Centenas de meninos desapareceram no estado de Katsina, no noroeste da Nigéria, depois que homens armados invadiram sua escola.
Relatório da polícia indica que os homens armados com fuzis AK-47 invadiram a escola secundária de Ciências do Governo no distrito de Kankara por volta das 21h40, horário local.
O ataque ocorreu no estado natal do presidente Muhammadu Buhari, e a polícia e os militares ainda estavam trabalhando para determinar quantos foram sequestrados e desaparecidos.
O governo disse que os militares localizaram as armas e estão sendo perseguidos.
Em 2018, o grupo armado Boko Haram sequestrou mais de 100 meninas na cidade de Dapchi, no nordeste da Nigéria. E há seis anos, em 2014, o mesmo grupo sequestrou mais de 270 meninas na cidade de Chibok.
A Polícia de Las Vegas, nos Estados Unidos, deteve um homem que subiu para asa de um avião da Alaska Airlines, que se encontrava prestes a descolar. A situação insólita ocorreu no aeroporto de McCarran do sábado (12).
O momento foi filmado por uma passageiro e divulgado nas redes sociais. Nas imagens é possível ver o homem já na asa da aeronave, a descalçar-se e, por fim, a cair, após tentar subir para a parte mais elevada da estrutura.
De imediato, o homem foi detido. Num comunicado, que a KTNV cita, a companhia relata o sucedido, explicando que momentos antes de descolar, o piloto se apercebeu de um indivíduo na pista a aproximar-se da aeronave.
Os pilotos informaram a torre de controlo para que detivessem o homem, o que só acabou por acontecer depois de este cair do avião, deixando os passageiros perplexos.
O suspeito encontra-se detido, tendo sido aberto um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Sistemas de correio eletrónico dos departamentos do Comércio e do Tesouro dos Estados Unidos foram alvo de intrusões de piratas informáticos, sendo ainda desconhecida a extensão dos danos deste ataque.
Os departamentos do Comércio e do Tesouro do Governo dos Estados Unidos da América foram alvo de intrusões informáticas, admitiu este domingo um responsável do National Security Council, organismo que funciona na dependência da Casa Branca.
O alcance do ataque ainda está por determinar, bem como o tipo de documentos a que os piratas informáticos poderão ter conseguido aceder.
Esta intrusão acontece dias depois de a empresa norte-americana de cibersegurança FireEye ter admitido ter sido alvo de um ataque informático. A FireEye tem entre os seus clientes empresas privadas mas também entidades públicas. Alguns especialistas em cibersegurança admitem que o ataque pode ter vindo da Rússia.
Segundo o “New York Times”, relativamente aos departamentos do Comércio e do Tesouro, as suspeitas apontam também para a Rússia, tendo este ataque alcançado os sistemas de correio eletrónico daquelas áreas do Governo norte-americano.
“Estamos a tomar todas as medidas necessárias para identificar e corrigir quaisquer questões relacionadas com esta situação”, comentou, em comunicado, John Ullyot, porta-voz do National Security Council.
Nas últimas semanas têm-se sucedido as notícias de ataques informáticos a diversas entidades, com os piratas a conseguir entrar nos sistemas de algumas instituições de dimensão relevante.
Em alguns casos os “hackers” reclamam o pagamento de quantias avultadas para desencriptarem as pastas e ficheiros alcançados.
Cada um dos 50 estados norte-americanos reúne hoje o grupo de Grandes Eleitores que escolherá o próximo Presidente dos Estados Unidos, não sendo esperadas surpresas na nomeação do democrata Joe Biden.
O Colégio Eleitoral é o grupo de Grandes Eleitores requerido pela Constituição norte-americana para eleger o Presidente e o vice-Presidente, após as eleições que decorrem a cada quatro anos, em função da votação em cada estado.
Nas eleições de 03 de novembro, o democrata Joe Biden conseguiu os votos suficientes para garantir 306 Grandes Eleitores – bem acima dos 270 necessários para a maioria dos 538 votos no Colégio Eleitoral – contra 232 de Trump.
Contudo, cada Grande Eleitor tem a liberdade de escolher o candidato em que votará na reunião de hoje, podendo mesmo desrespeitar as indicações manifestadas pelo voto popular.
