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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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EUA ponderam expulsar estudantes ligados ao exército chinês

O Governo norte-americano planeia expulsar do país milhares de estudantes chineses vinculados a universidades com ligações às forças armadas da China, numa altura em que as relações bilaterais atravessam o pior período em décadas.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a medida, que deverá ser anunciada pelo Governo de Donald Trump, pode afetar até 3.000 estudantes e pesquisadores chineses que estão a completar cursos nos Estados Unidos, mas que têm vínculos diretos a universidades afiliadas ao Exército de Libertação Popular.

Em comentários à cadeia televisiva Fox News, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, defendeu que os referidos estudantes “não devem estar [nos Estados Unidos] para missões de espionagem”.

“Como ex-diretor da CIA, levo a sério a ameaça da espionagem no nosso país”, acrescentou.

Mike Pompeo disse ter a “certeza” que Trump vai resolver a questão.

“Os norte-americanos devem saber que o Partido Comunista Chinês criou uma enorme influência nos Estados Unidos”, afirmou.

De acordo com o Institute for International Education (IIE), associação norte-americana que promove o intercâmbio internacional no ensino, há 370.000 estudantes chineses a frequentar universidades nos Estados Unidos, ou um terço do total de alunos estrangeiros no país.

As duas nações travam já uma prolonga guerra comercial e tecnológica e disputam a influência no leste da Ásia, numa altura em que analistas preveem uma nova Guerra Fria entre Pequim e Washington.

Segundo o The New York Times, as autoridades norte-americanas que defendem a expulsão dos estudantes consideram que os laços com as forças armadas chinesas nas respetivas instituições de ensino na China são muito mais profundas do que o mero recrutamento no ‘campus’.

Em vez disso, em muitos casos, o Governo chinês desempenha um papel na seleção dos estudantes que podem estudar no exterior e, em alguns casos, os estudantes que têm permissão para estudar fora devem coletar informações como condição para assegurar uma bolsa de estudo, aponta o jornal, que cita um funcionário norte-americano.

O Exército Popular de Libertação tem vínculos com instituições militares e escolas de pesquisa de Defesa, bem como com outras sete universidades chinesas, algumas entre as mais prestigiadas no país.

Donald Trump tem hoje previsto realizar uma conferência de imprensa sobre a China.

“Vamos anunciar decisões sobre a China”, disse Trump, assegurando que o seu Governo não está “feliz” com o país asiático.

Mike Pompeo disse ainda esta semana que Hong Kong não desfruta mais da autonomia prometida por Pequim e que, portanto, não pode continuar a desfrutar de políticas preferenciais no comércio com os EUA.

A China aprovou na quinta-feira uma lei de segurança nacional que reforça o controlo político sobre a região semiautónoma, abalada por protestos há quase um ano.

No mesmo dia, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei para punir as autoridades chinesas acusadas de “internamento em massa” de membros da minoria chinesa de origem muçulmana uigur.

Matavel foi morto “por aqueles que queriam vencer a eleição”, diz Nuvunga

Analistas consideram o homicídio do observador eleitoral, Anastácio Matavel, um crime de natureza política, orientado por aqueles que queriam ganhar as eleições fraudulentamente.

No julgamento, cujas alegações finais se iniciaram esta quinta-feira, 28, no Tribunal Judicial da província de Gaza, sul de Moçambique, não será feita justiça, dizem.

Matavel foi morto a 07 de outubro, na via pública, na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza, uma semana antes das eleições de 2019.

Vários analistas dizem que em Gaza houve, claramente, pessoas que não queriam que as eleições fossem transparentes e tudo fizeram para impedir o trabalho dos observadores eleitorais.

“A observação eleitoral, principalmente a observação doméstica tem estado a desempenhar um papel importante, e isso dificultou vários esquemas de fraude, pelo que era de esperar que houvesse uma reação da parte das entidades que não querem um processo eleitoral transparente”, afirma Borges Nhamire, investigador do Centro de Integridade Pública.

Para o presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento, Raúl Domingos, tudo foi feito no sentido de evitar que fossem descobertos, pela sociedade civil, eventuais ilícitos eleitorais, “uma vez que os partidos políticos não têm uma capacidade logística para colocar os seus observadores em todos os locais de votação.

