No sábado, a fronteira sul-africana só começou a funcionar depois das 11h00 da manhã e no domingo às 09h30, em vez das 06h00, conforme o estabelecido com a contraparte moçambicana. Centenas de mineiros esperaram horas a fio, sob calor intenso, aglomerados e expostos ao risco de contrair o novo Coronavírus, para entrar na África do Sul. Aliás, as autoridades de saúde na província de Maputo revelaram que 43 viajantes testaram positivo à COVID-19, alguns do lado de Moçambique e outros na fronteira do país vizinho.
Até a tarde de sábado, na fronteira de Lebombo, do lado sul-africano, nenhum viajante tinha sido atendido. Um cidadão sul-africano que na última sexta-feira foi impedido de entrar em Moçambique por apresentar um teste rápido da COVID-19 voltou este sábado e conseguiu atravessar para o território nacional.
No domingo, a fronteira terrestre mais movimentada em Moçambique registou novamente enchentes. Até ao fecho desta edição continuava difícil atravessar Lebombo para a África do Sul, apesar de algumas melhorias comparativamente aos caos que havia até pelo menos quarta-feira.
Rosita Alfredo, que aguardava na fila e debaixo de calor intenso pela sua vez de ser atendida, considerou, em entrevista ao “O País”, triste o que estava a acontecer, porquanto os sul-africanos não aceitavam os testes feitos em Moçambique.
Por sua vez, a campeã olímpica Lurdes Mutola, que estava na África do Sul, regressou à terra natal através de Ressano Garcia. “Vi a enchente e não acreditei. Mas tem a ver com aquilo que estamos a viver no momento [aumento de casos da COVID-19]. Infelizmente, temos que fazer os testes”.
Juca Bata, porta-voz do Serviço Nacional de Migração na província de Maputo, garantiu que a situação está sob acompanhamento constante de Moçambique com a contraparte da África do Sul.
“As longas filas são o resultado da abertura tardia do posto fronteiriço da África do Sul porque o pessoal da Saúde” daquele país “chegou às 11h00 e começou o atendimento. Todos nós sabemos que a migração sul-africana não pode fazer o atendimento sem o pessoal da saúde para fazer os testes da COVID-19”, esclareceu a fonte.
O Serviço Nacional de Migração disse no domingo que a operação “Tivikeleni COVID-19”, cujo término estava previsto para esta segunda-feira, vai decorrer até sexta-feira, de acordo com o porta-voz da instituição, Celestino Matsinhe. Na manhã deste domingo, mais de 300 mineiros entraram na África do Sul, depois de serem submetidos ao teste da COVID-19 na fronteira de Ressano Garcia.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua esta segunda-feira, uma visita de trabalho à República Unida da Tanzânia, a convite do seu homólogo, John Pombe Joseph Magufuli, no quadro do estreitamento das relações de irmandade e cooperação entre os dois países e povos.
“Os dois estadistas deverão abordar como principal tema de trabalho a conjugação de esforços para fazer face, com eficácia, ao fenómeno do terrorismo que tem afectado os dois países, com impacto para a região. Na sua interacção, debruçar-se-ão, igualmente, sobre outras matérias de interesse mútuo, visando impulsionar a cooperação a todos os níveis e domínios, para o bem-estar dos respectivos povos”, diz um comunicado da Presidência enviado ao “O País”.
Na sua deslocação à Tanzânia, o Presidente Nyusi far-se-á acompanhar pelo Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael; Comandante do Teatro Operacional Norte, Major-General Eugénio Mussa, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado, refere a nota que citamos.
Em Maputo, os munícipes consideram a superlotação nos autocarros como uma das principais causas para os elevados números da COVID-19. Os munícipes pedem mecanismos do Governo para solucionar o problema.
Depois do Estado de Emergência no país, que entre outros aspectos estabelecia determinado número de passageiros a serem transportados nos carros e autocarros, em Maputo a situação parece ter voltado à normalidade.
Em muitos casos, na capital do país, os autocarros voltaram a carregar de forma superlotada. Sem respeito ao distanciamento físico de um metro e meio, os passageiros empoleiram-se de forma apertada, e nem há centímetros de distância se quer. Tal facto pode ser uma das principais causas para o aumento de casos da COVID-19 nos últimos dias, entendem os munícipes.
“É por causa dos chapas”, expressou ao “O País” uma entrevistada em Zimpeto, que considerou a alocação de mais viaturas como uma possível saída.
“Entendo que uma das principais causas para o aumento de casos da COVID-19 que temos visto nos últimos dias é a problemática dos transportes. O Governo devia prestar atenção a este assunto. É que não temos como. Você pode usar devidamente a máscara de protecção facial, mas quando o assunto é pegar um autocarro, há superlotação. Como se pode evitar a propagação da COVID-19 assim?”, questiona outro munícipe.
