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Biden anuncia sanções a Mianmar e exige renúncia de militares

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou na quarta-feira (10) a imposição de sanções econômicas a membros do governo militar que tomou o poder na semana passada em Mianmar, e insistiu que os militares “devem renunciar”.

Os militares de Mianmar “devem renunciar ao poder tomado e demonstrar respeito pela vontade do povo, expressada nas eleições de 8 de novembro”, comentou Biden em discurso na Casa Branca.

“Identificaremos uma primeira rodada de alvos nesta semana, e também vamos impor fortes controles às exportações”, acrescentou o mandatário americano.

Em concreto, Biden anunciou o congelamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) que o governo de Mianmar tem nos EUA para evitar que o dinheiro “seja controlado pelos generais”.
No dia 2 de fevereiro, um dia após a revolta militar, o governo de Biden classificou o ato como golpe de Estado e anunciou que restringiria a ajuda voltada às autoridades de Mianmar, mais ainda mantendo a assistência humanitária à população, incluindo a minoria rohingya.

Desde o golpe de Estado, ao menos 190 pessoas foram detidas e 19 delas foram liberadas depois, informou nesta quarta-feira a Associação para a Assistência de Presos Políticos em Mianmar.

Milhares de pessoas em Mianmar desafiaram na terça-feira a lei marcial decretada no dia anterior pelos militares em várias vidades e distritos de Rangum, a antiga capital e cidade mais populosa, para expressar rejeição ao governo militar, liderado pelo general Min Aung Hlaing.

Em discurso à nação na noite de segunda-feira, o general alegou uma grande fraude nas eleições de 8 de novembro como argumento para justificar a tomada do poder.

As eleições, nas quais os observadores internacionais não identificaram nenhum problema, foram vencidas, como em 2015, pela Liga Nacional para a Democracia, da vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2001 Aung San Suu Kyi, com 83% dos votos.

Cobrança de receitas acima da meta relativo ao ano económico 2020

A cobrança de receitas do Estado em 2020 foi de 236,321.5 milhões de meticais, o que representa 110,4 por cento em relação à meta prevista de 214,141.7 milhões, segundo informação partilhada, na terça-feira (09), no fim da IV Sessão Ordinária do Conselho de Ministros.

Ainda assim, este resultado representa um decréscimo em relação a 2019, ano em que as receitas cobradas se situaram em 276.788.2 milhões de meticais.

O Conselho de Ministros indica que a despesa total do Estado foi de 337.397,3 milhões de meticais (90,2 por cento), dos 374.096,6 milhões de meticais previstos, contra 313.621,4 milhões de meticais em 2019.

Na sessão que apreciou o balanço do Plano Económico e Social (PES) e o Relatório de Execução do Orçamento do Estado de 2020, a submeter à Assembleia da República, foi dado a conhecer que dos 548 indicadores do PES do ano passado avaliados, 411 alcançaram a meta, dos quais 296 de forma integral e 115 parcialmente.

Não obstante estes resultados, o Governo refere que o ano foi fortemente influenciado por diversos factores negativos, com realce para a pandemia da Covid-19, o terrorismo em Cabo Delgado e os ataques na zona Centro do país.

Segundo ainda a fonte, no período em análise, o país registou uma estabilidade macro-económica interna caracterizada por um aumento da cobertura das reservas internas líquidas, que passaram de 52,8 meses, previstos no plano, para 6 meses.

Registou igualmente uma estabilidade na inflação, ao situar-se em 3,14 por cento, contra 2,78 por cento em igual período de 2019, abaixo dos 6,6 por cento previstos para o presente ano.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou o decreto que estabelece, como serviço público, o acesso universal e gratuito ao Boletim da República, editado e publicado em forma electrónica e as demais condições da sua utilização e revoga o Decreto nº 41/2006, de 27 de Setembro.

“Mambinhas” já se encontram na Mauritânia

A Seleção Nacional de Futebol de Sub-20, vulgo “Mambinhas”, viajou na quarta-feira (09) com destino a Nouakchott, capital da Mauritânia, numa viagem bastante curta, que teve a duração de duas horas e meia.

Os Mambinhas efectuaram ainda na quarta-feira (09), no Complexo Desportivo Pére Jego, um treino de recuperação, depois da desgastante viagem que teve escalas em Joanesburgo (África do Sul), Doha (Qatar) e Casablanca (Marrocos). Mesmo com a alteração da rota do voo, que anteriormente estava prevista para obedecer escalas em Portugal e Marrocos, por se tratar de um percurso menos longo, a viagem decorreu sem sobressaltos.

