O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, indultou esta segunda-feira 31, mais de 40 deputados opositores e presos políticos, entre eles o politólogo luso-venezuelano Vasco da Costa, que se encontrava detido desde abril de 2018.
Entre os indultados encontram-se vários colaboradores do líder opositor, Juan Guaidó.
O anúncio do indulto presidencial foi feito pelo ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, através do canal estatal Venezuelana de Televisão (VTV).
“A intensão principal é que os assuntos da Venezuela sejam resolvidos pelos venezuelanos, pelas vias pacíficas, eleitorais, constitucionais e democráticas”, disse.
Jorge Rodríguez explicou que dentro destes parâmetros há lugar para todos os venezuelanos, “para o debate, a discrepância de ideias, as diferenças entre a maneira que cada um tenha de ver o mundo”.
“Fora deste campo está a violência, o ódio, a intenção perversa contra a soberania da Venezuela”, frisou, precisando que as libertações vão ter lugar nas próximas horas.
Filho de um antigo vice-cônsul de Portugal em Caracas, Vasco da Costa, de 61 anos, foi detido na sua casa em abril de 2018 por agentes do SEBIN (serviços secretos da Venezuela), acusado de promover a abstenção nas eleições presidenciais de maio de 2018.
Vasco da Costa já tinha estado detido entre julho de 2014 e outubro de 2017. Nessa altura, foi acusado de ligações a uma farmacêutica que estaria, alegadamente, envolvida em planos para fabricar engenhos explosivos artesanais, durante os protestos ocorridos no primeiro semestre de 2014 contra o Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Segundo a irmã, o próprio Ministério Público admitiu que o crime de terrorismo de que Vasco da Costa está acusado “não existe”, e questionou por que razão, assim sendo, o irmão está “detido há mais de dois anos na pior das cadeias venezuelanas”.
Nos últimos meses a irmã questionou a saúde do luso descendente que em 2019 foi operador de “um tumor no olho esquerdo e esteve em perigo de perder o olho”, o que motivou apelos a diversos organismos, entre eles ao secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres e à Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet e inclusive ao Governo português.
Entre os nomes de beneficiários do indulto estão os deputados opositores Freddy Guevara, MarielaMagallanes, Américo De Grazia, Jorge Millán, José Guerra, Richard Blanco, Tomás Gunanipa, Luis Stefanelli, Carlos Paparoni, Henri Ramos Allup e Miguel Pizarro, a quem as autoridades venezuelanas tinham retirado a imunidade parlamentar.
Vão ser ainda libertados os políticos opositores Gilber Caro, RenzoPrieto, Aristimuño Miguel, José Marulanda, Rubén Dario Rojas, Arcas RoldanVicent José, Isabel Moncada, Moreno Nelly, Roberto Marrero, Toro Wilmer, José Daniel Hernández, Juan AndrésMejía, Rafael Guzmán, Winston Flores, SimónCalzadilla, Edgar Zambrano, Nicmer Evans e Ismael León.
O indulto presidencial inclui também os políticos Carlos García, Torrealba Juan Carlos, OropezaKleiver, Roberto Rodríguez, Oscar Barreto, ÁngelBetancourt, Eduardo Betancourt, Luís Torres, William Cabaña, Antonio Cisneros e José Santamaría.
Segundo o ministro venezuelano, os indultados poderão participar livremente nas eleições legislativas previstas para 6 de dezembro.
Alguns dos beneficiários foram acusados de estarem envolvidos na “Operação Gedeón“, uma frustrada “invasão marítima” do passado mês de maio que visava derrubar o Presidente Nicolás Maduro.
A frustrada invasão ocorreu desde o mar, a partir de Macuto e de Chuao, nos estados venezuelanos de La Guaira e Arágua, nos dias 03 e 04 de maio.
O Governo venezuelano comparou a frustrada invasão marítima da Venezuela à tentativa de invasão da “Baía dos Porcos”, em Cuba, em 1961.
81 pessoas foram detidas por estarem envolvidas na Operação Gedeón.
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou no domingo que iniciaria uma semana de diálogo nacional, que teria como tema central as próximas eleições legislativas.
A Amnistia Internacional (AI) exige às autoridades moçambicanas uma investigação do incêndio que destruiu a redacção do jornal independente Canal de Moçambique, na semana passada, em Maputo.
