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Sábado, Julho 25, 2026
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Enxaqueca é muito mais do que uma simples dor de cabeça: um alerta médico

A enxaqueca é a segunda maior causa de anos vividos com incapacidade em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Conheça esta patologia com as explicações da médica e professora Raquel Gil Gouveia, especialista em Neurologia.

Cerca de 15% da população mundial sofre de enxaqueca, um valor mais elevado que a asma e a diabetes em conjunto, no entanto a maioria dos doentes sente que o seu problema não é reconhecido como uma doença incapacitante e, em consequência, sentem-se incompreendidos, estigmatizados e até discriminados.

A enxaqueca pode afetar pessoas de todas as idades, inclusivamente crianças, sendo três vezes mais frequente nas mulheres que nos homens.

Em Portugal, estima-se que cerca de 1,5 milhões de pessoas sofram de enxaqueca, o que significa que, em média, todos os dias há cerca de 150.000 pessoas a sofrer uma crise de cabeça violenta, com náuseas, dificuldades de concentração, intolerância à luz, aos ruídos e aos movimentos.

Essa incapacidade impede-as de realizarem as atividades habituais do dia-a-dia – como trabalhar, fazer as tarefas domésticas ou mesmo ir à escola.

Origem genética

A enxaqueca é, assim, muito mais do que uma simples dor de cabeça e distingue-se das restantes dores de cabeça por este padrão de sintomas associados e pela incapacidade que produz.

Covid-19: Reino Unido propõe cessar fogo em zonas de conflito

O Reino Unido vai instar, esta quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU a aprovar uma resolução que promova o cessar-fogo em zonas de conflito para permitir a vacinação contra a covid-19 a populações deslocadas ou refugiadas.

Estima-se que mais de 160 milhões de pessoas corram o risco de ser excluídas da vacinação contra o coronavírus, como no Iémen, Sudão do Sul, Somália e Etiópia, por falta de assistência devido à instabilidade política e conflitos locais.

O Reino Unido prometeu 548 milhões de libras, sendo um dos maiores financiadores da iniciativa COVAX, liderada pela Organização Mundial da Saúde, que visa assegurar o acesso global e equitativo às vacinas contra a covid-19, com 1,3 mil milhões de doses.

Futura líder da OMC quer promover acesso dos países pobres às vacinas

Ngozi Okonjo-Iweala, futura líder da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse que a organização deve regressar ao objetivo de melhorar o nível de vida das pessoas e promover o acesso dos países pobres às vacinas de covid-19.

A nigeriana, primeira mulher e a primeira a africana a liderar a OMC, afirmou que a organização é “demasiado importante para estar atrasada, paralisada e moribunda”.

Ngozi Okonjo-Iweala, que assumirá as rédeas da OMC a partir 1 de março, enumerou os seus objetivos imediatos: assegurar que as vacinas sejam produzidas e distribuídas em todo o mundo, não só nos países ricos, mas também resistir à tendência para o protecionismo que cresceu com a pandemia, de modo a que o comércio livre possa contribuir para a recuperação económica.

“Creio que a OMC pode contribuir mais para a resolução da pandemia de covid-19, ajudando a melhorar o acesso às vacinas por parte dos países pobres”, afirmou.

“É realmente do interesse de cada país ver todos serem vacinados”, acrescentou.

Alguns países, como a Índia e a África do Sul, apelam à isenção dos direitos de propriedade intelectual sobre as vacinas contra a covid-19 para as tornar mais acessíveis e permitir uma implantação mais rápida. Ngozi quer evitar uma discussão entre os membros da OMC, e está a abordar o problema de um ângulo diferente.

Renamo considera inconstitucional recolher obrigatório em Maputo

 A Renamo principal partido da oposição em Moçambique, considerou ontem (16) “inconstitucional” o recolher obrigatório decretado para a cidade de Maputo e alguns distritos da província de Maputo visando conter a propagação de covid-19.

