O Programa Alimentar Mundial (PAM) alerta para o risco de ficar sem dinheiro para apoiar os deslocados do conflito armado em Cabo Delgado, norte de Moçambique, no seu mais recente relatório sobre o país.
“O PAM pretende ajudar, em novembro, 400.000 deslocados internos que fogem da violência de Cabo Delgado, o que custaria cerca de sete milhões de dólares (5,9 milhões de euros) por mês. Na ausência de financiamento suficiente, o abastecimento de alimentos será comprometido, levando à diminuição ou mesmo à suspensão da distribuição de alimentos aos necessitados”, refere o PAM.
A posição da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) é expressa no relatório de outubro sobre a situação de Moçambique, divulgado na sexta-feira e consultado hoje pela Lusa.
De acordo com os dados do documento, o PAM apoiou menos deslocados no norte de Moçambique de setembro para outubro, apesar de o número de famílias sem alimentação nem casa não ter parado de aumentar.
O PAM revela que deu apoio a cerca de 152.000 deslocados no último mês, quando em setembro tinha apoiado cerca de 234.000.
Segundo organizações de socorro e de acordo com o Governo moçambicano, o número de deslocados já estará na ordem dos 500.000.
O alerta de subfinanciamento já tem sido feito nos últimos meses.
Antonella D’Aprile, representante do PAM em Moçambique, referiu em setembro que as porções de alimentos podem vir a ser reduzidas a partir de dezembro, se não houver financiamento adicional.
Além da situação em Cabo Delgado, começou a época menos produtiva dos campos, até às colheitas de abril.
Até lá, toda a população moçambicana está mais vulnerável a riscos de insegurança alimentar.
Considerando a situação de todo o país, não apenas de Cabo Delgado, o PAM anunciou no documento que dispõe de 98,7 milhões de dólares para dar apoio à globalidade da população nos próximos seis meses, cerca de 35% dos fundos que considera necessários.
A pandemia não ajuda: “A covid-19 está a agravar o frágil contexto humanitário em Moçambique”, acrescenta.
A Lusa tentou obter esclarecimentos do PAM acerca do mais recente relatório, mas ainda não obteve uma resposta.
A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 500 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
A província onde avança o maior investimento privado de África, para exploração de gás natural, está desde há três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
A China lançou hoje com êxito a sonda espacial Chang’e-5, para recolher material da superfície lunar e regressar depois à Terra, na primeira missão deste género desde os anos 1970.
O lançamento da sonda realizou-se às 04:30 (20:30 de segunda-feira em Lisboa), a bordo do foguete Longa Marcha-5, a partir do centro de lançamento de Wenchang, na província de Hainão (sul).
“A sonda entrou com precisão na órbita previamente estabelecida. A missão foi concluída com êxito”, afirmou o diretor do centro de lançamento e responsável pela missão, Zhang Xueyu, citado pela televisão estatal chinesa CCTV.
De acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, esta é uma das “missões espaciais mais complexas e desafiadoras” que a China já realizou.
“A missão vai ajudar a promover o desenvolvimento científico e tecnológico da China e estabelecer uma base importante para futuros pousos tripulados na Lua”, disse o vice-diretor do Centro de Exploração Lunar da Administração Espacial da China, Pei Zhaoyu, citado pela Xinhua.
A Chang’e-5 deverá colocar vários módulos na superfície lunar para recolher cerca de dois quilogramas de amostras.
A nave vai levar dois dias a chegar à superfície e a missão vai durar cerca de 23 dias, indicou Pei. As amostras vão chegar à Terra em meados de dezembro.
A missão vai tornar a China no terceiro país capaz de recolher amostras de material lunar, depois de os Estados Unidos e da antiga União Soviética o terem feito, nos anos 1970.
Segundo a CCTV, a missão visa “contribuir para os estudos científicos sobre a formação e a evolução da Lua”.
A missão, batizada em homenagem à deusa chinesa da Lua Chang’e, está entre as mais ousadas da China desde que o país colocou um homem no espaço, pela primeira vez, em 2003, tornando-se a terceira nação a fazê-lo, depois dos EUA e da Rússia.