“As autoridades devem acionar uma investigação imediata, completa, imparcial, independente e transparente a este ataque e levar os responsáveis da sua autoria à justiça,” diz em comunicado o director da AI para a África oriental e austral.
Deprose Muchena diz ainda que o incêndio de 23 de Agosto foi um “ataque chocante à liberdade de imprensa e a manifestação mais extrema de sempre da crescente ameaça aos jornalistas em Moçambique”.
A AI recorda, no seu comunicado, que a redacção do Canal de Moçambique foi vandalizada dias depois do jornal ter reportado a ocorrência de atos que indiciavam corrupção num concurso nacional de marcação de combustíveis.
O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, diz que o encontro, na segunda-feira, 31, com o bispo de Pemba, Dom Luiz Fernando Lisboa, foi bom.
O encontro, a pedido do bispo, acontece dias depois de circularem textos, na rede social Facebook, assinados por indivíduos considerados promotores de Nyusi, sugerindo que o religioso era apoiante dos insurgentes que atormentam a província de Cabo Delgado.
Após a reunião, Nyusi recorreu ao seu Facebook para escrever que “foi um encontro bom, a avaliar pela rica informação partilhada, uma vez que a Igreja Católica está enraizada na província”.
Sem dar detalhes do que foi discutido, Nyusi escreveu também que “o diálogo com todas as forças vivas da sociedade continua sendo a nossa maior aposta de governação”.
“Acreditamos ser um momento que intensifica a cooperação para o bem do povo de Cabo Delgado”, disse o padre Latifo Fonseca, porta-voz da diocese de Pemba.
Os EUA opuseram na segunda-feira 31, o seu veto a uma resolução sobre o destino dos milicianos estrangeiros, com o argumento de que o texto não exigia o seu repatriamento, o que ilustrou um fosso crescente com designadamente os europeus.
Redigido pela Indonésia, membro não permanente do Conselho de Segurança, o texto recolheu 14 votos a favor, com apenas os EUA a votarem contra.
A propósito da luta contra o terrorismo, que até agora era consensual entre os ocidentais e nas instâncias internacionais, a decisão dos EUA é inesperada e parece traduzir uma irritação recente dos EUA em relação aos europeus.
“O veto tornou-se muito barato”, deplorou um diplomata, sob anonimato, considerando “muito prejudicial” a posição de Washington sobre as relações transatlânticas.
Apesar de ser considerada como um reforço contra o terrorismo, a resolução indonésia “era pior do que resolução nenhuma”, afirmou a embaixadora dos EUA na ONU, Kelly Craft.
Sem referência ao “primeiro passo crucial” que é o “repatriamento para os seus países de origem ou de nacionalidade” dos combatentes estrangeiros, esta resolução “fracassa” no reforço da luta contra o terrorismo, insistiu, pelo que os EUA se recusam em consequência a participar em “uma farsa cínica e voluntariamente inconsciente”.
O projeto de resolução indonésio encorajava os membros da ONU a reinserir nas suas sociedades os ex-combatentes estrangeiros, dos quais vários milhares estão detidos na Síria e no Iraque, cumprida que fosse uma eventual pena de prisão, e a dar uma ajuda específica às suas esposas e crianças.
Este encorajamento à reinserção é explicado pelo objetivo de evitar regresso à atividade terrorista.
Washington, que durante as negociações foi apoiada por Moscovo na intenção de incluir o termo ‘repatriamento‘ no texto, defende desde há muito a necessidade de reenviar para os seus países de origem os combatentes estrangeiros detidos na Síria e no Iraque.
Os europeus e os países árabes são contra esta política, preferindo que estes milicianos sejam julgados e cumpram pena no país onde cometeram os seus crimes.
Num documento submetido ao tribunal, o Credit Suisse admite adicionar o chefe de Estado ao processo como réu “para responder pelas suas irregularidades”.
O Credit Suisse ameaça arrolar o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, no julgamento que opõe o banco de investimento ao Estado africano no Tribunal Superior de Londres no caso das ‘dívidas ocultas’, que deverá ser julgado no próximo ano.
