Marca foi atingida apenas quatro dias após as infecções pela doença respiratória chegarem a 13 milhões, segundo a Universidade John Hopkins.
O mundo atingiu nesta sexta-feira (17) a marca de 14.041.508 casos e 600.751 mortes pela covid-19, segundo dados da Universidade John Hopkins.
O novo patamar foi atingido apenas quatro dias após chegar à marca de 13 milhões de infecções pela doença respiratória causada pelo novo coronavírus.
Os Estados Unidos seguem com o maior número de casos (3,6 milhões) e óbitos (139.175) pela covid-19. Na sequência, o Brasil soma mais de 2 milhões de casos da doença e 77.851 mortes.
Na sequência, aparecem Índia, Rússia, Peru e África do Sul com, respectivamente, 1.003.832, 758.001, 345.537 e 337.594 casos confirmados da covid-19.
O Reino Unido, terceiro local com mais óbitos no mundo (45.318), ocupa a nona posição na quantidade de casos, com 294.803 infecções confirmadas.
Os Estados Unidos executaram na sexta-feira 17, um antigo estudante de química de Iowa, que se tornou traficante de droga, condenado por matar cinco pessoas, naquela que foi a terceira execução esta semana.
Dustin Honken, acusado de ter morto testemunhas importantes de forma a impedi-las de testemunharem no seu julgamento por tráfico de drogas, recebeu uma injeção letal no Complexo Correcional Federal de TerreHaute (Indiana).
Honken estava no corredor da morte desde 2005 e foi o primeiro desde 1963 a ser condenado à morte por um júri de Iowa e a ter a sentença executada.
O preso foi declarado morto às 16:36, noticiou a agência AP.
Conhecido pelas suas declarações durante o julgamento, ao fazer um longo discurso de inocência durante a sentença, Dustin Honken prestou hoje uma declaração breve, sem se dirigir aos familiares das vítimas nem mostrar arrependimento.
O advogado de defesa, Shawn Nolan, realçou que o seu cliente tinha sido “resgatado” e que se arrependeu dos seus crimes.
“Não havia razão para o Governo matá-lo à pressa ou de todo. De qualquer forma, eles falharam. O Dustin Honken que eles queriam matar já se foi há muito tempo”, destacou.
Outros dois condenados foram mortos durante a semana na mesma prisão federal.
Wesley Ira Purkey, natural do Kansas, foi executado apesar da contestação dos advogados de defesa que consideraram ilegal a condenação alegando demência do sentenciado.
Na terça-feira, Daniel Lewis Lee, 47 anos, natural de Yukon (Oklahoma) foi o primeiro executado entre os condenados à morte nos Estados Unidos da América nos últimos 17 anos.
A decisão de retomar as execuções 17 anos depois tem sido criticada como uma “manobra política perigosa” em ano de eleições presidenciais (03 de novembro próximo), trazendo a lume um tema que não está na lista das principais preocupações dos norte-americanos.
A Autoridade Tributária (AT) de Moçambique abortou uma tentativa de desvio de quatro camiões contendo 160 mil litros de diesel na província de Sofala, disse na sexta-feira (17) à Lusa fonte oficial.
Os condutores dos camiões, que saíam das instalações da empresa estatal Petromoc, terão simulado que o combustível seria reexportado através de uma embarcação chinesa no porto da Beira, quando, “na verdade, tinha como destino o mercado nacional”, declarou António Camacho, porta-voz da AT na região centro de Moçambique.
Estamos diante de uma tentativa de fuga ao fisco, tendo em conta que quando o combustível sai para abastecer uma embarcação de bandeira internacional ou estrangeira não paga direitos ou tributações”, afirmou.
Os condutores dos camiões foram apanhados em flagrante por uma brigada móvel da AT e estima-se que o descaminho lesaria o Estado moçambicano em cerca de um milhão de meticais (12 mil euros).
O diretor do terminal da Petromoc no porto da Beira disse que não se tratou de um descaminho, alegando que houve uma falha administrativa.
Reconhecemos a falha e vamos repor a legalidade”, disse Bernadino Cuaranha, em declarações à comunicação social.