O aumento do número de líderes comunitários legitimados pela população, no distrito de Mecanhelas, província do Niassa, está a gerar conflitos, opondo as figuras reconhecidas pelas autoridades governamentais, que se mostram apreensivas pelo fenómeno que pode afectar o processo normal de governação.
A nossa reportagem apurou recentemente, em Mecanhelas, que em três anos, a população local legitimou cerca de 150 líderes comunitários que se juntaram aos seiscentos reconhecidos pelas autoridades governamentais, depois da legitimação pelas comunidades.
“Quando o número da população de uma determinada região cresce, uma parte da mesma que se sente excluída procura uma figura e a legitima para passar a dirigir os seus destinos, o que aumenta o número de autoridades comunitárias no distrito”, avançou Calisto Mussa, administrador de Mecanhelas.
Calisto Mussa disse ainda que os novos líderes comunitários legitimados pela população exigem do Governo o pagamento de subsídios, mas esclareceu que a lei não prevê esse procedimento, reservando este benefício somente aos líderes que tenham sido legitimados pelas comunidades e reconhecidos pelas autoridades.
Destacou que o distrito regista uma das mais altas taxas de natalidade ao nível da província do Niassa, o que justifica o rápido crescimento da população, o que origina tais tendências de surgimento de novas unidades residenciais.
A taxa de letalidade por covid-19 em Moçambique é a mais baixa da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, indica um relatório da análise da situação epidemiológica divulgada na segunda-feira (23), pelo Ministério da Saúde.
Segundo o documento, Moçambique tem uma taxa de letalidade de 1%, a mais baixa numa lista liderada pela Tanzânia, com uma taxa de letalidade de 10%, seguindo-se a África do Sul, Zimbabué, Zâmbia e Angola, todos com uma taxa de letalidade de 3%.
A análise indica ainda que Moçambique tem o mais baixo número de óbitos por milhão de habitantes, com 4,91, num grupo liderado pela África do Sul, com 386.
No que diz respeito aos casos de covid-19 por milhão, o país está no terceiro lugar, com 598,24, numa lista também liderada pela África do Sul, com 14.173.
Em Moçambique, os pacientes com mais de 60 anos são os que possuem a taxa de letalidade mais alta, com 7,4%, seguidos dos doentes entre 50 e 59 anos, com uma taxa de letalidade de 2,3%.
Os gráficos continuam a apontar uma relativa estabilização no mês de novembro, com os números de hospitalizações a passarem de 4.141 em outubro para 2.240 em novembro.
Moçambique tem um total acumulado de 15.109 casos de covid-19, com 87% de recuperados e 126 mortes.
Apesar dos números animadores, para a Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda não é altura para relaxar na prevenção.
“Se nós olharmos para os números de Moçambique e compararmos com a região africana da OMS, vemos que os indicadores relativamente à resposta a esta pandemia têm sido bastantes bons”, disse em entrevista à Lusa, na passada semana, o representante interino da OMS no país, Tomás Valdez, permitindo “aplaudir” a prestação.
Ainda assim, a ideia é “não relaxar”, alertou.
“Não relaxar porque esta pandemia ainda não está terminada” e além da responsabilidade institucional, “há outras de nível comunitário, do indivíduo e da família”.
Desde o anúncio do primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus, Moçambique testou 223.235 pessoas suspeitas.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.388.590 mortos resultantes de mais de 58,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Cardoso foi morto a tiro no dia 22 de novembro de 2000, numa altura em que investigava o desvio de 14 milhões de dólares do antigo Banco Comercial de Moçambique.
Os seis autores materiais do crime foram julgados e condenados em 2003 a penas compreendidas entre 23 e 28 anos de prisão, num contexto de forte pressão internacional.
Vinte anos depois,o jornalista Fernando Lima diz que não parece que a imprensa moçambicana esteja amordaçada porque “há um suporte legal que dá garantias de que não existe mordaça sobre a comunicação social”, mas há limitações e intimidações no exercício da actividade jornalística.
Ele notou que jornalistas vários têm pago com um preço muito elevado no exercício da sua profissão porque “temos neste momento jornalistas desaparecidos, temos jornalistas que foram ameaçados, torturados e colocados na cadeia sem culpa formada, o que significa que não é fácil a profissão do jornalista em Moçambique”.