Num documento submetido ao tribunal, o Credit Suisse admite adicionar o chefe de Estado ao processo como réu “para responder pelas suas irregularidades”. Os advogados do banco terão solicitado às autoridades moçambicanas, numa carta de 11 de maio, a confirmação de que o chefe de Estado não reivindica ou se reunia à imunidade relativamente a este caso, mas até julho ainda não tinham recebido resposta.
A Procuradoria-Geral de Moçambique iniciou este caso na justiça britânica para tentar anular a dívida de 622 milhões de dólares (552,6 milhões de euros) da empresa estatal Proindicus ao Credit Suisse e pedir uma indemnização que cubra todas as perdas resultantes do escândalo das ‘dívidas ocultas’.
Em causa estão as ‘dívidas ocultas’ do Estado moçambicano de cerca de 2 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) contraídas entre 2013 e 2014 em forma de crédito junto das filiais britânicas dos bancos de investimentos Credit Suisse e VTB em nome das empresas estatais moçambicanas Proindicus, Ematum e MAM.
O negócio acentuou a uma crise financeira pública e levou Moçambique a entrar em incumprimento no pagamento aos credores internacionais.
No caso de o Credit Suisse ser considerado culpado, o Presidente Nyusi, justifica o banco na argumentação de defesa atualizada, depositada no tribunal no início de julho, pode ser suscetível a pagar uma “indemnização ou contribuição”.
Na base da potencial responsabilidade está, nomeadamente, a referência a um pagamento de um milhão de dólares feito em 2014 pela Privinvest a uma empresa estabelecida nos Emirados Árabes Unidos com as referências ‘Nys’, ‘New man’, ‘Nuy’ ou ‘New guy’, que os advogados do banco sugerem que se trataria de Nyusi, na altura ministro da Defesa, devido à semelhança com o nome.
Outro indício é o depoimento do libanês Jean Boustani, negociador da empresa Privinvest, durante um julgamento nos Estados Unidos da América (EUA) ligado ao caso das ‘dívidas ocultas’, alegando que terá reservado seis milhões de dólares para financiar a campanha eleitoral do atual Presidente da República moçambicano. Boustani, acusado pela Procuradoria federal dos EUA de conspirações para cometer fraude de transferências, fraude de valores mobiliários e lavagem de dinheiro, foi considerado inocente.
O Credit Suisse atribui também um “papel substantivo do Presidente Nyusi na consideração e aprovação das transações Proindicus e Ematum” e que, tendo assumindo que pagamentos foram feitos a outros membros e funcionários do Governo, “seriam necessários pagamentos a ele para que as transações ocorressem”.
Os advogados do banco alegam que, se realmente for provado que o negócio foi ilícito, como invoca a queixa, “o Presidente Nyusi participou nela através (pelo menos) por alegada aceitação de suborno e violação dos deveres da lei moçambicana”, podendo ser “responsável como co-conspirador”.
Na semana passada soube-se que o antigo Presidente da República Armando Guebuza foi arrolado no processo como pessoa relevante para ajudar a esclarecer o caso.
Na lista de ‘Terceiros’ [Third Parties] encontram-se o filho mais velho, Armando Ndambi Guebuza, o antigo diretor dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE) Gregório Leão, o antigo diretor de Inteligência Económica do SISE António Carlos do Rosário, o antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang e a ex-diretora nacional do Tesouro de Moçambique Isaltina Lucas.
O tribunal pretende igualmente ouvir Teófilo Nhangumele e Bruno Langa, duas pessoas próximas de Armando Ndambi Guebuza.
À exceção de Armando Guebuza e de Isaltina Lucas, todas as personalidades que o Tribunal Superior de Justiça de Londres pretende ouvir estão detidos em Moçambique acusados de envolvimento no escândalo das ‘dívidas ocultas’.
Iskandar Safa, proprietário da Privinvest, passou também a estar referido no processo como assistente.
O julgamento no Tribunal Comercial do Tribunal Superior de Londres só está previsto começar em 2021.
Cerca de oitocentas famílias deslocadas devido aos ataques terroristas, em Cabo Delgado, recebem apoio alimentar.
Trata-se de famílias que estão acolhidas por parentes, nos bairros de Muahivire e Militar, na cidade de Nampula.