O caso ocorre numa altura em que o Governo moçambicano anunciou que vai começar a recompensar os denunciantes de contrabando de recursos minerais e combustíveis, visando estancar o comércio ilegal deste tipo de produtos no país.
Os subscritores do acordo com o qual o Irão se comprometeu a renunciar às armas nucleares decidiram na sexta-feira prolongar as discussões sobre as divergências na sua aplicação, anunciou a União Europeia.
“Há acordo sobre a necessidade de mais tempo devido à complexidade dos assuntos envolvidos. Portanto, prolonga-se o calendário” de negociações, disse o chefe da diplomacia europeia, JosepBorrell, em comunicado.
Borrell recordou que em 03 de julho recebeu uma carta do seu homólogo iraniano, MohamadYavadZarif, que referia a sua preocupação com os problemas relacionados com a aplicação do acordo levantados por franceses, alemães e britânicos.
Estes tinham levado as suas preocupações à Comissão Conjunta, coordenada por Borrell, o que ativou o mecanismo de resolução de disputas, como estabelecido no texto do acordo.
As restrições impostas pela pandemia “não permitiram até agora convocar uma reunião regular” da Comissão Conjunta, adiantou.
O acordo envolve os europeus França, Alemanha e Reino Unido – que em 14 de janeiro anunciaram a ativação daquele mecanismo, dado os incumprimentos de que acusavam o Irão -, bem como China e Federação Russa.
Os EUA decidiram retirar-se do pacto acusando Teerão de o não cumprir.
Na ausência de um acordo, o caso pode passar para o Conselho de Segurança da ONU, o que abre a porta à reimposição de sanções ao Irão e à morte definitiva do histórico acordo de 2015.
Em 05 de janeiro, em plena escalada da tensão com os EUA na região, Teerão anunciou que o seu programa nuclear estava livre de qualquer restrição.
John Lewis, membro do Congresso norte-americano, defensor da não-violência e dos direitos cívicos nos Estados Unidos, morreu aos 80 anos, devido a um cancro no pâncreas, anunciou a Câmara dos Representantes.
“A América lamenta o desaparecimento de um dos maiores heróis da história do país”, escreveu a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, num comunicado divulgado na sexta-feira.
John Lewis foi eleito para a Câmara dos Representantes em 1986.
“Que a sua memória seja uma inspiração e nos leve a todos, perante a injustiça, a criar ‘bons problemas e problemas necessários'”, acrescentou Pelosi, numa referência a uma das frases mais usadas pelo antigo camarada de Martin Luther King.
Numa declaração, o antigo Presidente norte-americano Bill Clinton e a antiga secretária de Estado Hillary Clinton elogiaram Lewis, como “um gigante” que se tornou “na consciência da nação”.
Também o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, afirmou que Lewis era um “pioneiro líder dos direitos cívicos, que pôs a vida em risco para lutar contra o racismo, promover direitos iguais e levar o país a aproximar-se mais dos princípios fundadores”.
Lewis era o mais novo e o último sobrevivente do movimento de defesa dos direitos cívicos, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr.
Aos 25 anos, quando liderava uma marcha pacífica, John Lewis foi derrubado e agredido pela polícia, na ponte Edmund Pettus, em Selma, no estado do Alabama. As imagens difundidas da brutalidade policial forçaram o país a encarar a opressão racial nos estados do Sul.
Poucos dias depois, King liderou milhares em mais marchas no estado, levando o então Presidente norte-americano Lyndon Johnson a pressionar o Congresso para aprovar a lei que permitiu à população negra votar.
John Lewis nasceu em 21 de fevereiro de 1940, nos arredores da cidade de Troy, no Alabama. Cresceu na quinta da família e frequentou escolas públicas segregadas.
Apesar do cancro, o parlamentar regressou a Washington, em junho, na sequência da morte de George Floyd às mãos da polícia de Minneapolis, para participar na mobilização do movimento Black Lives Matter contra a discriminação racial.
Nascido em 21 de fevereiro de 1940, nos arredores de Troy, no Alabama, John Lewis tinha anunciado em dezembro do ano passado que tinha cancro no pâncreas em estágio avançado.
