Um sismo de magnitude 6,9 na escala de Richter foi registado nesta sexta-feira 17, na Papua Nova Guiné, levando as autoridades locais a emitir um alerta de tsunami.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que regista a atividade sísmica em todo o mundo, informou que o sismo ocorreu às 12:50 (03:50 em Lisboa), a uma profundidade de 85 quilómetros e a várias centenas de quilómetros a nordeste da capital, Port Moresby.
O Centro de Alerta para Tsunamis do Pacífico informou que existe um risco de tsunami num raio de 300 quilómetros do epicentro do abalo.
A Papua Nova Guiné localiza-se no nordeste da Nova Guiné e a leste da Indonésia, numa região conhecida como “Anel de Fogo”, pelas falhas tetónicas que ali existem. Nesta região ocorrem cerca de sete mil por ano, na maioria modera.
Em 1998, um sismo de magnitude 7 sacudiu o mar de Bismarck, no leste da Papua Nova Guiné e desencadeou uma onda gigantesca que destruiu dezenas de aldeias e matou mais de 2.200 pessoas.
Por mais eficaz que seja o rastreio de contactos de pessoas doentes com covid-19, de pouco servirá para travar a disseminação da doença se os testes de diagnóstico não forem rápidos, segundo um estudo científico publicado na revista Lancet.
“Se o teste de diagnóstico à covid-19 demorar três ou mais dias depois de uma pessoa desenvolver sintomas, mesmo a estratégia mais eficaz de rastreio de contactos não conseguirá reduzir a transmissão do vírus”, afirmam os investigadores responsáveis pela investigação hoje divulgada.
Se se conseguir testagem com resultados no prazo de 24 horas com rastreio de pelo menos 80 por cento dos contactos, o número médio de contactos infetados por uma pessoa (conhecido como R0) pode ser reduzido de 1,2 para 0,8, evitando 80 por cento das transmissões do novo coronavírus.
“Este estudo reforça as conclusões de outros, mostrando que o rastreio de contactos pode ser uma intervenção eficaz para evitar o contágio do vírus SARS-CoV-2, mas só com uma proporção alta de contactos e um processo rápido de testagem”, afirmou uma das principais autoras do estudo, Miriam Kretzschmar, da universidade holandesa de Utrecht.
Uma das principais conclusões é a de que “as aplicações para telemóvel podem permitir encontrar mais depressa pessoas que estejam potencialmente infetadas, mas se os testes demorarem três dias ou mais, mesmo esta tecnologia não conseguirá travar a transmissão do vírus”, referiu.
No rastreio de contactos, é preciso encontrar todas as pessoas que estiveram em contacto com uma pessoa infetada para poderem ser isoladas e assim impedir mais contágio.
Para o rastreio ser eficaz, é preciso que a taxa de transmissão do vírus traduzida no R0 seja inferior a 01, ou seja, que o número de novas infeções provocadas por cada pessoa seja inferior a uma.
No estudo hoje divulgado, o modelo matemático utilizado presume que cerca de 40 por cento da transmissão de vírus acontece antes de uma pessoa infetada mostrar sintomas de covid-19.
Portanto, o rastreio de contactos só funciona e só consegue manter o R abaixo de 01 se as pessoas com covid-19 receberem o diagnóstico positivo no dia em que são testados, logo que desenvolvem sintomas.
Sem nenhuma medida de mitigação de contágio, cada pessoa infetará uma média de 2,5 pessoas. No entanto, só com o distanciamento físico, que reduz em 40% contactos próximos e 70% os contactos casuais, o número de pessoas infetadas por cada doente passa a 1,2.
Os autores salientam que o modelo matemático que criaram não tem em conta a estrutura etária da população, o que pode influenciar a proporção de casos assintomáticos, mais comuns em crianças e jovens.
O modelo também não tem em conta as infeções nos hospitais e outras instalações de saúde, como lares de idosos.
Numa altura em que o debate gira em torno das condições das escolas para retoma das aulas, cidadãos em Quelimane dizem que o chefe do estado tomou decisão acertada ao recuar da decisão da retoma das aulas.