Por seu turno, o diretor do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) Adriano Nuvunga, diz ser bastante positivo o facto de o julgamento de Anastácio Matavel ter começado, num contexto em que há muitos processos não julgados, mas a justiça não vai ser feita, porque estão a ser julgados aqueles que executaram o crime e não os mandantes.

Nuvunga referiu que esta é uma estratégia que as pessoas poderosas estão a usar para se protegerem, porque ao afastar-se a hipótese de o Estado ter atuado como Estado, de facto, está-se a reduzir a possibilidade de se apanhar os mandantes do crime”.

“Claramente, os mandantes são pessoas do Estado, os polícias apenas obedeceram; um superior do Estado ao nível da província fez isso; era tempo de eleições e era preciso impedir que a sociedade civil descobrisse a mega fraude. Por isso, para nós, este é, claramente, um crime político orientado por aqueles que queriam vencer a eleição fraudulentamente”, considerou o diretor do CDD.

Refira-se que o CDD, que patrocina os advogados da família de Anastácio Matavel, defende a abertura de um processo autónomo para encontrar os mandantes do crime.

OMS acusa indústria tabaqueira de gastar milhões a tentar viciar crianças

A Organização Mundial de Saúde acusou hoje a indústria do tabaco de usar um milhão de dólares por hora a tentar vender os seus produtos e de querer viciar cada vez mais jovens em cigarros eletrónicos como se fossem doces.

Têm um orçamento gigantesco para ‘marketing’. Gastam em média um milhão de dólares por hora porque precisam de encontrar utilizadores para substituir os oito milhões que morrem prematuramente todos os anos”, afirmou o coordenador da unidade Sem Tabaco da OMSVinayak Prasad, numa conferência de imprensa virtual.

Na África do Sul, a indústria tabaqueira processou o governo por este se ter recusado a considerar o tabaco um produto essencial durante o confinamento imposto pela covid-19, indicou Prasad.

Estas iniciativas são de uma indústria que sente o seu mercado a escapar, até porque durante a pandemia aumentaram as solicitações para programas que ajudam a deixar de fumar.

“A indústria vira-se para mercados sem nenhuma ou pouca regulação” para “viciar uma nova geração de jovens”, quando atualmente, já há “mais de 14 milhões de crianças entre os 13 e os 15 anos que usam produtos de tabaco”, destacou Krech.

“A indústria quer mantêlos viciados para conservar os seus lucros, mesmo sendo completamente contra os princípios da saúde pública”, afirmou a presidente do secretariado da convenção para regulação do tabaco, Adriana Blanco Marquizo.

Para isso, vendem “cigarros eletrónicos com sabores, como se fossem pastilhas elásticas ou doces, patrocinam-se festas e concertos” como táticas para viciar jovens.

“Cem milhões de fumadores começaram antes dos 15 anos”, lembrou Krech, que citou números da Suíça segundo os quais 16,8 por cento dos jovens usam cigarros eletrónicos, enquanto nos adultos a percentagem é de 15%.

Números conjuntos de 39 países indicam que 09% os usam.

A nível mundial, 44 milhões de crianças e adolescentes fumam, segundo os números da OMS, que considera que “todos os produtos de tabaco são prejudiciais”, sem distinção entre cigarros e dispositivos como os cigarros eletrónicos.

“Se não tivermos cuidado, arriscamo-nos a perder todo o caminho feito nos últimos 50 anos” contra o tabagismo, afirmou Krech, antecipando o Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala todos os anos a 31 de maio.

OMS “apela a todos os setores para ajudarem a travar as táticas de ‘marketing’ das indústrias do tabaco e similares, que são predadoras de crianças e jovens”.

Reino Unido dá a mão a Hong Kong

O governo britânico estende o tapete a cerca de 300 mil cidadãos de Hong Kong, em resposta ao apertar do cerco ao território por parte da China, com a aprovação de uma lei que reduz a autonomia e na prática põe fim ao princípio “um país, dois sistemas”.

Os cidadãos da antiga colónia que ainda detêm o passaporte do Ultramar britânico podem agora residir no Reino Unido por 12 meses renováveis e é-lhes facilitado o acesso à cidadania britânica. Isto se a China não voltar atrás com a lei.