Diante destas questões, os munícipes pedem soluções do Governo para que se ultrapasse o problema.
“O problema é que o Governo só fala e não vive o que temos passado. O Governo devia sentir o que temos passado. O Governo não sobe estes chapas”, lamentou ao “O País” um passageiro que expressou ser necessário se ter em conta que a culpa pelo aumento de casos “não é propositada”.
A cidade de Maputo continua a ser o epicentro da COVID-19 no país. Para além de acumular o maior número de casos positivos, a capital do país continua a reportar o maior número de pacientes internados.
Num contexto em que vários países do mundo, dos quais a vizinha África do Sul, detectam novas variantes (mais contagiosas) da COVID-19, as autoridades moçambicanas estão em alerta e enviaram amostras para África do Sul e Inglaterra com a finalidade de verificação do novo vírus.
A preocupação tornou-se acrescida depois de o país receber uma avalanche de moçambicanos e turistas que escalaram o país para as festas do Natal e do final do ano.
“Moçambique já enviou amostras para ver se já temos ou não uma nova variante do Coronavírus. Esse material foi enviado para dois países que têm capacidade de analisar essas variantes”, disse o ministro da Saúde, Armindo da Saúde, e esclareceu que não existe “previsão de até quando teremos os resultados”.
O governante comentou ainda em relação aos novos recordes diários de casos positivos da doença. Disse que “isso é resultado ou provável relaxamento” no cumprimento das medidas de prevenção.
“Face a esse cenário, tem que haver uma reflexão de todos nós como sociedade para melhorarmos nas medidas de prevenção”, afirmou Armindo Tiago, sem se alongar, à saída da casa de Cadmiel Muthemba, onde foi prestar consolo à família pela morte do antigo governante.
Na manhã de sábado (08), na morgue do Hospital Rural de Chicuque, Carlos recebia o corpo da neta de apenas 17 meses de vida, que morreu após ser atirada ao poço pela própria mãe, de apenas 15 anos de idade.
O facto aconteceu no distrito de Homoíne, em Inhambane. A comunidade está boquiaberta, com os cabelos em pé e não encontra razões para tamanha crueldade por parte de quem suportou nove meses de gravidez, e mais tarde as dores de parto, para depois tirar a vida ao próprio filho.
Tudo começou quando os pais da criança desentenderam-se no passado dia 25 de Dezembro, Natal e data que segundo reza a história é reservada à união, ao amor e ao convívio. Mas na família de Carlos aconteceu o contrário.
O avô paterno do bebé, diz que o filho saiu com a menina para discoteca no dia 25 de Dezembro. Mas lá ela envolveu-se supostamente com outro homem e só voltou à casa no dia 26. Eles desenterram-se, facto que terá levado a acusada a sair de casa com a filha e regressou no dia 01 de Janeiro corrente.
A adolescente saiu de casa com a criança ao colo, mas o destino da bebé já estava traçado. Ir parar no fundo do poço, pelas mãos da própria mãe.
A família do marido diz desconhecer as possíveis motivações para a atitude da indiciada. “Não sabemos se ela colocou a criança no poço por agitação do homem com quem ela estava, ou se a família dela é que a agitou para fazer isso”, disse Carlos, lamentando a falta de colaboração por parte dos parentes da adolescente, uma vez que sequer aceitaram enterrar a própria neta.
Alceres Cuamba, afecto ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Inhambane, diz que, para garantir que criança não seria resgatada do poço com vida, a mãe amarrou os braços antes de lançá-la ao poço.
A indiciada foi neutralizada no posto administrativo de Cumbana, em Jangamo, mas foi imediatamente solta pelo tribunal, mediante termo de identidade e residência. Horas depois, a adolescente colocou-se em fuga, sem no entanto explicar à família as razões que a levaram a matar a própria filha.
epa08872659 Czech President Milos Zeman speaks during a press conference after meeting with Polish President Andrzej Duda at Prague Castle in Prague, Czech Republic, 09 December 2020. EPA/ONDREJ DEML / POOL
O Presidente checo anunciou que tinha pedido a Israel que partilhasse os seus conhecimentos em matéria de vacinação contra o coronavírus, uma vez que o seu país tem atualmente uma das taxas de infeção mais elevadas do mundo.
O apelo foi feito depois de milhares de pessoas se terem manifestado no centro de Praga para protestar contra a campanha de vacinação em curso e as rigorosas restrições governamentais destinadas a conter a propagação da Covid-19.
Numa entrevista ao jornal Blesk, o Presidente Milos Zeman disse que, recentemente, pediu ao seu homólogo israelita, Reuben Rivlin, para “ajudá-lo a organizar a campanha de vacinação, porque Israel é absolutamente perfeito para isso”.