Estes tal como referiu Filipe Nyusi na sua comunicação à nação, também entendem que as escolas ainda não reúnem condições para fazer face a propagação da covid-19.
Quando faltam cerca de duas semanas para o fim da terceira prorrogação do estado de emergência, os nossos entrevistados foram unânimes em afirmar que não faz sentido, umas escolas iniciarem com aulas e outras não por não reunirem condições.
“Penso que o Chefe do Estado tomou medida sábia e oportuna de um estadista que se preocupa com seu povo. Temos que nos preparar para a retoma gradual das aulas”, disse Eduardo Marcelo, docente universitário.
A Indugroup, uma empresa fashion especializada em venda de calçado a retalho, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
A P&O Maritime Moçambique, S.A. pretende recrutar para seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade no Trabalho (HSEQ). Saiba mais.
A Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o quadro de pessoal dois (2) Oficiais de Apoio Psicossocial de Protecção à Criança. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Protecção à Criança (Gestão de Casos). Saiba mais.
A Chikweti Forest of Niassa, SA empresa de direito moçambicano, com escritório e complexo residencial em Lichinga, Niassa pretende recrutar um (1) Gestor Social, Terra e Comunidade. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Segurança Alimentar e Meios de Subsistência (FSL). Saiba mais.
A Arquitecturas Sem Fronteiras (ASF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Género da ASF na Província de Inhambane. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro um (1) Assistente de Programa de Uniões Prematuras. Saiba mais.
A Soda Serviços, Lda uma empresa vocacionadas nas Áreas de Serigrafia, Gráfica, fornecimento de Uniformes, Brindes, e EPI’S, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Desenhadora Gráfica. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Sul). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Centro. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Formadores de Pedreiros (Zona Norte). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Instrutor/ Técnico de Pedagogia N1 (Zona Sul). Saiba mais.
O governo israelita decidiu impor a partir de hoje “medidas intermédias” para evitar o confinamento geral, por causa da pandemia causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, anunciando o encerramento de locais públicos aos fins de semana.
“Apartir da meia-noite de hoje e até ao domingo de manhã, até nova ordem, os restaurantes e complexos desportivos vão permanecer encerrados, assim como centros comerciais, cabeleireiros, bibliotecas, jardins zoológicos, museus, piscinas, parques de atração turística, e os elétricos não vão circular”, indica um comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Saúde.
Sexta-feira corresponde ao início do ‘shabbat‘ e muitos restaurantes normalmente não se encontram em funcionamento.
O domingo é o dia que corresponde ao início da semana, em Israel.
De acordo com a norma divulgada hoje, as praias vão ser interditadas a partir do dia 24 de julho, aos fins de semana.
A partir de hoje, os grupos não podem ultrapassar as dez pessoas nos locais fechados e vinte pessoas ao ar livre, com exceção dos locais de trabalho devidamente autorizados.
“As violações às restrições são consideradas delito”, refere o comunicado.
As novas medidas são aplicadas, indica o mesmo documento, “para evitar um novo confinamento geral por causa do forte aumento da mortalidade provocada pelo novo coronavírus“.
Em Israel, país com nove milhões de habitantes, morreram 384 pessoas devido à doença e registam-se 46.059 casos.
Hospital entregou resultados falsos para cerca de 6,5 mil pacientes. Homem faturou mais de R$ 1,8 milhão e tentava fugir para a Índia.
O dono de um laboratório em Bangladesh foi preso depois de fraudar o resultado de milhares de testes de coronavírus e faturar mais de R$ 1,8 milhão no processo.
Segundo as autoridades, Mohammed Shahed, de 43 anos, conseguiu se esconder da polícia por 9 dias, mas foi preso na quarta-feira (15) enquanto tentava atravessar um rio para chegar na Índia e usava uma burqa como disfarce.
Segundo as investigações, o homem é acusado de entregar resultados negativos de coronavírus para os pacientes, disse um porta-voz do grupo de elite Batalhão de Ação Rápida do país. Shahed também cobrava pelo tratamento contra a doença.
No processo de fraude, o hospital deu o resultado certo para cerca de 4 mil pessoas, mas fraudou os resultados em outros 6,5 mil testes.
Shahed ficará detido por 10 dias para prestar depoimento e dar esclarecimentos para as autoridades.