Hong Kong foi um território britânico até 1997. O último governador, Chris Patten, não poupa as palavras ao descrever as ações da China e diz que se trata de bullying: “Esta lei vai permitir que o Ministério da Segurança do Estado, o equivalente chinês do KGB, possa operar em Hong Kong. Este organismo tem uma longa reputação de coerção e de tortura. Se for para Hong Kong, não é para vender comida chinesa”, disse.

Se o “KGB chinês” for para Hong Kong, não é para vender comida chinesa.

Chris Patten
Ex-governador de Hong Kong

A nova lei aumenta o controlo de Pequim sobre o território, ao fim de 11 meses de manifestações contra a ingerência chinesa em Hong Kong. As manifestações, interrompidas pela epidemia de Covid-19, foram retomadas com esta lei. As relações da China com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha deterioraram-se.

Os ativistas pró-democracia dizem que a nova lei vai deitar por terra o alto grau de autonomia que lhes foi prometido quando o território passou do Reino Unido para as mãos da China, com o princípio “um país, dois sistemas” e pode levar à supres são de qualquer atividade política em Hong Kong. Para Pequim, o que se passa aqui é um assunto interno da China e nenhum outro país tem o direito de intervir.

Europa confiante em regressar ao trabalho

Por toda a Europa, as sociedades traumatizadas pela pandemia causada pelo novo coronavírus estão a sair cautelosamente do confinamento. Que tipo de futuro aguarda os europeus e como é que as nossas vidas vão ser transformadas? De acordo com a sondagem da Redfield & Wilton, para a euronews, realizada na Alemanha, Itália e França, a ansiedade é ainda generalizada. As opiniões divergem quanto ao ritmo de flexibilização das restrições.

Os italianos dizem que está a acontecer a uma velocidade apropriada, mas na Alemanha, onde algumas regiões querem acelerar a reabertura, a opinião que prevalece é a de que está a avançar demasiado depressa. Em contrapartida, uma pequena maioria dos franceses pensa que é demasiado lenta.

A questão de pôr fim ao distanciamento social é, também, fraturante. Não é apenas difícil de manter em ambientes urbanos, mas é também estranho às culturas onde o aperto de mão e a saudação com beijos são um reflexo.

Pouco mais da metade dos italianos estão ansiosos para prescindir dele, um sentimento partilhado por 63% dos franceses. No entanto, os alemães parecem mais preocupados, com a maioria a querer manter o distanciamento, por agora.

Estas complexidades alimentam a forma como vemos a vida quotidiana após o confinamento. Mesmo a perspetiva de sair de casa é preocupante para os franceses. Pouco mais de metade diz que não se sentirá segura. Quanto a alemães e italianos, na esmagadora maioria, não estão preocupados com a sua segurança.

No entanto, todos parecem confiantes quanto ao regresso ao local de trabalho, mostrando-se satisfeitos, também, em voltar a frequentar bares e restaurantes.

Mas com a aproximação da época de férias, como é que se vão sentir ao fazer estas coisas no estrangeiro? Há, ainda, incerteza quanto às condições de quarentena e, também, quanto à possibilidade de uma súbita reimposição do confinamento.

Talvez isso esteja a levar as pessoas a concluir que o melhor é ficar em casa. A maioria de alemães e italianos não tem planos de viagens, já os franceses tencionam ficar no próprio país.

Refletindo esta reticência geral, a opinião maioritária nos três países é que seria mais seguro se as pessoas não fossem de férias para destinos do sul, este ano.

Por muito que os europeus queiram pôr fim a esta crise, como, quando e em que condições é que isso poderá acontecer, continuar a ser uma incógnita.

Estados Unidos anunciam venda de 84 mísseis ao Kuwait

Avenda, num total de 1,4 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros), ajudará a “reforçar a segurança de um aliado fundamental fora da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], um fator importante de estabilidade política e progresso económico no Médio oriente”, indicou o Departamento de Estado norte-americano, em comunicado, citado pela agência francesa AFP.

O contrato de venda dos 84 mísseis intercetores e seus equipamentos, fabricados pelo grupo de indústria militar de defesa americano Lockheed Martin, está avaliado em 800 milhões de dólares (728 milhões de euros).

O contrato inclui ainda um pacote de formação e assistência técnica, a cargo da Lockheed Martin e da Raytheon, avaliado em 425 milhões de dólares (387 milhões de euros).

tranche relativa à reparação e à substituição de material mais antigo está orçada em 200 milhões de dólares (182 milhões de euros) e será assegurada pelos mesmos dois fornecedores.

