Os EUA opuseram na segunda-feira 31, o seu veto a uma resolução sobre o destino dos milicianos estrangeiros, com o argumento de que o texto não exigia o seu repatriamento, o que ilustrou um fosso crescente com designadamente os europeus.
Redigido pela Indonésia, membro não permanente do Conselho de Segurança, o texto recolheu 14 votos a favor, com apenas os EUA a votarem contra.
A propósito da luta contra o terrorismo, que até agora era consensual entre os ocidentais e nas instâncias internacionais, a decisão dos EUA é inesperada e parece traduzir uma irritação recente dos EUA em relação aos europeus.
“O veto tornou-se muito barato”, deplorou um diplomata, sob anonimato, considerando “muito prejudicial” a posição de Washington sobre as relações transatlânticas.
Apesar de ser considerada como um reforço contra o terrorismo, a resolução indonésia “era pior do que resolução nenhuma”, afirmou a embaixadora dos EUA na ONU, Kelly Craft.
Sem referência ao “primeiro passo crucial” que é o “repatriamento para os seus países de origem ou de nacionalidade” dos combatentes estrangeiros, esta resolução “fracassa” no reforço da luta contra o terrorismo, insistiu, pelo que os EUA se recusam em consequência a participar em “uma farsa cínica e voluntariamente inconsciente”.
O projeto de resolução indonésio encorajava os membros da ONU a reinserir nas suas sociedades os ex-combatentes estrangeiros, dos quais vários milhares estão detidos na Síria e no Iraque, cumprida que fosse uma eventual pena de prisão, e a dar uma ajuda específica às suas esposas e crianças.
Este encorajamento à reinserção é explicado pelo objetivo de evitar regresso à atividade terrorista.
Washington, que durante as negociações foi apoiada por Moscovo na intenção de incluir o termo ‘repatriamento‘ no texto, defende desde há muito a necessidade de reenviar para os seus países de origem os combatentes estrangeiros detidos na Síria e no Iraque.
Os europeus e os países árabes são contra esta política, preferindo que estes milicianos sejam julgados e cumpram pena no país onde cometeram os seus crimes.















