O Presidente do Gana, país que acolheu a sede do secretariado do acordo de comércio livre no continente, considerou que a pandemia da Covid-19 demonstra a necessidade de aumentar as trocas entre os países africanos.
“A destruição das cadeias de fornecimento globais reforçou a necessidade de uma integração mais próxima entre nós, para podermos aumentar a nossa autossuficiência, fortalecer as nossas economias e reduzir a dependência de fontes externas”, disse Nana Akufo-Addo, durante a cerimónia que marcou a inauguração da sede do Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA, na sigla em inglês).
O Gana foi selecionado como a sede do secretariado do tratado durante a cimeira dos chefes de Estado em Niamey, em julho do ano passado, e o Presidente do Gana defendeu que os países que ainda não ratificaram o acordo devem fazê-lo antes da próxima cimeira, marcada para dezembro.
Atualmente, 54 Estados africanos assinaram o acordo, mas apenas 28 o ratificaram, estando em condições de beneficiar das vantagens a partir de 1 de janeiro do próximo ano, depois do adiamento devido às restrições de viagens no seguimento da propagação da pandemia de Covid-19.
O AfCFTA será a maior área de comércio livre no mundo e tem sido apontada pelos analistas e pelos países como tendo o potencial para transformar o continente de 1,2 mil milhões de pessoas e com um Produto Interno Bruto de 3 biliões de dólares (2,5 biliões de euros).
Na cerimónia, o primeiro secretário-geral do AfCFTA, Wamkele Mene, defendeu que “é preciso agir agora e atuar para desmantelar o modelo económico colonial que herdámos” e salientou que o acordo permite confrontar os desafios económicos e comerciais significativos, entre os quais apontou a fragmentação do mercado, a pequenez das economias nacionais, a sobredependência das exportações de matérias primas e falta de especialização, entre outros.
Durante a cerimónia, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou também um apoio institucional de 5 milhões de dólares (4,2 milhões de euros) à União Africana para o estabelecimento do secretariado: “O Banco está muito entusiasmado em associar-se a esta iniciativa que promete dar-nos a África que queremos”, disse o vice-presidente para o setor privado, infraestrutura e industrialização, Solomon Quaynor.
As Forças de Defesa do Povo de Uganda (UPDF) enviaram um total de 600 soldados de paz para a Somália para substituir um número igual de combatentes que foram chamados do campo de batalha após servir por um ano.
O Comandante das Forças Terrestres da UPDF, Tenente-General Peter Elwelu, sinalizou na sexta-feira a sétima Unidade da Guarda das Nações Unidas (UNGU VII) para a Somália comandada pelo Tenente.Col.Franis Odikiro em uma função realizada no Centro de Treinamento e Operações de Apoio à Paz (PSO- TC) em Singo, distrito de Nakaseke.
Elwelu exortou o grupo a imitar os grupos anteriores que fizeram um trabalho louvável na Somália e deixaram Uganda orgulhoso.
Ele os incentivou a manter os padrões por meio de serviço abnegado, cumprindo suas tarefas de acordo com os padrões exigidos e sendo disciplinados.
“Você deverá servir acima de si mesmo, fazer um trabalho excelente e seguir atentamente os Procedimentos Operacionais Permanentes, bem como observar todos os comportamentos padrão da ONU que incluem, mas não estão limitados a dizer não à Exploração e Abuso Sexual (SEA) em seu ambiente de trabalho , ”Lt.Gen. Elwelu disse às tropas.
Ele advertiu os oficiais contra o mau comportamento que faria com que a força de Uganda fosse adicionada à lista de missões da ONU com um histórico ruim de violações dos direitos humanos.
“Casos de exploração e abuso sexual e outras formas de violação de ideais foram relatados em muitas missões da ONU em todo o mundo. No entanto, os registros das cinco primeiras implantações da UNGU em Uganda na Somália são bons. Manter essa imagem ou até mesmo fazer trabalhos melhores para polir ainda mais a imagem de Uganda nas missões da ONU ”.
Lt.Gen.Elwelu advertiu, “Uganda tem o privilégio de ser selecionado pela ONU para contribuir com uma Unidade de Guarda. Não houve muitas unidades de guarda na história da ONU. Seria, portanto, muito desanimador para os ugandeses ouvir que seus representantes no VII UNGU estão envolvidos em violações ”.