Num ambiente descontraído e bastante animado, os treinados de Dário Monteiro privilegiaram um treino descontraído e animado, sempre em permanente contacto com a bola. Os “Mambinhas” irão terminar o seu ciclo preparatório na Mauritânia, tendo em vista a sua participação na 22ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), que arranca no dia 14 de Fevereiro, devendo terminar a 6 de Março deste ano.

A estreia de Moçambique será diante do Uganda, no dia 15 de Fevereiro, na primeira jornada do grupo “A”, pelas 15.00 horas, no Stade Olympique Nouakchott. Na segunda jornada, o combinado nacional entra em cena no dia 17 do mesmo mês, jogando com a anfitriã Mauritânia, pelas 21.00 horas, no campo acima mencionado. Os “Mambinhas” encerram a fase de grupos com os Camarões, no dia 20 de Fevereiro, pelas 21.00 horas, no sintético de Nouakchott.

Dando uma actualização de dados relativamente aos três jogadores que acusaram positivo para a Covida-19 na cidade de Maputo, o médico da selecção moçambicana Mussa Mamudo Calu disse que “temos a notícia de que eles são assintomáticos e estão a recuperar no hotel onde estão alojados. Esperamos que eles venham a tempo de integrar a equipa. Ao fim de oito dias, eles deverão fazer um teste de controlo”.

Wuhan segundo a OMS pode não ser a origem do novo coronavírus

Representantes da missão da Organização Mundial de Saúde (OMS) foram à China para descobrir as origens do novo coronavírus disseram na terça-feira (09) que o vírus pode ter circulado em outro lugar antes de Wuhan, cidade chinesa onde foi detectado pela primeira vez em Dezembro de 2019.

As declarações foram feitas durante a primeira conferência de imprensa que o grupo fez sobre a missão.

A OMS também disse que a hipótese de que o vírus tenha escapado num acidente de laboratório é “extremamente improvável” e que essa possibilidade não está entre as que a organização sugere para estudos futuros.

A equipa da OMS chegou a Wuhan em 14 de Janeiro. Após duas semanas de quarentena, os integrantes, de 10 países, visitaram locais incluindo hospitais, o mercado de frutos do mar de Huanan – origem do primeiro grupo conhecido de infecções – e o instituto de virologia de Wuhan, que esteve envolvido em pesquisas do coronavírus.

O chefe da equipa chinesa na agência das Nações Unidas disse que não há evidências de que o vírus estivesse a circular antes de Dezembro de 2019, quando os primeiros casos no mundo da nova doença, baptizada mais tarde de Covid-19, foram relatados.

“Não há indicação da transmissão do SARS-CoV-2 na população do período anterior a Dezembro de 2019”, disse Liang Wannian.

O especialista em vírus Peter Ben Embarek, que participou da missão da OMS, afirmou, por seu turno, que a apuração revelou novas informações, mas não mudou “dramaticamente” o cenário da pandemia.

“As nossas descobertas iniciais sugerem que a introdução, através de uma espécie hospedeira intermediária, é o caminho mais provável, o que exigirá mais estudos e pesquisas específicas”, disse Embarek.

Sistema de baixas pressões evolui no canal de Moçambique

Continua a evoluir o sistema de baixas pressões que se formou no canal de Moçambique no domingo (07), mantendo “fortes probabilidades” de atingir o estágio de Depressão Tropical na sexta-feira (12), refere o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

Em comunicado emitido na tarde de quarta-feira (10), o INAM reitera a previsão do sistema atingir a costa moçambicana, pelas províncias de Sofala e Inhambane, afectando navegação marítima entre Quelimane, Zambézia, e Ponta de Ouro na província de Maputo.

A nota aponta que devido a interacção deste sistema com uma frente fria muito activa, as províncias de Maputo e Gaza poderão registar chuva intensa, acompanhada de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes.

INAM diz prosseguir a monitoria do fenómeno, e apela a população para que continue atenta aos avisos difundidos pelas autoridades competentes.

Olam anuncia fecho de fábricas de castanha de caju em Moçambique

A multinacional do ramo agropecuário Olam vai encerrar as suas fábricas de castanha de caju em Moçambique, devido às “tendências e dinâmicas globais no mercado”, numa medida que vai afetar milhares de trabalhadores, foi anunciado em comunicado.