O porta-voz da Renamo na cidade de Maputo, Ivan Mazanga, disse à agência Lusa que as limitações dos direitos fundamentais só podem ser impostas através do estado de emergência, estado de sítio e estado de guerra aprovados pela Assembleia da República e não por via de um estado de calamidade pública, como é o caso do atual recolher obrigatório.

“O recolher obrigatório a partir das 21:00 é uma séria limitação a um direito fundamental, que é a livre circulação, e isso não pode ser determinado ao abrigo do estado de calamidade pública e pelo executivo, sem o crivo da Assembleia da República”, avançou Ivan Mazanga.

A Renamo, segundo este dirigente, está a estudar a possibilidade de pedir a declaração de inconstitucionalidade do recolher obrigatório em vigor junto do Conselho Constitucional (CC).

“Estamos a avaliar as opções que a Constituição da República e a lei nos dão para nos opormos veementemente a esta inconstitucionalidade”, acrescentou.

O porta-voz da Renamo em Maputo, antigo deputado do partido à Assembleia da República, acusou ainda as autoridades de “desproporcionalidade” na imposição do recolher obrigatório, por serem implacáveis em relação à presença de trabalhadores na via pública, a partir das 21:00, num contexto em que o sistema de transporte público em Moçambique é deficiente.

“Uma vez que o nosso sistema de transporte público é deficiente, defendemos razoabilidade no rigor com que se aplica o recolher obrigatório”, sublinhou Ivan Mazanga.

A cidade de Maputo e os distritos de Matola, Marracuene e Boane vivem sob recolher obrigatório desde o dia 05 de fevereiro mês por um período de 30 dias, entre as 21:00 e as 04:00.

As novas restrições foram decretadas face ao aumento do número de óbitos, internamentos e casos de covid-19 que, só em janeiro, superaram os números de todo o ano de 2020, concentrando-se em Maputo.

Mais de 22 mil pessoas em risco de fome devido ao corte de estradas na província de Gaza

Mais de 22 mil habitantes do distrito de Massangena, província de Gaza, sul de Moçambique, enfrentam o risco de fome, devido à falta de abastecimento alimentar provocada pelo corte de vias de acesso pela chuva, anunciou o governo distrital.

Gracinda Macamo, administradora de Massangena, disse hoje à emissora pública Rádio Moçambique que o comércio no distrito está quase paralisado, porque o transporte de mercadorias está com dificuldades de garantir o abastecimento alimentar.

“Só temos comida para os próximos cinco dias”, declarou Gracinda Macamo.

As vias rodoviárias entre Massangena e outros pontos da província de Gaza estão cortadas, devido à chuva torrencial que cai no sul de Moçambique, acrescentou.

Na província de Inhambane, também no sul, vários acessos rodoviários e pontes também estão intransitáveis, devido à chuva, disse o delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) na província, Dady Mendes.

Dady Mendes avançou que a ANE mobilizou 20 empreiteiros para a reparação dos “troços problemáticos”.

Moçambique está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

Este ano milhares de pessoas já foram afetadas pelas intempéries.

As mais graves foram a tempestade Chalane, no final do ano, e o ciclone Eloise, em janeiro, com um balanço oficial total de 19 mortos, mas relatos de autoridades locais apontam para o dobro.

Choque entre Lukaku e Ibrahimovic eternizado em San Siro

Romelu Lukaku e Zlatan Ibrahimovic protagonizaram, em janeiro, um momento de alta tensão no último dérbi de Milão.

Os craques de Inter e AC Milan acabaram mesmo por chocar cabeça com cabeça, uma imagem que correu o mundo e que agora ficou eternizada através de um graffiti nas imediações do Estádio Giuseppe Meazza, casa dos dois clubes.

A obra, de autor desconhecido, depressa tornou-se viral nas redes sociais e foram já vários os adeptos que se deslocaram ao local para registar o momento.