O também presidente do Conselho de Administração do grupo privado de comunicação social Mediacoop, proprietário do jornal Savana, acrescenta, entretanto, que “tal como o Cardoso, há muitos profissionais, sobretudo jovens, que mostram brio e coragem, o que significa que há muita irreverência no novo jornalismo moçambicano. Não há, eventualmente, a mesma pureza da escrita do Cardoso, porque eraúnica, mas existe bom jornalismo em Moçambique”.
Contudo, o irmão de Carlos Cardoso, Nuno Cardoso, diz que nestes 20 anos, “ao constatarmos como é que está o estado geral do país, nós verificamos que o seu exemplo não foi duplicado”.
Para Fernando Mbanze, não foi duplicado porque “nós assistimos a situações em que jornalistas são raptados até pelas Forças de Defesa e Segurança, porque temos situações em que instalações de órgãos de comunicação social são incendiadas e em que, de forma recorrente, alguns colegas são intimados a apresentarem-se nas procuradorias e nos serviços de investigação criminal. Isto significa que a classe jornalística não se sente livre no exercício da sua profissão”.
Para Ernesto Nhanala, do MISA Moçambique, os jornalistas devem inspirar-se no legado de Cardoso para ultrapassar os obstáculos que têm pela frente.
Moçambique e Tanzânia vão lançar operações conjuntas para combater uma insurgência islâmica, sob um acordo que também fará com que cerca de 500 supostos insurgentes sejam extraditados, escreve a Reuters, citando o matutino estatal Notícias de Maputo.
Os dois vizinhos haviam, nas últimas semanas, dado sinais de esforços de cooperação na luta contra os insurgentes que aterrorizam milhares de pessoas em Cabo Delgado.
Pelo menos duas mil pessoas já morreram na sequência desta insurgência, que iniciou em 2017, naquela província nortenha de Moçambique, separada da Tanzânia pelo rio Rovuma. A região tem uma das maiores reservas mundiais de gás natural, estimadas, em pelo menos, 60 bilhões de dólares.
No âmbito do referido acordo, além de operações conjuntas em Moçambique, consta que haverá partilha de informação e que a Tanzânia vai deportar para Moçambique 516 suspeitos insurgentes que tem sob custódia.
O grupo que lidera a insurgência é conhecido por Ahlu Sunnah Wa-Jama e declarou lealdade ao Estado Islâmico. Localmente é também designado Al Shabab, sem no entanto uma ligação reivindicada pelo grupo terrorista homônimo que opera noutras partes de África.
A empresa de telecomunicações Unitel iniciou um processo judicial em Londres contra a Unitel International Holdings (UIH), para recuperar uma dívida de mais de 350 milhões de euros.
A empresa de telecomunicações Unitel iniciou um processo judicial em Londres contra a Unitel International Holdings (UIH), detida pela empresária angolana Isabel dos Santos, para recuperar uma dívida de mais de 350 milhões de euros.
A queixa datada de 26 de outubro, consultada pela agência Lusa, reivindica o reembolso de sete empréstimos atribuídos entre maio de 2012 e agosto de 2013 da Unitel à UIH que, salienta, “apesar do seu nome, não tem ligação empresarial nem afiliação à Unitel”.
A Unitel alega que a UIH deve 325.305.539 euros e 43.937.301 dólares (cerca de 37 milhões de euros), acrescido de juros de mora.
Segundo o documento apresentado na Divisão de Comércio do Tribunal Superior de Londres [High Court], os empréstimos destinaram-se a financiar a compra de ações na operadora de telecomunicações portuguesa Zon, a aquisição da T+ Telecomunicações em Cabo Verde e o investimento na Unitel em São Tomé e Príncipe.
O último dos empréstimos serviu para a UIH completar operações no âmbito da fusão da Zon com a Optimus, da Sonaecom, após a qual a UIH passou a deter 32,65% das ações da ZOPT, holding que, por sua vez, passou a controlar 52,15% da Zon.
Em agosto, a Sonaecom anunciou ter chegado a acordo com a empresária angolana Isabel do Santos para dissolver a ZOPT, na sequência do arresto da participação da filha do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos pela justiça portuguesa, desencadeado pelo caso “Luanda Leaks”.