Quatrocentas e cinquenta famílias do bairro de Muhaivire receberam, este domingo, kits de ajuda alimentar do Conselho Islâmico e da Comunidade, em Nampula, constituídos de farinha de milho, açúcar, sabão, óleo alimentar, carne de ovelha e feijão manteiga.
O representante destas organizações, Mazur Mohamed, disse que por enquanto estão preparados mil kits para igual número de famílias deslocadas.
A cidade de Maputo apresenta o maior número de casos de infecção pelo novo coronavírus, no país, de acordo com dados preliminares do inquérito sero-epidemiológico, divulgados, esta segunda-feira 31, em Maputo.
Actualmente, a cidade de Maputo conta com um cumulativo de 1.340 casos notificados de infecção.
A cifra representa cerca 35 por cento do total de infecções no país, indica o inquérito, realizado com o objectivo de apurar o nível de exposição da população da capital à Covid-19 e travar a propagação da doença.
A delegada do Instituto Nacional de Saúde, na cidade de Maputo, Edna Viegas, disse, esta terça-feira no Café da Manhã da Rádio Moçambique, que no computo geral, todas as faixa etárias estão expostas ao novo coronavírus, sublinhando que os vendedores dos mercados e dos estabelecimentos comerciais apresentam taxas de sero-prevalência mais elevadas.
“ Todos os distritos municipais da cidade de Maputo estão afectados pela Covid-19 e todas as faixas etárias estão expostas ao novo coronavírus e que de uma forma global todos os grupos profissionais, incluídos neste inquérito, estão também afectados, “ disse
Esta segunda feira, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, disse que os resultados preliminares do inquérito vão possibilitar ao Centro Operativo de Emergência de Saúde Pública desenhar estratégias de combate à Covid-19 na cidade de Maputo.
“ A pronta realização deste inquérito traduz a importância de melhorar a percepção e a dimensão e as especificidades da epidemia da Covid-19 na cidade de Maputo para adequarmos a resposta a esta doença. Por isso, os principais objectivos associados a este inquérito foram identificar a área geográfica de maior transmissão do novo coronavírus, estender e entender o perfil de exposição dos diferentes grupos etários e identificar os grupos profissionais mais expostos ao novo coronavírus”, disse.
O país mobiliza mais de 764 milhões de dólares para a implementação de quatro unidades de gestão de programas, no âmbito da missão estratégica da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte, lançada esta segunda-feira 31, na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.
A iniciativa é lançada numa altura em que estão em vista investimentos que se aliam às condições agro-ecológicas que possibilitam o desenvolvimento da região.
No entanto, o estadista moçambicano reconheceu que Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte está perante desafios decorrentes de factores adversos.
“ O índice multidimensional de pobreza, segundo dados de 2015 é de 65% em Nampula, 67% em Niassa e 53 % em Cabo Delgado comparado com a média nacional que era de 43%. Os efeitos dos ciclone Kenneth em 2019 foram devastadores com enfoque nos sectores agrícola, pesqueiro e e turístico. Desde 2017 que temos estado a assistir a um fenómeno completamente estranho para o nosso país, que é caracterizado por violência gratuita, injustificada e maliciosa, perpetrada por indivíduos que até hoje não tiveram a coragem de mostrar o seu rosto “, disse.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, esclareceu que a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte foi criada a 18 de Março deste ano para fazer face as diversas adversidades que se registam naquela região.
O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus subiu para três mil novecentos e dezasseis, com o registo nas últimas 24 horas de mais noventa e cinco casos positivos, no país
Dos novos casos anunciados, resultantes de mil e seiscentos e noventa e uma amostras testadas, três mil e seiscentas e cinquenta e uma são de transmissão local e duzentos e sessenta e cinco importados.
Os dados foram apresentados esta segunda-feira em Maputo pela directora nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe.
“Dos 95 casos que hoje reportamos 51.6% são de sexo feminino e 48.54 % são do sexo masculino, sendo 49 e 46 respectivamente. Neste destacamos 3 casos que são crianças menores de 5 anos de idade e 3 casos são pessoas com idade superior a 65 anos. A faixa etária de 35 a 49 anos de idade registou maior número de casos, 27 correspondendo a 28.4 % dos casos hoje reportados” disse.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê continuação de frio intenso e chuvas fracas, com temperaturas máximas que poderão estar entre 16 a 22 graus Celcius, dia 01 de Setembro, nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.