Nas eleições de 2016, pela primeira vez desde 1808, vários Grandes Eleitores votaram contra o candidato presidencial que deveriam representar: cinco democratas rebelaram-se contra a candidata presidencial Hillary Clinton (nos estados de Washington e Hawai) e dois republicanos rebelaram-se contra o candidato republicano Donald Trump (no Texas).
Os analistas dizem que, este ano, os dois partidos tiveram cuidados acrescidos na escolha dos delegados do Colégio Eleitoral, não sendo de esperar a existência de muitos dissidentes, apesar da contestação de votos por parte dos republicanos em vários estados.
Donald Trump ainda tentou exercer pressão sobre os 16 delegados do Michigan, onde Joe Biden venceu por mais de 154.000 votos, mas sem sucesso aparente.
O Presidente cessante convidou líderes do congresso estadual do Michigan para se reunirem com ele em Washington, no final de novembro, numa tentativa de os convencer a não validarem os resultados das urnas.
No início de dezembro, Trump fez nova tentativa no Michigan, desta vez para levar o congresso estadual a escolher 16 delegados do Colégio Eleitoral que votassem nele hoje, apesar da derrota eleitoral naquele estado.
De acordo com relatos de legisladores, Trump telefonou pessoalmente a vários congressistas estaduais do Michigan, alegando que, perante uma situação de “fraude eleitoral”, os delegados do Colégio Eleitoral não deveriam ser representantes de Joe Biden.
Os EUA já tinham retirado muitos dos 12 mil soldados estavam destacados para o Afeganistão, restando agora um efetivo de cerca de 4.500 militares, que vai ser reduzido para menos de metade.
Os Estados Unidos anunciaram este domingo que começaram a reduzir o seu efetivo militar no Afeganistão dos atuais 4.500 para 2.500 soldados, num processo que espera concluir até 15 de janeiro próximo.
A diminuição de tropas no Afeganistão tinha sido uma promessa do início do mandato do Presidente Donald Trump e foi acordada com os talibãs, num acordo assinado em Doha, em fevereiro, mas apenas a partir de este domingo começa a ser oficialmente efetivada.
As minhas instruções são de que não haja mais de 2.500 soldados americanos no dia 15 de janeiro. Este é um processo longo e estamos a começar a movimentar-nos nessa direção”, disse este domingo o general Austin Scott Miller, comandante do Exército dos EUA e da coaligação internacional no Afeganistão, num comunicado assinado em Cabul.
Os Estados Unidos já tinham retirado grande parte dos cerca de 12 mil soldados que tinha estacionados no Afeganistão, restando agora um efetivo de cerca de 4.500 militares, que vai ser reduzido para menos de metade nas próximas semanas.
“Discutimos este assunto com muito cuidado com as forças de segurança afegãs. Ainda temos uma força capaz de fornecer o apoio necessário (…) A nossa missão de treinar, aconselhar e apoiar continua”, disse Miller, garantindo que as forças da NATO no terreno, no âmbito da coligação internacional, serão suficientes para garantir o apoio às Forças Armadas do Afeganistão.
Scott Miller acrescentou que “idealmente” a violência no país diminuirá como resultado das negociações de paz entre o governo afegão e os talibãs, em Cabul, assinalando que é urgente assegurar que os ataques das forças rebeldes “sejam reduzidos”.
Mas, se os talibãs não reduzirem a violência, Miller disse que o seu maior receio é que “uma oportunidade que demorou 20 anos seja desperdiçada”.
“Mas, claramente, estamos comprometidos em apoiar os nossos parceiros de segurança afegãos, o que é consistente com o acordo entre os Estados Unidos e os talibãs”, concluiu o comandante norte-americano.
O Governo afegão reiterou nas últimas semanas que espera que a redução das tropas norte-americanas e a sua retirada final não afetem a segurança do país, que já está nas mãos das forças afegãs.
Os comentários de Miller ocorrem um dia depois de Cabul e os talibãs anunciarem que retomarão as negociações de paz em curso no Qatar, em 05 de janeiro, após um hiato de três semanas.