Mbappé ‘trucida’ Barcelona e coloca PSG a um passo dos ‘quartos’

O Paris Saint-Germain entrou com o pé direito nos oitavos de final da Liga dos Campeões e goleou, na terça-feira (16), o Barcelona, por 1-4, na partida relativa à primeira mão desta eliminatória.

A equipa orientada por Ronald Koeman até entrou melhor no encontro e abriu o marcador pelo inevitável Lionel Messi que, aos 27 minutos, cobrou com sucesso uma grande penalidade.

Mas os parisienses não se deram por vencidos e tiveram na inspiração de Kylian Mbappé a solução para resolver a partida.

O jovem internacional francês fez o que parecia impensável em Camp Nou e marcou três golos frente aos catalães. O primeiro surgiu ainda no primeiro tempo, aos 32 minutos, depois de um lance bem trabalhado por Verratti.

No segundo tempo, e após um cruzamento rasteiro de Florenzi, Mbappé bisou no encontro aos 65 minutos, antes de, após um grande contra-ataque dos parisienses, fechar a contagem individual aos 85 minutos. Pelo meio, e após um livre, Kean fez o terceiro aos 70 minutos.

O Paris Saint-Germain fica assim a um passo de conquistar a passagem para os quartos de final, numa eliminatória que terá a segunda-mão a 10 de março na capital francesa.

Jornalista britânico Tom Bowker foi expulso de Moçambique

O jornalista britânico Tom Bowker, que edita o portal Zitamar, foi expulso de Moçambique na terça-feira (16), na sequência de um despacho emitido pelo ministro do Interior, depois de a publicação ter sido considerada “inexistente” pelas autoridades moçambicanas, anunciou o próprio.

Tom Bowker, a mulher e os dois filhos do casal deixaram Maputo com destino a Londres, depois de terem sido levados ao Aeroporto Internacional de Maputo por dois agentes do Serviço Nacional de Migração (Senami).

“Estou, sim, a cumprir a ordem de expulsão e não posso voltar [a Moçambique] dentro de 10 anos”, afirmou Bowker, aos jornalistas, à entrada do Aeroporto Internacional de Maputo.

O jornalista avançou que vai tentar, por vias legais, a alteração da decisão de expulsão de Moçambique.

Tom Bowker assinalou que a decisão não abrange a sua família e esta está autorizada a permanecer no país, tendo voltado a Londres apenas por razões de conveniência.

A primeira ordem de expulsão de Bowker foi feita por via oral numa reunião para a qual foi convocado nas instalações do Senami no final do mês passado, mas depois chegou a decisão oficial através de um despacho assinado pelo ministro do Interior, Amade Miquidade, declarou o jornalista.

O editor do Zitamar acrescentou que o ministro do Interior usou os argumentos apresentados numa “nota de esclarecimento” pelo Gabinete de Informação (Gabinfo), entidade estatal moçambicana que regula a comunicação social no país.

Na nota, o Gabinfo descreveu “irregularidades” que o levaram a solicitar “a devolução do cartão de acreditação como jornalista estrangeiro” a Bowker, “com as devidas consequências legais”.

O Gabinfo considerou que, do ponto de vista de registo documental, o portal Zitamar “é inexistente, tanto em Inglaterra, assim como em Moçambique”, acrescentando ficar por provar a ligação entre este e a firma com o mesmo nome em solo britânico.

“A Zitamar News é uma publicação ‘online’ baseada em Maputo, especializada em serviços de informação sobre Moçambique, cujos conteúdos são geridos e veiculados por Thomas Andrew Bowker, a partir de Maputo”, mas sem “elementos de legalidade” que a enquadrem “como um órgão de comunicação social nacional” ou como “uma agência internacional de notícias”, concluiu.

A 29 de janeiro, o Instituto para a Comunicação Social da África Austral (Misa Moçambique), organização de defesa da liberdade de imprensa, contestou a expulsão de Tom Bowker, de Moçambique, repudiando a decisão das autoridades.