O Comandante do Centro de Treinamento e Operações de Apoio à Paz, Brig.Bony Wolimbwa, disse que o UNGU VII será implantado em fases com base nas diretrizes da ONU e da Organização Mundial da Saúde sobre prevenção e controle de COVID-19.
A bandeira-off cerimônia foi assistida por oficiais da equipe princípio de PSO-TC e Comandantes da 30 th e 31 st agrupamentos tácticos que também estão em PSO-TC em modo de espera para a implantação para a Somália, mas ainda são afectados pela suspensão atual de rotação para tropas destacadas pela União Africana após a pandemia COVID-19.
Sobre UNGU
A Unidade de Guarda das Nações Unidas (UNGU) é um grupo de tropas sob a AMISOM encarregado de proteger o pessoal e as instalações da ONU em Mogadíscio, a fim de ajudar o pessoal da Missão de Assistência da ONU na Somália (UNSOM), o Escritório de Apoio da ONU na Somália (UNSOS) e outras partes do sistema das Nações Unidas para realizar seu trabalho na capital do país do Chifre da África.
A Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas alerta aos pescadores dos Lagos Amaramba e Chirua, distrito de Mecanhelas e Mandimba, no Niassa, para estarem atentos face a eclosão, no vizinho Malawi, de doenças que provoca úlceras no peixe.
A doença que foi notificado este mês no norte do Malawi, pais que faz fronteira com a província do Niassa através dos distritos de Mecanhelas e Mandimba ataca os peixes deixando-os com feridas.
Augusto Maita lançou o alerta no centro de pescas de catita, posto administrativo de Chiuta distrito de Mecanhelas no quadro da visita de dois dias a província do Niassa
A ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas aconselhou aos pescadores para comunicar as autoridades do governo de Mecanhelas em caso de surgimento desta doença na região de catita.
Na ocasião, a governante mostrou -se preocupada pela fraca afluência dos pescadores a campanha nacional de licenciamento de pesca artesanal.
Esta sexta-feira 21, Augusta Maita trabalha no distrito do Lago, onde tem agendo encontros com pescadores.
A polícia nas Ilhas Maurício prendeu o capitão do porta-aviões japonês que encalhou na costa no mês passado, espalhando 1.000 toneladas métricas de óleo e causando possíveis danos irreparáveis aos recifes de coral.
Sunil Kumar Nandeshwar, o capitão indiano do MV Wakashio, foi acusado na terça-feira de “colocar em perigo a navegação segura”. Ele enfrenta uma audiência de fiança na próxima semana.
O primeiro oficial do navio também foi preso e os investigadores dizem que estão entrevistando todos os membros da tripulação.
A investigação vai se concentrar em por que o Wakashio saiu do curso. Era para ficar a pelo menos 16 quilômetros da costa, mas estava a cerca de dois quilômetros de distância quando encalhou em um recife de coral.
“A rota traçada cinco dias antes do acidente estava errada e o sistema de navegação do barco deveria ter sinalizado isso para a tripulação, e parece que a tripulação ignorou. O barco também não conseguiu enviar um SOS (quando encalhou) e não respondeu às tentativas da guarda costeira de entrar em contato ”, disse um oficial marítimo à Reuters.
O Wakashio foi desativado em 25 de julho e começou a vazar óleo quase duas semanas depois. O primeiro-ministro das Maurícias, Pravind Jugnauth, diz que o mau tempo é a razão pela qual as tripulações não começaram a bombear o petróleo do navio quase imediatamente.
Cerca de 1.000 toneladas métricas vazaram no Oceano Índico ao redor das Ilhas Maurício e outras 3.000 foram bombeadas antes que o navio se partisse em dois.
O óleo foi derramado nas preciosas águas da Lagoa Mahebourg, e os ambientalistas temem que os recifes ameaçados ao longo da costa sejam danificados para sempre.
Metade do navio será rebocado para o mar e afundado, enquanto a outra metade será rebocada para sucata – um processo que as autoridades dizem que deve levar meses.