O Tribunal Judicial da Província de Sofala legalizou, na segunda-feira (23), a prisão dos três funcionários públicos acusados de falsificação de documentos e abuso de cargo na cidade da Beira. Os visados são implicados num caso de tentativa de inviabilização de importação de madeira por uma empresa chinesa supostamente para tirar vantagens pessoais.
Os funcionários em alusão são dois chefes regionais de investigação e inteligência na Autoridade Tributária de Moçambique e um chefe provincial da fiscalização afecto ao Ministério da Terra e Ambiente.
Eles foram detidos na tarde da passada sexta-feira e conduzidos à Cadeia Central da Beira, na sequência de uma queixa às autoridades, submetida pela empresa chinesa Liang Xing, ligada à exportação de madeira.
De acordo com Joaquim Tomo, porta-voz da Procuradoria Provincial de Sofala, nesta segunda-feira houve o primeiro interrogatório, durante o qual afastou-se a acusação de crime de corrupção passiva.
Segundo Joaquim Tomo, a procuradoria não estava em altura de explicar com que finalidade os três funcionários falsificaram documentos e condicionaram a importação de 31 contentores de madeira da referida empresa chinesa. A fonte remeteu explicações aos acusados.
O certo, porém, é que “quando alguém falsifica documentos tem alguma intenção. No caso deles [os três funcionários públicos], tudo indica que pretendiam tirar vantagens financeiras”, deduziu o porta-voz da Procuradoria Provincial de Sofala.
O interlocutor esclareceu ainda que o processo no qual os visados são implicados é de querela. Depois do interrogatório, seguir-se-á a instrução preparatória que levará 40 dias.
Carrasco marcou o único golo do jogo, depois de uma enorme asneira de Ter Stegen, e o Atl. Madrid atirou o Barcelona para o 10.º lugar da liga (1-0). Mas foi a lesão grave de Piqué a marcar o jogo.
10 jogos, sete golos. Estamos em novembro e João Félix já marcou apenas menos dois do total que marcou em toda a época passada. O avançado português beneficiou da chegada de Luis Suárez, que o deixou com maior mobilidade e com a certeza de que não é o primeiro a ser substituído, beneficiou da experiência de um ano na liga espanhola e beneficiou das críticas que teve de ouvir ao longo da temporada anterior. Beneficiou e cresceu. E é esse crescimento que é cada vez mais visível em campo.
Nos últimos dias, depois de ter estado ao serviço de Fernando Santos na Seleção Nacional e de ter sido utilizado nos três jogos que Portugal realizou, tendo marcado um golo a Andorra a outro à Croácia, João Félix fez a antevisão ao encontro com o Barcelona no Wanda Metropolitano e garantiu que a equipa ia chegar “motivada”. “Vamos chegar bem ao jogo, muito motivados. Estamos a fazer as coisas bem e a conseguir bons resultados. Todos conhecemos o Barcelona, gosta de ter a posse de bola, de estar muito tempo com a bola. Isso vai obrigar-nos a correr um pouco mais do que o normal, mas vamos fazer o nosso jogo, impor a nossa maneira de jogar para fazermos um grande jogo. São os jogos que todos os futebolistas querem disputar, estes jogos grandes, frente a boas equipas e grandes jogadores. Estamos preparados para desfrutar ao máximo”, disse o jogador de 21 anos, muito elogiado pela imprensa espanhola nestas jornadas iniciais da liga espanhola.
Jake Sullivan deverá ser nomeado conselheiro de segurança nacional e Linda Thomas-Greenfield embaixadora nas Nações Unidas – além de Blinken a chefiar a diplomacia dos Estados Unidos da América.
O anúncio será feito na terça-feira: Antony Blinken é a escolha de Joe Biden para o cargo de secretário de Estado, adiantam os jornais norte-americanos incluindo o The New York Times. A escolha do presidente-eleito, que ainda terá de ser validada pelo Senado norte-americano, irá recair sobre um dos seus assessores mais antigos e mais próximos de Biden, que assim irá passar a chefiar a diplomacia dos Estados Unidos da América.