A nota, a que a Lusa teve acesso ontem (10), avança que a paralisação da atividade em Moçambique deve-se igualmente a dificuldades de acesso a castanha de caju de qualidade e em quantidade suficientes.

“Como investidor do setor agrícola em Moçambique com mais de 22 anos de atividade e como principal participante e empregador no setor, lamentamos o custo que tais ajustes trazem aos nossos funcionários e às comunidades agrícolas que temos apoiado ao longo deste período”, refere o comunicado.

A nota não refere o número de trabalhadores e produtores de castanha que serão afetados pela medida, mas na sua página oficial, a Olam assinala que emprega 500 trabalhadores permanentes e 1.250 sazonais em três fábricas em Moçambique.

A Olam também opera unidades de produção de óleo alimentar em Moçambique, mas a nota não refere se a medida vai afetar este segmento.

Covid-19: Moçambique testa eficácia de vacina contra tuberculose

O Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM), sul de Moçambique, começa este mês ensaios clínicos sobre a eficácia da BCG, vacina usada contra a tuberculose, no combate à covid-19, disse ontem(10) o diretor científico da instituição.

Francisco Saúte afirmou, em entrevista à emissora pública Rádio Moçambique (RM), que até 520 profissionais de saúde do distrito da Manhiça poderão “ser recrutados” para a toma da vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin) visando determinar o seu poder de proteção contra a covid-19.

“O que se pensa é que a BCG possa também ser benéfica no combate à covid-19, essa é a hipótese que se levanta”, acrescentou Saúte.

O CISM pretende replicar ensaios já em curso em países como África do Sul, Holanda e Austrália sobre a provável capacidade da referida vacina no combate à pandemia.

“Pode ser que a vacina não impeça a infeção, mas consiga impedir as formas mais graves de infeção pelo novo coronavírus”, enfatizou o diretor científico do CISM.

Por outro lado, um eventual falhanço da eficácia da vacina nos países que já estão a fazer ensaios não implica necessariamente que a mesma não possa ser válida noutros territórios, tendo em conta as diferenças de estrutura demográfica e perfil epidemiológico, explicou Francisco Saúte.

O entusiasmo em relação à BCG também decorre da relativa baixa taxa de infeção nos países que tem este instrumento contra a tuberculose no seu calendário de vacinação obrigatório.

O diretor científico do CISM avançou que os resultados dos ensaios que se iniciam este mês poderão estar prontos dentro de 18 meses, seguindo-se depois o processo de aprovação pela Comissão Nacional de Bioética de Moçambicano, caso os resultados sejam positivos.

As unidades de BCG que vão ser usadas nos testes em Moçambique já foram encomendadas num país europeu e serão enviados para o país africano, logo que as necessárias autorizações forem obtidas.

“Temos estruturas, equipamentos e investigadores prontos para o arranque dos testes”, assegurou Francisco Saúte.

A BCG foi criada em 1921 por Léon Calmette e Alphonse Guérin e leva as iniciais dos nomes dos dois investigadores em sua honra.

Moçambique contabiliza um total acumulado de 480 mortes e 45.785 casos de infeção pelo novo coronavírus, dos quais 60% são considerados recuperados e outros 312 estão atualmente internados (81% na cidade de Maputo).

Há buracos na Av. Julius Nyerere

Avenida Julius Nyerere, no troço entre a ponte da Praça dos Combatentes e da Juventude, necessita de uma intervenção com vista a minimizar aos buracos, que ganham mais revelo com as chuvas que vão caindo na cidade de Maputo.

A degradação da avenida é tanta que torna-se um pesadelo a circulação de veículos automóveis.

Segundo Afonso Bila, transportador da rota Praça dos Combatentes/Albasine, os buracos tornam a marcha lenta, prejudicando o cumprimento das receitas diárias.

“Por outro lado, há risco de ocorrência de acidentes de viação, por causa das manobras que fazemos para fugir dos buracos”, disse Bila.

Para Berta Macamo, residente no bairro Mavalane, o tapamento de buracos, como a restauração das margens da estrada é fundamental para evitar danos maiores na rodovia.

“A estrada pode ficar intransitável, caso volte a chover com intensidade. Por isso, apelamos ao município para que reabilite a via com urgência”, lamentou.