Na província de Maputo, “o tempo frio a muito frio” far-se-á sentir nos distritos de Matutuine, Boane, Moamba, Namaacha, Marracuene, Manhiça, Magude e cidades de Maputo e Matola.
Segundo o INAM, na província de Gaza o frio intenso vai assolar “principalmente nos distritos de Chicualacuala, Massangena, Chigubo, Mabalane, Mapai, Massingir , Guijá, Chibuto, Chonguene, Limpopo, Mandlakazi, Belene e cidade de Xai-Xai”.
Em Inhambane serão fustigados os distritos de Zavala, Jangamo, Inharrime, Panda e Homoine, indica o INAM, em comunicado enviado ao “O País”.
A instituição alerta que a situação poderá criar desconforto, por isso recomenda que se adopte medidas de segurança face ao frio intenso que vai se registar.
O distrito urbano de KaLhamankulo, nos arredores da cidade de Maputo, é a zona mais exposta à COVID-19 com uma taxa de cerca de 5%, de acordo com o inquérito Sero-epidemiológico divulgado esta segunda feira 31, pelo Instituto Nacional de Saúde (INS).
Segundo esta pesquisa, de um modo geral, todos os distritos estão expostos, chamando, também, atenção aos distritos de KaMabukwana, Katembe e KaMaxakeni.
Segundo a delegada do INS, Edna Viegas, o distrito de Kanyaka apresenta menos taxa de positividade, com uma taxa de menos de um por cento, ou seja, 0.42%.
O inquérito revela ainda que os vendedores dos mercados continuam a ser o grupo mais exposto, depois do mesmo ter sido constatado nas cidades de Nampula e Pemba.
“De todos os grupos profissionais que foram incluídos neste inquérito estão afectados pela covid-19, tal como aconteceu nos outros inquéritos, nota-se maior expressão nos mercados com uma taxa de positividade de 5.22%, seguem os estabelecimentos comerciais e das forcas policiais”, explicou Edna Viegas.
A fonte ressaltou que de uma forma geral todos os mercados estão expostos, e o mercado do peixe, Xipamanine (Formal e Informal) e o mercado da praça dos combatentes são os mais expostos, também à COVID-19.
O Inquérito revela, também, que todas a faixas etárias são afectadas pela COVID-19, mas “o grupo dos 15 aos 45 anos de idade e dos 60 ou mais anos, são preocupantes, com taxa de positividade superior a 4%”, sublinhou a fonte.
Maputo é a terceira cidade do país a realizar o inquérito sero-epidemiológico, depois de Nampula e Pemba. Esta terça-feira, segue-se a cidade de Tete.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, reuniu-se, esta segunda-feira 31, com o Bispo de Pemba, Dom Luís Fernando Lisboa, para falar da situação humanitária das vítimas do terrorismo em Cabo Delgado.
O encontro decorreu a portas fechadas e teve lugar no Paço Episcopal, a residência oficial do Bispo.
No final da reunião, que durou cerca de uma hora, Filipe Nyusi falou à imprensa. Tendo explicado os temas abordados no encontro, defendeu a necessidade de reforço do diálogo, devido ao momento que o país atravessa, partilha de informações e troca de ideais sobre o terrorismo.
Entretanto, além do diálogo, Nyusi realçou a necessidade de prestação de apoio psicológico às vítimas da violência armada em Cabo Delgado.
O Bispo falou da necessidade de apoio psicológico às pessoas afectadas, porque são pessoas que viram o filho ou o marido a ser tirado a vida, cortado a cabeça, e precisam de algum conforto que pode ser feito da crença e a palavra do senhor.
O Bispo de Pemba, que tem sido acusado por algumas pessoas de financiar o grupo armado instalado em Cabo Delgado há cerca de três anos, é uma das figuras que tem tido uma grande intervenção quanto à situação humanitária das vítimas do terrorismo, mas, desta vez, foi um homem de poucas palavras. “Em nome da nossa diocese de Pemba, agradecer à sua Excia senhor Presidente que veio hoje aqui para nos fazer essa visita. Foi muita rica e muito frutuosa a nossa conversa. Então agradecemos essa visita e por ter atendido o nosso pedido. Muito obrigado”, disse Dom Luís Fernando Lisboa, na sua breve intervenção no final do encontro.