Maurício declarou uma emergência ambiental. Especialistas do Japão, das Nações Unidas e da França estão trabalhando para limpar o petróleo. Maurício é uma ex-colônia francesa.
O vazamento também deve prejudicar a indústria do turismo da ilha, que já está sob pressão por causa da pandemia do coronavírus.
Empresários de Sofala acreditam que está para breve o fim dos ataques armados que se registam nesta província e em Manica, a avaliar pelo decurso do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos ex-guerrilheiros da Renamo.
O optimismo foi manifestado pelo presidente do Conselho Empresarial de Sofala, Ricardo Conhaque, que elogiou a forma como o governo e a Renamo estão a conduzir o DDR.
Esta quinta-feira 20, o processo entrou numa etapa decisiva com o início da desmilitarização de perto de quatrocentos elementos do maior partido da oposição acantonados na serra da Gorongosa.
No dizer de Ricardo Conhaque, os que já foram desmobilizados têm condições básicas para iniciar uma nova vida, o que deve servir de lição para a Junta Militar da Renamo parar com os ataques.
Elementos da missão da ONU no Mali (Minusma) reuniram-se esta quinta-feira 20, com o Presidente demissionário, Ibrahim Boubacar Keita, e outras personalidades detidas pela junta militar, que tomou o poder através de um golpe de Estado na passada terça-feira.
O ministro das Finanças e Economia e um familiar próximo do chefe de Estado detido terão sido libertados, de acordo com uma fonte da junta militar, autodenominada Comité Nacional para a Salvação do Povo, à agência France-Presse (AFP).
“Libertámos dois prisioneiros, o antigo ministro das Finanças e Economia, Abdoulaye Daffé, e Sabane Mahalmoudou”, disse um secretário do líder da junta militar à AFP, coronel Assimi Goita, sob condição de anonimato.
A Minusma anunciou hoje, através da rede social Twitter: “Ontem [quinta-feira] à noite, uma equipa de funcionários dos direitos humanos da Minusma foi a Kati, no contexto do seu mandato para proteger os direitos humanos, e teve acesso ao Presidente Ibrahim Boubacar Keita e a outros detidos”.
“Autorizámos uma missão de direitos humanos da ONU no Mali a visitar todos os 19 prisioneiros de Kati, incluindo o antigo Presidente Ibrahim Boubacar Keïta e o antigo primeiro-ministro Boubou Cissé”, confirmou a fonte da junta.
“Dois prisioneiros foram libertados. Há ainda 17 em Kati. Isto é a prova de que respeitamos os direitos humanos”, acrescentou.
O golpe de Estado na terça-feira começou com a detenção pelos militares golpistas do Presidente Keita – que anunciou a sua demissão algumas horas depois da detenção e após meses de protestos e agitação social no país – e do seu primeiro-ministro, Boubou Cissé, bem como a detenção de altos funcionários civis e militares, que foram levados para o campo militar de Kati, nos subúrbios da capital maliana, Bamako.
O golpe de Estado de terça-feira é o quarto na história do Mali, que se tornou independente da França em 1960. Os militares tomaram o poder em 1968, 1991 e 2012, tendo o último aberto as portas do país a grupos ‘jihadistas’.
A acção dos militares foi condenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), União Africana, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e União Europeia (UE).
Portugal tem no Mali 74 militares integrados em missões da ONU e da UE.
Antigo primeiro-ministro (1994-2000), Ibrahim Boubacar Keita, 75 anos, foi eleito chefe de Estado em 2013, e renovou o mandato de cinco anos em 2018.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, desafia os jovens empreendedores da capital do país a criarem parcerias empresariais com outros jovens do país.
A visão de Filipe Nyusi é de que, uma vez criada a interacção entre os diferentes intervenientes na cadeia de negócios, em diversas áreas, mais postos de trabalho sejam estabelecidos.
O desafio do Chefe de Estado foi lançado num encontro com jovens da capital do país, no âmbito da visita presidencial de um dia.
Do encontro “Empreender para Empregar”, Filipe Nyusi congratula os jovens por não se terem restringido apenas às reclamações, mas também às sugestões.
Mais do que falar, Filipe Nyusi dedicou 90 por cento do encontro para ouvir as iniciativas juvenis.
