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Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Fábrica de produtos químicos “completamente destruída” em incêndio

O incêndio numa fábrica de produtos químicos, em Moitas Vendas, Alcanena (Santarém), que ficou completamente destruída, foi dado como extinto às 22h20 desta quinta-feira (04).

Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, o incêndio deflagrou às 17h36 de quinta-feira, tendo tomado por completo a unidade fabril, não havendo registo de qualquer vítima.

O incêndio foi combatido por 76 bombeiros apoiados por 26 viaturas, adiantou.

O vereador da Câmara de Alcanena Hugo Santarém disse que o incêndio terá tido origem numa ignição acidental junto a uma barrica, tendo a propagação das chamas sido “muito rápida”.

Segundo o autarca, a empresa acionou de imediato os mecanismos de emergência existentes na unidade, sem, contudo, conseguir controlar as chamas, dada a sua rápida propagação.

Os 14 funcionários da unidade abandonaram as instalações, tendo ainda conseguido retirar algumas viaturas, mas não todas, adiantou.

Hugo Santarém afirmou que a fábrica da Prodyalca, que se dedica à conceção e desenvolvimento, fabricação e comercialização de produtos químicos, é uma unidade moderna, que venceu em 2020 o prémio PME Líder e que “é uma referência no mercado”.

A unidade, que ficou completamente destruída, “tinha todos os mecanismos” para evitar um eventual problema ambiental, nomeadamente tanques de contenção, disse, adiantando que o combate realizado pelos bombeiros teve em conta o tipo de materiais existentes na unidade.

O autarca realçou que as corporações estão treinadas neste tipo de intervenção, tendo em conta as indústrias existentes na zona.

ONU diz que Eritreia deve retirar tropas de Tigray

A Eritreia deve retirar as suas tropas de Tigray, na Etiópia, onde prosseguem os combates entre o Exército etíope e as forças dissidentes regionais, defendeu ontem (04) o sub-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Assuntos Humanitários.

“As forças de defesa da Eritreia devem deixar a Etiópia e não devem ser autorizadas a continuar a sua campanha de destruição antes de partirem”, disse Mark Lowcock, num discurso proferido numa reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU, citado pela agência France-Presse.

Na mesma altura, o responsável apelou também para um “reforço urgente” da ajuda humanitária ao Tigray e citou “atrocidades maciças” alegadamente cometidas na região.

Esta é a primeira vez que um funcionário da ONU apela explicitamente à retirada das tropas eritreias da Etiópia, acusada hoje em Genebra de atrocidades naquela região separatista do norte pela Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Desde que o Exército etíope lançou uma operação militar na região no início de novembro, o Conselho de Segurança tem realizado poucas reuniões sobre o Tigray e nenhuma das três sessões anteriores terminou com uma declaração conjunta.

O consenso tem sido minado pelas divisões entre países africanos, que apoiam a Etiópia e para quem a luta é um assunto interno, e os países ocidentais.

A China e a Rússia pendem para o lado africano.

Os países ocidentais consideram que a situação humanitária e o afluxo de refugiados aos países vizinhos exigem uma ação por parte do Conselho de Segurança.

Apesar dos acordos entre a ONU e as autoridades etíopes, o acesso das agências humanitárias ao Tigray continua muito limitado, disse Marck Lowcock.

As Nações Unidas consideram que centenas de milhares de pessoas ainda não puderam ser ajudadas, especialmente nas zonas rurais.

Os membros do Conselho de Segurança têm vindo a negociar um projeto de declaração desde terça-feira, mas os diplomatas estão divididos quanto à aprovação de um texto comum.

A reunião de hoje, por videoconferência, foi solicitada pela Irlanda, um membro não permanente do Conselho.

A este pedido juntaram-se a Estónia, a França, a Noruega, o Reino Unido e os Estados Unidos da América, que na terça-feira apelaram para uma investigação internacional sobre as atrocidades relatadas em Tigray.

Na última sessão de 02 de fevereiro, os membros africanos do Conselho (Quénia, Níger e Tunísia) recusaram-se antecipadamente a adotar qualquer texto, de acordo com fontes diplomáticas.