Israel já vacinou quase um milhão e meio de pessoas, um ritmo que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, diz ser o mais rápido do mundo, com a perspetiva de todos os israelitas com mais de 16 anos de idade poderem receber a vacina até março.
“Espero que os peritos israelitas venham aqui e partilhem connosco a sua experiência”, acrescentou Zeman, que tem laços estreitos com Israel.
A República Checa começou a vacinação contra Covid-19 logo após o Natal, com o primeiro-ministro populista bilionário, Andrej Babis, a ser o primeiro vacinado.
Hoje, cerca de 3.000 manifestantes marcharam pelas ruas de Praga gritando “não somos ovelhas”, “não à vacinação”, e “vamos abrir a República Checa”, um comício onde as máscaras cirúrgicas eram escassas e as regras de distanciamento social foram largamente ignoradas, informou a agência de notícias francesa AFP.
Os manifestantes consideram que as restrições governamentais não conseguiram conter os contágios e estão a dar um rude golpe na economia.
“As medidas caóticas tomadas por este governo não funcionam e nunca funcionarão”, acusou Jiri Janecek, o proprietário de uma cervejaria a sudoeste de Praga, dirigindo-se à multidão.
Restaurantes, bares, salas de desporto, cinemas, teatros e a maioria das escolas foram encerrados, com intervalos regulares, desde março neste Estado-membro da UE, com uma população de quase 10,7 milhões de habitantes e que lidera as estatísticas mundiais sobre o número de novos casos por habitante.
As autoridades de saúde checas registaram até agora mais de 830 mil casos confirmados de Covid-19, dos quais mais de 13 mil foram mortais, com um aumento diário superior ao recorde de 17 mil casos duas vezes esta semana.
Moçambique registou, nas últimas 24 horas, mais cinco óbitos por covid-19, elevando o total de mortes para 192, tendo ainda 578 novos casos, anunciou no ontem (10) o Ministério da Saúde.
As cinco vítimas são de nacionalidade moçambicana e perderam a vida durante o internamento em unidades hospitalares da cidade de Maputo, indica uma nota de atualização de dados sobre a pandemia.
Com mais 578 casos de covid-19, Moçambique sobe o total para 21.939, dos quais 21.623 casos são de transmissão local e 316 são importados.
As autoridades de saúde registaram ainda mais 14 casos dados como recuperados, o que sobe o total para 17.535 (79%).
A cidade de Maputo, capital do país, continua a registar o maior número de casos ativos, com 2.497 infeções.
Desde o anúncio da primeira infeção, em 22 de março, o país testou cumulativamente um total de 288.674 casos suspeitos.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.926.570 mortos resultantes de mais de 89 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O antigo ministro das Obras Públicas e Habitação, deputado e político, Cadmiel Filiane Muthemba, perdeu a vida no sábado (09) na capital do país, vítima de doença.
O ex-governante nasceu a 20 de Julho de 1945, em Chicumbane, província de Gaza. Encontrou a morte numa clínica privada, onde lutava pela vida. Cadmiel Muthemba desempenhou vários cargos no Governo. Antes de ser ministro das Obras Públicas e Habitação, era titular da pasta das Pescas.
Cadmiel Muthemba era tido como uma das figuras mais próximas do antigo Presidente da República, Armando Guebuza.
Dez dias depois da tomada de posse do Governo de Transição, a 20 de Setembro de 1974, Cadmiel Muthemba foi enviado a Inhambane como comissário político para a implantação das estruturas da Frelimo, segundo o Boletim sobre o Processo Político em Moçambique.
Mais tarde, foi afecto à Direcção Provincial de Apoio e Controle em Tete. Devido ao seu desempenho viria a ser chefe de departamento. A sua ascenção nos cargos de chefia e políticos não parou por aí. Muthemba foi presidente do Conselho Executivo da Cidade de Tete, até 1983.
Neste período, desempenhou igualmente funções de primeiro secretário do Comité da Frelimo na Cidade de Tete, acumulando o cargo de primeiro secretário do Comité Provincial de Tete.
Em 1987, Muthemba foi indicado para governador de Tete, até Maio de 1995, refere o documento que citamos.
Mutemba foi secretário do Comité Central da Frelimo entre 1995 e 1997, e já foi deputado por este partido.
O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a distribuição das vacinas contra a covid-19 por parte da administração de Donald Trump está a ser uma farsa.
“As vacinas dão-nos esperança, mas a distribuição tem sido uma farsa”, afirmou Joe Biden, citado pela agência AFP.
O novo Presidente dos Estados Unidos, que será empossado dia 20, sublinhou que a distribuição das vacinas será o maior desafio operacional que alguma vez o país enfrentou.