Moçambique e França estão a discutir um acordo de cooperação militar marítima, disse à Lusa fonte diplomática no país europeu, depois de questionada sobre um eventual apoio no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
Nenhum apoio militar operacional foi fornecido a Cabo Delgado pelas autoridades francesas, mas um acordo de cooperação militar no campo marítimo está atualmente em discussão“, referiu.
A França fez da luta contra aquele tipo de violência “uma prioridade na sua ação internacional” e já “expressou o seu apoio às autoridades moçambicanas na luta contra o terrorismo islâmico em Cabo Delgado”, oferecendo-se para “compartilhar a sua experiência”, acrescentou. A relação franco-moçambicana assenta na vizinhança entre os dois países no sudoeste do oceano Índico, onde França mantém territórios ultramarinos.
As Forças Armadas Francesas da Zonal Sul do Oceano Indico (FAZSOI) têm promovido cooperação militar, “realizando treinos com as autoridades moçambicanas sobre a ação do Estado no mar, como propuseram no passado no campo da luta contra a pirataria”.
A província nortenha de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.
Em dois anos e meio de conflito em Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural (liderado pela francesa Total), estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 700 pessoas e que 250 mil já tenham sido afetadas.
Em comunicado emitido nesta sexta-feira 17, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD (“Benfica SAD”) veio confirmar a contratação de Jorge Jesus.
A SAD informou que entrou em contacto com o CR Flamengo, “dando conta da sua intenção de contratar o treinador Jorge Jesus, tendo encetado negociações para o efeito” e acrescenta que “apresentou uma proposta de contrato de trabalho desportivo ao treinador Jorge Jesus, tendo a oferta sido aceite pelo mesmo”.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural moçambicano lançou um “alerta máximo” para uma possível praga de gafanhotos na região fronteiriça entre Moçambique e Maláui.
Moçambique poderá ser alvo de invasão [da praga], o que constituirá um perigo para a segurança alimentar nestes países”, lê-se numa nota emitida pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
A nota indica que as direções provinciais “deverão estar em alerta máximo” no país para que se “tomem medidas adequadas em tempo útil”.
Trata-se dos “gafanhotos vermelho e migrador africano”, que estão atualmente África Oriental e a dispersar-se para região austral.
A informação foi reportada ao Governo pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Em julho, a União Europeia mobilizou mais 15 milhões de euros para apoiar as Nações Unidas e países parceiros no combate contra “uma das piores pragas de gafanhotos de deserto observadas na África Oriental em décadas”.
O valor segue-se a um primeiro pacote de ajuda no montante de 42 milhões de euros disponibilizado no início de 2020.
A NASA voltou a adiar o lançamento do telescópio espacial James Webb, previsto para março de 2021, apontando o dia 31 de outubro do mesmo ano como a nova data.
Segundo uma nota publicada neta sexta-feira 17, no ‘site’ da Agência Espacial Europeia (ESA), que integra o projeto internacional liderado pela NASA, a decisão decorreu de um programa de avaliação de risco das atividades em falta, que contabilizou os impactos dos desafios impostos pela pandemia da covid-19.
Entre os motivos para o novo adiamento, a ESA refere os impactos decorrentes de precauções de segurança acrescida, redução de pessoal no local, interrupção do turno de trabalho e desafios técnicos, numa fase em que os testes do observatório continuam a decorrer, na Northrop Grumman, o principal parceiro industrial da missão, na Califórnia.
Até ao final de 2020, será concluído um conjunto final de testes ambientais de todo o observatório, seguindo-se o desdobramento final do telescópio e do escudo protetor solar, adianta a agência europeia.
“O Webb é um empreendimento sem precedentes na ciência espacial, que exige a maior engenhosidade nos domínios científico e técnico, numa parceria internacional muito forte,” disse o diretor de Ciência da ESA, Günther Hasinger, citado em comunicado, acrescentando que o telescópio vai permitir “revolucionar a nossa compreensão do universo”.
Na prática, o observatório vai detetar luz da primeira geração de estrelas e galáxias, que se formaram no início do Universo, e estudar a atmosfera de exoplanetas habitáveis.
Além da colaboração da ESA, a missão liderada pela NASA conta ainda com a participação da Agência Espacial Canadiana (CSA).