60 médicos cubanos chegam ao país para apoiar combate à COVID-19

Sessenta médicos cubanos chegam, este fim-de-semana ao país, para apoiarem o combate à COVID-19. O anúncio foi feito, esta quinta-feira pelo embaixador de Cuba, Pável Diaz Hernandez, em entrevista exclusiva à Rádio Moçambique.

Pável Diaz Hernandez indicou que a vinda dos médicos cubanos surge em resposta ao pedido formulado pelo governo moçambicano.

O diplomata cubano disse que a brigada de 60 especialistas vem juntar-se a outros médicos, que já se encontram a trabalhar no país, em várias especialidades incluindo no combate ao coronavírus.

O Embaixador de Cuba em Moçambique, assegurou ainda que muito brevemente o país vai receber vinte mil doses de Interféron um fármaco de fabrico cubano, responsável pelo reforço do sistema imunológico do organismo humano.

Rússia acusa Estados Unidos de tomarem decisões “perigosas”

A Rússia considera o comportamento dos Estados Unidos “cada vez mais perigoso”, no caso do programa nuclear iraniano e da retirada do tratado militar Céus Abertos.

A Rússia criticou esta quinta-feira o comportamento “cada vez mais perigoso” dos Estados Unidos, nos casos do programa nuclear iraniano e do tratado militar Céus Abertos.

A diplomacia russa mostra-se particularmente preocupada com as decisões de Washington perante o programa civil nuclear iraniano, depois de o Presidente Donald Trump ter anunciado a sua retirada dos EUA, em 2018, e perante o abandono norte-americano do Tratado de Céus Abertos.

Na passada semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que Washington se iria retirar do Tratado de Céus Abertos, que permite a mais de 30 países promover voos de observação desarmados sobre os territórios uns dos outros e que foi estabelecido há quase 30 anos, para promover a confiança mútua.

Os Estados Unidos alegaram que Moscovo não cumpriu os termos do acordo internacional e o Kremlin respondeu, horas depois, que a saída norte-americana do tratado era um “golpe na segurança europeia”.

“As atitudes de Washington são cada vez mais perigosas e imprevisíveis”, disse esta quinta-feira a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa, referindo-se à forma como os Estados Unidos se comportaram relativamente ao Tratado Céus Abertos.

A porta-voz da diplomacia russa condenou a forma como os EUA abandonaram unilateralmente o acordo nuclear iraniano.

“Esse tipo de comportamento coloca fim às ambições de liderança de Washington”, disse Zakharova, denunciando a retirada norte-americana como uma “flagrante violação” ao próprio tratado, assinado em 2015 pelo então Presidente Barack Obama.

A guerra entre Trump e o Twitter que pode mudar a internet

Donald Trump assinou uma ordem executiva que limita o poder das redes sociais. Tudo com base num conflito com o Twitter, que questionou a veracidade das publicações do Presidente. O que está em causa?

“Este vai ser um Grande Dia para as redes sociais e para a EQUIDADE [fairness, no original em inglês]”. A frase foi publicada esta quinta-feira na rede social Twitter pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump. Objetivo? Reiterar que as ameaças de quarta-feira contra o Twitter e as redes sociais se mantêm. Até Mark Zuckerberg, presidente executivo e fundador do Facebook, já tentou pôr água na fervura apoiando Trump. Contudo, o líder dos EUA quer limitar o poder das redes sociais e há avisos de que isso pode mudar a internet. A ameaça concretizou-se esta quinta-feira à noite, altura em que Donald Trump assinou mesmo uma ordem executiva para limitar o poder de auto-gestão de conteúdo das redes sociais.

De acordo com a CNN, o presidente norte-americano assinou a referida ordem executiva esta quinta-feira, afirmando que se tratou de um ato necessário no sentido da “defesa da liberdade de expressão perante um dos maiores perigos que já enfrentou na história da América”. Em declarações aos jornalistas na Sala Oval, Donald Trump acrescentou que há um “pequeno grupo de monopólios de redes sociais que controla uma vasta porção de todas as comunicações públicas e privadas dos EUA” e que esses monopólios, onde se inclui o Facebook e o Twitter, têm o poder de “censurar, restringir, editar, moldar, esconder, alterar todas as formas de comunicação privadas entre cidadãos e o público no geral”.