A CNN noticiou que a futura administração Biden iria distribuir todas as doses da vacina covid-19 disponíveis, em vez de reter metade das doses para cumprir os prazos da segunda dose.
“O Presidente eleito acredita que precisamos de acelerar a distribuição da vacina, continuando a garantir que os americanos que mais precisam dela a obtenham o mais rapidamente possível”, explicou à CNN TJ Ducklo, porta-voz da equipa de transição de Joe Biden.
As duas vacinas atualmente autorizadas nos Estados Unidos, desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna, exigem que os destinatários recebam uma segunda dose dentro de três a quatro semanas.
O Governo federal supervisionou a entrega de 21,4 milhões de doses, mas apenas 5,9 milhões de pessoas receberam uma primeira injeção.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Dois balcões de atendimento da Direcção Nacional de Identificação Civil (DNIC) estarão encerrados, esta segunda-feira, na cidade de Maputo, para trabalhos de desinfecção em resultado de terem sido detectados dois casos do novo Coronavírus.
Trata-se dos balcões de atendimento do Serviço de Identificação Civil da Cidade de Maputo, bem como o de Kampfumo, que funciona na Avenida Eduardo Mondlane, próximo à sede do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP).
A DNIC informa que a medida visa dar espaço à “desinfecção de suas instalações e testagem”, por causa de “dois casos da COVID-19, detectados no dia 8 de Janeiro”. A instituição elucida ainda que “os serviços serão reabertos na terça-feira, dia 12”.
Enquanto durar o encerramento, “os serviços de identificação civil estarão disponíveis nos balcões de atendimento da 24 de Julho, KaMavota (Laulane), KaMubukuane, KaTembe, KaMaxaquene e no posto de atendimento de Magoanine”, diz a instituição, num comunicado a que “O País” teve acesso.
O encerramento por um dia dos balcões em alusão surge num contexto em que a instituição regista forte demandada de utentes que buscam pelos serviços de identificação civil.
Só na última segunda-feira, por exemplo, a cidade de Maputo registou mil pedidos de bilhetes de identidade, muito acima da média diária de 400 solicitações.
Refira-se que esta não é a primeira vez que a DNIC encerra repartições devido ao registo de casos da COVID-19 na instituição.
Em Setembro último, a mesma entidade encerrou, temporariamente, a fábrica que produz os documentos de identificação na Matola, depois de diagnosticar Coronavírus positivo num dos colaboradores.
A MECO Empreendimentos é uma Empresa de Consultoria em Recursos Humanos está a rectutar para uma Instituiçâo privada de Ensino, Professores. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Associativismo/Advocacia. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico Agro-pecuário. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Agro-negócio. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Género. Saiba mais.
A Bolt Fix, empresa no comercio a retalho de ferragens, sediada na Machava-Sede, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Balconista. Saiba mais.
A Associação Special Children Inclusion Organization (ASCIO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Agentes de Sensibilização e Mapeamento. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo pretende admitir para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Profissionais de Tecnologias de informação e Comunicação. Saiba mais.
O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Enfermeiros Superiores de Saúde Materno Infantil. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, um/a (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal, Um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Facilitador Distrital. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
Nove pessoas foram mortas e uma ferida por homens armados que dispararam sobre um velório, que decorria no Estado mexicano de Guanajuato, no centro do país, informaram os serviços públicos de segurança.
Em comunicado, os dirigentes da segurança da cidade de Celaya informaram que os homens armados chegaram ao fim da noite de quinta-feira e dispararam sobre as pessoas.
As vítimas estavam no exterior de uma casa de um bairro de pessoas de baixos rendimentos, onde decorria o velório de um jovem, que também tinha sido abatido dias antes.
O analista de segurança David Saucedo, baseado em Guanajuato, afirmou que o ataque parece ter sido realizado pelo cartel de traficantes de droga Nova Geração, de Jalisco, contra a família do jovem que estava a ser velado.
Os assassinos aparentemente associavam os participantes no velório ao gangue rival Santa Rosa de Lima, se bem que muitos poderiam não pertencer.
“Neste velório, morreu muita gente inocente”, sintetizou Saucedo.
Guanajuato está no centro de um confronto sangrento entre carteis de traficantes, que operam através de gangues locais.
Os mortos em Guanajuato já atingem os milhares, desde que o gangue local Santa Rosa de Lima começou a disputar o controlo da região assumido pelo cartel de Jalisco em 2017.
As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) disseram ontem (08), que já conseguiram “devolver a tranquilidade” ao centro do país, região que tem sido palco de incursões armadas de um grupo dissidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
“Podemos garantir hoje que as Forças Armadas já devolveram a tranquilidade na região centro e nós vamos continuar até que essa paz seja devolvida”, declarou o porta-voz das FADM, Freitas Neto, citado pela Televisão de Moçambique.