Nesta parceria, a Europa está a contribuir com dois instrumentos científicos críticos e o serviço de lançamento, através do veículo de lançamento Ariane 5.
Segundo a ESA, o Webb será o próximo grande observatório de ciências espaciais, baseando-se no sucesso do telescópio Hubble, lançado há 30 anos, para resolver os mistérios do Sistema Solar, explorar mundos distantes ao redor de outras estrelas e descobrir as origens do Universo.
Mais de 15 milhões de crianças menores de 05 anos poderão sofrer desnutrição aguda na África Ocidental e Central este ano se não forem tomadas medidas, um número “sem precedentes”, advertiram duas organizações da ONU.
“Prevê-se que haja 15,4 milhões de casos de desnutrição aguda em crianças menores de cinco anos na África Ocidental e Central este ano – um terço deles na sua forma mais grave – se não forem tomadas agora as medidas adequadas”, avisam o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), num comunicado emitido em Dakar, Senegal.
Este número, que inclui novos casos e recaídas na mesma criança, representa um aumento de 20% em relação às estimativas feitas em janeiro deste ano e deve-se aos efeitos combinados da insegurança alimentar e da covid-19 na desnutrição aguda em 19 países destas regiões.
A pandemia está a afetar os sistemas alimentares da zona, onde o preço dos produtos básicos aumentou e o acesso aos mesmos tem sido complicado devido aos rendimentos das famílias reduzidos por restrições de movimento impostas nos últimos meses para limitar a progressão da doença.
“As crianças que sofrem de desnutrição aguda grave correm maior risco de sofrer complicações relacionadas com a covid-19”, referiu a diretora regional da Unicef para a África Ocidental e Central, Marie-Pierre Poirier.
“Devemos trabalhar em conjunto para melhorar o acesso a alimentos nutritivos e assegurar que existam fortes ações preventivas para proteger as crianças de cair na armadilha viciosa da desnutrição e da doença”, disse o diretor regional do PAM para a África Ocidental e Central, Chris Nikoi.
No início do ano, esperavam-se 4,5 milhões de casos de subnutrição aguda em seis países da região do Sahel (Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal).
Contudo, hoje em dia, com a pandemia causada pelo novo coronavírus e a crescente insegurança, que em países como o Mali e Burkina Faso estão a provocar deslocações maciças da população e a limitar o acesso aos serviços básicos, esse número aumentaria para quase 5,4 milhões.
Para além de conflitos, violência armada e pandemias, os fatores agravantes incluem níveis elevados de doenças infantis e transmitidas pela água, como diarreia, sistemas de saúde fracos, acesso deficiente a água potável e nutrição materna deficiente.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 590 mil mortos e infetou mais de 13,83 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em África, há 14.399 mortos confirmados em mais de 664 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O ex-presidente da Gâmbia Yahya Jammeh usou recursos de suborno e roubou fundos do governo para comprar uma mansão em um subúrbio de Washington, DC, alegam autoridades americanas em um processo que busca apreender a propriedade.
O ditador de longa data do país da África Ocidental conspirou para lavar cerca de US $ 3,5 milhões em “produto da corrupção” através da compra de uma casa luxuosa em Potomac, Maryland, informou o Departamento de Justiça em uma queixa civil.
Jammeh tinha 29 anos quando assumiu o poder em um golpe militar de 1994. Ele governou a Gâmbia por mais de 22 anos. Ele e sua esposa, Zineb Jammeh, fugiram para o exílio na Guiné Equatorial depois de perder as eleições presidenciais de dezembro de 2016 para Adama Barrow.
Jammeh adquiriu pelo menos 281 propriedades durante seu mandato e operou mais de 100 contas bancárias privadas diretamente ou através de empresas ou fundações nas quais ele possui ações ou interesses, de acordo com a queixa civil do Departamento de Justiça.
“Nem Jammeh nem sua esposa Zineb parecem ter riqueza familiar para explicar como ele adquiriu esses ativos”, diz a queixa.