Esse não é o primeiro hospital acusado de fraudar resultados da covid-19. Na semana passada, outro empresário foi preso depois que as autoridades descobriram que o hospital do qual ele era dono entregava resultados negativos para pacientes que nem foram testados.
Segundo a CNN, esses escândalos de fraude preocupam especialistas, já que agora a população pode perder ainda mais a confiança nos testes e deixar de fazer o exame. O país não fez testes massivos e o número de pessoas testadas é muito baixo, onde cerca de 13 a 17 mil pessoas são testadas todos os dias.
Bangladesh tem mais de 196 mil casos de coronavírus confirmados e quase 2,5 mil mortes, segundo dados da Johns Hopkins.
O consultor científico do governo britânico, Patrick Vallance, afirmou que vai haver surtos de coronavírus “durante vários anos” no Reino Unido e considerou que o país ainda deve manter as atuais medidas de distanciamento social e teletrabalho.
Numa intervenção perante a comissão parlamentar de Ciência e Tecnologia, o principal perito científico do executivo admitiu que “está claro que o resultado [da pandemia] não foi bom no Reino Unido”, onde o número de mortos por covid-19 está nos 45.119.
Vallance defendeu que não se deveria abandonar as regras de restrição projetadas para conter a pandemia, apesar de o governo prosseguir com o plano de relaxamento, a fim de reavivar a economia nacional, prejudicada pela crise.
O responsável observou ainda que o país está agora num momento “em que as medidas de distanciamento [social] são importantes”.
“Para muitas empresas, trabalhar em casa ainda é uma opção perfeitamente boa, porque é fácil de fazer. Várias empresas acreditam que não é prejudicial para a sua produtividade e, nessa situação, não vejo absolutamente nenhuma razão para mudar esta recomendação”, sublinhou.
Vallance assinalou também que o Reino Unido não só se deve preocupar em evitar uma segunda vaga do coronavírus, mas com o facto de a atual ainda não ter acabado.
“Tudo o que fizemos foi suprimir a primeira vaga. Quando se tirarem os travões, prevemos que regresse”, anteviu.
Nesse sentido, Vallance acrescentou que “é bem provável que este vírus regresse em diferentes vagas durante vários anos”.
Segundo indicou, os cientistas não assumem que vai haver uma vacina contra o vírus disponível num futuro imediato.
Vallance fez estes comentários ao mesmo tempo que os ensaios em humanos da vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, tem mostrado “resultados promissores” ao estimular a resposta desejada do sistema imunológico, de acordo com relatos de hoje da imprensa britânica.
Na fase de estudo em humanos, que começou em abril e envolvendo cerca de 1.000 voluntários saudáveis, os cientistas detetaram que a vacina gera anticorpos e células T que podem ser adequadas para gerar uma resposta imunológica contra a covid-19.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 584 mil mortos e infetou mais de 13,58 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
A cidade brasileira do Rio de Janeiro reabrirá a partir de sexta-feira 16, os seus pontos turísticos, mas impondo restrições, como distanciamento mínimo de quatro metros quadrados entre visitantes, face à covid-19, anunciou ontem o prefeito.
Além do distanciamento físico entre o público, os pontos turísticos da “cidade maravilhosa” só poderão funcionar apenas com um terço da sua capacidade.
O anúncio foi feito à imprensa pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, dando início à “fase quatro” do plano de flexibilização da quarentena no município.
Apesar da autorização por parte da prefeitura, alguns espaços continuarão fechados até a primeira quinzena de agosto, como é o caso do Pão de Açúcar, do Corcovado, do Aquário e da roda gigante RioStar, alguns das maiores atrações da cidade, segundo o portal de notícias G1.
Também desportos coletivos, como voleibol, futebol e futevólei, voltam a ser permitidos nas areias das praias cariocas de segunda a sexta-feira, com a proibição a manter-se durante os finais de semana.
“As medidas de uso da máscara, afastamento social e uso de álcool gel têm feito com que as curvas [de contágio] caiam, de uma maneira vertiginosa. Isso deixa-nos muito felizes”, avaliou Crivella.