Em causa estão as incursões atribuídas à autoproclamada Junta Militar da Renamo, um grupo de guerrilheiros dissidentes do maior partido de oposição acusado pelas autoridades de protagonizar emboscadas e ataques a viaturas nas estradas e aldeias do centro de Moçambique.
Para o porta-voz das FADM, o principal objetivo das forças governamentais é garantir que a população e os agentes económicos desenvolvam as suas atividades “dentro da tranquilidade necessária”,permitindo, desta forma, o desenvolvimento do país.
Os ataques atribuídos à Junta Militar da Renamo no centro de Moçambique já provocaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas desde agosto de 2019.
Em 24 de dezembro, o governo provincial de Sofala anunciou o reforço das forças militares, numa altura em que o líder da Junta Militar, Mariano Nhongo, manifestava abertura para dialogar, após grandes operações das forças governamentais que culminaram na detenção de três membros próximos de Nhongo, segundo informação avançada pelo chefe de Estado, Filipe Nyusi.
O grupo de Nhongo exige melhores condições de reintegração, a renegociação do acordo de paz de 2019 entre o Governo e a Renamo e a renúncia do atual presidente do principal partido da oposição, Ossufo Momade, que acusam de ter desviado o processo de negociação dos ideais de seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico que morreu em maio de 2018.
Na ocasião, Freitas Neto avançou ainda que as forças armadas continuam atentas às ações dos grupos insurgentes que têm protagonizado ataques armados em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
“Em relação à região norte, nós conseguimos mapear e monitorar as ações e atividades dos terroristas”, afirmou.
A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo `jihadista` Estado Islâmico desde 2019.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai reunir-se este mês para debater a situação de segurança na região.
As autoridades moçambicanas passaram a recusar a entrada a motoristas com testes de antigénio à covid-19 válidos, insistindo agora também em testes PCR negativos até 72 horas como na África do Sul, disse ontem à Lusa a entidade regional de transportadores.
“Os viajantes com um teste PCR negativo válido com menos de 72 horas podem fazer a travessia sem problemas, o problema surgiu quando as autoridades de Saúde na África do Sul se recusaram a aceitar testes de antigénio negativos de Moçambique e isso foi alargado aos camionistas”, explicou à Lusa Mike Fitzmaurice, presidente da Federação das Associação de Transportes Rodoviários da África Austral e Oriental, (Fesarta, sigla em inglês).
“Isso resultou numa reação de Moçambique, que agora não aceita [a entrada de] motoristas da África do Sul que tinham testes de antigénio válidos negativos por 30 dias, e insistem agora em testes PCR negativos válidos até 72 horas”, explicou.
O dirigente sul-africano adiantou que “muitos desses motoristas que tinham testes de antigénio sul-africanos válidos já se encontravam à espera na fila de sete quilómetros no lado sul-africano e que agora devem ser novamente testados por meio de um teste PCR, em Komatipoort, tendo de esperar mais 24 a 48 horas pelos resultados do teste antes de poderem entrar em Moçambique”, frisou Mike Fitzmaurice.
De acordo com o dirigente dos transitários da África Austral e Oriental, as regras de covid-19 introduzidas pelas autoridades da Saúde da África do Sul, que exige a apresentação de um teste PCR à covid-19 negativo válido até 72 horas antes da entrada no país, ou a realização de um teste de antigénio por 170 rands (9 euros) na fronteira, é uma das principais razões pelo atual ‘congestionamento’ na principal fronteira entre os dois países.
“Devido ao baixo custo do teste de antigénio no lado sul-africano da fronteira, a maioria dos viajantes optou por não fazer o teste PCR, que é mais caro em Maputo, cerca de 5.000 meticais ou 1.000 rands [53.34 euros], isto causou um congestionamento massivo na fronteira e os funcionários da saúde ficaram sobrecarregados e esta foi a causa direta do congestionamento no lado de Moçambique”, adiantou à Lusa.
Segundo a fonte, o distanciamento social quase não existe “quando grandes grupos de pessoas são forçados a reunir-se numa área confinada à espera de serem processados pela imigração e pelas autoridades de Saúde”.
“Também há muitas famílias com crianças e bebés, idosos retidos nos seus carros e em táxis por vários dias e noites, em temperaturas excessivas com pouca ou nenhuma água e comida, e também sem uma casa de banho”, sublinhou.
Contactado pela Lusa, o porta-voz do ministério do Interior sul-africano escusou-se a comentar a situação de crise que se vive naquela fronteira, remetendo para as autoridades de saúde o esclarecimento da situação.
