar duas ou três vezes antes de se despenhar numa área residencial perto do aeroporto internacional Jinnah, tendo destruído pelo menos cinco ou seis casas, segundo Akhtar.

As informações de aeronavegabilidade revelam que o avião recebeu uma verificação pela última vez em 1 de novembro de 2019, tendo recebido o comprovativo de estar em condições de voar.

Polícias e soldados estão a tentar isolar a área do acidente, onde acorreram muitas pessoas com curiosidade de perceber a dimensão da tragédia.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, usou a sua conta na rede social Twitter para lamentar o acidente, dizendo-se “chocado e triste” e prometendo um inquérito imediato às circunstâncias da tragédia.

A catástrofe acontece alguns dias após o Paquistão ter autorizado o recomeço dos voos comerciais internos. Durante mais de um mês, as ligações domésticas estiveram suspensas para evitar a propagação do novo coronavírus e realizaram-se raros voos internacionais.

O pior acidente de viação nos últimos anos no Paquistão ocorreu em 2010. Um Airbus 321 do da empresa privada Airblue, voando de Carachi para Islamabad, caiu nas colinas pouco antes de aterrar na capital, matando as 152 pessoas a bordo.

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