Os jovens querem ver resolvidas as questões de acesso facilitado à banca, capacitação técnico-profissional e acesso ao mercado.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, admite que a solução para a violência armada em Cabo Delgado não é apenas militar, aparentemente, dando razão à sociedade civil e académicos que defendem o impulsionamento do desenvolvimento da região, através de empregos e de políticas públicas mais redistribuitivas.
“Reconhecemos a necessidade de impulsionar o desenvolvimento sócio-económico e promover maior harmonia social, porque a solução para o problema de Cabo Delgado não é apenas militar”, afirmou o estadista moçambicano.
O sociólogo Moisés Mabunda diz que há bastante tempo que a sociedade civil vem criticando o fato de o Governo apostar apenas na via militar para resolver o problema, cujas causas ” têm a ver, entre outros fatores, com a forma como é feita a redistribuição da riqueza, não só em Cabo Delgado, mas também no resto do país”.
Ele afirmou que os chineses têm um projecto de exploração de areias pesadas no distrito de Chibuto, sul de Moçambique e construiram lá um supermercado, hotel e posto de abastecimento de combustíveis, “mas era suposto que essas infraestruturas pertencessem ao empresariado local”.
“Aí estaríamos a falar da redistribuição da riqueza, mas o investidor veio com tudo para sacar a riqueza daquela terra e não há nada em troca, para o benefício da comunidade local”, lamentou Moisés Mabunda.
Pobreza e desigualdades
Por seu turno, o diretor do Centro de Integridade Pública (CIP), Edson Cortez, diz que o problema de Cabo Delgado não é meramente militar. “É um conjunto de fatores associados que resvalou para a situação de conflito, que a província está a passar neste momento”.
Contudo, ele considera um passo positivo o fato de o Presidente da República “perceber que desigualdades sociais graves e a pobreza podem também ser uma ignição para grupos com interesses obscuros manipularem sobretudo a juventude local”.
“A terra é do Estado quando o dono é pobre”, professor moçambicano Yussuf Adam
Para o diretor da organização Observatório do Meio Rural, João Mosca, “a via militar não é a melhor solução para o conflito em Cabo Delgado; é preciso atacar também a questão da pobreza e outros problemas que afetam a região”.
Mosca defende ser necessário entender o fenómeno no seu conjunto, porque se trata de uma zona com elevados índices de pobreza, com gravíssimas desigualdades sociais e também com diferentes tipos de tráficos.
Localizada no norte de Moçambique, a província de Cabo Delgado vem sendo afectada, desde 2017, por ataques armados protagonizados por insurgentes. Mais de 1500 pessoas foram mortas e milhares fugiram para a capital, Pemba, e outras províncias.
As autoridades governamentais têm alertado para casos de recrutamento de jovens moçambicanos na zona norte do país, uma tendência, segundo alguns analistas, justificada pela falta de oportunidades na juventude local.
Os cidadãos nacionais estão dispensados de solicitar autorização de viagem para saída e entrada no país, na sequência do alívio das medidas do estado de emergência.
A informação consta de um comunicado do Ministério do Interior, recebido na nossa redacção.
O comunicado indica ainda que os cidadãos estrangeiros estão dispensados de solicitar autorização de saída e entrada, desde que tenham o visto de trabalho, de permanência temporária e o documento de identificação e residência para o estrangeiro válidos.
O Instituto de Cereais de Moçambique -ICM em Nampula está a mobilizar fundos junto de parceiros para a construção e reabilitação de armazéns em cinco distritos da província para conservação de cereais.
O Delegado do Instituto de Cereais de Moçambique, Issufo Ossene explicou que a prioridade nas acções de construção e reabilitação de armazéns de conservação de produtos vai para os distritos com elevada potencialidade agrícola, nomeadamente Malema, Ribaue, Lalaua, Mecuburi Murrupula, Eráti e Nacaroa
A acção insere-se numa das atribuições do ICM que é a gestão dos armazéns de conservação de cereais, daí os esforços daquela instituição em prover no mínimo em cada distrito desta província, de um armazém em condições.