As autoridades da Malásia anunciaram no domingo (13), a apreensão de mais de 2,1 toneladas de metanfetaminas – substância usada como estimulante do sistema nervoso central – avaliadas em cerca de 21,56 milhões de euros. É considerada a maior apreensão nos registos do país.
O carregamento foi encontrado camuflado dentro de saquetas de chá num barco de lazer perto da costa ocidental da Malásia. Suspeita-se que faça parte de uma rede de tráfico de droga que opera na Austrália, Sudeste Asiático e China, segundo o Notícias ao Minuto, que cita agência estatal Bernama.
As autoridades marítimas registaram um barco suspeito na quarta-feira, perto da ilha de Penang, cuja tripulação era formada apenas por um homem malaio de 26 anos, que ignorou as ordens para parar e tentou fugir.
“O suspeito aumentou a velocidade, antes de saltar ao mar depois de uns 30 minutos de perseguição”, afirmou Mohd Zubil, director da Polícia Marítima nacional, referindo que o suspeito acabou por ser detido.
No barco, os agentes encontraram 130 sacos e, em cada um deles, quase 2.000 saquetas de chá onde estava escondida a droga.
O governo iraniano condenou o investigador britânico-iraniano Kameel Ahmady a nove anos de prisão e a uma multa de cerca de 700 mil euros por promover a homossexualidade.
O governo iraniano condenou o investigador britânico-iraniano Kameel Ahmady a nove anos de prisão e a uma multa de cerca de 700 mil euros por promover a homossexualidade.
De acordo com a mesma agência semi-oficial, o Tribunal Revolucionário iraniano acusou o investigador de cooperação com as embaixadas europeias no apoio e promoção da homossexualidade e de visitar Israel como repórter para a estação da BBC.
Também foi acusado de cooperação e comunicação com “meios de comunicação social estrangeiros hostis”, tentativas de infiltração para mudar a lei do país e enviar falsa informação para o representante da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos Humanos no Irão. A acusação indicou que Ahmady tem o direito de recorrer da decisão nos próximos 20 dias.
Em outubro de 2019, o Irão admitiu ter detido o investigador por suspeita de ligações a institutos afiliados com serviços de informação estrangeiros.
A mulher de Ahmady, Shafagh Rahmani, e vários ativistas, anunciaram que foi detido em agosto daquele ano, ao mesmo tempo que uma organização com base em Nova Iorque, num relatório sobre Direitos Humanos no Irão, revelava que o trabalho do investigador estava a ser desenvolvido em áreas “politicamente sensíveis, como o casamento infantil, condição LGBT e mutilação genital feminina”. Foi libertado em novembro de 2019, sob caução, desconhecendo-se se permanecia em liberdade.
Viajar para Israel e a homossexualidade são ilegais no Irão e os transgressores podem ser condenados a cinco anos de prisão no primeiro caso, ou a pena de morte se tiverem relações sexuais com alguém do mesmo sexo, mas nos últimos anos não há registo de casos.
Prossegue a auscultação pública sobre a criação do Fundo Soberano. Na cidade da Beira, província de Sofala, participantes no processo desencadeado pelo Banco de Moçambique defendem gestão transparente e independente do fundo para que o país desenvolva. Entretanto, lembram que a gestão do bem público ainda é um desafio.
Jossefa Tivane, representante do Banco Absa, referiu que “esta é provavelmente uma boa altura para o Ministério da Economia e Finanças encontrar um órgão independente que ajude na gestão aberta e ampla do Fundo Soberano”.
Para Paulo Bene, economista e funcionário público, um dos maiores problemas da gestão de fundos desta natureza tem a ver com a apetência pelo descaminho de fundos do Estado e corrupção. Por isso, a fonte questiona “que mecanismos estão previstos para assegurar” que o Fundo Soberano seja usado de forma “correcta e isenta de corrupção”.
O administrador do Banco de Moçambique, Jamal Omar, explicou que o país espera receber 90 biliões de dólares como receitas nos próximos anos. O valor provém da exploração dos recursos naturais e representa seis vezes o actual Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Segundo o interlocutor, o Fundo Soberano visa garantir que as futuras gerações beneficiem dos recursos naturais que o país detém.