O facto de Trump ter assinado a ordem executiva não quer, contudo, dizer que a ordem entre já em funções, uma vez que há quem considere que é inconstitucional e que viola os direitos da Primeira Emenda relativos às empresas privadas. Segundo o senador democrata Ron Wyden, do Oregon, um dos autores da lei de 1996 que Trump quer reinterpretar, o que o presidente norte-americano está a fazer é a “tentar chamar para ele o poder dos tribunais e do Congresso e reescrever décadas de leis em vigor”, disse, acusando Donald Trump de “decidir o que é legal com base no seu interesse particular”.

Em quatro perguntas, explicamos o que está em causa e o que pode acontecer.

Como é que isto pode mudar a internet?

Como explicam publicações norte-americanas como o The New York Times e o The Verge, Donald Trump pretende assinar um decreto executivo ainda esta quinta-feira (veio a fazê-lo esta quinta-feira à noite) para limitar as protecções de que as redes sociais atualmente gozam à luz do Direito norte-americano. Ao assinar este documento, Trump quer ordenar que a reguladora do país para as comunicações, a Federal Communications Commission (FCC), e para os mercados, a Federal Trade Commission (FTC), revertam as proteções que plataformas como o Twitter e o Facebook têm quanto ao que nestas é publicado.

Em causa está o Communications Decency Act (traduzido à letra, “Ato para a Decência nas Comunicações”), mais precisamente a Secção 230. Esta é a norma que permite actualmente às redes sociais não serem responsabilizadas pelos conteúdos que ajudam a propagar e permite terem alguma liberdade na forma como moderam as publicações. Ao reverter a aplicação da Secção 230, estes reguladores podem, teoricamente, coagir as redes sociais a manterem conteúdos ou até tirá-los.

Liga italiana recomeça em 20 de Junho, diz ministro

A Liga italiana de futebol vai recomeçar em 20 de Junho, depois de mais de dois meses suspensa, devido à Covid-19, anunciou o ministro do Desporto, Vincenzo Spadafora.

A Liga italiana de futebol vai recomeçar em 20 de junho, depois de mais de dois meses suspensa, devido à Covid-19, anunciou esta quinta-feira o ministro do Desporto, Vincenzo Spadafora.

“A Serie A recomeça em 20 de junho. A minha esperança é que na semana antes já se possa jogar a Taça de Itália”, disse Spadafora, após uma reunião com os presidentes da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, e da Liga italiana, Paolo Dal Pino.

A Serie A, interrompida em 9 de março, é liderada pela Juventus, de Cristiano Ronaldo, com 63 pontos, mais um do que a Lazio.

EUA oferecem recompensa para detenção de jihadista

Os Estados Unidos darão recompensa até três milhões de dólares (2,76 milhões de euros) por informações que levem à detenção de um dos responsáveis pela propaganda do grupo jihadista Estado Islâmico.

Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira que darão uma recompensa até três milhões de dólares (2,76 milhões de euros) por informações que levem à detenção de um dos responsáveis pela propaganda do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

O dirigente em causa é o jordano Abu Bakr al-Gharib, de seu verdadeiro nome Muhammad Khadir Musa Ramadan, responsável pela supervisão dos vídeos de execuções da organização jihadista.

“Supervisiona a organização, coordenação e produção dos numerosos vídeos e publicações de propaganda que incluem cenas de tortura e de execuções brutais e cruéis de civis inocentes”, indicou, em comunicado, o Departamento de Estado.

Os vídeos de propaganda, nomeadamente os que mostram decapitações, têm aterrorizado a comunidade internacional e permitem ao grupo jihadista atrair novos recrutas vindos de todo o mundo.

Em outubro de 2019, na Síria, as forças especiais norte-americanas abateram o autoproclamado “califa” do grupo extremista, Abu Bakr al-Baghdadi.

A organização já não conta com qualquer bastião na Síria e no Iraque e alguns dos seus membros continuam a reivindicar a realização de várias operações terroristas, nomeadamente no Afeganistão e na África Subsaariana.

Estado Islâmico pede “mais tortura” para “os infiéis”

O grupo jihadista Estado Islâmico disse, através dos seus canais de comunicação próprios, que o novo coronavírus é “a vingança de Alá contra os infiéis” e pediu “mais tortura”.