Esta reunião aconteceu pouco depois do Bispo de Pemba ter sido publicamente acusado por alguns sectores da sociedade de estar a financiar o grupo armado instalado em Cabo Delgado, devido à sua enérgica intervenção em relação à situação humanitária das vítimas do terrorismo.
Filipe Nyusi disse na segunda-feira (31) que os grupos armados que protagonizam ataques no norte do país são parte de uma “rede internacional do terrorismo”, referindo-se à situação de Cabo Delgado.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse esta segunda-feira que os grupos armados que protagonizam ataques no norte do país são parte de uma “rede internacional do terrorismo”, defendendo a unidade como força importante para o combate à violência.
Filipe Nyusi referiu-se à violência no norte do país, concretamente na província de Cabo Delgado, quando falava no lançamento da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), uma entidade estatal criada para promover o desenvolvimento da região norte do país.
“Hoje compreendemos de modo mais nítido e seguro que estamos perante uma rede internacional que está a mover uma agressão contra o nosso país, estamos perante o fenómeno do terrorismo”, declarou o chefe de Estado moçambicano. A rede, prosseguiu, explora a pobreza no seio dos jovens da província de Cabo Delgado para recrutar membros.
Filipe Nyusi avançou que a ação dos grupos provocou a morte a centenas de pessoas, obrigou a fuga das suas residências de cerca de250 mil pessoas e resultou na destruição de infraestruturas púbicas e bens privados. Nyusi reconheceu que os ataques em Cabo Delgado colocam um desafio sem precedentes na história do país e é diferente dos vários conflitos que o território nacional já enfrentou. “É uma nova experiência e uma nova realidade totalmente diferente das ameaças que já enfrentamos”, frisou o chefe de Estado moçambicano. Filipe Nyusi apelou à unidade e coesão do país visando combater os grupos armados em Cabo Delgado, assegurando um empenho “sem contemplações” contra a violência na região.
A província de Cabo Delgado é alvo de ataques por grupos armados desde outubro de 2017, que já causaram a morte de, pelo menos, 1.059 pessoas em quase três anos, além da destruição de várias infraestruturas. De acordo com as Nações Unidas, a violência armada levou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província. As Nações Unidas e várias entidades internacionais já classificaram os ataques como uma ameaça ‘jihadista’ e algumas das ações foram reivindicadas pelo Estado Islâmico.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-representante de vendas . Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Educação Visual. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Eng. Processamento de Alimentos. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Mecanização Agrícola. Saiba mais.
A Txeneca – Operador de Credito, Empresa com forte potencial no mercado pretende recrutar para os seu quadro de pessoal uma (1) Assistente Administrativa. Saiba mais.
A Txeneca – Operador de Credito, Empresa com forte potencial no mercado pretende recrutar para os seu quadro de pessoal Oficiais de Crédito. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Produtor de Rádio Novela. Saiba mais.
O Fórum Nacional de Produtores de Algodão (FONPA), organização não-governamental sem fins lucrativos de âmbito nacional pretende recrutar para seu quadro pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
O Fórum Nacional de Produtores de Algodão (FONPA), organização não-governamental sem fins lucrativos de âmbito nacional pretende recrutar para seu quadro pessoal quatro (4) Técnicos Agrários. Saiba mais.
O Centro Internacional para Saúde Reprodutiva-Moçambique (ICRH-M), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal (1) Coordenador Provincial. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2)Docentes N1 – Engenharia Agronómica. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Gestão de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Avaliação e Monitoria. Saiba mais.
A Embaixada da Suécia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Programa para Energias Renováveis, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Saiba mais.
O Sindicato dos Magistrados Judiciais da Guiné-Bissau (Asmagui) acusou o poder político guineense de “graves ofensas” à separação de poderes no caso que envolve a ordem de detenção dada por um juiz contra um ministro.
Em comunicado, a que a Lusa teve hoje acesso, assinado pela presidente Noémia Cá Gomes, a Asmagui cita o exemplo do caso que envolve o juiz Alberto Leão Carlos que ordenou a detenção do ministro dos Transportes e Telecomunicações, por este ter mandado soltar um navio que o magistrado havia mandado apreender.