GCCC considera que custo da corrupção no país “ é violento”

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de Moçambique considerou “violento” o custo da corrupção no país, criticando a falta de mobilização da sociedade contra este tipo de delitos.

“O custo da corrupção continua violento na administração pública e o seu impacto atinge o cidadão pacato”, disse o porta-voz do GCCC, Estêvão Manjate, em entrevista à Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Só em 2020, a corrupção resultou no desvio 1,3 mil milhões de meticais (14,2 milhões de euros) do Orçamento do Estado para benefício próprio dos gestores públicos, avançou Estêvão Manjate.

“Este prejuízo foi mais evidente no contexto da pandemia de covid-19, que mostrou a fragilidade das nossas infraestruturas sociais”, acrescentou.

Manjate apontou a grande e média corrupção caraterizadas pelo desvio de fundos na administração pública e protagonizadas por funcionários seniores e dirigentes como um dos maiores flagelos na administração pública.

O porta-voz do GCCC apontou os setores da saúde, registos e notariados, Instituto Nacional de Transportes Terrestres (Inater), educação e alfândegas como os mais críticos, devido a uma maior procura de serviços pelos utentes.

Estêvão Manjate criticou a falta de mobilização social no combate ao abuso de recursos do Estado, apontando, em concreto, a ausência de compromisso por parte dos quadros dirigentes.

“Quando se trata de lançamento de campanhas agrárias, de vacinação ou de processos eleitorais, observamos um envolvimento de todos, incluindo os governantes ao mais alto nível. No dia que conseguirmos isso [em campanhas de combate à corrupção], vamos melhorar o índice de perceção [sobre a corrupção]”, frisou.

Apesar dessa lacuna, prosseguiu, a justiça tem conseguido que 95% de processos sobre corrupção cheguem a julgamento, resultando na condenação dos implicados.

“Felizmente, 95% dos processos de corrupção que são objeto de acusação tiveram arguidos responsabilizados”, referiu o porta-voz do GCCC.

Estêvão Manjate elogiou as inovações introduzidas no Código Penal, porque agrava as molduras penais aplicadas aos crimes de corrupção.

Moçambique perdeu um ponto, passando de 26 para 25, e caiu três posições, da 146.ª para 149.ª, na edição relativa a 2020 do Índice de Perceção da Corrupção da Transparência Internacional (TI).

INGD alerta para chuvas e ventos fortes no fim de semana

O Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) de Moçambique emitiu na quarta-feira (10) um aviso para a saída da população de zonas baixas devido à aproximação de uma depressão tropical.

Em causa está o sistema de baixas pressões que se formou no canal de Moçambique no domingo e que, segundo comunicado de hoje do Instituto Nacional de Meteorologia (Inam), pode agravar-se nos próximos dias.

“O INGD apela às populações das províncias em risco a retirarem-se das zonas vulneráveis”, lê-se no comunicado.

A depressão deve chegar à costa moçambicana no sábado, atingindo as províncias de Sofala (centro) e Inhambane (sul).

“Devido à interação deste sistema com uma frente fria muito ativa”, as províncias de Maputo e Gaza podem também registar “chuvas fortes, localmente muito fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas fortes”.

O país está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

Este ano milhares de pessoas já foram afetadas pelas intempéries.

A tempestade Chalane atingiu o centro do país no final do ano e provocou sete mortos, seguindo-se o ciclone Eloise, em janeiro, com um balanço de 12 mortos.

Inflação homóloga em Moçambique sobe para 4,09% em janeiro

A inflação homóloga em Moçambique subiu para 4,09% em janeiro, anunciou na quarta-feira (10) o Instituto Nacional de Estatística, passando a fasquia dos 4% que já não era ultrapassada desde 2018.

A tendência de subida da inflação homóloga verifica-se desde agosto de 2020, altura em que se fixou em 2,75%, de acordo com os quadros do INE do Índice de Preços no Consumidor (IPC).

“As divisões de ‘alimentação e bebidas não alcoólicas’ e de ‘bebidas alcoólicas e tabaco’, foram em termos homólogos as que registaram maior variação de preços com cerca de 9,14% e 8,47%, respetivamente”, nota o boletim.

A cidade de Nampula, no norte do país, liderou a tendência de aumento do nível geral de preços, seguida da cidade da Beira e da cidade de Maputo.

Na mesma linha, a inflação média a 12 meses em Moçambique está a subir desde março de 2020, atingindo 2,19% em janeiro.