“A imigração faz o que todos os funcionários da imigração em todo o mundo fazem, aplica as leis de imigração, como garantir que as pessoas viajem com passaportes e autorizações válidos”, afirmou à Lusa, Siya Qoza
“O ministério que regulamenta os certificados da covid-19 e outras questões de saúde é o ministério da Saúde”, adiantou.
Até momento, a Lusa não obteve qualquer resposta do ministério da Saúde sul-africano.
Em Maputo, o Ministério da Saúde moçambicano disse ter montado brigadas de testagem em Ressano Garcia, mas, segundo as autoridades do país vizinho, a África do Sul tem rejeitado os testes rápidos feitos do lado moçambicano, sem que haja, até aqui, alguma justificação, explicou quinta-feira à Lusa o porta-voz do Serviço Nacional de Migração (Senami) de Moçambique, Celestino Matsinhe.
Mike Fitzmaurice explicou à Lusa que, na quarta-feira, a fila de espera dos camiões na fronteira para entrar na África do Sul era de 25 quilómetros, enquanto que a dos veículos privados e táxis, se estendia a 10 quilómetros “por vezes com quatro faixas que bloqueavam a livre passagem de pesados”.
O impacto económico em termos de perda de receitas para o setor dos transportes, referiu a mesma fonte, ascende a 33 milhões de rands (1,7 milhões de euros) por dia.
“Isso não cobre a responsabilidade dos transportadores para com os seus clientes pelos atrasos na entrega, no carregamento nas viagens de regresso, os assaltos e roubos que são alvo nas longas filas de espera sem segurança por vários dias e noites, e mercadorias estragadas (perecíveis) em temperaturas excessivas, sem falar no aumento dos seguros”, explicou à Lusa.
Na ótica de Mike Fitzmaurice, os pequenos transportadores “não serão capazes de absorver esses custos” e sobreviver à pandemia do novo coronavírus já causou 1.170.590 infeções e 31.809 mortes na África do Sul desde março do ano passado, segundo as autoridades da saúde sul-africanas.
“As transportadoras de Crómio, que costumavam fazer quatro viagens de Steelpoort, na África do Sul, para Maputo, ida e volta, agora só conseguem fazer apenas uma viagem em cinco dias, o que afetou a sua sustentabilidade para sobreviverem”, afirmou à Lusa.
O país registou 521 infecções pela COVID-19, o maior número anunciado em 24 horas, desde Março passado, altura em que o Ministério da Saúde revelou o primeiro paciente. Houve igualmente cinco óbitos e 30 hospitalizações. Nunca antes se revelou uma situação igual.
Assim, o cumulativo de casos subiu para 20.482 e as hospitalizações para 933. As mortes aumentaram igualmente para 181, segundo o director nacional de Assistência Médica no Ministério da Saúde, Ussene Isse.
Aos órgãos de comunicação social, o responsável revelou que do dia 1 de Janeiro a sexta-feira (08), Moçambique registou 1.840 casos do novo Coronavírus, 123 novos internamentos e 15 óbitos. Estes números são “preocupantes para um curto espaço de tempo”.
“O Ministério da Saúde está a acompanhar, com muita preocupação, o aumento de casos da COVID-19 nos últimos dias. Nas últimas semanas, temos assistido a uma aceleração da epidemia no país, caracterizada pelo aumento gradual” de infecções, internamentos e mortes, explicou o director nacional de Assistência Médica do Ministério da Saúde.
De acordo com Ussene Isse, a situação acontece numa altura em que vários países do continente africano enfrentam uma segunda vaga do novo Coronavírus.
O presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, informou, na sexta-feira (08), que não estará presente na cerimónia de tomada de posse de Joe Biden e Kamala Harris, no dia 20 de Janeiro, no Capitólio.
“A todos os que me perguntaram, não irei à tomada de posse a 20 de Janeiro”, anunciou Trump, numa publicação através da sua página oficial do Twitter, segundo escreve o Notícias ao Minuto.
Refira-se que cinco pessoas morreram na invasão do Capitólio, sede do parlamento dos Estados Unidos, por apoiantes de Trump, para contestar o resultado das eleições de 03 de Novembro, que consideram fraudulentas, diz a fonte que citamos.
A selagem electrónica de camiões de carga em trânsito no porto da Beira para o hinterland é morosa, facto que deixa os operadores portuários agastados. A empresa denominada MECTS, responsável pelo processo, cujos valores variam de dois a três mil meticais, conta com apenas 10 trabalhadores para colocarem selos 600 a 700 camiões que transitam no Porto da Beira por dia.
A selagem electrónica de carga transportada em contentores e não só é uma medida recentemente aprovada pelo Governo com a finalidade de combater o contrabando e a fuga ao fisco no país.