Para a Asmagui, a ‘ordem de soltura’ do navio, dada pelo ministro, bem como o incumprimento pela polícia do despacho de detenção do governante, “entre muitos outros casos”, representam “atos de impunidade que se tem vindo a assistir”, na Guiné-Bissau.
“A direção da Asmagui alerta os órgãos de soberania, os partidos políticos e os cidadãos em geral, para os perigos constantes e reiterados de incumprimentos das decisões judiciais, pois, põem em causa a ordem democrática, a credibilidade das instituições do Estado e a tão almejada paz social”, lê-se ainda no comunicado.
A associação dos magistrados judiciais guineense entende que a independência e a autoridade dos juízes alcançados já na Guiné-Bissau não podem ser abolidas “com atos de desobediência das decisões judiciais e de usurpação de competências” consagrados na Constituição e demais leis do país.
O Governo considerou que a decisão do juiz visa descredibilizar a ação governativa e é ilegal.
Pelo menos 10 pessoas morreram, a maioria em funerais, em novos confrontos entre pastores e fazendeiros no sul do Chade, afetado por conflitos mortais entre as duas comunidades, indicou este domingo 30, a Procuradoria local.
Os pastores perderam uma vaca na quinta-feira na província de Logone Ocidental e conseguiram localizá-la na propriedade de um fazendeiro, explicou Brahim Ali Kolla, procurador do tribunal distrital de Moundou, a principal cidade da província do sudoeste, citado pela agência France-Presse.
Os pastores enviaram uma pessoa para reclamar o animal, mas os fazendeiros mataram-na depois de uma discussão, segundo o magistrado.
Durante o seu funeral, na quinta-feira, os fazendeiros atacaram os pastores presentes na cerimónia, um conflito que resultou em “pelo menos 10 mortos, incluindo o pastor” enviado para recuperar a vaca, afirmou o procurador, que regressou ao local no domingo.
Todas as vítimas são homens, membros de uma comunidade de pastores árabes, segundo Ali Kolla.
O magistrado acrescentou que 43 pessoas envolvidas nos atos violentos foram detidas, incluindo dois chefes de cantão e quatro chefes de aldeia.
Os combates entre as comunidades são frequentes no sul do Chade — onde muitos residentes andam armados –, que opõe os pastores árabes nómadas e os fazendeiros nativos sedentários, que acusam os primeiros de saquear os seus campos para os animais pastarem.
O sul do Chade, com clima e vegetação mais amena, atrai há muito tempo pastores de áreas desérticas do norte Sahel e é uma região de transumância.
Algumas comunidades nómadas árabes estabeleceram-se ali há muito tempo e opõem-se aos fazendeiros indígenas em disputas de terras.
As forças de segurança egípcias mataram 77 elementos “radicais” islâmicos em várias operações levadas a cabo desde 22 de julho na província do Sinai do Norte, informou hoje o porta-voz do Exército, Tamer al Refai.
Oporta-voz militar explicou, em comunicado, que a maioria dos “elementos radicais” islâmicos que se escondiam em “abrigos” na região, foram eliminados durante as ofensivas nesta província da conturbada península do Sinai.
Outras operações “específicas” resultaram na morte de dois elementos radicais “muito perigosos” que carregavam duas armas automáticas, cinco cartuchos e um cinto explosivo, e de outros dois indivíduos.
Um quinto elemento radical ficou ferido e está a receber tratamento no Hospital das Forças Armadas, onde está a ser interrogado.
“Foram destruídos 317 esconderijos, abrigos e depósitos de material explosivo no Sinai do Norte, que elementos terroristas usam como esconderijos e para armazenarem armas e munições”, afirmou Al Refai.
Durante os conflitos no nordeste do Egito e na fronteira oeste, morreram e ficaram feridos três oficiais e quatro soldados egípcios, segundo o porta-voz, que não ofereceu mais detalhes.
Na península do Sinai, a polícia e Exército enfrentam há anos insurgentes que se tornaram fortes nessa zona desértica e tradicionalmente marginalizada e subdesenvolvida.
Desde o golpe de julho de 2013 contra o Presidente islâmico Mohamed Mursi, os ataques aumentaram contra seguranças e membros do sistema judiciário e do Governo do Egito.