Já as pré-escolas e turmas do primeiro e segundo anos do ensino primário, cuja reabertura estava inicialmente prevista nesta etapa, permanecerão fechadas, informou o autarca.
O Brasil, segundo país do mundo com mais mortos e infetados pelo novo coronavírus, totaliza 75.366 óbitos e 1.966.748 casos confirmados.
O Rio de Janeiro é o terceiro estado com mais casos confirmados de covid-19, com 134.449 infetados e 11.757 mortos, apenas atrás de São Paulo, foco da pandemia no país, e do Ceará.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 584 mil mortos e infetou mais de 13,58 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Real Madrid conquistou hoje o seu 34.º título espanhol de futebol, ao receber e vencer o Villarreal por 2-1, em jogo da 37.ª e penúltima jornada da prova.
A vitória madrilena começou a desenhar-se aos 29 minutos, quando Karim Benzema inaugurou o marcador, tendo o francês ampliado, aos 77, na convdrsão de uma grande penalidade, fazendo o seu 21.º golo na prova e ficando a dois do argentino Leo Messi, o líder dos melhores marcadores.
Na reta final da partida, aos 83, Iborra reduziu para o Villarreal, mas já não foi a tempo de colocar em questão o triunfo e adiar os festejos dos ‘merengues’, que se reproduziriam em todo o caso, uma vez que o Barcelona, único rival que discutia o título com o Real, perdeu em casa com o Osasuna por 2-1.
Em partes da África do Sul, a equipe médica foi forçada a recusar pacientes com covid-19. Não há médicos suficientes e o equipamento médico é escasso.
”Isso é terrível. As pessoas doentes estão ficando mais doentes, algumas morrendo de pernas, sabe, está doendo, está doendo muito ”, disse um paciente com coronavírus.
Tobisa Fodo, médica da unidade de terapia intensiva de um hospital em Port Elizabeth, disse que sua equipe foi forçada a aceitar apenas um quarto das pessoas que precisavam de tratamento.
Isso é terrível. As pessoas doentes estão ficando mais doentes, algumas morrendo de pernas, sabe, está doendo, está doendo realmente.
“É de partir o coração, no sentido em que você e sua equipe precisam dizer não à mãe de alguém, à avó de alguém, ao pai de alguém, ao tio de alguém. Vamos aceitar por aí, talvez os 25% dos encaminhamentos? ”, Perguntou ela.
Centenas de pessoas que morreram sem receber tratamento médico foram enterradas em um cemitério na cidade.
O país da África Austral registrou mais de 300.000 casos confirmados de coronavírus e 4.453 mortes.
No entanto, um relatório do Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul disse que o país teve quase 11.000 mortes em excesso nos últimos dois meses.
O país registou, nas últimas 24 horas, cinquenta e três novos casos positivos do novo coronavírus, elevando para mil, trezentos e oitenta e três, o número de pessoas infectadas pela Covid-19.
Os novos casos fazem parte das mil e noventa e oito amostras testadas nos laboratórios do sector público e privado.
Os dados foram divulgados esta quinta-feira, em Maputo, pela directora Nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, na conferência de imprensa para actualização de dados sobre a Covid-19.
“4 casos na província de Niassa, cidade de Lichinga; Cabo delgado 20 casos, 13 são do distrito de Montepuez, 4 da cidade de Pemba, 2 de Mueda; província de Nampula 5 casos, 2 na cidade de Nacala-Porto, 2 na cidade de Nampula e 1 no distrito de Meconta; Inhambane 1 caso é da cidade de Inhambane; Gaza 4 casos, 1 em Xai-Xai, em Chókwè, 1 no distrito de Bilene e 1 no distrito de Chongoene; província de Maputo 6 casos, 1 casos em Ressano Garcia, 1 em Marracuene, 2 casos na cidade da Matola, 2 em Matutuíne; cidade de Maputo com 13 casos e todos resultam da vigilância activa nas unidades sanitárias”, frisou.
Rosa Marlene disse também que o país registou mais 5 pacientes totalmente recuperados da doença, nas últimas 24 horas.
Referiu ainda que Moçambique continua com um cumulativo de 30 indivíduos internados devido à Covid-19, dos quais 7 estão sob cuidados hospitalares.