“De particular preocupação é o facto de a decisão ter sido tomada de forma arbitrária, sem seguimento dos procedimentos legais”, tendo sido dada a conhecer ao visado “por via oral, sem qualquer documento oficial escrito”, referiu o Misa em comunicado.

O Misa considerou que “independentemente dos méritos do caso, impunha-se o dever de as autoridades governamentais provarem a matéria acusatória em fórum próprio, assim como ao visado deveria ser reservado o direito à defesa”.

A organização não-governamental de defesa da liberdade de imprensa acrescentou que o processo foi conduzido “sem transparência e profissionalismo”, dando a ideia de que “se estejam a usar as instituições do Estado para a movimentação de expedientes políticos de manifesta ilegalidade”.

O portal por subscrição Zitamar News, escrito em inglês, acompanha a atualidade moçambicana, em especial na área económica e no último ano ganhou notoriedade pela cobertura da insurgência armada em Cabo Delgado, norte do país.

Griezmann elogia Mbappé: “Estrela que estará ao nível de Messi e Ronaldo”

Antoine Griezmann é colega de seleção de Kylian Mbappé, mas na noite de terça-feira (16) viu o compatriota brilhar em Camp Nou e marcar três golos ao ‘seu’ Barcelona.

Após o encontro, o avançado gaulês deixou rasgados elogios a Mbappé e projetou que o colega de profissão será uma “estrela que estará ao nível de Messi e Ronaldo”.

“Precisávamos de fazer um jogo perfeito, mas não o fizemos. Eles sim, fizeram. Estávamos prontos, queríamos fazer um grande jogo, mas eles foram melhores que nós. Não há nada a dizer” começou por dizer, antes de elogiar Mbappé.

“Estou feliz por ele. O Kylian fez uma grande partida. Tem sido um pouco criticado, mas isso é o que acontece quando se está no topo há muito tempo. Assim que se piora, surge a crítica. É bastante fácil. Mas acredito que o PSG tem uma estrela com o futuro muito grande, que estará ao nível de Messi e Ronaldo. Temos de aproveitar e dar-lhe os parabéns porque fez um grande jogo”, acrescentou.

“Ainda há a segunda mão. Vai ser complicado, mas não vamos a Paris em passeio. Temos de continuar a trabalhar. A temporada ainda é longa. Somos profissionais. Temos de ir lá [a Paris] para ganhar e tentar reverter a situação”, finalizou.

Clubes com taxa de positividade da COVID-19 baixa podem regressar aos treinos

O Governo autorizou o regresso aos treinos a todas equipas que tenham tido uma taxa de positividade abaixo de 10% nos testes de despiste da COVID-19 realizados na passada sexta-feira (12) e remarca o dia 26 para uma nova testagem a todos intervenientes do Moçambola-2021.

 A questão dos testes da COVID-19 no Moçambola começou a ser levada a sério quando o Presidente da República suspendeu os treinos e a competição, como forma de evitar a propagação da Covid-19 no desporto. E como medida de prevenção, o Governo sugeriu que todos os intervenientes do Moçambola, jogadores, técnicos, staff e todos fossem testados.

Um desafio aceite na semana passada, o que fez com que todos intervenientes directos no Moçambola 2021 testassem, quinta e sexta-feira, como medida que iria permitir o retorno das actividades ora suspensas pelo decreto do Governo para prevenção da COVID-19.

Cinco dias depois da testagem em massa, os resultados dos testes apontam para uma taxa de positividade de 12.3%, ou seja, acima da média do país, que é de 10%, o que preocupa o governo.

A porta voz do Conselho de Ministros, Ludovina Bernardo, apresentou os números dessa testagem: “do total de testados foram 548 jogadores e desses 67 acusaram positivo. Em relação aquilo que é a taxa média prevista nesta testagem foi de 12.3%, o que é preocupante porque a taxa de positividade média em casos de testagem no país é de 10%”.