O grupo terrorista Estado Islâmico disse esta quinta-feira, através dos seus canais de comunicação próprios, que o novo coronavírus é “a vingança de Alá contra os infiéis” e pediu “mais tortura”.

O vírus, responsável pela doença Covid-19, que já causou a morte a 355 mil pessoas e infetou mais de 5,7 milhões de outras em todo o mundo (incluindo países islâmicos), é, no entender do grupo fundamentalista, uma resposta aos mais recentes “bombardeamentos” contra “os fiéis” no Iraque e na Síria.

Sem mencionar explicitamente a quem se dirige, o porta-voz do Estado Islâmico, Abu Hamza al-Qurashi, faz referência aos “assédios” contra os “muçulmanos” em Mossul (Iraque) e Al-Baguz (Síria), que causaram “morte e destruição” nas alas do grupo.

“Estamos felizes com a tortura do deus supremo (…) e pedimos-lhe mais tortura (…) a menos que [os infiéis] optem pelo caminho da fidelidade”, acrescentou o porta-voz. “Muitos de vós perderam tudo”, congratulou-se ainda.

A mensagem de áudio de 40 minutos, forma de comunicação pouco habitual do grupo, foi divulgada no contexto em que as forças de segurança de Iraque e Síria estão a intensificar os ataques contra posições do grupo, que já não controla o território naqueles dois países onde estabeleceram um “califado” em 2014.

Os ataques contam com o apoio aéreo da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

Esta não é a primeira vez que o Estado Islâmico se pronuncia sobre o novo coronavírus. Em 15 de março, o grupo partilhou recomendações para enfrentar a pandemia, que passavam por “ter fé”.

País conta com segundo óbito de covid-19.

O país registou mais um óbito em consequência da covid-19, totalizando dois. Trata-se de um indivíduo de sexo feminino que residia na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.

Nas últimas 24 horas, foram registados no território nacional mais seis casos de infecção da Covid-19, elevando para duzentos e trinta e três o cumulativo de casos da doença.

Os dados foram partilhados pela directora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, no habitual briefing de actualização de casos de covid-19 no país.

Segundo Rosa Marlene, dos seis casos positivos registados cinco são indivíduos de nacionalidade moçambicana e um britânico.

“Um dos casos é assintomático e cinco apresentam-se sintomatologia leve, a moderada. Em termos de referência por província, Niassa, distrito de Mavago, pela primeira vez temos um indivíduo de sexo feminino na faixa etária dos trinta e cinco a quarenta e quatro anos de idade. Este caso resulta da vigilância activa. Cabo delgado, cidade de Pemba, temos três indivíduos do sexo masculino, dois destes casos são contactos de casos positivos e um resulta da vigilância epidemiológica activa. Província de Nampula, cidade de Nampula temos um caso de indivíduo de sexo masculino na faixa etária dos 45 aos 59 anos de idade” , disse.

A Directora nacional de Saúde Pública, deu a conhecer que o número de recuperados da Covdi-19 no país, passou de setenta e um para oitenta e dois casos.

África sofre transmissão comunitária prolongada da covid-19

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África constata que novos infectados não tinham histórico de viagens ou contatos com doentes.

Os casos de transmissão comunitária do novo coronavírus estão aumentando na África, particularmente na Etiópia, e uma nova estratégia de exames é necessária para evitar isso, disse John Nkengasong, chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, nesta quinta-feira (28).

A transmissão comunitária diz respeito a casos de pacientes que não tinham um histórico de viagens ou contatos conhecidos com pessoas infectadas, o que preocupa os agentes de saúde por significar que o vírus está circulando pela população sem ser detectado.

“Estamos começando a ver uma transmissão comunitária prolongada dentro da Etiópia e muitos outros países de toda a África. Isso significa que precisamos intensificar nossas medidas de saúde pública, como o distanciamento, o uso de máscaras, a lavagem das mãos”, disse John Nkengasong aos jornalistas.

Ele disse que os países deveriam modificar a maneira como examinam sua população – ao invés de se concentrar em exames de pessoas chegando nos aeroportos, os governos deveriam adotar exames de vigilância daquelas com sintomas semelhantes aos da gripe.