A companhia privada do coronel zimbabueiano na reforma Lionel Dick, a Dick Advisory, que fornece assistência aérea às Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique nas suas operações em Cabo Delgado, viu o seu contrato renovado até pelo menos ao final do ano.
O grupo deverá treinar também as forças terrestres moçambicanas, segundo a publicação online Zitamar.
A companhia começou a operar em Moçambique no princípio de Abril e após alguns percalços com os seus helicópteros, afirma-se, tem evitado o avanço dos insurgentes islâmicos sobre Pemba e ajudou nos esforços governamentais para retomar Macomia e Mocímboa da Praia.
A mesma fonte acrescenta que o grupo tem sido acusado de inflingir baixas entre os civis quando os seus helicópteros disparam indiscriminadamente.
A publicação acrescenta que os trabalhos no entanto têm sido dificultado pelo fato de os insurgentes vestirem muitas vezes o uniforme dos militares moçambicanos.
Por outro lado, o portal Carta de Mocambique, que cita fontes militares, escreve que o Governo está a desenhar estratégias militares juntamente com outros países da região, do Norte de África e da Ásia para enfrentar grupos terroristas.
As FDS, acrescenta a mesma fonte, já receberam material de guerra e helicópteros e aguardam apenas de autorização do Presidente Felipe Nyusi.
Um grupo de moradores de Marracuene, um distrito de Maputo, manifestou-se hoje junto à administração para exigir o fim de demolições de casas, que as autoridades dizem que foram erguidas em terrenos ilegalmente ocupados.
“Procuramos saber por que é que ele quer partir as casas e soubemos que ele precisa deste espaço para fazer um condomínio”, disse um dos manifestantes.
Outra moradora disse que “estamos a ser ameaçados neste espaço que é do nosso avô, nós crescemos aqui e somos nativos daqui”.
O administrador Shafee Sidat disse que estes conflitos surgem pelo facto de especuladores venderem espaços, contrariando a Lei de Terras.
Sidat disse que “o maior problema (na implementação da Lei) é clarificar qual é o direito dos nativos”.
A manifestação de Marracuene acontece no dia em que o presidente Filipe Nyusi anunciou o início da auscultação pública para a revisão da Politíca Nacional de Terras.
Na apresentação da auscultação, além de reconhecer a existência de especuladores de terras, Nyusi disse que “registamos conflitos quando o reassentamento das populações não obedece o que foi estipulado ou acordado; as instituições apresentam fraquezas institucionais e operacionais no acompanhamento dos processos e dos conflitos.
O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho de Rosário visitou esta quinta-feira 16, no distrito de Gondola, província de Manica, as mais de mil e quinhentas pessoas deslocadas das regiões de Mucorodzi, Muda-serração, Chipindaumue e Pindanganga,onde ocorrem ataques de homens armados.
Na sua interacção com parte das vítimas que se refugiaram para a zona de Mazicuera, arredores da vila municipal de Gondola, do Rosário condenou os ataques e pediu aos homens armados a inserirem-se na sociedade.
“Aqueles que não concordam com dirigente do seu partido e depois destoem coisas e matam pessoas… isso é bom? Temos de condenar essas coisas, todos temos que estar contra este comportamento”, sublinhou.
O primeiro-ministro, que confortou as famílias que abandonaram tudo para preservar as suas vidas, disse por outro lado, que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) não vão medir esforços para garantir que a população não seja ameaçada.
“As nossas Forças de Defesa e Segurança vão continuar a defender as populações. Mas todos temos que dizer que não queremos um país que está sempre em guerra. Temos que dizer que precisamos de um país que desenvolve, queremos comer aquilo que nós próprios produzimos”, anotou.
O governante, aproveitou a ocasião para apelar aos homens armados da Renamo a entregar as armas no quadro do processo de Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração (DDR), em curso no país.
“Já começou um programa para todos esses que fazem guerra, estes que têm armas venham e entregam as armas. Hão-de levar levar algum dinheiro para começaram as vossas vidas e serão inseridos na vida normal”, disse do Rosário, que seguidamente reuniu à porta fechada com líderes locais, encontro que segundo apurou a nossa reportagem, tinha como tónica, denunciar qualquer movimentação dos homens armados da Renamo, com vista à sua neutralização e responsabilização pelos actos que praticam contra cidadãos indefesos e não só.