Em face a estes resultados, e mesmo sem mencionar os clubes autorizados, o governo tomou algumas medidas, dentre elas “que os clubes que tem uma taxa de positividade abaixo de 10% podem treinar, acautelando a exclusão de todos os jogadores que tiveram o resultado positivo” como medida que vai permitir que continuem a se preparar para o cumprimento dos compromissos que tem, nomeadamente o Moçambola, para além de que “será feita uma próxima testagem em massa no dia 26 de Fevereiro para aferir qual é o nível de positividade”, não só dos jogadores que testaram positivo, desta vez, mas para todos os intervenientes no Moçambola, segundo disse Ludovina Bernardo.

Covid-19: 12% dos jogadores do Moçambola testaram positivo

Uma parcela de 12% dos jogadores do Moçambola, principal campeonato de futebol de Moçambique, apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus, anunciou ontem (16) o Conselho de Ministros.

A reunião ministerial analisou os números, ao avaliar a aplicação das restrições para prevenção da covid-19, agravadas no início do mês por 30 dias e que incluem a suspensão da prova.

Com a prova parada, as autoridades de saúde testaram 548 jogadores do Moçambola e 67 apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus.

Ludovina Bernardo, porta-voz da reunião de hoje do Conselho de Ministros, disse que a percentagem de casos é “preocupante” e que só os clubes com uma taxa abaixo de 10% podem voltar aos treinos – excluindo das sessões os jogadores infetados.

Segundo referiu, a próxima sessão de testes está marcada para 26 de fevereiro.

Só falta oxigénio para centro de internamento de doentes com COVID-19 funcionar em Mavalane

O maior centro de internamento de doentes graves da COVID-19 na cidade de Maputo deverá entrar em funcionamento em breve. Falta apenas montar-se o tanque de oxigénio, segundo a secretária de Estado da Cidade de Maputo, Sheila Afonso.

Projectado para aumentar a capacidade de internamento de doentes da COVID-19 na cidade de Maputo em 320 camas, o centro de isolamento do Hospital Geral de Mavalane está na fase conclusiva. As obras de preparação da infraestrutura foram concluídas no dia 8 de Fevereiro passado, conforme previa o cronograma. O tempo que resta será dedicado à montagem do recipiente que vai armazenar oxigénio.

“A nossa projecção é que nos próximos dias o centro [de isolamento] já esteja em funcionamento. A montagem do tanque de oxigénio” visa garantir que “os pontos de oxigénio” estejam “ligados às camas que já estão instaladas”, disse Sheila Afonso.

O tanque de oxigénio com capacidade de produção para apoiar cerca de 200 camas chegou segunda-feira ao Aeroporto Internacional de Maputo, num avião cargueiro fruto de uma ajuda da República de Angola, e que surgiu depois de uma conversa entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o Presidente de Angola, João Lourenço.

Em conferência de imprensa realizada ontem (16) para dar o ponto de situação sobre os principais desafios da capital, incluindo a COVID-19, a secretária de Estado da cidade de Maputo reconheceu que o transporte público é um dos sectores mais propensos para a propagação da pandemia, pelo que nos projectos de médio prazo está em carteira a aquisição de 100 autocarros para reforçar a disponibilidade de transporte na região Metropolitana do Grande Maputo.

Pastores detidos por violação do decreto sobre medidas contra Coronavírus

Quatro líderes de diferentes congregações religiosas encontram-se, desde último o domingo (14), no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) de Gondola, em Manica, acusados de aglomerar pessoas para orações, o que é proibido à luz do Decreto de Conselho de Ministros para travar a propagação do novo Coronavírus.

Os referidos pastores foram surpreendidos a dirigir cultos com mais de 50 crentes nas respectivas igrejas na região de Cafumpe, em Gondola, segundo a Polícia.

Mateus Mindú, porta-voz da PRM em Manica, disse que “a região do Grande Maputo” está sob recolher obrigatório por causa do aumento de infecções pela COVID-19. “Como Polícia, queremos evitar que a situação se estenda para outros pontos do país, daí que queremos” que os cidadãos “mudem de atitudes” em relação à doença.