“Na nossa proposta, a actividade de desenvolvimento na base do Fundo Soberano seria desempenhada através do Orçamento do Estado. Ou seja, porque estamos a propor que metade das receitas iriam directamente ao orçamento, então todo o processo de desenvolvimento do país e da infra-estruturação seria feito através” do Orçamento do Estado, avançou Jamal Omar.
Estima-se que Moçambique tenha 100 triliões de pés cúbicos de reserva de gás natural, facto que o coloca nos primeiros 15 países do mundo com acima de 45 triliões de pés cúbicos deste recurso, disse o administrador.
Semana passada, durante a inauguração da filial do Banco de Moçambique na Beira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, apelou para que o Fundo Soberano seja orientado por “princípios de boa governação, transparência, responsabilização e independência”.
“É nossa visão que o modelo a ser adoptado deverá ter por base os princípios de boa governação, transparência, responsabilização e independência. As principais questões que julgamos que merecem profunda reflexão e debate, prendem-se com as regras a definir relativamente à repartição de fundos na fase inicial da sua formação, tendo em consideração que o país depende de donativos do exterior para o orçamento de investimentos públicos”, afirmou Nyusi, para quem a segunda questão diz respeito às “regras de poupança que deverão ser flexíveis face a acontecimentos recorrentes relativos a choques e desastres ou quer se trate de conjuntura económica internacional”.
Otto Baric foi o treinador que esteve à frente da Croácia no Euro2004, disputado em Portugal, com aquela seleção a ficar pela fase de grupos, num grupo em que terminou em terceiro.
O antigo selecionador da Croácia Otto Baric morreu este domingo, aos 87 anos, informou a Federação croata de futebol, com a imprensa do país a indicar que o técnico morreu em consequência da covid-19.
Em comunicado, a federação transmite as condolências à família do treinador, pela “perda irreparável”.
Otto Baric foi o treinador que esteve à frente da Croácia no Euro2004, disputado em Portugal, com aquela seleção a ficar pela fase de grupos, num grupo em que terminou em terceiro, atrás de França e Inglaterra.
O técnico orientou os croatas entre 2003 e 2004, mas foi também selecionador da Áustria entre 1999 e 2001 e da Albânia entre 2007 e 2008.
Na carreira esteve igualmente à frente de vários clubes, nomeadamente Lokomotiv Zagreb, LASK Linz, Rapid Viena, Dínamo Zagreb, Estugarda, Sturm Graz, Casino Salzburgo ou Fenetbahce, com títulos na Áustria e na Croácia.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou ontem a isenção de taxas para novas ligações de energia eléctrica em todo o país, uma medida que visa facilitar o acesso a este recurso pela população.
O facto foi tornado público, pelo chefe de Estado durante a cerimónia de inauguração da rede de electrificação do posto administrativo de Alto Ligonha, no distrito de Gilé, província da Zambézia.
O chefe do Estado reafirmou que a isenção da taxa de energia para os requerentes das novas ligações, elimina a barreira para o acesso a este recurso, por parte dos cidadãos, o que irá trazer benefícios económicos imediatos na renda familiar, por via de uma poupança de 3500 meticais, correspondentes à taxa de ligação que até então era cobrada, permitindo novas oportunidades e perspectivas aos moçambicanos.
A medida entrou em vigor hoje. Para o Presidente da República esta data será marcante para o sector de energia, porque assinala uma nova abordagem para o desenvolvimento do país.
De acordo com Filipe Nyusi, a eliminação da taxa de ligação é uma medida que irá acelerar a implementação do Programa Energia para Todos, Com o Programa “Energia para Todos”, concretiza os compromissos mundiais, continentais e regionais assumidos por Moçambique, como é o caso dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis, cuja meta número sete, preconiza o acesso universal de electricidade até 2030.
A selecção nacional de futebol de sub-20 conquistou na tarde de domingo (14) o primeiro título regional, ao vencer a Namíbia por 1-0, na final do Torneio COSAFA.
O golo do combinado nacional foi apontado por Dércio Augusto aos 30 minutos na sequência de um livre cobrado a meio do meio campo namibiano e que foi parar no fundo da baliza.