Moçambique registou mais 80 casos positivos da COVID-19 em 24 horas, elevando o cumulativo para 3.195 casos positivos. Dos novos casos positivos hoje reportados, 79 são indivíduos de nacionalidade moçambicana e um caso é de um cidadão de nacionalidade portuguesa.
Dos casos, nove são da província de Cabo Delgado; igualmente nove de Nampula; um da província de Tete; um da província de Manica; três de Gaza; 20 da província de Maputo e 37 da capital do país, Maputo. 53.75% dos casos positivos são do sexo feminino e os restantes do masculino.
O país conta actualmente com um cumulativo de 64 indivíduos internados devido à COVID-19, dos quais oito estão sob cuidados médicos nos centros de isolamento.
De acordo com o Ministério da Saúde, os indivíduos internados padecem de patologias crónicas diversas, associadas à COVID-19.
Entretanto, Moçambique conta com mais 26 casos recuperados, dos quais, três na província de Cabo Delgado; dois na Zambézia; 18 casos na província de Gaza e três na província de Maputo. No total há 1406 recuperados.
O governo disponibilizou em Manica cerca de duas toneladas de sementes de hortícolas aos produtores locais. Pretende-se com a iniciativa que os camponeses possam diversificar as culturas e responder a situações de mudanças climáticas.
O governo através do Fundo de Desenvolvimento Agrário está ciente que as mudanças climáticas são uma realidade, e para contornar o fenómeno que vezes sem conta deita abaixo os esforços dos camponeses, está a distribuir sementes de horticulturas, pretendendo com ideia, que em caso de seca severa ou cheias, os produtores consigam ter algum rendimento.
Etelvina Ambasse, administradora de Gondola, por sinal primeiro distrito a beneficiar da iniciativa, lembrou aos produtores que a prioridade do governo é chegar a fome zero e acabar com importação de produtos, sobretudo hortícolas.
Em Manica, além de Gondola, o projecto deverá abranger os distritos de Barue, Macate, Manica e Sussundenga, enquanto em Sofala, os distritos de Chibabava, Dondo, Gorongosa e Nhamatanda.
Em quase três meses o Coronavírus tirou a vida a 20 pessoas em Moçambique. Em termos de perfil dos óbitos, ao contrário da realidade europeia onde maior parte das vítimas são idosos, em Moçambique morrem mais adolescentes, jovens e adultos.
Das 20 mortes registadas, quatro estão na faixa etária dos 0 e 14 anos, 11 na faixa etária dos 14 e 59 anos; e acima dos 60 anos de idade foram registadas quatro mortes.
Todas as vítimas da pandemia tinham doenças associadas, a destacar: 10 com problemas cardiovasculares, cinco cuja COVID-19 estava associada ao HIV e outras cinco que morreram da doença e com histórico de tuberculose.
Em termos de distribuição geográfica, a cidade de Maputo passou de segunda para primeira província com maior número de óbitos. A capital do país tem oito, das 20 mortes, seguida da província de Nampula com cinco óbitos, Tete e Manica com dois óbitos respectivamente, e Cabo Delgado, Zambézia e Gaza com um óbito, respectivamente.
Fora desses números, há que considerar a existência de quatro pessoas que tinham COVID-19 e que morreram por razões diferentes, como acidentes de viação, entre outros.
O Presidente da República e Presidente em Exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, condena Golpe de Estado registado na República do Mali, contra o Presidente Ibrahim Boubacar Keita.
“Junto-me a vozes de colegas que lamentam o que está a acontecer no Mali, condenando. Isto é um retrocesso para África. África, democraticamente tem dado passos assinaláveis e exemplares, e, nesta era, acontecer o que está a se observar, achamos que o povo e todos os intervenientes neste processo do Mali deverão repensar e pacificamente resolver este problema. Nós, a SADC, condenamos essa forma de ascender ao poder”, sublinhou Filipe Nyusi.
O Presidente fez o pronunciamento por videoconferência numa Cimeira virtual da União Africana sobre a Covid-19, na sua qualidade de Presidente da SADC.
Concernente a Cimeira, o estadista moçambicano saudou ao seu homólogo da África do sul, Syril Ramaphosa, por ter convocado o encontro e pela sua sólida liderança na coordenação das acções de combate à pandemia da Covid-19.