Um dos pastores contou: “nós (religiosos) sabemos que Deus ouve as nossas orações. Por isso, estávamos, de facto, a orar para que Ele nos livre desta pandemia do Coronavírus”.

Os líderes religiosos poderão ser punidos com penas que variam de três a 15 dias de prisão, convertidos em multa.

Ponte desaba e isola mais de cinco mil pessoas em Catuane, distrito de Matutuíne

Mais de cinco mil pessoas estão sitiadas devido ao desabamento de uma ponte no posto administrativo de Catuane, distrito de Matutuíne, na província de Maputo. Além do desabamento da ponte, as águas do Rio Maputo inundaram mais de dois mil hectares de culturas agrícolas diversas, colocando a população numa situação de necessidade.

A subida do caudal do Rio Maputo, aliada às chuvas fortes que caem há quase uma semana na província de Maputo, fizeram desabar a ponte que dá acesso ao posto administrativo de Catuane, no distrito de Matutuíne. O facto aconteceu na última segunda-feira (15). Por conseguinte, um total de 5.825 habitantes de nove povoados daquele ponto do país estão isolados.

“O posto administrativo de Catuane está completamente isolado”, confirmou o chefe do local, Nguiliche Banda, acrescentando que “tanto do lado de Chinhanganine-Catuane, assim como do lado de Porto Herinque para Catuane, não se pode atravessar. Há várias secções da estrada com cortes. Neste momento, não se sai de Catuane”.

Não só não se sai como não se pode entrar para o posto administrativo, por via terrestre. Tendo em conta que o transbordo do rio inundou 2.160 hectares de culturas diversas (milho, feijão nhemba e mandioca), afectando a 1.800 camponeses, as autoridades locais temem que as reservas alimentares com as quais as populações conta, não sejam suficientes para aguentar até o restabelecimento da travessia pela ponte desabada.

“A população perdeu toda a sua produção porque as pessoas tinham feito a sua produção nas margens dos rios e tudo ficou inundado”, acrescentou, referindo que “esta situação põe o posto administrativo de Catuane numa situação muito difícil e o posto terá dificuldades de abastecer produtos de primeira necessidade”.

PR participa nas exéquias do major general, João Pelembe

O Presidente da República, Filipe Nyusi, participa, esta quarta-feira no Paços do município de Maputo, nas exéquias do major general na reserva, João Facitela Pelembe, que perdeu a vida no dia 14 de Fevereiro em curso, vítima de doença, na cidade de Maputo.

O Major General na Reserva, terá um funeral oficial decretado pelo Conselho de Ministros, indica um comunicado da Presidência da República, recebido na nossa redacção.
João Facitela Pelembe, primeiro governador da província de Inhambane, era antigo combatente da luta de libertação nacional e membro do partido Frelimo.

O finado é autor da obra “Lutei pela pátria, Memórias de um combatente da luta de libertação nacional”, lançado em 2012.

Governo mantém certeza de produção agrária favorável este ano

Mesmo com os impactos causados pelas chuvas que caem um pouco por todo país, o Executivo ainda acredita na produção favorável este ano. A convicção do Executivo prende-se pelos resultados que têm constatado nos principais centros de produção do país.

A chuva que cai nas últimas semanas por quase todo território nacional, com destaque para as zonas sul e centro do país, está a causar impactos diversos. O Executivo já contabiliza, de forma preliminar, alguns danos.

“Foram afectadas cerca de 11.411 pessoas, 2.330 casas, bem como 15 estradas”, revelou Ludovina Bernardo, vice-ministra da Indústria e Comércio e porta-voz designada para a 5ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, que teve lugar na terça-feira (16).

No entanto, a porta-voz assinalou que, apesar dos impactos registados com a passagem da chuva, as projecções para a campanha agrária 2020-2021 continuam as mesmas.