Desde novembro, os membros africanos do Conselho de Segurança têm vindo a enfatizar o papel que acreditam que a União Africana (UA) deve desempenhar na resolução da crise etíope.

“Não podemos esperar que a UA e as organizações sub-regionais resolvam”, defendeu, sob anonimato, um diplomata citado pela AFP.

“Esta é uma situação em que a União Africana, com a sua boa vontade, não tem sido capaz de ter sucesso”, acrescentou.

Por isso, defendeu, o “Conselho de Segurança e o secretário-geral devem continuar e amplificar os seus esforços”.

O primeiro-ministro etíope e Prémio Nobel da Paz de 2019, Abiy Ahmed, ordenou uma operação militar em larga escala contra as autoridades dissidentes do Tigray, membros da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), no início de novembro de 2020, acusando-os de ataques a bases do Exército federal.

Abiy declarou vitória no final de novembro com a captura da capital Mekele, mas as autoridades regionais em fuga da região prometeram continuar a luta e desde então foram noticiados vários combates.

As notícias de atrocidades cometidas contra civis estão a aumentar, inclusive por soldados da vizinha Eritreia que se juntaram a Abiy na luta contra a TPLF.

As autoridades de Adis Abeba e Asmara negam oficialmente que as tropas eritreias estejam ativas na região.

Mais de 50 especialistas humanitários aguardam visto em Moçambique

Mais de 50 especialistas das Nações Unidas aguardam por visto humanitário, criado há três meses por Moçambique, para poderem entrar no país e ajudar a resolver a crise em Cabo Delgado, disse hoje fonte da organização.

Temos mais de 50 pedidos [pendentes] e esperamos poder ter a possibilidade de obter vistos humanitários nas próximas semanas”, referiu a coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, Myrta Kaulard.

“Eu espero semanas” e não um prazo maior, “porque é necessário” que esse apoio externo chegue ao terreno, explicou.

Um relatório da ONU de final de janeiro sobre acesso da ajuda humanitária a Cabo Delgado enunciava a existência de “desafios administrativos” com 57 vistos pendentes – acrescentando que a demora na aprovação rondava, em média, três meses e meio.

Segundo o mesmo documento, materiais para saúde, abrigo ou outros itens de apoio estavam a demorar quase três meses para serem libertados pelas alfândegas.

“Como todas as coisas administrativas”, os novos vistos de entrada no país “precisam de tempo para começar a ser utilizados” e as férias de final de ano e a covid-19 estão a atrasar o processo – a par de “aspetos administrativos do visto que ainda têm de ser definidos”, disse Myrta Kaulard.

Cabo-verdianos perdem confiança na polícia e políticos

A falta de segurança, burocracia e lentidão da Justiça,descrédito nos políticos devido ao incumprimento de maioria das promessas feitas são algumas das causas que levam a maioria dos cabo-verdianos a confiar menos na polícia, nos órgãos eleitos e outras Instituições públicas.

Os dados dessa insatisfação constam de um estudo realizado, entre 2019 e 2020, pela Afobarometro em parceira com a Afronsondagem.

José Semedo, presidente da Afrosondagem, disse que embora a maioria da população tenha dito que nunca foi vítima directa, o clima deinsegurança e alguns crimes praticados nos últimos tempos, é motive para terem menos confiança na polícia e noutrasestruturas públicas eleitas e não eleitas.

No que se refere aos órgãos eleitos, Semedo diz que há desconfiança devido ao incumprimento das principais promessas e outras causas.

“No histórico da nossa política em Cabo Verde, sabemos que poucos ou nenhum político até este momento foi condenado por corrupção, no exercício do cargo, essa é uma questão que deixa certa descrença em relação aos políticos e justiça por parte dos cabo-verdianos”,diz Semedo.

Embora considere a desconfiança nos políticos um problema global, o professor universitário Daniel dos Santos afirma que, no caso de Cabo Verde, tal é influenciado por questões como “justiça muito lenta, burocráticae pesada”.