A informação foi avançada inicialmente pela Bloomberg, que acrescenta ainda a nota de que Jake Sullivan (ex-assessor de Hillary Clinton) deverá ser nomeado conselheiro de segurança nacional e ainda Linda Thomas-Greenfield embaixadora nas Nações Unidas (que foi Secretária de Estado Adjunta para os Assuntos Africanos na administração de Obama).
Ainda que Donald Trump ainda não tenha reconhecido a derrota nas eleições, Joe Biden começa a reunir os nomes que farão parte da futura administração dos Estados Unidos da América. Joe Biden já anunciou a nomeação do seu conselheiro Ron Klain, muito crítico da gestão da pandemia por Donald Trump, como chefe de gabinete na Casa Branca.
Viagem não foi confirmada oficialmente. Rádio estatal israelita diz que visita ocorreu domingo e que Netanyahu se encontrou com príncipe saudita e com Mike Pompeo.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, visitou este domingo a Arábia Saudita, numa viagem que está ser descrita como secreta e que não foi ainda confirmada por nenhuma das partes. De acordo com a agência de notícias Reuters, a notícia foi avançada pela rádio pública de Israel (Kan), que deu ainda conta de que Netanyahu se encontrou com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman e com o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo.
A confirmar-se a visita, trata-se de uma mudança significativa das relações historicamente hostis entre os dois Estados, que acontece numa altura em que se assiste a alguns avanços diplomáticos entre Israel e os países árabes vizinhos, ao mesmo tempo que aumentam as tensões com o Irão, inimigo comum a Isarel e à Arábia Saudita.
De acordo com a publicação israelita Ynet, citada pelo Washington Post, Netanyahu terá passado cerca de quatro horas de domingo na cidade costeira saudita de Neom, onde se encontrou com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman e onde terá também estado com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Netanyahu terá viajado acompanhado de Yossi Cohen, chefe da agência de espionagem de Israel, Mossad.
A Arábia Saudita tem recusado normalizar as relações com Isarel, alegando sempre que as exigências de um Estado palestiniano deviam ser tratadas primeiro. Mas, segundo nota a Reuters, um primeiro passo já foi dado quando os sauditas permitiram que aviões israelitas sobrevoassem o seu espaço aéreo para acederem a novos destinos do Golfo e para chegarem à Ásia.
A MOÇAMBICANA Nélia Mazula ganhou prémios de reconhecimento de patentes da Sociedade de Mulheres Engenheiras (SWE, do ingles Society of Women Engineers), nos Estados Unidos de América (EUA).
Mazula, que vive em River Oaks, é uma inovadora, engenheira e estrategista de transformação digital baseada em Houston, Texas, Estados Unidos da América.
Este ano, a Sociedade de Mulheres Engenheiras, fundada em 1950 e considerada a maior defensora mundial e catalisadora da mudança para as mulheres em engenharia e tecnologia, anunciou que Mazula receberia cinco prémios de reconhecimento por suas patentes de software focadas em “realidade aumentada, visualização de grandes dados e inteligência artificial”.
No início, Nélia Mazula não estava ciente do significado das suas patentes. Mas agora pendura-asna parede, orgulhosa de suas realizações como mulher afro-americana no campo de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, (STEMdos ingles Science, Technology, Engeneering and Math).
“Estou honradaem representar Houston e receber este prémio”, disse Mazula. “Espero servir como um exemplo de comoa mulher afro-americana está a contribuirpositivamente para a transformação digital numa indústria estabelecida como a de petróleo e gás”, afirmou.
O Prémio de Reconhecimento de Patentes (Patent Recognition Awards) premeia os membros daSWE que receberam uma patente nos 10 anos anteriores. Mazula possui cinco patentes: Actualização em realidade aumentada de modelos CAD 3D; Reengenharia de varredura a laser de modelos CAD 3D; Mapeamento gráfico baseado em densidade; Pesquisa baseada em frequência incorporada e processamento de dados gráficos 3D; e Re-imagem de pesquisa 3D para 2D.
As patentes de Mazula ajudaram essencialmente a digitalizar a engenharia na indústria de petróleo e gás, explicou ela. “Se for ao Google Maps agora poderá ver uma cidade em 3D”, disse Mazula. “O que o petróleo e gás vêm tentando descobrir há muito tempo é, como fazemos isso com uma planta? Ou com um equipamento? É aí que entram as minhas patentes”.