Os filhos do casal frequentaram escolas na área de Washington depois que a família comprou a mansão Potomac em nome de um truste por US $ 3,5 milhões em 2010, segundo a denúncia. Um funcionário de uma empresa de petróleo supostamente providenciou que aproximadamente US $ 1 milhão em dinheiro fosse depositado em uma conta dessa confiança menos de um mês antes da venda da propriedade, diz a queixa.
O funcionário não identificado abriu uma conta bancária em nome do trust um dia depois que a companhia petrolífera recebeu uma “reafirmação” de seus direitos de monopólio de importação de combustíveis na Gâmbia, diz a queixa.
“Essa ação demonstra que os Estados Unidos não permitirão que os criminosos lucrem com seus crimes e buscarão justiça para as vítimas de crimes aqui e no exterior”, disse o advogado dos EUA Robert Hur em comunicado.
Jammeh não foi acusado de nenhum crime nos EUA, mas a queixa do Departamento de Justiça observa que uma comissão quase judicial estabelecida pelo governo da Gâmbia recomendou acusações criminais contra o ex-presidente.
A comissão disse que Jammeh desperdiçou ou roubou o equivalente a mais de US $ 300 milhões em dólares americanos de contas públicas. Jammeh também aceitou subornos e propinas em troca de conceder direitos de monopólio às empresas sobre setores da economia gambiana, diz a denúncia.
Um relatório de março de 2019 de um grupo de investigação chamado Projeto de Relatório de Crime Organizado e Corrupção disse que Jammeh e seus associados saquearam quase US $ 1 bilhão em recursos de madeira e fundos públicos da Gâmbia.
O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra Jammeh em 2017, dizendo que “tem uma longa história de envolvimento em graves violações dos direitos humanos e corrupção”.
“Jammeh criou um esquadrão de terror e assassinato chamado Junglers, que respondeu diretamente a ele”, diz um comunicado do Departamento do Tesouro. “Jammeh usou os junglers para ameaçar, aterrorizar, interrogar e matar indivíduos que Jammeh considerava ameaças”.
O ministro da Saúde da Zâmbia compareceu perante um magistrado de Lusaka e negou quatro acusações de corrupção envolvendo a alegada compra de acções e propriedades comerciais com suspeita de crime.
Foi a primeira vez que Chitalu Chilufya, 47 anos, foi convidado a entrar com um apelo no tribunal desde sua prisão pela agência anticorrupção no mês passado. Ele pode pegar até cinco anos de prisão se for condenado.
A prisão de Chilufya é um teste da disposição do governo da Zâmbia de manter uma promessa de combater o enxerto em meio a um escrutínio cada vez maior dos detentores estrangeiros da dívida maciça do país.
As acusações contra Chilufya cobrem o período entre dezembro de 2016 e janeiro de 2018.
Os promotores alegam que, em quatro ocasiões distintas, o ministro da Saúde usou dinheiro que se acredita ser produto do crime para adquirir propriedades, ações em uma empresa de turismo e um barco de passageiros dos Emirados Árabes Unidos.
A oposição está exigindo que ele seja destituído do cargo para não interferir no caso. Mas o presidente Edgar Lungu disse que deve continuar trabalhando porque não é culpado.
O caso também destaca disputas internas dentro do partido no poder antes das eleições do próximo ano. Os apoiadores de Chilufya dizem que ele está sendo alvo porque ele é um potencial candidato à presidência para substituir o presidente Edgar Lungu.
Os parlamentares da Gâmbia discutiram na quinta-feira um projecto de lei que visa revogar uma lei aprovada pelo ex-presidente Yahya Jammeh que proíbe o clareamento da pele, uma prática generalizada na África Ocidental para satisfazer certas concepções de beleza.
O projecto de lei não foi votado no final da sessão na quinta-feira, mas deveria ser entregue a uma comissão que o submeterá à sessão plenária dos deputados nos próximos dias.
Uma lei de 1996 aprovada por Jammeh (1994-2017) proíbe a importação de produtos para clareamento da pele e pune os importadores com uma multa de 30.000 dalasis (US $ 400). A multa aplicada aos usuários é de 5.000 dalasis (US $ 100).
“Não vou apoiar algo prejudicial à saúde das pessoas.
Yahya Jammeh chegou ao poder em 1994 em um golpe de estado e por 22 anos liderou um regime de repressão feroz, marcado por casos de tortura, estupro e execuções extrajudiciais.