Em fevereiro de 2018, as autoridades lançaram uma operação em grande escala contra militantes islâmicos extremistas, com foco no norte do Sinai, filiados localmente no autoproclamado Estado Islâmico.
Desde então, cerca de 939 supostos militantes islâmicos extremistas foram mortos, assim como dezenas de membros das forças de segurança, de acordo com as estatísticas do Exército.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da China defendeu no domingo 30, os campos de detenção em Xinjiang e a nova lei de segurança nacional de Hong Kong, afastando as preocupações demonstradas pelos líderes europeus sobre os direitos humanos.
Wang Yi está a realizar um périplo pela Europa, na sua primeira deslocação oficial ao exterior, desde o início da pandemia do novo coronavírus, numa tentativa de revigorar o comércio e as relações, danificadas pela atual crise económica e de saúde pública.
Em Paris, Wang repetiu a alegação do Governo chinês de que todos os membros de minorias étnicas muçulmanas enviados para centros de reeducação na região de Xinjiang, no extremo oeste da China, foram libertados e colocados no mercado de trabalho.
Grupos de defesa dos direitos humanos e famílias continuam a relatar detenções contínuas de uigures e cazaques. As alegações são difíceis de verificar, já que o acesso da imprensa a Xinjiang, que foi convertido num Estado policial, é altamente controlado.
“Os direitos de todos os estagiários no programa de educação e treino, embora as suas mentes tivessem sido possuídas pelo terrorismo e extremismo, foram totalmente assegurados”, disse Wang Yi, em conferência de imprensa, no Instituto Francês de Relações Internacionais.
“Agora que estão formados, não há mais ninguém no centro de educação e treino. Todos encontraram empregos”, garantiu.
O Governo chinês deteve cerca de 1 milhão ou mais de membros de minorias étnicas de origem muçulmana em campos de internamento e prisões onde são submetidos a doutrinação e forçados a denunciar a sua religião e idioma. Antigos detidos denunciaram ainda abusos físicos.
A China há muito que suspeita que os uigures nutrem tendências separatistas por causa da sua cultura, língua e religião distintas dos Han, a etnia dominante na China.
Questionado sobre a lei de segurança de Hong Kong, Wang disse: “Certamente não poderíamos ficar parados e deixar o caos continuar, então promulgamos uma lei de manutenção da segurança nacional que se adequava especificamente à situação de Hong Kong”.
A lei é vista por muitos como a medida mais ousada de Pequim para quebrar as barreiras legais entre o território semiautónomo de Hong Kong e o sistema autoritário do Partido Comunista na China continental.
Wang chamou ambas as questões de assuntos internos chineses e advertiu que as potências estrangeiras não devem interferir.
Numa reunião na sexta-feira com Wang, o Presidente francês, Emmanuel Macron, expressou a “sua forte preocupação com a situação em Hong Kong e com os direitos humanos, especialmente dos uigures, e a necessidade de a China respeitar os seus compromissos internacionais”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, levantou preocupações semelhantes, assim como as autoridades em outros países da Europa que Wang visitou.
Além de França, o ministro chinês visitou Itália, Holanda e Noruega, num périplo pela Europa que encerra na terça-feira, na Alemanha.
A sua visita também incluiu discussões sobre o comércio, combate às alterações climáticas e outras questões em que a Europa depende da China devido à sua crescente influência global.
Já estão em curso as obras de implantação da primeira central eólica, no país.
O empreendimento está a ser erguido no distrito de Namaacha, província de Maputo, num investimento de cerca de duzentos e oitenta milhões de dólares norte-americanos.
Trata-se de um empreendimento com investimento privado cuja construção deverá obedecer duas fases.
o gestor do projecto da Central eólica de Namaacha, Pedro Coutinho, disse que na sua fase de operação, o empreendimento vai produzir cento e vinte megawatts de energia que poderá chegar aos consumidores através da Electricidade de Moçambique (EDM).
“A energia produzida é abastecida à EDM e por sua vez a EDM é que abastece finalmente aos consumidores. O projecto está desenhado com a intenção de ligar a subestação de Boane que seria o nosso ponto de entrega de energia directamente para a EDM. Acho que o principal é que a energia é renovável, portanto não estamos a emitir qualquer tipo de poluição, é uma energia limpa e inesgotável”, frisou.
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