No Porto da Beira o processo iniciou na segunda-feira, mas no segundo dia os selos já tinham esgotado e as autoridades alfandegárias não estão a autorizar nenhum camião a sair do porto sem o selo, o que origina congestionamento dentro e fora do recinto portuário.
Lourenço Joaquim, camionista moçambicano, descreveu a situação dentro do Porto da Beira como caótica e complicada. “Estamos aqui desde terça-feira e a indicação que temos é de que nenhum camião sai sem selo. Tudo bem. Não estamos contra. Que selem as nossas carga” mas não existe material para o efeito. “Não há nenhuma satisfação, estamos aqui sem mantimentos e a pernoitar no interior dos camiões. Por favor, que o governo encontre solução para este caso”.
Outro camionista de nacionalidade zimbabweana, Dicksson Tchirere, criticou a atitude da Autoridade Tributária, que na sua opinião não se organizou devidamente para a mudança de processos.
“Estou aqui há três dias. A única informação que tenho é de que as autoridades moçambicanas querem colocar selos nas nossas cargas. Facto estranho é que esses selos não existem e, lamentavelmente, não nos deixam seguir viagem. Estamos a acumular enormes prejuízos por dia”, contou Tchirere, lamentando a falta de saneamento e comida no local.
A situação está a lesar também o próprio Estado e os utilizadores do porto, nacionais e estrangeiros. De acordo com Felix Machado, vice-presidente da Associação dos Agentes Transitários de Moçambique, por cada dia perdido no Porto da Beira, à espera do selo, paga-se cerca de 350 dólares por camião.
“O sistema por si só tem as suas vantagens, se for implementado de forma correcta. O importante é interagirmos. A empresa que está a gerir o processo da selagem electrónica e as autoridades alfandegárias devem interagir com as entidades ligadas ao manuseamento de cargas no Porto da Beira, e tentar perceber como é que o corredor da Beira funciona”, considerou a fonte.
“O segundo aspecto é a implementação gradual da selagem electrónica. Vamos por fases até termos a capacidade para albergar todas as cargas. E não menos importante é fazermos a lista das cargas isentas à selagem e, por último, reduzir o preço, que varia de 2.500 a 3.500 meticais. O valor não se enquadra com a realidade do corredor da Beira”, explicou Machado.
A empresa responsável pela emissão dos selos recusou pronunciar-se sobre o assunto. A Cornelder de Moçambique, empresa gestora do Porto da Beira, afirmou que esteve informada sobre a introdução de selos electrónicos e nunca se mostrou contra.
Contudo, “fomos insistindo que seria necessário abordarmos a introdução deste processo de forma cautelosa, para podermos identificar possíveis constrangimentos. Infelizmente, a articulação não foi ao nível daquilo que nós desejávamos”, lamentou Anselmo Guila, director de Operações da Cornelder de Moçambique, acrescentando que “a introdução dos selos no início desta semana colheu-nos de surpresa”.
As autoridades alfandegárias, em Sofala, garantiram que irão se pronunciar oportunamente sobre este caso.
O presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, foi empossado para o segundo mandato após uma noite marcada por violência entre deputados, por alegado roubo de urnas durante a eleição do novo presidente do parlamento, tendo sido necessária a intervenção do exército.
Nana Akufo-Addo tomou posse na quinta-feira (07), perante um parlamento dividido e liderado pelo deputado da oposição, Alban Bagbin, que conseguiu garantir 138 votos contra 136, segundo a Dw.
“Estou confiante que ambos seremos guiados pelo supremo interesse da nação e que defenderemos a boa governação nos assuntos de Estado”, assumiu o presidente que saudou a eleição de Bagbin e destacou os esforços feitos visando o desenvolvimento económico do país durante o seu primeiro mandato, marcado pela pandemia da COVID-19.
O Gana, um país conhecido por ser um exemplo democrático na África Ocidental, realizou eleições presidenciais e legislativas com calma e sem problemas. No entanto, nos dias seguintes, a violência pós-eleitoral fez vários mortos e feridos.
As Nações Unidas temem uma “transmissão em grande escala da covid-19 na comunidade” na região de Tigray, na Etiópia, devido ao deslocamento de pessoas e ao colapso dos serviços de saúde após o conflito armado que ocorreu naquela região.
Os trabalhadores humanitários finalmente começaram a chegar à região, encontrando hospitais saqueados e até destruídos.
Um novo relatório da ONU baseado nas primeiras avaliações no local confirma algumas das preocupações em torno dos cerca de seis milhões de habitantes de Tigray, desde que o conflito começou em 04 de novembro entre as forças etíopes e as da região de Tigray.
Esta crise ameaça desestabilizar um dos países mais poderosos e populosos da África e próximo de vizinhos como o Sudão.