Ele foi forçado ao exílio na Guiné Equatorial em janeiro de 2017, cedendo à intervenção militar africana depois de rejeitar sua derrota presidencial pelas mãos do oponente Adama Barrow.
O projeto de lei debatido na quinta-feira é uma iniciativa do governo de Barrow.
O deputado Halifa Sallah disse que o projeto era necessário para impedir que homens abusassem de mulheres, ameaçando denunciá-las por descolorir a pele.
As mulheres oficiais de imigração foram presas por branqueamento, disse ele. “Quem sabe o que aconteceu com eles”, Sallah perguntou, e pediu uma ênfase na educação.
Vários deputados falaram a favor da revogação da lei.
Por outro lado, uma deputada, Sainey Touray, argumentou contra a revogação. “Não vou apoiar algo prejudicial à saúde das pessoas”, disse ela.
Os críticos do clareamento da pele citam razões morais e de saúde, devido aos perigos que eles acreditam que certos produtos representam.
O clareamento da pele existe em vários países da África Subsaariana e na diáspora negra. É praticado principalmente por mulheres.
O Presidente do Grupo de Contacto e Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique, Mirko Manzoni, informa que na quarta-feira 15, foi encerrada uma segunda base da Renano, localizada em Muxúnguè, distrito de Chibabava, província de Sofala.
Num comunicado enviado à nossa redacção, o Presidente do Grupo de Contacto afirma que durante catorze dias, duzentos e cinquenta e um ex-combatentes, incluindo sete familiares de combatentes falecidos, passaram pelo processo de Desarmamento e Desmobilização e chegaram em segurança às suas famílias.
A inspecção e o encerramento da base de Muxúnguè foi conduzida pelos membros do grupo técnico-conjunto para o DDR e para a monitorização e verificação, juntamente com os membros da equipa do Secretariado do processo de paz, peritos em desarmamento e um médico.
O comunicado indica que também estiveram presentes, representantes do governo local e da Polícia da República de Moçambique (PRM) para salvaguardar a entrega da base e das armas.
A nota indica ainda que o encerramento da base de Muxúnguè assinala o marco de dez por cento do total de beneficiários que regressaram à casa.
Mirko Manzoni manifesta o reconhecimento pelos esforços incansáveis, as partes envolvidas no processo do DDR.
O Presidente do Grupo de Contacto e Enviado Pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para Moçambique refere ainda que a comunidade internacional está do lado de Moçambique no processo que conduz à reconciliação e à paz.
Cientistas do México, Estados Unidos, Espanha e Itália, liderados por uma equipa do Massachussetts Institute of Technology (EUA), estão a elaborar uma base de dados com milhares de sons de tosse de pessoas de todas as idades, com e sem Covid-19.
Esses sons serão analisados através de um algoritmo e inteligência artificial para distinguir o som da tosse de alguém que não está infectado de quem tem Covid-19, afirmou a responsável do projecto no México, Bárbara Vizmanos.
A tosse e até o tom de voz de uma pessoa doente, assintomática ou que não está infectada, têm diferenças, notam os investigadores, o que ajuda a que o sistema consiga identificar o seu estado em 15 segundos.
“Os participantes ‘doam’ a sua tosse e os seus dados e essas tosses vão alimentar um sistema de inteligência artificial, que, com reconhecimento de voz, identifica tosses de pessoas infectadas e de pessoas não infectadas, comparando-as com uma precisão de que o ouvido não é capaz”, indicou Bárbara Vizmanos.
O estudo começou há cerca de dois meses, em hospitais de Espanha, Itália, Estados Unidos e México, país onde os investigadores consideram fundamental ter registos sonoros de tosse por estar a atravessar o pico da pandemia da Covid-19, com mais de 295.000 casos confirmados e quase 35.000 mortes desde que o primeiro caso foi identificado, em 28 de Fevereiro.
À medida que o projecto avança, passará a estar disponível através de uma aplicação que pode ser descarregada para o telemóvel gratuitamente, de modo a que as pessoas possam sujeitar a sua tosse a este “detector”.