Refira-se que o encontro do primeiro-ministro com os deslocados e lideranças locais de Gondola, acontece poucos dias depois dos homens armados terem assaltado o centro de saúde de Chipindaumue, onde roubaram diversos medicamentos.
Piratas informáticos apoiados pela Rússia têm tentado roubar investigações sobre potenciais vacinas e tratamentos contra a Covid-19, divulgou o Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido, esta quinta-feira. Empresas farmacêuticas, universidades e equipas de investigação são os principais alvos de um grupo de hackers conhecido como APT29.
Patrocinados pelo governo russo, os hackers têm em vista várias entidades e organizações do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Canadá que estão envolvidas no processo de desenvolvimento de uma vacina contra a infeção provocada pelo novo coronavírus, de acordo com autoridades de segurança britânicas.
O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC), numa declaração conjunta com os EUA e o Canadá – do Canadian Communication Security Establishment (CSE), da Agência de Segurança de Infraestrutura de Cibersegurança do Departamento dos EUA para Segurança Interna (DHS) e a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA9 – , afirmou que os ataques às farmacêuticas e aos grupos de investigação são da autoria do grupo APT29, também conhecido como “Cozy Bear” ou “Os Duques”. Segundo o centro de segurança, este grupo de piratas informáticos atua com o apoio do Estado russo e, “quase de certeza”, integra os serviços de inteligência do Kremlin.
“Ao longo de 2020, o APT29 teve como alvo várias organizações envolvidas no desenvolvimento de vacinas Covid-19 no Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, provavelmente com a intenção de roubar informações e propriedade intelectual relacionadas ao desenvolvimento e teste de vacinas Covid-19”, lê-se no relatório do NCSC.
“É provável que o APT29 continue a atacar organizações envolvidas na investigação e desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, à medida que tentam encontrar respostas a questões adicionais de inteligência relacionadas com a pandemia”.
O grupo tem usado uma variedade de ferramentaas informáticas e técnicas para aceder aos dados pretendidos, incluindo através de “spear-phishing” (um e-mail fraudulento com o objetivo de obter acesso não autorizado a dados sigilosos) e “malware” personalizado (um software malicioso usado para se infiltrar em num sistema de computador alheio de forma ilícita, com o intuito de causar danos, alterações ou roubar informações), conhecidos por “WellMess” e “WellMail”.
“Condenamos esses ataques desprezíveis contra aqueles que trabalham para combater a pandemia do coronavírus”, disse à Reuters Paul Chichester, diretor de operações do centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido.
Uma boa parte dos pacientes recuperados do novo coronavírus apresenta patologias do foro neurológico, que podem traduzir-se em simples dores de cabeça, enjoos, dores musculares, perdas de olfacto e de paladar, em casos mais graves acidentes vasculares-cerebrais (AVC) e em casos extremos um estado de coma originado em relação com a doença.
Se até aqui se considerava a covid-19 como uma doença respiratória de gravidade variável, agora ela deverá começar cada vez mais a ser encarada como um fenómeno complexo, que acarreta consequências diversas noutras áreas. A hipótese de trabalho fundamenta-se em estudos com uma base empírica já relativamente ampla e de fiabilidade elevada e aparece formulada em artigo publicado na revista científica Neurology.
O principal registo em que se baseiam estes estudos é o chamado Albacovid, que recenseou as manifestações neuropáticas de 841 pacientes que estiveram internados em dois hospitais da cidade espanhola de Albacete, no pico pandémico que o país vizinho sofreu durante o mês de março. Segundo o artigo de Neurology, mais de merade desses pacientes (57,4%) apresentavam um ou vários sintomas neurológicos.
Um dos coautores do estudo, Tomás Segura, chefe do serviço de neurologia do hospital universitário de Albacete, refere que os sintomas mais comuns são as mialgias (dores musculares originadas no sistema nervoso), as cefaleias (dores de cabeça), enjoos e tonturas. O mesmo clínico sublinha ainda a ocorrência de alterações da consciência em 20 por cento dos pacientes, concentando-se embora esta percentagem nas faixas de maior idade. Outros 20 por cento apresentavam psicoses, insónias ou ansiedade.