“Fique certo que a opção e o esforço em que está empenhado terá retorno porque não há melhor valor que a vida. Recordamos os seus esforços pessoais na procura de apoios para países africanos que se encontram na situação financeira em que todos precisam de ajuda”, salientou o Presidente Nyusi.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Iniciativa de Fortalecimento da Governação. Saiba mais.
O Centro de Colaboração em Saúde (CCS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Informação em Saúde & Monitoria & Avaliação. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para o seu cliente um (1) Key Account/ Bussiness Unit Manager. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Produtor de Rádio Novela. Saiba mais.
O Fórum Nacional de Produtores de Algodão (FONPA), organização não-governamental sem fins lucrativos de âmbito nacional pretende recrutar para seu quadro pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
A Associação Nacional para o Desenvolvimento Auto-Sustentado (ANDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Ligação para Saúde. Saiba mais.
Uma Residencial sediada na Matola, no Bairro de Tsalala na Província de Maputo, pretende recrutar para o seu quadro pessoal duas (2) Recepcionistas. Saiba mais.
Uma Residencial sediada na Matola, no Bairro de Tsalala na Província de Maputo, pretende recrutar para o seu quadro pessoal quatro (4) Auxiliares de Limpeza. Saiba mais.
O Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais em Salvaguardas Ambientais. Saiba mais.
O Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais em Salvaguardas Sociais .Saiba mais.
O Fórum Nacional de Produtores de Algodão (FONPA), organização não-governamental sem fins lucrativos de âmbito nacional pretende recrutar para seu quadro pessoal quatro (4) Técnicos Agrários. Saiba mais.
A Heading Moz pretende recrutar para o seu cliente, uma empresa do ramo petrolífero, um (1) Assistente Administrativo e Controlador de Documentos. Saiba mais.
O Parque Nacional do Limpopo (PNL), pretende recrutar para reforçar o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Sistemas de Monitoria e Avaliação de Reassentamento. Saiba mais.
O Centro Internacional para Saúde Reprodutiva-Moçambique (ICRH-M), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Coordenador Provincial. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2)Docentes N1 – Engenharia Agronómica. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Gestão de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Avaliação e Monitoria. Saiba mais.
A Embaixada da Suécia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Programa para Energias Renováveis, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social pretende recrutar para o seu quadro de pessoal sete (7) Serventes de Unidade Sanitária (Chókwè). Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Docentes N1. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Docentes N3. Saiba mais.
O ex-Presidente do Brasil Lula da Silva indicou na quinta-feira que a detenção do antigo conselheiro da Casa Branca Steve Bannon, por desvio de fundos, é um acontecimento “importante para democracia”.
“A prisão do Bannon é importante para a democracia. Noutro dia vi um levantamento de que Donald Trump [Presidente norte-americano] mente 11 vezes por dia. O Bannon é um fomentador de guerras. Merece ser tirado da política porque ele representa o mal”, escreveu na rede social Twitter o antigo o chefe de Estado, que já esteve preso por corrupção.
Numa entrevista concedida ao canal ‘online’ TV Democracia, na manhã de quinta-feira, Lula da Silva aproveitou ainda para advogar que a prisão deveria ser o mesmo destino de Olavo de Carvalho, um autoproclamado filósofo e ideólogo da família do atual Presidente do Brasil, JairBolsonaro, e com ligações a Bannon.
“Outro que espero que tenha esse destino [é] um tal de um guru do Bolsonaro, que é instigante desse ódio no país, um tal de Olavo de Carvalho, que eu nem conheço”, acrescentou Lula da Silva, que cumpriu dois mandatos como chefe de Estado do Brasil (2003-2011).
Lula da Silva (esquerda) foi condenado em dois processos por corrupção e está a ser alvo de pelo menos outras sete investigações. Esteve preso durante 580 dias, tendo sido colocado em liberdade em novembro passado.
O antigo conselheiro da Casa Branca Steve Bannon foi detido na quinta-feira sob a acusação de, em colaboração com três outras pessoas, desviar dinheiro de doadores num esquema de arrecadação de fundos para a campanha “Nós construímos o muro”.
Segundo a acusação, citada pela agência noticiosa Associated Press (AP), o montante desviado da campanha está avaliado em “centenas de milhares de dólares”.