Com quase 44 mil novos doentes e 1300 mortes em 24 horas, o Brasil ultrapassou o marco dos dois milhões de infectados pelo surto do novo coronavírus. Números negros apenas superados pela contabilidade dos EUA, de acordo com a universidade Johns Hopkins.
AS vítimas mortais no Brasil já são mais de 76 mil. Parte da população aponta o dedo a Brasília, pela postura das autoridades face à crise.
“A economia do país é importante? Sim. Mas penso que, independentemente da crise, é nos momentos de crise que se cresce. Penso que [as pessoas e o governo] deveriam ser mais humanos, porque enquanto o problema não nos bate à porta somos indiferentes. Mas a partir do momento que nos bate à porta é muito difícil”, sublinhou Michelle Caverni, familiar de uma vítima mortal de Covid-19.
O vírus também bateu à porta de Jair Bolsonaro e entrou, sem pedir licença, na vida do presidente do Brasil.
Esta quarta-feira, Bolsonaro testou novamente positivo num teste à Covid-19.
“Espero fazer um novo exame nos próximos dias para, se possível, voltar à atividade”, referiu o presidente do Brasil, durante uma cerimónia de hasteamento da bandeira em Brasília.
O presidente, que no início da pandemia apelidou a Covid-19 de “gripezinha”, é o mesmo que agora se pronuncia sobre a gravidade da situação.
No Rio de Janeiro, as autoridades limpam as ruas, inibem os banhos de sol na praia e tentam educar a população para o uso de máscaras, mas a incúria de alguns residentes continua a ser o pior remédio.
Os estados do centro e sul do Brasil ainda não atingiram o pico. Só no norte o vírus começa a dar tréguas. São Paulo e Rio de Janeiro têm as situações mais graves.
O regresso de chuvas fortes ao sul da China está a levar as águas do rio Yangtsé a subir novamente, alimentando receios de mais destruição, depois de inundações sazonais terem já deixado 141 mortos ou desaparecidos.
O alto nível de precipitação está a colocar pressão renovada nas Três Gargantas, a maior barragem do mundo, que fica na província chinesa de Hubei, onde o novo coronavírus foi detetado pela primeira vez, em dezembro passado.
A agência noticiosa oficial Xinhua avançou que o nível de fluxo de água no reservatório das três gargantas vai atingir o valor recorde do ano, na noite de hoje, alcançando os 55.000 metros quadrados por segundo.
Os afluentes do Yangtsé quebraram já as suas margens em alguns lugares e, em Hubei, um helicóptero foi usado para atirar pedregulhos de forma a bloquear a passagem da água.
As inundações forçaram já à retirada de quase dois milhões de pessoas em diferentes províncias do sul da China. As perdas diretas atribuídas às inundações ascendem aos 49 mil milhões de yuan (6,1 mil milhões de euros), de acordo com o ministério de Gestão de Emergências da China.
As chuvas torrenciais causaram três deslizamentos de terra, nesta quinta-feira, numa cidade nas montanhas de Chongqing, deixando três mortes e três desaparecidos, informou a Xinhua.
Inundações sazonais atingem todos os anos grande parte da China, sobretudo no centro e sul do país, mas este ano a dimensão foi superior ao alcançado nos anos anteriores.
Até agora, as grandes cidades foram poupadas, mas as preocupações estão a aumentar sobre Wuhan e outras metrópoles próximas, onde vivem dezenas de milhões de pessoas.
As piores inundações da China nos últimos anos foram em 1998, quando mais de 2.000 pessoas morreram e quase 3 milhões de casas foram destruídas ao longo do Yangtsé.
Mozal doou esta sexta-feira 17, à Secretaria de Estado da Província de Maputo, diverso material médico com vista à prevenção e combate ao Coronavírus. O equipamento está avaliado em mais de 12 milhões de meticais.
Depois de ter doado mais de um milhão de meticais ao município de Boane, na última quinta, na sexta-feira a empresa Mozal doou, igualmente, diverso material médico à Secretaria de Estado da Província de Maputo, com vista à prevenção e combate ao Coronavírus.