Os problemas neurológicos não devem, por outro lado, ser necessariamente encarados como danos subsidiários ou colaterais da doença fundamentalmente respiratória. Embora as dificuldades respiratórias possam estar na origem de problemas neurológicos, os autores do artigo consideram agora que pode haver uma acção do vírus sobre o sistema nervoso central e que essa acção pode ser a causadora de boa parte dos problemas apontados. Em alguns casos, eles apresentam tal gravidade que acabam por ser a causa de morte de pacientes de covid-19.
Um outro estudo baseado na observação de 909 pacientes de Madrid vai além das percentagens registadas em Albacete e admite que quase todos os pacientes (90%) sejam afectados nos sentidos do olfacto e do paladar. Ao contrário das perdas temporárias dos mesmos sentidos registados em pacientes de gripe, por exemplo, estas não resultavam da congestão nasal ou do aumento de mucosidades e sim, possivelmente, do próprio vírus.
Um outro artigo publicado na revista científica Brain teve o espectro mais amplo de pacientes observados (1.683), realizou-se ao longo de 50 dias e concentrou-se no estudo dos AVCs ocorridos em ligação com a covid-19. Ao concluir que 23 desses pacientes (1,4% do total) sofreram pequenos derrames cerebrais, os cientistas analisaram as tomografias respectivas e os tecidos afectados, considerando plausível que estes episódios sejam causados pela acção do próprio vírus no cérebro.
Japão anuncia apoio de 100 milhões de dólares para o serviço da dívida externa dos países em desenvolvimento, incluindo Moçambique. A informação foi tornada pública esta quinta-feira 16, depois de uma audiência concedida ao Embaixador do Japão pelo Presidente da República, que igualmente recebeu os cumprimentos de despedida do embaixador da Alemanha.
O diplomata nipónico, Kimura Hajime, disse que o encontro com o Presidente Filipe Nyusi tinha como objectivo trocar impressões sobre as relações de cooperação bilateral na área da saúde, com destaque para a pandemia do novo Coronavírus.
Falando à imprensa, Hajime disse que o governo japonês tem disponível um apoio de 100 milhões de dólares para o serviço da dívida externa dos países em desenvolvimento, incluindo Moçambique.
Ainda no seu Gabinete de trabalho, Filipe Nyusi recebeu Delter Wolter, embaixador da República alemã, que se foi despedir pela ocasião do fim do seu mandato. Segundo Wolter, a Alemanha disponibilizou-se em apoiar Moçambique num programa especial para o combate à COVID-19 no valor de 15 milhões de euros.
Através do Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas, a Alemanha vai apoiar às populações da província de Cabo Delgado, que depois de terem sido assoladas pelo ciclone Kenneth, em 2019, debatem-se actualmente com os efeitos dos ataques terroristas que têm aumentado o número de deslocados naquela província.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou ontem (16) que todas as escolas do país vão permanecer fechadas enquanto não houver condições de higiene para prevenir a covid-19, recuando na retoma faseada de aulas presenciais anunciada a 28 de junho.
“Manteremos em vigor todas as medidas já anteriormente anunciadas. Isso significa que manteremos fechadas as escolas a todos os níveis até que se confirmem as condições de higiene básicas necessárias”, referiu o chefe de Estado numa comunicação à nação.
“Da mesma maneira permanece interdita a realização de cultos e celebrações religiosas até que se possa garantir o seu reinício de forma segura”, acrescentou.
A autorização de aglomerações religiosas nunca chegou a ser anunciada, mas têm havido diversas reuniões sobre o assunto.
“Esta posição visa dar tempo às instituições para uma melhor preparação, pelo que apelamos para que o trabalho iniciado seja continuado de forma segura e acelerada”, concluiu.
As restrições fazem parte da prevenção da covid-19 no país, que se encontra sob estado de emergência desde 01 de abril e até 30 de julho, após três prorrogações, com limitações quanto a ajuntamentos, interdição de eventos e obrigatoriedade de uso de máscaras.