Moçambique chega assim ao um inédito título no futebol, pois esta é a primeira vez que uma selecção nacional consegue conquistar um troféu ao nível da COSAFA.
Os Mambinhas Sub-20 de Dário Monteiro juntaram assim a qualificação ao CAN-2021 ao titulo.
Milhares de pessoas manifestaram-se no domingo (13), em Varsóvia contra a decisão do Tribunal Constitucional da Polónia de impor uma proibição quase total do aborto e exigiram também a saída do governo conservador.
A manifestação, composta sobretudo por mulheres e jovens, atravessou a cidade em direção à casa do vice-primeiro-ministro, JaroslawKaczynski, uma das principais figuras dos conservadores e considerado responsável pela medida. No entanto, as autoridades conseguiram bloquear o acesso à rua onde vive o vice-primeiro-ministro.
Já durante a noite, um grupo de agricultores que acusava o governo de nada fazer em relação à queda dos preços dos alimentos também atirou para a rua de JaroslawKaczynski um porco morto, assim como batatas e ovos.
Os protestos iniciaram-se em 22 de outubro, quando o Tribunal Constitucional, reformado pelo Partido da Lei e Justiça (PiS), e de acordo com a vontade desta foramção política, proibiu a interrupção voluntária da gravidez em casos de malformação grave do feto, alegando que era “incompatível” com a Constituição.
A decisão resultou na proibição de todos os abortos, exceto em casos de violação e incesto ou quando a vida da mãe está em perigo.
As manifestações contra a polémica lei e o governo conservador não desmobilizaram com a pandemia de covid-19, que já causou mais de 22 mil mortos na Polónia.
As autoridades francesas encerraram na madrugada de domingo (13), uma festa ilegal em Marselha com cerca de 500 pessoas, a maioria delas sem máscaras de proteção, enquanto o país está sob confinamento devido à pandemia de Covid-19.
De acordo com a prefeitura de polícia do departamento de Bouches-du-Rhône, cuja capital é Marselha, os participantes foram despejados da festa, que terá durado várias horas, registando-se também a emissão de multas de 135 euros por quebra das medidas de confinamento em vigor e a apreensão de bebidas alcoólicas e drogas.
“Está em curso uma investigação para identificar os proprietários e organizadores que terão de responder pelas suas ações“, referiram as autoridades numa mensagem publicada na rede social Twitter. Segundo o jornal regional La Provence, que deu a notícia, a entrada para o evento custou 150 euros para duas pessoas, com uma garrafa de álcool incluída no preço.
Sob anonimato, o proprietário do espaço falou à comunicação social francesa para esclarecer que tinha pedido aos inquilinos para não organizarem festas. “Eles correram o risco, mas não sei se o vão pagar”, disse.
As festas clandestinas multiplicaram-se em França durante este segundo confinamento, que entrou em vigor em 30 de outubro e será substituído na próxima terça-feira por um recolher obrigatório noturno entre as 20h e as 6h da manhã.
Contudo, o governo francês recuou esta semana em certas medidas previstas para o desagravamento do confinamento, tais como a reabertura dos teatros e museus, que foi adiada até janeiro, um adiantamento do recolher obrigatório – que deveria começar às 21 horas locais – e a manutenção desta limitação no dia 31 de dezembro.
Em causa está o facto de o país não ter conseguido reduzir o número de infeções diárias pelo novo coronavírus para cerca de 5.000, um número que, segundo o executivo, permitiria recuperar o controlo da pandemia. No sábado, as autoridades sanitárias registaram 13.947 novos casos positivos, elevando o número total de contágios desde março para 2.365.319, sendo que as mortes ascendem já a 57.761.
Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se na Itália (64.520 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), seguindo-se Reino Unido (64.170 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), França e Espanha (47.624 mortos, mais de 1,7 milhões de casos).
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.605.583 mortos resultantes de mais de 71,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Pelo menos 358 mil pessoas deverão entrar em Moçambique, durante a quadra festiva, contra 837.291 em igual período de 2019.A redução deve-se ao novo Coronavírus, segundo as autoridades, que na sexta-feira (11), colocaram em marcha a operação “Tivikelele covid-19”. Ou seja, “previnam-se da covid-19”. Anunciou-se igualmente que haverá poucos agentes da Polícia nas estradas.