Na sua óptica, esse cenário “não dá confiança aos cidadãos,” e resulta no “descrédito da classe política, pobreza e desigualdades… um conjunto de variáveis que pesam sobre esses problemas”.

FBI detém funcionário de Trump pela invasão ao Capitólio

O Departamento Federal de Investigação (FBI) deteve na quinta-feira (04) um funcionário do ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump pela invasão ao Capitólio a 06 de Janeiro, noticiaram os ‘media’ norte-americanos.

Trata-se de Federico Klein, um homem de 42 anos que, durante a administração Trump, foi nomeado para trabalhar no Departamento de Estado.

O detido foi primeiro designado para o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental, especificamente no departamento responsável por acompanhar o Brasil e o Cone Sul (região da América do Sul), e depois transferido para aquele que gere os pedidos de acesso à informação federal, conhecido como FOIA.

Klein, que foi detido na Virgínia, tinha trabalhado anteriormente para a campanha presidencial de 2016 de Trump como analista. Antes de se envolver na política ao lado de Trump, Klein serviu no Corpo de Fuzileiros Navais no Iraque.

Mais de 300 pessoas foram acusadas no tribunal federal pelo ataque ao Capitólio, mas Klein é o primeiro com laços claros com a administração Trump.

Vítimas exigem investigação a PornHub por lucros com conteúdos ilegais

Mais de 100 vítimas de exploração sexual apoiadas por mais de 500 organizações não-governamentais (ONG) pediram ao Canadá uma investigação criminal à empresa-mãe da plataforma pornográfica PornHub, criticada por lucrar com a divulgação de conteúdos ilegais.

Através de uma carta a que a France-Presse (AFP) teve acesso na quinta-feira, um total de 104 vítimas de exploração sexual, que contam com o apoio de 525 ONG de 65 países, acusam a MindGeek, sediada em Montreal, no Canadá, de violar a legislação canadiana sobre a proteção de crianças.

Pedimos ao Governo do Canadá que incentive a Real Polícia Montada do Canadá a conduzir uma investigação criminal completa à MindGeek (…). Descobrimos, em 05 de fevereiro de 2021, que os depoimentos dos executivos da MindGeek, Feras Antoon, David Tassillo e Corey Urman, foram particularmente chocantes por não terem assumido a responsabilidade pelas destruição de inúmeras vidas de vítimas durante a última década”, escreveram os signatários desta missiva.

Em fevereiro, os responsáveis pela plataforma de conteúdos pornográficos PornHub não conseguiram responder às questões dos deputados canadianos sobre a razão pela qual foi distribuída pornografia infantil e conteúdos de violações naquele ‘site’, e sobre o atraso na retirada destes conteúdos.

O dirigente do grupo responsável por esta e outras plataformas pornográficas, Feras Antoon, e o diretor de operações, David Tassillo, assim como o vice-presidente da empresa, Corey Urman, estiveram a responder às questões dos parlamentares do Canadá sobre as acusações lançadas em dezembro pelo The New York Times.

Apesar de se autointitularem líderes éticos do setor, os responsáveis não conseguiram responder às questões-chave dos deputados, como, por exemplo, a razão pela qual várias mulheres acusam o ‘site’ de demorar meses a retirar fotografias e vídeos em que são violadas e torturadas. Uma das mulheres que apresentou uma denúncia contra a plataforma disse que tinha 13 anos nos conteúdos divulgados.

Ataque a comboio fere maquinista em Sofala

Homens armados feriram, na quinta-feira (4) o maquinista de um comboio de carga, na Linha de Sena, no centro de Moçambique, usada para o transporte de carvão mineral, disse está à VOA o director ferroviário dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), centro.

“O maquinista foi atingido no ombro por um projétil de bala, foi socorrido e a primeira assistência foi feita no centro de Saúde de Cundue, e depois evacuado para o hospital distrital de Muanza” disse Boaventura Mahave, assegurando que foram feitos exames médicos para determinar a gravidade do ferimento, mas que o “maquinista está consciente”.

O ataque ocorreu cerca das 06:10 horas locais, entre Mazamba e Cundue, zona que separa os distritos de Cheringoma e Muanza, na província de Sofala.