As patentes de Mazula podem economizar dinheiro para as empresas de petróleo e gás, pois podem essencialmente permitir que os engenheiros visualizem as plataformas virtualmente, sem nunca ter que ir ao local. As patentes tornam-se ainda mais críticas devido à pandemia da Covid-19, pois trabalhar remotamente se torna o novo normal.
Mazula nasceu em Moçambique mas mudou-se para os EUA quando era jovem. Ela entrou no campo de STEM no ensino médio,quando um dosseus professores a recomendou para um acampamento numa universidade local, o que a levou a se formar em engenharia na faculdade.
Depois da faculdade, Mazula voltou para Moçambique e aderiu a um projecto de gás natural, sem saber nada sobre o sector. O projecto acabou apontando a sua carreira para a indústria de petróleo e gás depois dela ter se apercebido do bem que o projecto fez para o país.
“Basicamente, ele construiu a infra-estrutura. Colocamos todo (o sistema) de esgoto, toda a tubulação, reforçamos as estradas para que os camiões entrem e saiam”, disse Mazula. “Nunca pensei que algo que fiz pudesse ter tanto impacto e isso apenas me deu muito respeito pela indústria e pelo que ela faz em termos de transformação”.
O presidente da CAF e vice-presidente da FIFA, Ahmad Ahmad, foi banido pela FIFA, por cinco anos, devido à corrupção. Assim, o malgaxe perde a oportunidade de se candidatar à sua reeleição ao órgão reitor do futebol africano.
A acção do Comité de Ética da Federação Internacional de Futebol acontece numa altura em que Ahmad Ahmad estava em campanha para a sua reeleição por mais quatro anos na liderança do órgão.
No seu comunicado, a FIFA diz que Ahmad “violou seu dever de lealdade, ofereceu presentes e outros benefícios, administrou mal os fundos e abusou de sua posição como presidente da CAF”.
Ahmad foi também multado em 220.000 dólares pela FIFA pelos delitos relacionados à “organização e financiamento de uma peregrinação de Umrah a Meca” e pelo seu envolvimento em negociatas entre CAF e uma empresa de equipamentos desportivos.
Ahmad assumiu a presidência da Confederação Africana de Futebol em Março de 2017, e acaba banido de todas as actividades relacionadas ao futebol por cinco anos.
O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy começa a ser julgado por corrupção e tráfico de influência a partir da segunda-feira (23), por alegadamente ter tentado obter, em troca de favores, relatórios confidenciais de um magistrado num caso envolvendo escutas telefónicas ilegais.
Nicolas Sarkozy refuta as acusações e afirma não ter pedido nenhum favor às autoridades monegascas para Gilbert Azibert, escreve a Euronews.
Segundo a TSF Rádio Notícias, o antigo chefe de Estado incorre a uma pena de até 10 anos de prisão e uma multa de um milhão de euros, se for condenado por corrupção ativa, à imagem dos outros dois arguidos: o advogado Thierry Herzog e o juiz reformado Gilbert Azibert, também acusados do crime de violação do segredo profissional.
O julgamento deverá durar três semanas, mas poderá ficar comprometida devido à ausência de um dos réus. Gilbert Azibert, não está em condições de comparecer no Tribunal Criminal de Paris, devido ao risco associado à COVID-19 e a audiência será suspensa durante a realização de uma investigação médica, segundo a nota da Euronews.
O caso tem origem noutro processo judicial que ameaça Nicolas Sarkozy: suspeitas de financiamento líbio para a sua campanha presidencial de 2007.
Neste contexto, os juízes decidiram em Setembro de 2013 colocar o antigo presidente sob escuta e descobriram no início de 2014 que ele estava a utilizar uma linha secreta sob o pseudónimo “Paul Bismuth” para comunicar com o seu advogado Thierry Herzog. Juntos, conversaram sobre a decisão que o Tribunal de Cassação estava prestes a tomar sobre a apreensão das agendas presidenciais, uma decisão esta relativa a outro caso, mas que estipularia se essas agendas podiam ser usadas noutras investigações envolvendo Nicolas Sarkozy.
As escutas telefónicas levaram os juízes a suspeitar que o ex-presidente e o seu advogado tentaram influenciar o juíz Gilbert Azibert, em troca de um cargo no Conselho de Estado no Mónaco.