O lançamento da operação, orientado pelo vice-comandante geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Timóteo Bernardo, aconteceu no quilómetro quatro na fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo.
O agente da lei e ordem chamou atenção aos colegas que serão escalados para a operação “Tivikelele covid-19” para que estejam protegidos com máscaras, viseiras e álcool-gel.
A redução dos postos de controlo na via pública visa assegurar que os viajantes cheguem aos seus destinos para o devido repouso. “Não podemos ser a razão da fadiga dos nossos concidadãos”, disse Timóteo Bernardo, esclarecendo que haverá “controlo de velocidade”.
Segundo o director-geral adjunto das Alfândegas, Inocêncio Mota, a operação “Tivikelele covid-19” acontece num momento atípico para o país e o mundo, devido à pandemia. E “exige de todos nós cuidados redobrados com vista a evitar o contágio e a propagação do vírus. Reitera-se a observância escrupulosa das medidas de prevenção” estabelecidas pelo Governo.
Na fronteira de Ressano Garcia, a maior do país, espera-se que atravessem 300 mil pessoas, contra 411.948 na quadra festiva anterior.
A operação “Tivikelele covid-19” é desencadeada pela PRM, Inspecção Nacional de Actividades Económicas, Alfândegas de Moçambique, pelo Ministério da Saúde e Serviço Nacional de Migração, Entidades da Saúde.
Os residentes da localidade de Mangunze, no Distrito de Chongoene, na província de Gaza, “receberam” na última terça-feira (08), uma Girafa Solar, para carregarem os seus celulares.
A Girafa Solar, também é um espaço onde a comunidade se junta para ouvir música, informação e, debater os assuntos do distrito e do país.
Falando momentos depois da inauguração o Administrador do Distrito, Carlos Buchili, disse que “é um projecto que vai trazer um impacto muito grande, se considerarmos que esta localidade de Mangunze nós não temos energia da rede nacional, e uma das alternativas que o Governo usa são os paineis solares. E este projecto exactamente traz esta energia limpa, energia renovável e que a nossa população tem a possibilidade de carregar telefones, escutar rádio e enfim é um espaço de convivio de troca de ideias”.
O promotor do projecto, a Fundação Carlos Morgado, representada por Ruben Morgado, revelou que esta é uma iniciativa que estava a ser desenvolvida há bastante tempo, e que só foi possível com o financiamento da Embaixada da Irlanda, representada na cerimónia pela Embaxadora Nuala O’Brien, no valor de 400 000 meticais.
Ruben Morgado, afirmou que na Girafa Solar, apenas devem ser carregados celulares, e apelou a população de Mangunze a manter e preservar o equipamento.
A população de Mangunze que é a principal beneficiária do projecto Girafa Solar, mostrou-se basntante satisfeira com a iniciativa, e agradeceu aos financiadores e ao padre da igreja local que muito tem feito para o desenvolvimento daquela comunidade.
“Este projecto é bem-vindo para a Missão de São Benedito de Mangunze porque vai ajudar os nossos irmãos que tem dificuldades em carregar o telefone nas suas casas, porque essa história de painel solar não é qualquer um que tem, e vai ajudar bastante. Acho que é um salto enorme para as pessoas de Mangunze. As vezes as pessoas vinham aos domingos a missa e toda gente ia com o telefone e queria ser o primeiro a carregar na igreja”, disse um dos residentes de Mangunze.
A Girafa Solar foi instalada no recinto da igreja católica, Missão de São Benedito de Mangunze. Os residentes também pedem a instalação de uma agência bancaria visto que para encontrar um banco são “obrigados” a percorrer cerca de 18km até a Vila de Manjakaze.
A procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional (TPI), Fatou Bensouda, afirmou hoje que um “largo leque de comportamentos constitutivos de crimes de guerra e contra a Humanidade” foram cometidos na Ucrânia desde 2014 e reclamou um inquérito completo.
O TPI tinha aberto em 2015 um inquérito preliminar sobre a situação na Ucrânia.