A Linha de Sena, principal via que vai dar ao estratégico Porto da Beira, é usada pelas multinacionais que extraem o carvão mineral em Tete.

O comboio, que saia de Moatize (Tete) para Beira (Sofala), pertence ao consórcio indiano ICVL, que opera quatro concessões de carvão mineral na província de Tete, e o maquinista foi obrigado a reduzir a composição poucos quilómetros do local do ataque, em Cundue, para buscar socorro em Muanza.

“O maquinista não conseguiu ver os atiradores” e as forças de defesa e segurança iniciaram a investigação do ataque, disse Mahave.

A polícia em Sofala ainda não se pronunciou sobre o novo ataque a locomotiva. Nenhum grupo reivindicou a sua autoria.

Na segunda-feira, a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique anunciou o desaparecimento de quatro colaboradores, que iam a Marromeu, também na província de Sofala.

O grupo, que fazia o levantamento para melhoria do sistema de comunicação da empresa, terá perdido sinal do radio de comunicação e desapareceu numa floresta, quando tentava encontrar uma zona habitada.

A linha de Sena já foi alvo de sucessivos ataques armados contra comboios de carga entre 2014 e 2017, que as autoridades atribuíram, na altura, aos guerrilheiros da Renamo.

A Vale Moçambique chegou a suspender a circulação na região por temer ataques armados contra suas locomotivas.

Como explicar as reprovações em massa? Professores e especialistas divergem.

A ONP não tem dúvidas de que “as reprovações em massa” são uma consequência da pandemia da COVID-19. António Cipriano, especialista em educação, diz que este ano foi um dos melhores, entre os últimos lectivos. Já o Movimento de Educação para Todos entende que as reprovações podem ser consequência da abolição dos exames da 2ª época.

Quase metade dos alunos submetidos a exames da 10ª e 12ª classes na cidade de Maputo reprovaram. Segundo dados avançados pelos Serviços de Assuntos Sociais na capital, que tutelam o sector de educação, resultados preliminares apontam para 60.1 por cento de aprovados e 39.9 por centro de reprovados na 10ª classe e situação semelhante na 12ª classe.

Ainda não existem dados definitivos. Entretanto, os professores, especialistas e organizações da sociedade civil que actuam na área da educação divergem, no que aos números preliminares diz respeito.

“Essas reprovações são uma consequência cuja causa principal é a pandemia da COVID-19”, introduz Teodoro Muidumbe, Secretário-Geral da Organização Nacional dos Professores (ONP).

“Nós fomos surpreendidos por esta doença, não estávamos preparados quanto as novas tecnologias de informação e comunicação que nos permitissem lecionar as aulas para todas as classes”, acrescenta. E a consequência disso, segundo Muidumbe, é que “os alunos não tiveram tempo de se prepararem”.

Opinião diferente tem António Cipriano, especialista na área de educação e que actualmente exerce a função de director da Faculdade de Educação na Universidade Eduardo Mondlane.

Para ele, contrariamente ao discurso da maioria, os resultados são positivos e até superam o aproveitamento pedagógico registado durante o ano lectivo de 2019. “2015 foi o ano em que nós tivemos os piores resultados da 10ª classe, que situaram-se em torno de 42 por cento e para 12ª classe os resultados situaram-se em torno de 49 porcento. Em 2020, ao que tudo indica, tantos os resultados da 10ª, como da 12ª classe situam-se em 74 por cento, a nível nacional, e são melhores em relação aos de 2019”, considera.

Segundo o especialista em educação, a explicação para eventuais melhores resultados no ano lectivo que acaba de terminar estaria relacionada ao facto de que os alunos esforçaram-se porque já tinham conhecimento de que seriam submetidos a exames.

Já o Movimento de Educação para Todos alinha no pensamento de que há sim resultados negativos e que foram influenciados pela pandemia. E explica que “nos anos anteriores havia melhores resultados porque as oportunidades de avaliação eram maiores” com a primeira e segunda época, diz Abel das Neves, representante da organização.