O ex-presidente, agora retirado da política, enfrenta justiça noutros casos. Vai ser julgado por despesas ilegais feitas durante as eleições presidenciais de 2012, para além de ter sido indiciado num caso sobre o possível financiamento líbio.
A RHDC Consultoria & Serviços Lda – RHDC, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais Distritais de Mobilização Comunitária. Saiba mais.
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC/FICV) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Água, Saneamento e Higiene. Saiba mais.
Vagas de emprego ainda abertas
A Reencontro – Associação Moçambicana para o Apoio e desenvolvimento da Criança órfã, com sede em Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor Júnior de TIC. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes Estagiários de Engenharia de Construção Civil. Saiba mais. Saiba mais.
A Universidade Pedagógica (UP) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Estagiário de Economia Monetária e Seguros. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para seu cliente, um Operador de Empilhadeira. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar dez (10) Operadores de Dados. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Coordenação da Resposta Humanitária. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Docentes N3 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N4 (Matola). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Biologia. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – História. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia da Matola pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Português. Saiba mais.
A Belutécnica S.A., empresa especializada em Manutenção Industrial e Engenharia Mecânica, com escritórios em Maputo, Boane e Nampula, pretende contratar um (1) Assistente de Gestão de EP. Saiba mais.
Os líderes do G20, reunidos numa cimeira virtual organizada pela Arábia Saudita, declararam ontem o seu apoio incondicional à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio2020.
“Como um símbolo da resiliência da humanidade e unidade global na superação da covid-19, elogiamos a determinação do Japão em sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio 2020 no próximo ano”, referiram os chefes de Estado e de Governo das 20 nações mais ricas do mundo na declaração final.
Na mesma, foi assumida ainda a “ansiedade” para que cheguem igualmente a bom porto os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022.
O presidente do Comité Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach, foi um dos convidados do evento e recordou que o desporto “pode salvar vidas”.
“Durante esta crise do coronavírus, todos vimos como o desporto é importante para a saúde física e mental”, vincou, salientando o trabalho de cooperação com as Nações Unidas e Organização Mundial da Saúde (OMS) para ajudar na crise e “contribuir para uma campanha mundial de vacinação”.
Do mesmo modo, o dirigente realçou a importância de haver “maior solidariedade” na era pós-covid, assegurando que em Tóquio2020 vão competir 206 comités olímpicos no que será uma “forte mensagem de solidariedade, resiliência e unidade da humanidade em toda a nossa diversidade”.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, prometeu trabalhar para que os Jogos sejam “um símbolo de esperança no mundo”.
Finalmente, o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, destacou a “determinação” de Tóquio em receber o evento que, garante, será “seguro” e “um símbolo de que a humanidade superou o vírus”.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.381.915 mortos resultantes de mais de 58,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Duas pessoas morreram num esfaqueamento numa igreja na cidade de San José, na Califórnia e várias outras pessoas estão “gravemente feridas”, disseram as autoridades locais norte-americanas.
Apolícia anunciou que o suspeito foi já detido.
Na altura, não estavam a decorrer serviços religiosos na altura do esfaqueamento, mas pessoas sem abrigo tinham sido levadas para a igreja por causa do frio que se regista na cidade, adiantou a polícia.
“Os nossos corações vão para as famílias dos dois membros da comunidade que sucumbiram ao esfaqueamento no ataque à igreja Grace Baptist, no centro da cidade”, escreveu presidente da cidade, Sam Liccardo, na rede social Twitter.
Os países africanos devem “tentar contrapor a tendência egoísta dos países desenvolvidos” e encontrar soluções alternativas para adquirir vacinas contra a covid-19, defende a ativista social e política moçambicana Graça Machel.
“Sabemos que os países mais desenvolvidos estão agora a trabalhar furiosamente para adquirirem a maior parte das doses das vacinas que estão a ser provadas que são eficazes e estão a pensar nos seus países pura e simples. Os africanos estão também a organizar-se”, afirmou Graça Machel, em entrevista à agência Lusa.