Ao apresentar a conclusão deste inquérito, a procuradora estimou, em comunicado, que “havia razões plausíveis para pensar que um largo leque de comportamentos constitutivos de crimes de guerra e contra a Humanidade relevando da competência deste Tribunal foram cometidos no quadro da situação na Ucrânia”.
Sublinhou que estes crimes “eram suficientemente graves para justificar a abertura de um inquérito” completo pelos seus serviços.
A Ucrânia, uma antiga república soviética de 45 milhões de habitantes, conheceu dois levantamentos populares no espaço de duas décadas.
Mais de duas centenas de pessoas pereceram no levantamento de 2014, que incluiu confrontos de rua, e resultou no derrube do presidente pró-russo Viktor Ianoukovitch.
Pouco depois, a Federação Russa anexou a península ucraniana da Crimeia. Semanas mais tarde, o leste da Ucrânia entrou em estado de guerra com separatistas pró-russos, dos quais Moscovo, apesar de várias negações, é considerado o padrinho político e militar.
Este conflito já causou mais de 13 mil mortos e cerca de 1,5 milhões de deslocados. A intensidade dos combates baixou acentuadamente desde 2015, depois de assinados acordos de paz, mas o processo político não avança desde então.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou aos cidadãos da República Centro-Africana (RCA) para que a campanha que começa hoje para as eleições legislativas e presidencial se desenrole de maneira pacífica.
Em mensagem via rádio, Guterres salienta que estas eleições constituem “uma importante oportunidade para consolidar a paz, a ordem constitucional e as conquistas democráticas resultantes das eleições de 2015-2016, que acabaram com um período de instabilidade e conflito”.
Guterres, na sua mensagem, apelou a uma participação maciça nas eleições, cujo dia de votação vai ser em 27 de dezembro.
“Exorto todos os dirigentes políticos, os seus apoiantes, os porta-vozes e a comunicação social de se abster de todo o discurso de ódio, de incitação à violência e de desinformação“, disse, realçando a preocupação com a prevenção de instabilidade sociopolítica.
No fim, Guterres reiterou “o compromisso das Nações Unidas em continuar a apoiar o povo centro-africano nos seus esforços de consolidação da paz, da democracia e do desenvolvimento durável”.
A ONU mantém uma missão no país, a MINUSCA, com o objetivo de estabilizar a situação de segurança.
A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente FrançoisBozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.
Um acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, em fevereiro de 2019 por Governo e por 14 grupos armados, e um mês mais tarde as partes entenderam-se sobre um governo inclusivo, no âmbito do processo de paz.
Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, estando agora neste país a 7.ª Força Nacional Destacada, constituída por 180 militares, integrada na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA).
Pelo menos uma pessoa foi morta e outra ficou ferida após disparos de foguetes em Cabul, em novos ataques na capital afegã, de acordo com o Ministério do Interior.
“Quatro foguetes foram disparados do distrito de Labe Jar de Cabul“, disse o porta-voz do ministério, TariqArian, precisando que dois projéteis aterraram perto do aeroporto de Cabul.
“Infelizmente uma pessoa foi morta e outra ferida”, acrescentou Arian.
O porta-voz da polícia de Cabul, FerdawsFaramarz, confirmou a informação, apontando que a maioria dos lançamentos atingiu o leste da capital.
O ataque não foi reivindicado.
Pelo menos dez pessoas foram mortas e 51 ficaram feridas em 21 de novembro por ‘rockets’ que atingiram o centro de Cabul, perto da Zona Verde, onde se localizam as embaixadas e empresas internacionais. Nessa altura, o ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI).
O grupo já tinha reivindicado a autoria de alguns dos ataques mais sangrentos dos últimos meses, como um contra a Universidade de Cabul no início de novembro e outro contra um centro educativo em outubro.
A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, em inglês), que regula a comercialização de fármacos nos Estados Unidos, autorizou o uso da vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer para prevenir a covid-19, após pressões políticas.
O anúncio foi feito pela diretora científica da agência norte-americana, depois de o processo de aprovação ter sido notícia devido às pressões políticas da Casa Branca, que ameaçou demitir o responsável da FDA, caso o organismo não aprovasse a utilização da vacina até ao final de sexta-feira.