Inicialmente, o vírus se multiplicou mais lentamente na África do que na Ásia ou na Europa, mas agora as 55 nações do continente relataram um total de 119.982 casos confirmados de infecção e 3.599 mortes, de acordo com contagem da Reuters.

José Enrique desafiou Kylian Mbappé a rumar ao Liverpool

O defesa José Enrique, que jogou entre 2011 e 2016 no Liverpool, desafiou Kylian Mbappé (Paris Saint-Germain) a rumar ao Liverpool.

«Porque não vens para o Liverpool? Seria muito mais fácil para ti», afirmou José Enrique.

À procura de fazer caixa, Barça tem 12 nomes na porta da saída

A pandemia do Covid-19 terá deixado grande impacto na economia do Barcelona e com desejos de contratar jogadores como Lautaro Martínez ou Miralem Pjanic, os catalães precisam primeiro de… vender.

Assim, a Cuatro avança os 12 nomes na lista de saída neste verão: Neto, Nélson Semedo, Todibo, Junior Firpo, Wagué, Arturo Vidal, Rafinha, Carles Aleñá, Arthur, Rakitic, Arturo Vidal e Coutinho.

Em cima da mesa está também incluir um ou vários nomes em negócios de troca, como, de resto, já tem sido associado aos dois jogadores anteriormente referidos.

Criança de 13 anos termina o quarto curso superior

Jack Rico, uma criança de 13 anos, terminou – em apenas dois anos – o quarto curso superior na Faculdade Fullerton, no fim de semana passado.

A faculdade confirmou à CNN que Jack é o aluno mais jovem na história da instituição a alcançar quatro cursos superiores em dois anos. Obteve os diplomas em História, Expressão Humana, Comportamento Social e Ciências Sociais.

“Adoro aprender coisas novas. (…) Saber mais sobre o mundo e todas as coisas diferentes que poderemos estudar”, afirmou o pequeno Jack.

“Não é comum ter um aluno tão jovem nas aulas e, como tal, Jack é bem conhecido no campus”, disse o presidente da faculdade, Greg Schulz.

A mãe, Ru Andrade, conta que começou a aperceber-se de que o filho era especial quando, no dia em que fez 4 anos, lhe pediu para ir visitar a Casa Branca, enquanto outras crianças da mesma idade pedem habitualmente brinquedos ou uma viagem à Disneyland.

Em relação ao futuro e às ambições profissionais, Jack confessa que está ainda a explorar os seus interesses. “Tenho 13 anos, a minha vida não está propriamente planeada”, concluiu.

Bebé vence coronavírus depois de ter estado 32 dias em coma

Com apenas cinco meses, Dom já é conhecido por todo o Brasil como um milagre. Entrou no hospital com coronavírus há dois meses e ficou 32 dias em coma induzido com ventilação mecânica. Recuperou “por milagre”, explicam os pais à imprensa brasileira. 

O menino esteve 54 dias internado e apresentava um quadro clínico grave. O quarto e quinto mês de vida foi celebrado no quarto do hospital onde lhe cantaram os parabéns, com todos os cuidados.

O pai de Dom, professor de 34 anos, e a mãe, economista de 32, conseguiram acompanhar o caso do filho de perto no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro.

Famílias de baixo consumo de energia terão redução da tarifa em 50 por cento

O ministro dos Recursos Minerais e Energia explicou esta quinta-feira 28, que a redução da tarifa de energia para famílias de baixo consumo é 50 por cento. Max Tonela detalha ainda que as pequenas e médias empresas afectadas pela COVID-19 terão uma redução de 10 por cento da tarifa.

Respondendo a questões de insistência dos deputados, no segundo dia da sessão de perguntas aos Governo, Tonela diz que “o Governo decidiu implementar medidas de alívio e incentivo para a economia no geral e para as áreas mais afectadas por este surto, entre as quais constam a redução em 50% na tarifa aplicável aos consumidores de categoria social por um período de 6 meses a contar do dia01 de Junho próximo”.

Para as empresas, a redução da tarifa de energia em 10 por cento será mediante a condição de ter a facturação ter registado uma redução acima de 30%, por efeito da pandemia da COVID-19.

E o pagamento da tarifa reduzida de energia para as empresas não será imediato.