A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, organização não-governamental moçambicana, referiu a iniciativa do atual presidente da União Africana, Cyril Ramaphosa, de constituir uma equipa de 10 chefes de Estado como grupo coordenador da resposta de África ao impacto da pandemia, incluindo o acesso às vacinas.
Este grupo criado pelo também Presidente sul-africano está a ser aconselhado por uma equipa técnica que se coordena diariamente e elabora pareceres, e que está a coordenar e ver a possibilidade de se fazer a produção de vacinas em países como a Índia.
“Em vez de depender dos países do norte para produzir as mesmas vacinas, pode-se produzir num país em desenvolvimento para responder aos países em desenvolvimento. Vamos tentar contrapor a tendência egoísta dos países desenvolvidos para produzir respostas igualmente eficazes para o continente africano e continente asiático”, explicou Graça Machel.
A ativista social falava a propósito do relatório do Índice Ibrahim de Governação Africano (IIAG) 2020, publicado na semana passada, que antecipa um agravamento de problemas em termos de “Participação, direitos e inclusão” e um impacto ao nível da evolução económica até agora positiva.
“Nós já temos evidência que a pandemia agravou as desigualdades sociais e como medir isso é aquilo que ainda vai ter de ser feito uma vez que a pandemia ainda não foi completamente debelada”, adiantou a antiga ministra da Educação moçambicana.
Dados preliminares de fontes como o Afrobarómetro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e outras organizações internacionais como a Plan International indicam que os confinamentos resultaram na exclusão de milhões de crianças africanas das aulas devido à falta de acesso a computadores ou à Internet.
Outra consequência foi o aumento exponencial de gravidezes indesejadas ou precoces de mulheres que perderam o acesso a programas de planeamento familiar e métodos de prevenção, bem como de adolescentes vítimas de abuso sexual ou casamento forçado.
“Mulheres e adolescentes carregam um dos pesos maiores das implicações desta pandemia”, lamentou Graça Machel.
O governo etíope reconquistou a cidade de Adigrat em sua ofensiva militar para tomar a capital de Tigray, Mekele, com o objectivo de derrubar a Frente de Libertação de Tigray (TPLF).
Adigrat, uma das cidades mais importantes da região norte e localizada a cerca de 120 quilômetros de Mekele, foi assumida este sábado após a conquista de Aksum e Adwa na sexta-feira, segundo revela a Dw.
“Nossas forças libertaram hoje a cidade de Adrigat da milícia TPLF, depois de ter assumido o controle das áreas vizinhas ontem à noite”, declarou o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed.
A Dw refere que na sexta-feira, o porta-voz da milícia, Getachew Reda, ex-ministro de Comunicação da Etiópia, afirmou no Facebook que as forças Tigrinya tinham derrotado as tropas federais nos campos de batalha de Raya e Zalambasa.
Tigray, que faz fronteira com a Eritréia e o Sudão, permanece isolado e com as telecomunicações cortadas desde o início dos conflitos a 04 de Novembro corrente. A medida, imposta pelo governo central, foi uma retaliação a um ataque das forças TPLF a uma base do exército etíope na região, dificultando a verificação de informações no local.
Centenas de manifestantes invadiram o Congresso da Guatemala e queimaram parte do edifício em protesto contra o presidente Alejandro Giammattei e seu governo, por aprovarem um orçamento com cortes nas despesas com educação e saúde.
Os manifestantes, citados pelo Notícias ao Minuto referem que o orçamento para o próximo ano foi negociado e aprovado “em segredo”, enquanto o país enfrentava as consequências de furacões e o impacto da pandemia do novo Coronavírus.
O presidente guatemalteco veio repudiar os incidentes deste sábado, adiantando na sua conta no Twitter que “qualquer pessoa que se prove ter participado nos actos criminosos será punida com toda a força da lei” e que, apesar de defender o direito ao protesto, o país “não pode permitir que as pessoas vandalizem a propriedade pública ou privada”.
Num outro desenvolvimento, Alejandro Giammattei referiu já ter-se reunido com diversos grupos para apresentar alterações ao polémico orçamento para 2021.
Por sua vez, o vice-presidente Guillermo Castillo ponderou se demitir e desafiou o presidente a seguir o mesmo caminho “pelo bem do país”, além de sugerir o veto à proposta orçamental, segundo o Notícias ao Minuto.
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