Segundo o diário norte-americano Washington Post, o chefe de Gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, ordenou à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) que apressasse o processo de aprovação da vacina da Pfizer e da alemã BioNTech contra o SARS-CoV-2. Caso contrário, o comissário da FDA, Stephen Hahn, deveria demitir-se.
O jornal citava várias fontes associadas a este processo sob a condição de anonimato, precisando que a ‘ameaça’ de Washington fez com que a aprovação fosse apressada.
No mesmo dia, o Presidente cessante dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, utilizou a rede social Twitter – um hábito que mantém a um mês e meio de abandonar a Casa Branca – para dizer que a FDA “continua a ser uma tartaruga grande, velha, lenta”.
“Coloque a porcaria das vacinas cá fora já, Dr. Stephen Hahn. Deixe-se de brincadeiras e comece a salvar vidas”, criticou Trump.
Em comunicado, consultado pela agência Lusa, a FDA explicou na sexta-feira que estava a “trabalhar rapidamente no sentido da finalização e emissão de uma autorização de utilização de emergência”.
Donald Trump anunciou que a vacinação contra a covid-19 vai começar “em menos de 24 horas”, num vídeo divulgado na rede social Twitter.
A pandemia continua a assolar os Estados Unidos, que são há vários meses o país com o maior número de mortos (294.690) e também de infeções confirmadas (mais de 15,8 milhões).
Trump – derrotado nas eleições presidenciais de 03 de novembro pelo candidato democrata e agora Presidente eleito, Joe Biden – fez da rápida aprovação de uma vacina contra a covid-19 uma das bandeiras da campanha eleitoral, assegurando sucessivamente que seria distribuído um fármaco eficaz antes do final do ano e que os Estados Unidos seriam o primeiro país a receber a vacina.
Contudo, tal não se verifica, uma vez que o Reino Unido foi o primeiro país a começar a campanha de vacinação, da mesma vacina que, depois da pressão da Casa Branca, foi agora aprovada em território norte-americano.
Fósseis dos primeiros animais vertebrados, com cerca de 245 milhões de anos, da era dos dinossauros, foram descobertos em Moçambique, segundo um estudo publicado na revista científica sul-africana “Palaeontologia Africana”, podendo surgir achados de dinossauros.
O português Ricardo Araújo, o autor principal do artigo, anunciou à agência Lusa que a equipa de oito investigadores descreve a descoberta de “várias partes de crânios e esqueletos fragmentados de dicinodentes ‘Lystrosaurus‘.
Os achados descobertos na última expedição, ocorrida entre setembro e outubro de 2019, foram estudados e agora validados pela comunidade científica, com a publicação do artigo.
Os fósseis datam de há cerca de 245 milhões de anos, do período do Triássico, em que começaram a surgir os primeiros dinossauros.
“Não se conhecia um único fóssil de vertebrado em Moçambique dessa altura e, com esta descoberta, temos os primeiros vertebrados da história da vida na terra em Moçambique do início da época dos dinossauros”, sublinhou o investigador.
Os achados, explicou, “vão abrir a janela para a descoberta de dinossauros em Moçambique”.
Para o paleontólogo do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, a descoberta coloca ainda “Moçambique no mapa do estudo sobre a extinção de 95% dos seres vivos existentes no planeta, ocorrida na transição do Pérmico para o Triássico“.
“Na altura em que os ancestrais dos mamíferos viveram estava tudo dizimado e nas rochas onde estes achados foram encontrados há sinais dessa extinção em massa”, explicou.
O artigo científico é ainda assinado pelos norte-americanos James Crowley (Universidade Estadual de Boise, Estados Unidos da América) e Kenneth Angielczyk (Museu de História Natural de Chicago, Estados Unidos da América), pelos ingleses Roger Smith (Universidade de Witwatersrand, África do Sul) e Stephen Tolan (Centro de Educação de Vida Selvagem de Chipembele, Zâmbia) e pelos moçambicanos Dino Milisse (Museu Nacional de Geologia de Moçambique) e João Mugabe (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique).
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