Os procuradores federais alegam que Bannon e três outras pessoas “orquestraram um esquema para defraudar centenas de milhares de doadores” em ligação com a campanha de ‘crowdfunding‘ que juntou mais de 25 milhões de dólares (20,99 milhões de euros) para construir um muro ao longo da fronteira sul dos Estados Unidos com o México.
O antigo conselheiro de Trump é suspeito de ter desviado um milhão de dólares para proveito pessoal.
Bannon, com ligações à extrema-direita, tem vínculos com a família Bolsonaro e é tido como um guru do ‘bolsonarismo‘.
Steve Bannon é líder do grupo The Movement, que reúne conservadores de todo o mundo. Em janeiro de 2019, logo após JairBolsonaro (extrema-direita) tomar posse, o seu filho Eduardo Bolsonaro anunciou nas redes sociais que Bannon o escolheu para liderar o movimento no país.
“Satisfação em ser o líder do The Movement para América Latina ao lado de Steve Bannon“, escreveu na ocasião o deputado Eduardo Bolsnaro, na legenda de uma fotografia em que aparece abraçado ao norte-americano.
Nos meses seguintes, a família Bolsonaro partilhou vários registos de outros encontros com o ex-conselheiro de Trump, de quem o Presidente do Brasil é um confesso admirador.
Em março ao ano passado, Bannon encontrou-se com JairBolsonaro num evento na embaixada do Brasil em Washington, Estados Unidos, que foi definido pela Presidência brasileira como um “jantar com formadores de opinião”.
Os governos de Níger e Costa do Marfim, ambos na froteira com o Mali, suspenderam todas as relações econômicas com o país vizinho, um protesto contra o golpe de Estado que resultou na queda do presidente Ibrahim Boubacar Keita e na dissolução do Parlamento.
A Costa do Marfim anunciou na quarta-feira 19, a suspensão de “todas as relações econômicas, financeiras e comerciais” com o Mali até que a ordem constitucional seja restabelecida. A medida foi muito mal recebida no Mali, onde foi vista como um empenho pessoal do presidente marfinense, Alassane Ouattara.
Nesta quinta-feira 20, foi a vez do Níger, que seguiu o exemplo da Costa do Marfim usando quase os mesmos termos: “suspensão de todas as transações financeiras, econômicas e comerciais até a retirada dos militares da cena política e o restabelecimento da ordem constitucional”.
A CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), à qual pertencem Mali, Níger e Costa do Marfim, realizou nesta quinta-feira uma reunião extraordinária para discutir a situação no Mali, da qual se espera o anúncio de sanções contra o país.
A CEDEAO tenta há vários meses mediar a relação entre o governo de Ibrahim Boubacar Keita e a oposição reunida na coalizão M5-RFP, mas sem resultados. Os opositores rejeitaram qualquer solução que não incluísse a renúncia do presidente.
Histórico
Soldados amotinados tomaram o poder no Mali, nesta terça-feira (18), na capital Bamako. A ação partiu de uma base militar em Kati, que fica próxima da capital. Após prenderem o presidente Ibrahim Boubacar Keita e o primeiro ministro, Boubou Cisse, eles foram até a TV estatal anunciar o golpe.
Eles anunciaram uma “comissão nacional de salvação pública” e disseram vão convocar as eleições “dentro de um prazo razoável”, após também dissolverem a Assembleia Nacional.
O ex-Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou Donald Trump de incompetência e de ser uma ameaça para a democracia, numa das intervenções mais críticas da convenção democrata, realizada pela primeira vez de forma virtual, devido à pandemia da COVID-19¸ escreve e Lusa.
Barack Obama avisou que a democracia norte-americana está em risco se o actual Presidente, Donald Trump, vencer novamente as eleições marcadas para o dia 03 de Novembro, acusando o seu sucessor de ser inapto para o cargo e de ignorar os valores do país.
“Esta administração demonstrou que destruirá a nossa democracia se isso for necessário para vencer”, acusou Obama, na terceira noite da convenção democrata, num discurso filmado em Filadélfia, a cidade onde a Constituição dos Estados Unidos foi redigida e assinada.