Filipe Nyusi disse fazer questão de ouvir a sensibilidade de “todos os moçambicanos”.
“Só assim, com espírito coletivo, podemos preparar a sociedade para o novo normal. É nosso objetivo encontrar o equilíbrio entre a garantia da saúde para os moçambicanos e a necessidade de reanimar a economia e a vida social”, sublinhou.
O chefe de Estado falou numa altura em que faltam 13 dias para o fim do período de prorrogação do estado de emergência, acrescentando que, “nessa altura, será feita uma avaliação mais completa e definitiva da situação da pandemia” no país.
Moçambique tem um total acumulado de 1.383 casos de infeção pelo novo coronavírus, nove mortes e 380 recuperados.
A Índia registou 34.956 novas infecções de covid-19 nas últimas 24 horas, ultrapassando um milhão de casos (1.003.832) desde o início da epidemia, informaram as autoridades.
O Ministério da Saúde também registou um novo máximo de mortes nas últimas 24 horas (687), elevando o total de óbitos no país para 25.602.Três estados indianos – Maharashtra, Delhi e Tamil Nadu – foram responsáveis por mais de metade do total de casos. Mas nas regiões rurais da Índia, a epidemia também está a acelerar.
“A aceleração de casos continua a ser o principal desafio para a Índia nos próximos dias”, disse à agência Associated Press (AP) o diretor do Harvard Global Health Institute, Ashish Jha, frisando que uma grande percentagem de infeções continua a não ser detetada.
Vários estados indianos começaram há vários dias a reintroduzir o confinamento para tentar conter a propagação do novo coronavírus (SARS-CoV-2).
Puzzle do país
Na cidade de Bangalore, considerada o centro da inovação tecnológica indiana, com filiais da Microsoft, Apple e Amazon, o governo ordenou uma quarentena de uma semana, que começou na terça-feira, após a multiplicação de novos casos.
Em Bihar, um estado com uma população de 128 milhões de habitantes e um sistema de saúde frágil, foi anunciada uma quarentena de duas semanas na quinta-feira.
No Uttar Pradesh, o estado mais populoso, com mais de 200 milhões de pessoas, as autoridades instauraram o recolher obrigatório ao fim de semana, que deverá permanecer em vigor até ao final do mês.
Goa, um dos estados indianos menos afetados, reintroduziu na quinta-feira o confinamento durante três dias, duas semanas depois de abrir ao turismo, em 02 de julho.
Quase uma dúzia de estados impôs além disso restrições em “zonas de contenção”, em áreas consideradas de risco, que podem limitar-se a apenas uma rua.
A resposta da Índia ao vírus foi inicialmente lenta. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, viria a impor o confinamento no país em 24 de março, durante três semanas.
A quarentena, depois prolongada por mais cinco semanas, teve um enorme custo económico, provocando uma crise humanitária sem precedentes, quando milhões de trabalhadores migrantes empobrecidos foram obrigados a regressar às zona rurais de origem, enfrentando a fome e o desemprego, num êxodo muitas vezes a pé e sem qualquer apoio das autoridades.
A Índia é o terceiro país do mundo em número de infetados, depois dos Estados Unidos e Brasil.
A taxa de mortalidade na Índia permanece relativamente baixa, com 18 mortes por milhão de pessoas, em comparação com 417 nos Estados Unidos, o país com mais óbitos provocados pela covid-19, de acordo com cálculos da agência de notícias France-Presse (AFP), a partir de dados oficiais.
Pelo menos doze escolas secundárias que leccionam a décima segunda classe, na cidade de Maputo, ainda não estão em condições de retomar as aulas no próximo dia 27 de Julho.
A cidade de Maputo tem trinta e duas escolas secundárias, das quais vinte e duas leccionam a décima segunda classe.
A informação foi prestada esta quinta-feira 16, à Rádio Moçambique, pelo porta-voz da Direcção de Educação e Desenvolvimento Humano da cidade de Maputo, Samuel Menezes.
A fonte garante que as condições estão a ser criadas para evitar a contaminação da Covid-19 no recinto escolar, e apela aos pais e encarregados de educação para disponibilizarem todo o material didáctico necessário, para evitar a partilha por parte dos alunos.
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