“Há informação sobre a perda de algumas áreas de produção, mas isso não prejudica aquilo que é o resultado em relação às outras zonas onde não há registo de fenómenos de baixas pressões e chuvas intensas”, disse Ludovina.

A porta-voz garantiu ainda que “o resultado que as equipas técnicas estão a realizar no terreno demonstra resultados encorajadores e positivos”.

Ludovina sublinhou assim, que mantém-se a estimativa de crescimento favorável situado em 8%, no sector agrário.

“Prevê-se, igualmente, que tenhamos cerca de 192 mil novos empregos para a área da agricultura, o que também irá beneficiar mais de 174 mil produtores em termos de rendimento”, destacou a porta-voz.

Hotel sul-africano ‘contrata’ robôs para servir clientes com Covid-19

Além de transportarem as malas e darem informações sobre a estadia, os novos ‘funcionários’ da unidade hoteleira conseguem perceber, através da expressão facial, os níveis de satisfação dos clientes.

Um hotel sul-africano tem uma equipa formada por robôs para servir os hóspedes infectados ou com sintomas de Covid-19.

A unidade hoteleira de Joanesburgo apresentou os novos ‘funcionários’ aos meios de comunicação social, esta segunda-feira.

Lexi, Micah e Ariel fazem agora parte do Hotel Sky, localizado no Sandton, um dos bairros mais ricos da capital sul-africana, e vão não só ajudar a transportar as malas dos clientes da recepção do hotel até aos quartos, como dar informações sobre a estadia.

Este é o primeiro hotel de África a ‘contratar’ robôs para servir os clientes com suspeitas ou infectados com o SARS-CoV-2. Contudo, em Tóquio são já várias as unidades hoteleiras a usá-los.

Steve Pinto, CEO da CTROL Robotics, empresa que criou estes robôs, revelou à Reuters que estes conseguem até detectar as expressões faciais dos clientes, de forma a determinar o quão felizes eles estão.

“Ajuda a administração dos hotéis a entender como é que os clientes estão a vivenciar a estadia”, disse à agência noticiosa internacional.

África do Sul quer produzir sua própria vacina contra a covid-19

A África do Sul anunciou ontem (16) a intenção de produzir a sua própria vacina contra a covid-19 em cooperação com os parceiros do grupo de países BRICS, do qual faz também parte, e o Governo de Cuba.

“O Governo ouviu o ‘toque de clarim’ feito pelos sul-africanos para acelerar a nossa capacidade para desenvolver e produzir as nossas próprias ferramentas covid-19, incluindo vacinas”, disse o ministro da Saúde, Zweli Mkhize, no parlamento, na Cidade do Cabo.
“É por esta razão que estamos em conversações com os nossos parceiros do BRICS [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] e o Governo de Cuba para colaborar na partilha de tecnologia que nos tornará independentes e auto suficientes no futuro em que haverá mais ameaças de saúde pública”, adiantou.

Zweli Mkhize, membro do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o partido no poder na África do Sul desde 1994, referiu também que recentemente, as autoridades sul-africanas estiveram “em discussões com Cuba para os envolver no desenvolvimento da sua vacina candidata”.

Na sua intervenção no debate parlamentar sobre o Estado da Nação, o ministro da Saúde sul-africano sublinhou que “o recente anúncio sobre a eficácia limitada da vacina AstraZeneca”, face à variante detectada na África do Sul, “foi certamente decepcionante”.
“No entanto, estávamos determinados em não atrasar o nosso objectivo de vacinar em Fevereiro”, salientou.

O ministro da Saúde sul-africano explicou que a África do Sul assegurou a aquisição de nove milhões de vacinas da farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson, sendo que o primeiro lote de 80.000 doses será entregue esta semana.
A África do Sul, a economia mais industrializada do continente, tem previsto receber outras 500.000 de doses da mesma vacina nas próximas quatro semanas, e 20 milhões da Pfizer no final de Março de 2021, segundo o ministro da Saúde sul-africano.