Em termos mensais, o ano de 2021 começou com uma inflação mensal de 1,18%, com a alimentação, bebidas não alcoólicas, vestuário e calçado a terem a maior contribuição na subida de preços.

“A cidade da Beira teve no período em análise uma variação mensal mais elevada (2,09%), seguida da cidade de Nampula (1,13%) e por fim, a cidade de Maputo (0,87%)”, conclui.

O boletim de hoje do INE corrige ainda a inflação de 2020 de 3,52% (publicada em janeiro) para 3,14%.

O Banco de Moçambique anunciou em janeiro uma “substancial revisão em alta das perspetivas de inflação para o médio prazo” que refletem “a contínua depreciação do metical, num ambiente de maior agravamento dos riscos e incertezas”.

Os valores do IPC são calculados pelo INE a partir das variações de preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

Exames finais de Biologia e Português marcados por falta de mais da metade dos alunos na segunda chamada

Duzentos e cinquenta e três alunos, de um total de 412 inscritos para os exames da segunda chamada, nas disciplinas de biologia e português da 10ª classe, não se apresentaram nas escolas da capital do país, facto que preocupa as autoridades de educação.

Por outro lado, o balanço preliminar dos exames da 12ª classe realizados na segunda-feira indica que, dos 157 candidatos inscritos na disciplina de português, 138 fizeram as provas finais. Quanto ao teste de filosofia, dos 140 estudantes alistados, apenas 10 faltaram as provas.

Relativamente aos externos, a Direcção da Educação da Cidade de Maputo (DECM) inscreveu 92 alunos para o exame de português, dos quais 86 realizaram os testes.

Artur Dombo, director da Educação da Cidade de Maputo, disse que o número de alunos que continuam a faltar aos exames é preocupante. Esta é a última oportunidade concedida aos educandos que não fizeram a primeira chamada, afirmou.

“Iremos apurar quem são os ausentes por motivos de doenças, tanto na primeira como na segunda chamada, para posteriormente o ministério tomar uma decisão”, garantiu.

Dombo explicou que, até ao momento, a cidade de Maputo regista seis casos de alunos infectados pela Covid-19 e que faltaram quer a primeira quer a segunda chamada.

Segundo o director da educação da cidade, o maior número de faltosos é constituído por alunos do curso nocturno, que não voltou à escola aquando da retoma das aulas presenciais.

Covid-19: Moçambique regista mais seis mortes e 951 novos infetados

Mais seis pessoas morreram devido ao novo coronavírus em Moçambique e outras 951 foram infetadas nas últimas 24 horas, anunciou ontem (10) o Ministério da Saúde.

As vítimas mortais são de nacionalidade moçambicana, com idades entre 38 e 83 anos, das quais uma morreu hoje e cinco na terça-feira, explicou um boletim de atualização de dados sobre a doença em Moçambique.

O número total de óbitos no país subiu para 486, havendo ainda um cumulativo de 46.736 pessoas infetadas, com os 951 anunciados hoje.

Do total acumulado de casos, 60% são considerados recuperados e outros 311 estão internados, maioritariamente (81%) na cidade de Maputo, segundo o documento.

A cidade capital, Maputo, tem ainda o maior número de casos ativos, 9.741, do total de 17.851 existentes no país.

Um total de 370.782 pessoas suspeitas foram testadas no país, desde que se declarou o primeiro caso em março, das quais 2.788 nas últimas 24 horas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.341.496 mortos no mundo, resultantes de mais de 106,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

”My Love” proibidos e horários dos autocarros ajustados em Maputo

O Município de Maputo anunciou, na quarta-feira (10), a interdição do transporte de passageiros em viaturas de caixa aberta, os chamados ‘my lovee o reajuste do horário de circulação dos transportes públicos de passageiros no quadro das medidas de contenção da Covid-19.

Assim, os transportes públicos de passageiros passam a fazer a última carreira diária às 20:10 para que até às 21:00 horas todas as viaturas estejam paradas.

Quanto às viagens aéreas, os passageiros de voos que cheguem depois de 21:00 horas deverão usar o cartão de embarque ou a passagem para justificar a sua presença na estrada àquela hora.

O presidente do Conselho Municipal, Eneas Comiche, anunciou estas medidas em conferência de imprensa havia na quarta-feira no Paços do Município.

Ainda no quadro do recolher obrigatório, o Conselho Municipal reajustou o horário de funcionamento dos mercados retalhistas, Grossista do Zimpeto, das feiras de insumos agrícolas e do pavilhão do mercado do Peixe que passam a operar das 6:00 às 17:00 horas, de segunda a sábado.