Obama acusou o Presidente republicano de utilizar a presidência para beneficiar os amigos e família e de transformar o cargo mais alto do país em “mais um ‘reality show’ que [Trump] pode utilizar para obter a atenção que deseja”, acrescentou a Lusa.
Obama pediu aos eleitores que “acreditem” na capacidade do candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, que foi seu vice-presidente, para “tirar o país dos tempos sombrios” do Governo de Donald Trump.
“Ele [Joe Biden] tornou-me num Presidente melhor. Ele tem o caráter e a experiência para tornar o país melhor”, afirmou o antigo Presidente americano, num discurso transmitido na Convenção Nacional Democrata, acrescenta a fonte que temos vindo a citar.
Os democratas confirmaram oficialmente, na terça-feira, a nomeação do ex-vice-Presidente Joe Biden como candidato contra Donald Trump nas presidenciais dos Estados Unidos, em Novembro.
O peso da dívida de África aos seus credores bilaterais e multilaterais tornou-se “uma ameaça existencial para as sociedades, economias e o futuro” dos povos africanos desde o surto da pandemia do novo Coronavírus, disse esta quinta-feira 20, o presidente da Câmara dos Representantes da Nigéria, Femi Gbajabiamila, numa reunião virtual com os seus homólogos africanos.
“Todos concordamos que o peso da dívida de África se tornou uma ameaça existencial para as nossas sociedades, as nossas economias e o nosso futuro”, afirmou Femi Gbajabiamila, ajuntando que o “custo da dívida, face à despesa com educação e saúde, é uma ameaça à estabilidade e ao desenvolvimento do continente” africano, “especialmente na era da COVID-19”, de acordo com a Lusa.
Falando no âmbito da criação da Conferência Africana dos Líderes Parlamentares – órgão criado para facilitar a colaboração entre os parlamentos, os líderes parlamentares e as assembleias nacionais – o presidente da Câmara dos Representantes da Nigéria advogou o perdão de dívida aos credores bilaterais e multilaterais para os países africanos em dificuldades.
“Quando nos encontramos numa situação em que temos de fazer escolhas políticas entre pagar as dívidas ou salvar vidas, sabemos que algo não está moralmente certo”, disse o parlamentar, segundo o Observador.
Femi Gbajabiamila acrescentou, de acordo com a fonte acima referida, que “se queremos um cancelamento da dívida, temos de ser capazes de construir a confiança dos credores que o cancelamento vai realmente salvar vidas e rendimentos em todo o continente e nós, como presidentes dos nossos parlamentos, vamos garantir que esse é realmente o caso”.
Em Abril passado, o G20, o grupo das 20 nações mais industrializadas, acordou uma suspensão de 20 mil milhões de dólares, em dívida bilateral para os países mais pobres, muitos dos quais africanos, até final do presente ano, desafiando os credores privados a juntarem-se à iniciativa.
O Daesh reivindicou na quinta-feira o atentado que matou um general russo e feriu dois soldados perto da cidade de Deir Ezzor, no leste da Síria.
“Os soldados do califado conseguiram, recentemente, plantar vários artefactos explosivos a leste da cidade de Al-Soukhna, um dos quais explodiu na terça-feira à noite, quando as forças russas de patrulhamento passavam […], matando um general e ferindo dois outros membros”, indicou o Daesh, num canal de propaganda do Telegram.
Na mesma declaração, os jiadistas também relataram outra explosão que teve como alvo um veículo que transportava combatentes de uma milícia aliada a Moscovo. Na terça-feira, um general russo morreu e dois soldados ficaram feridos na sequência da explosão de um “dispositivo improvisado”, quando passavam de comboio perto de Deir Ezzor, no leste da Síria, avançaram as agências de notícias russas.
“Em 18 de agosto, um dispositivo explosivo improvisado explodiu quando uma coluna russa regressava de uma ação humanitária a 15 quilómetros da cidade de Deir Ezzor”, avançaram as agências, citando um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia.
Vários milhares de soldados russos estão na Síria a apoiar o exército do Presidente Bashar al-Assad. Em 2015, a intervenção militar russa permitiu ao regime de Damasco alcançar várias vitórias, recuperando o terreno perdido para os rebeldes e o Daesh.
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