Os líderes do Tigray dominaram o Governo da Etiópia por quase três décadas antes de o atual primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, assumir o poder e afastá–los no âmbito de profundas reformas no país, que lhe renderam o Prémio Nobel da Paz, também devido ao fim do conflito com a Eritreia.
Abiy rejeitou a “interferência” internacional no conflito, mesmo quando a ONU e outros pediram o acesso irrestrito a Tigray, porque alimentos, medicamentos e outros bens acabaram.
Agora a covid-19 emergiu como a mais recente fonte de preocupação.
“Apenas cinco dos 40 hospitais em Tigray são fisicamente acessíveis”, diz o novo relatório da ONU hoje divulgado.
“Além daqueles em Mekele (capital da província), os hospitais restantes foram saqueados e muitos supostamente destruídos”, indica-se no documento.
O trabalho de vigilância e controlo da covid-19 foi interrompido por mais de um mês em Tigray, e isso, junto com o deslocamento de centenas de milhares de pessoas, provoca o temor de que foi facilitada “a transmissão em grande escala da pandemia pela comunidade”, refere-se no relatório.
A Etiópia tem um dos maiores números de casos no continente africano, com mais de 127.000 infeções confirmadas. Embora a sua taxa de casos diários tenha diminuído nas últimas semanas, as autoridades não disseram se estão a receber dados da região de Tigray.
“As unidades de saúde fora das grandes cidades não estão a funcionar e nas grandes cidades estão a trabalhar parcialmente, sem reservas de suprimentos e ausência de profissionais de saúde”, sublinha-se no relatório da ONU.
O relatório também diz que a região de Tigray permanece volátil.
“Os combates localizados e a insegurança continuam, com conflitos relatados em áreas rurais e nas periferias de Mekele, Shiraro e Shire, entre outros locais, na semana passada”, refere-se no documento.
A situação humanitária geral é “terrível”, segundo a ONU, com suprimentos de alimentos “muito limitados” e relatos de saques generalizados.
“Apenas alimentos produzidos localmente estão disponíveis e a preços crescentes, tornando os bens básicos inacessíveis. A maioria dos residentes de Tigray são agricultores de subsistência, e o conflito interrompeu a colheita”, de acordo com o relatório.
Dois importantes campos que acolhem dezenas de milhares de refugiados na vizinha Eritreia continuam inacessíveis, sendo outra fonte de preocupação, porque foi confirmada a presença de tropas da Eritreia em Tigray.
Ninguém sabe quantos milhares de pessoas foram mortas no conflito. Pelo menos cinco trabalhadores humanitários foram mortos.
Depois de meses de desconfianças mútuas, o primeiro-ministro Abiy Ahmed lançou em 04 de novembro uma operação militar para desalojar os dirigentes “ilegítimos” do Tigray e aí instalar uma nova administração.
A operação acabou oficialmente no final de novembro, mas os antigos dirigentes continuam em fuga e o Tigray continua a ser de acesso muito difícil para a ONU, jornalistas e organizações humanitárias.
Não existe qualquer balanço oficial do conflito, mas os combates levaram mais de 50 mil pessoas a procurar refúgio no Sudão e outros 63 mil a procurar abrigo em outros locais da região, segundo a ONU.
Os países de origem das pessoas que morreram quando um avião comercial ucraniano foi abatido, por acidente, em Teerão em 2020 e as famílias das vítimas exigem justiça e indemnizações do Irão.
Num comunicado conjunto que assinala um ano da tragédia que envolveu o Boeing 737, que efetuava um voo das linhas aéreas internacionais da Ucrânia (UIA) entre Teerão e Kiev, a Ucrânia, a França, o Canadá, o Reino Unido e a Suécia exigem a Teerão “uma total explicação sobre os acontecimentos e as decisões que provocaram o desastre aéreo”.
Anteriormente a Suécia anunciou que o Irão tinha concordado com “compensações às famílias das vítimas estrangeiras”.
O aparelho foi abatido pela Guarda Revolucionária do Irão na mesma noite em que Teerão lançou um ataque com mísseis contra uma base militar norte-americana no Iraque.
O ataque foi uma operação de retaliação contra a morte do general QassemSoleimani, pelos Estados Unidos, no dia 03 de janeiro de 2020.
O avião comercial acabava de descolar do aeroporto de Teerão em direção a Kiev.
As vítimas eram civis: 57 canadianos, 17 suecos e residentes na Suécia, 11 ucranianos, quatro afegãos, quatro britânicos.
Inicialmente o Irão negou responsabilidades no desastre mas depois admitiu que se tratou de um erro dos militares que dispararam de forma não intencional contra o aparelho provocando a morte de todos os ocupantes.
O documento tornado público hoje é subscrito por membros dos governos do Afeganistão, Canadá, Ucrânia, Suécia e Reino Unido.
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