Nesse sentido, Mkhize disse que 380.000 profissionais da saúde já se registaram para a vacinação, salientando que o Governo identificou 20 centros de vacinação em todas as nove províncias do país para inocular 80.000 profissionais de saúde nas próximas duas semanas. O Governo pretende vacinar 67% da população até ao final do ano.
Com mais de 8,7 milhões de testes de covid-19 realizados desde Março, a África do Sul, o país mais afectado pela pandemia no continente africano, regista 1.492.909 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e 48.094 mortes associadas à covid-19.

País regista mais 4 óbitos devido a Covid-19 e 1.109 casos

Mais 1.109 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus e sobe para 51.800 o cumulativo de infectados no país, de acordo com a actualização de dados sobre a Covid-19, na terça-feira (16).

Em comunicado o Ministério da Saúde (MISAU) anuncia também o registo de 4 óbitos que elevam para 551 o total de pessoas que morreram devido a pandemia.´

De acordo com o documento, mais 315 pacientes recuperaram do novo coronavírus.

O cumulativo de casos recuperados está actualmente fixado em 32.262, o correspondente a 62.3% do cumulativo de infectados.

Neste momento há no país um total de 18.983 activos da pandemia da Covid-19, dos quais 292 pacientes estão sob assistência médica nos centros de isolamento.

Governo destaca equipas para locais afectados pelas chuvas intensas

O Governo moçambicano destacou equipas multissectoriais para os locais afectados pelas chuvas intensas que assolam o centro e sul do país, desde o início da época chuvosa, em Outubro último.

O trabalho destas equipas é fazer o levantamento dos estragos causados pela chuva, por forma a mobilizar-se fundos de apoio.
Dados preliminares indicam que na cidade e província de Maputo, pelo ao menos onze mil e quatrocentas pessoas ficaram afectadas pelas inundações, duas mil e trezentas e trinta casas ficaram parcialmente destruídas e quinze rodovias estão condicionadas.

O facto foi avançado, esta terça-feira em Maputo, pela porta-voz da V sessão ordinária do Conselho de Ministros, Ludovina Bernardo.
“ Equipas multissectoriais estão no terreno, os centros operativos de emergência a nível da cidade e província de Maputo estão a trabalhar. Não só em relação a essas baixas pressões que ocorreram na última semana, mas para avaliar também o impacto de todo o período chuvoso que ocorre no período ora referido”, disse.

Ludovina Bernard referiu que o governo está neste momento a prestar assistência às famílias afectadas pelas chuvas causadas pelo sistema de baixas pressões que se formou no Canal de Moçambique.
Ainda esta terça-feira o executivo moçambicano fez o balanço intermédio da campanha agrária 2020/2021 e concluiu que há um ambiente favorável para o desenvolvimento de culturas.

A porta-voz da V sessão ordinária do Conselho de Ministros, Ludovina Bernardo garantiu estarem assegurados os insumos agrícolas para o aumento da produção e produtividade.
“Está também assegurada a disponibilidade do aceso a insumos agrícolas, estamos aqui a falar de sementes, fertilizantes, adubos, entre outros insumos que vão garantir o aumento de produção e produtividade. Importa aqui referir que as projecções em relação a produção global são favoráveis e estima-se um crescimento, comparativamente a igual período do ano anterior, de cerca de 8% em relação a produção agrária na campanha 2020/2021. Prevê-se igualmente que tenhamos cerca de 192 mil novos empregos para a área da agricultura”, frisou.

Na mesma sessão o Conselho de Ministros autorizou as equipas do Moçambola com casos positivos da covid-19, abaixo dos 10%, a retomarem os treinos.
Dados partilhados, esta terça-feira, indicam que 67 jogadores acusaram positivo, de um toral de 548 testados.
Com base nos dados, a taxa de positividade média no processo é de 12.3%, números considerados preocupantes por superarem a média de 10%, prevista em casos de testagens no país.

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