Comiche defende que a inversão do actual padrão de transmissão, com um elevado número de infecções e, consequentemente, de óbitos e internamentos, depende da acção individual e colectiva dos munícipes.

Fomos “demasiado optimistas” sobre produção de vacinas diz Von der Leyen

A presidente da Comissão Europeia disse na quarta-feira (10) que a União Europeia (UE) foi “demasiado optimista”, quanto ao ritmo de produção de vacinas contra a covid-19, apelando à indústria farmacêutica para “se adaptar ao ritmo acelerado da ciência”.

“Esta luta contra o vírus não está [a ser] como gostaríamos. Demorámos mais tempo na autorização e fomos demasiado optimistas na produção de vacinas e talvez tenhamos mostrado uma confiança de que o produto iria chegar atempadamente e, portanto, temos de tirar ilações”, declarou Ursula Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia, que falava na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Bruxelas, para fazer um ponto de situação relativamente à estratégia da UE sobre a vacinação contra a covid-19 após várias polémicas com as farmacêuticas, insistiu que o bloco comunitário “subestimou as dificuldades da produção em grande escala destas vacinas”.

Notando que, normalmente, “é preciso cinco a 10 anos” para criar uma vacina e que, desta vez, “isso foi feito em 10 meses”, a líder do executivo comunitário vincou que “a ciência ultrapassou a indústria” ao ter conseguido este “grande êxito”.

Ursula von der Leyen instou, por isso, as empresas farmacêuticas a “adaptarem-se ao ritmo acelerado da ciência”.

Ainda assim, fez questão de sublinhar que “a vacinação na Europa ganhou já um determinado ritmo”, apontando que, até ao momento, foram já vacinadas mais de 70 milhões de pessoas.

“E podemos conseguir que uma parte substancial da população adulta da UE seja vacinada até final do verão”, adiantou.

O debate decorre numa altura de tensão entre Bruxelas e as farmacêuticas, que não deverão entregar as doses acordadas com a Comissão Europeia para estes primeiros meses de 2021 por não terem capacidade de produção suficiente para os 27 Estados-membros, o que já levou a atrasos na distribuição.

Faltam depósitos de lixo em Pemba

Cidadãos da baía de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, deitam o lixo no chão por falta de depósitos. A edilidade reconhece o problema e diz que nos próximos três meses haverá pelo menos 50 unidades para resíduos sólidos.

“No meu bairro deitamos o lixo no chão porque o município não disponibiliza contentores”, contou Paulo Alfredo, morador de Natite, subúrbio de Pemba.

A situação está a preocupar algumas pessoas, sobretudo os que moram próximo dos locais habituais de recolha de lixo, alegadamente devido ao cheiro nauseabundo.

“O lixo fica espalhado na rua e nós somos obrigados a passar a correr porque cheira muito mal”, reclamou Renígia Sabie, outra munícipe daquela cidade.

Para evitar que o lixo continue a espalhar-se pelas ruas da urbe, alguns cidadãos pedem a colocação de depósitos nos pontos de recolha. Zainabo Vasco, do bairro Ingonane, disse que em tempo a edilidade alocava dois contentores na sua zona, mas agora nem um.

“Solicitamos contentores ao município porque a cidade está a ficar mais suja. As nossas crianças brincam com o lixo, o que pode pôr em risco as suas vidas”, disse Zainabo.

O município de Pemba reconheceu a preocupação dos cidadãos e confirmou a indisponibilidade de depósitos de lixo na cidade.

Há falta de meios para atendimento de doentes infectados por COVID-19 na Beira

Os bancos e as paragens de transporte semi-colectivo de passageiros continuam a registar aglomeração na cidade da Beira, província de Sofala. A situação acontece numa altura em que as autoridades de saúde já se queixam da escassez de ventiladores para assistir aos internados devido à doença.

Filas enormes, com gente a não obedecer o distanciamento físico de pelo menos dois metros, conforme a recomendação do Governo. Os clientes reconheceram o perigo de estarem aglomerados, mas alegaram que parte da culpa é dos gestores das instituições bancárias.

“Não é possível acabar com as filas nos bancos com balcões sem profissionais suficientes para atender aos clientes. Enquanto os gestores não respeitarem os clientes, vamos assistir a esse tipo de situações. As pessoas não estão aqui [no banco] porque gostam, mas sim porque não têm outras soluções” para os problemas que os levam aos bancos, disse António Caetano, cliente.