“O Governo decidiu pelo diferimento, por um período de 6 meses, do pagamento da taxa fixa na factura de energia de empresas dos sectores industrial, comercial, agrícola, serviços, hotelaria, restauração, educação e instalações desportivas e culturais, enquadrados na tarifa geral, grandes consumidores de baixa tensão e média tensão com potência instalada até 200 kilovolts, cuja facturação registou uma redução acima de 30%, por efeito da pandemia”, explica.

África tem de ser ativa na descoberta de uma vacina, diz CDC

O diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana defendeu esta quinta-feira 28, a participação de África em todas as fases de desenvolvimento de uma vacina para a covid-19, considerando que inspiraria confiança nas populações.

África deve participar no desenvolvimento de uma vacina para a covid-19. Não apenas na fase de testagem, mas também na investigação e desenvolvimento e, se possível, em todas as fases de ensaio”, disse John Nkengasong.

diretor do África CDC, que falava na conferência de imprensa semanal, a partir da sede da União Africana, em Adis Abeba, apontou que não se sabe de onde poderá surgir a resposta para a pandemia e defendeu a participação africana nesse esforço.

“Temos cientistas muito capazes que têm conduzido ensaios de vacinas ou ensaios clínicos ao longo dos anos”, disse.

Como exemplos, apontou os ensaios para a vacina do Ébola feitos na África Ocidental ou os ensaios clínicos na área da HIV/Sida, que ele próprio conduziu na Costa do Marfim.

“O continente sabe como fazer e temos instituições em África que sabem como produzir vacinas. O Instituto Pasteur, no Senegal, vem produzindo vacinas para a febre-amarela há anos, produziu centenas de milhares de vacinas”, assinalou.

John Nkengasong apelou, por isso, para que África “não seja apenas espetador na procura pela vacina”.

“Será desta forma que inspiraremos confiança. Uma vacina desenvolvida e testada pelas nossas próprias pessoas, que poderá ser usada pelas populações sem desconfiança, desinformação ou preconceitos”, apontou.

Durante a conferência de imprensa, o diretor do África CDC recordou ainda as orientações para o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina no tratamento de doentes com covid-19, depois de o Senegal ter anunciado que continuará a usá-lo.

O medicamento usado para tratar doentes com malária, disponível no mercado, está no centro de uma disputa internacional entre especialistas quanto à sua eficácia e segurança.

Um estudo realizado em quase 15.000 pacientes e publicado na última sexta-feira na revista médica ‘The Lancet’ mostra, segundo os autores, que a cloroquina e a sua derivada hidroxicloroquina não beneficiam os pacientes hospitalizados e até aumentam o risco de morte e de arritmia cardíaca.

Assim, recomenda que estes tratamentos não devem ser prescritos à margem dos ensaios clínicos.

Na sequência desta publicação, a Organização Mundial da Saúde já anunciou a suspensão preventiva dos ensaios clínicos que está a realizar com os seus parceiros em vários países.

“A nossa recomendação é muito clara. A cloroquina ou a hidroxicloroquina só deve ser usada no contexto de ensaios clínicos para os resultados poderem ser monitorizados de perto. Como organização técnica e especializada da União Africana, só podemos esperar que os países sigam as orientações das suas organizações”, disse.

John Nkengasong abordou ainda com os jornalistas a situação da pandemia na Tanzânia, onde informações dão conta de que os dados sobre os casos e mortes por covid-19 não são atualizados há mais de um mês.

A última atualização refere que os casos são pouco mais de 500, com 21 mortes, mas a oposição afirma que há mais de 400 mortes só em Dar es Salaam.

Na quarta-feira, disseram aos jornalistas que acreditam que o número real de casos na Tanzânia se situa entre 16.000 e 20.000.

diretor do África CDC disse estar a acompanhar a situação no país com muita atenção e apelou aos países para que partilhem dos dados diariamente.

O número de mortos em África pela covid-19 aumentou para 3.696 nas últimas 24 horas, mais 107, em mais de 124 mil casos de infeção em 54 países, de acordo com dados sobre a pandemia naquele continente.

Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de mortos subiu nas últimas 24 horas de 3.589 para 3.696 (+107), enquanto os casos de infeção aumentaram de 119.391 para 124.482 (+5.091).

O número total de doentes recuperados subiu de 48.618 para 51.095 (+2.477).

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 352 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas.

Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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