Composta por termómetros infravermelhos, batas e aventais descartáveis, macacões, barretes, botas, luvas, máscaras cirúrgicas e de oxigénio para adultos e crianças, a doação custou aos cofres da empresa de alumínio 12.950.000.00 (doze milhões novecentos e cinquenta mil meticais).
Gil Cumaio, director interino para assuntos corporativos da Mozal, assinalou durante a entrega do material que, com a acção, a empresa “quer reafirmar o seu compromisso na participação activa do bem-estar das comunidades, juntando seus esforços com os do Governo, assim como de outros parceiros, no combate à pandemia COVID-19.
Por sua vez, a Secretária de Estado da Província de Maputo, Vitória Diogo, enalteceu, ao considerar que a empresa sempre “esteve presente no apoio ao Governo”, desde os primeiros momentos em que os esforços na luta contra a pandemia foram activados.
“Desde a primeira hora temos contado com o apoio imensurável do sector privado. Eu acredito que cerca de 90% das condições que disponibilizamos, não só à população, mas também aos nossos profissionais de saúde e do sector público em geral, têm sido garantidas pela generosidade dos nossos parceiros”, disse Diogo, em reconhecimento pela entrega do privado à causa.
No discurso, Diogo partilhou também alguns dados sobre o impacto que a pandemia causou na província, tendo revelado que 135 empresas tomaram medidas que envolveram cerca de dois mil trabalhadores. Das empresas, conforme avançou a Secretária de Estado, 106 suspenderam totalmente as actividades; seis parcialmente, oito optaram pela rotatividade laboral, sete por férias colectivas, seis pela redução de trabalhadores, enquanto duas pela redução da carga horária.
A polícia norueguesa deteve um britânico de 51 anos suspeito de ter feito a ameaça de bomba a um voo da Ryanair que aterrou ontem (17) em segurança no aeroporto internacional de Oslo.
O avião da companhia de baixo custo irlandesa, que fazia a ligação Londres-Oslo, aterrou sem incidentes no aeroporto internacional de Gardemoen, cerca de 50 quilómetros a nordeste da capital da Noruega, e todos os 142 passageiros foram retirados em segurança, segundo a polícia.
“A polícia tem a situação sob controlo e deteve um homem de 51 anos suspeito de estar na origem da ameaça. O homem é um cidadão britânico”, afirmou um responsável da polícia, Olav Unnestad, num comunicado.
“Abrimos uma investigação e vamos ouvir o suspeito o mais rapidamente possível”, acrescentou.
Segundo a imprensa norueguesa, a ameaça foi feita através de uma nota encontrada a bordo do avião, desencadeando o alerta quando faltavam cerca de 40 minutos para a aterragem.
Segundo o ‘site’ especializado em aviação Flightradar24, o aparelho é um Boeing 737 que descolou do aeroporto londrino de Stanstead ao princípio da manhã.
Um importante dispositivo policial foi mobilizado para o aeroporto de Oslo, incluindo forças de intervenção e uma unidade de desativação de explosivos, que inspecionaram o aparelho.
Segundo o Ministério da Defesa da vizinha Dinamarca, o avião foi escoltado por caças F-16 dinamarqueses que ultrapassaram a barreira do som para se aproximar do aparelho.
Na terça-feira, um outro aparelho da Ryanair, que fazia a ligação entre Cracóvia e Dublin, foi forçado a aterrar em Londres depois da descoberta, numa das casas de banho, de uma nota dizendo que havia explosivos a bordo.
O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho de Rosário, instou esta sexta-feira 17, as igrejas a prepararem plano de contingência que contempla acções de prevenção e combate ao novo coronavírus.
Carlos Agostinho do Rosário, que reuniu com líderes religiosos em Chimoio, vincou que é com base no referido plano de contingência que o Governo deverá decidir se vale a pena relaxar a medida relativa à proibição de cultos, no quadro do Estado de Emergência que vigora no país.
Do Rosário aproveitou a ocasião para felicitar a província de Manica por apresentar poucos casos de coronavírus, o que no seu entender, as medidas de prevenção da doença estão a ser seguidas rigorosamente.
Ainda esta sexta-feira, o Primeiro-Ministro reuniu com a classe empresarial e líderes comunitários onde pediu o redobrar de esforços na prevenção e combate ao coronavírus.
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