Outro cenário de aglomeração verificou-se numa operadora de telefonia móvel, em resultado de uma promoção. “Não há marcadores para o distanciamento entre as pessoas”, revelou um munícipe.

As aglomerações repetem-se um pouco pela cidade. A situação acontece numa altura em que a província de Sofala conta com 1.771 infecções activas num total de 2.409. Catorze pessoas já morreram por Coronavírus.

Reginaldo Faite troca Cazaquistão pela Macedónia

O internacional moçambicano, Reginaldo Faite, foi apresentado como reforço do Shkupi da Macedónia, ontem (10), para a segunda etapa do campeonato daquele país.

Depois de não ter renovado o seu contrato com o Kaysar do Cazaquistão, clube que representou desde o início de 2020, Reginaldo aceitou seguir para um novo rumo, a Macedónia, onde vai encontrar um campeonato bastante competitivo, contando com 12 clubes, sendo que o novo clube do internacional moçambicano luta pelo título.

Esta contratação do avançado moçambicano é mesmo para atacar a última etapa da prova, quando foram disputadas 18 jornadas, faltando seis para o seu final. O Shkupi está na segunda posição, actualmente com 33 pontos, estando a seis do líder, Shkendija, que soma 39.

Reginaldo pode estrear-se assim, pelo seu novo clube, já no domingo, quando o Shkupi visitar o Borec, equipa que está na sexta posição, com 25 pontos.

No campeonato macedónio, o campeão vai à Liga dos Campeões, enquanto o segundo e o terceiro vão a Liga Europa.

Pelo seu anterior clube, o Kaysar, Reginaldo disputou 16 partidas, tendo marcado apenas dois golos.

Maiores financiadores da COVAX vão ajudar Moçambique no combate ao Coronavírus

A França e a Alemanha garantem apoio a Moçambique no combate ao novo Coronavírus, através da disponibilização de vacinas pela COVAX Facility, iniciativa na qual são os maiores financiadores. Diplomatas dos dois países falavam ontem (10), em Maputo, após um encontro de cortesia com a presidente da Assembleia da República.

“Na União Europeia, a Alemanha e a França são os maiores financiadores da facilidade COVAX, que já anunciou a entrega de vacinas para Moçambique nas próximas semanas”, sublinhou David Izzo, embaixador da França em Moçambique, destacando que de nada valeria vacinar só as populações da França e da Alemanha porque a pandemia é preocupação de todo o mundo.

Nesse contexto, “a Alemanha, a França, Moçambique e a União Europeia estão comprometidos em a vacinação chegar aos mais frágeis do mundo”, afirmou David Izzo.

Os dois diplomatas reconhecem ainda que a contenção da propagação da COVID-19 é uma batalha global que só pode ser vencida vacinando as pessoas de todos os continentes, mas tal exige, nalgumas vezes, paciência.

“É um compromisso da chanceler alemã, do presidente francês e da União Europeia que pretendemos realizar nos próximos meses. Infelizmente, precisamos de paciência porque todos os países querem a mesma vacina para lutar contra a mesma pandemia. Então, estamos juntos nesse barco”, tranquilizou o diplomata francês.

As declarações foram feitas minutos depois do encontro de cortesia entre os embaixadores da França, Alemanha, Tanzânia, Tailândia e Venezuela e a presidente da Assembleia da República, Esperança Bias. O objectivo era o reforço das relações de cooperação com os parlamentos daqueles países.

Restos mortais do Chefe do Estado Maior-General das FADM, foram a enterrar

Foram a enterrar na quarta-feira (10) em Moma, província de Nampula, os restos mortais do Chefe do Estado Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM, general de exército, Eugénio Mussa, falecido segunda-feira vítima de doença.

O Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), Filipe Nyusi,( foto) participou na tarde desta quarta-feira no funeral do general do exército, Eugénio Mussa, realizado no cemitério familiar.

Depois do funeral, Filipe Nyusi confortou os familiares e a viúva, garantindo que o legado, força e bravura com que Eugénio Mussa empreendeu, será sempre aplicado para a defesa da Pátria.
Eugénio Mussa que ingressou nas fileiras do exército moçambicano aos dezassete anos, morreu aos 64 anos de idade, deixa viúva e sete filhos.

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