Das Neves entende ainda que “os resultados finais sobre os níveis de aproveitamento nas classes com exames devem ainda ser divulgados pelo Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano”.

Benfica vence Estoril Praia e está na final da Taça de Portugal

O Benfica venceu ontem (04) o Estoril Praia por 2-0, em jogo da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal de futebol, indo defrontar o Sporting de Braga na final da competição.

Depois da vitória na partida da primeira mão por 3-1 fora, o Benfica voltou a vencer o Estoril, líder da II Liga, com o jovem Gonçalo Ramos, aos 43 minutos, a marcar o primeiro e o alemão Luca Waldschmidt, aos 90, a ampliar a vantagem na partida disputada no estádio da Luz.

O Benfica, que vai marcar presença na 38.ª final da Taça da sua história, é o clube com mais troféus conquistados, com 26 títulos e 11 finais, defrontando na final o Sporting de Braga, que ultrapassou o FC Porto, detentor do troféu, na outra meia-final. Os ‘arsenalistas’ já venceram a Taça de Portugal por duas vezes.

Moçambique entre os países com direitos e liberdades do cidadão a decair

Moçambique voltou a registar mais uma queda na avaliação da Freedom House, sobre os principais direitos e liberdades do cidadão.

O documento diz respeito ao que foi o estágio, sobretudo, dos direitos políticos e liberdades civis, no ano de 2020.

Com 43 pontos, na classificação que avalia 100 indicadores, a Freedom resume que “a violência e o deslocamento forçado expandiram-se, com a província de Cabo Delgado que tem sido palco de uma crescente insurgência”.

Para a organização baseada em Washington, essa constitui uma das principais causas que que levou o país a decrescer dois degraus, depois do relatório anterior ter atribuído ao país uma nota de 45 pontos.

Considerado país parcialmente livre – no total de 40 indicadores sobre os direitos políticos- o país amealhou 14 pontos, sendo que quanto ao exercício das liberdades civis ou individuais, Moçambique conseguiu 29 pontos, dos 60 indicadores pesquisados.

De acordo com os dados apresentados, Moçambique consta da lista de países avaliados pela organização, onde a democracia declinou nos últimos 10 anos.

Moradias na Polana Caniço podem desabar por força da erosão

Mais de 30 residências e uma rampa de protecção estão em risco de desabar nos bairros da Polana Caniço A e B, na cidade de Maputo, como consequência da erosão naquelas zonas.

Passa por aqueles bairros a estrada da avenida Julius Nyerere. Esta, por sua vez, foi requalificada há mais de três anos, uma empreitada do Conselho Municipal da cidade de Maputo e parceiros.

Na altura, como forma de combater os efeitos de erosão, foi também colocado talude de betão abrangendo moradias adjacentes, mas à vista, a estrutura está aos poucos a degradar-se.

Com a força das chuvas e ventos, a natureza vai denunciando a fraca qualidade da obra. Maior parte das residências está em desvantagem por localizar-se no topo do talude em desgaste.

Moradores dos bairros teimam qualquer perigo e pedem rápida intervenção das autoridades antes que o pior aconteça.

“Vivo aqui há 10 anos, como vê (indicando sua residência a menos de dois metros da cratera), a casa está quase a ceder e nós temos medo que mal ocorra connosco”, afirmou Carlos Mondlane, morador no quarteirão 10 da Polana Caniço A, acrescentando que a incerteza de acordar vivo aumenta, sobretudo, durante a noite.

“A rampa está cada vez mais a abrir-se e isso periga a situação das casas. Quando chove o trânsito é deficitário”, queixou-se Constância José, que também teme pela segurança das crianças.

A preocupação para com as crianças é também de Alifo Júnior do quarteirão 25 da Polana Caniço B. “É sempre necessário estar perto das crianças, para evitar que elas escorreguem e caiam pelo talude já esburacado”, apontou.

Liverpool continua irreconhecível e mais longe do ‘top-4’ em Inglaterra

O campeão inglês Liverpool foi ontem (04) derrotado em Anfield Road pelo Chelsea (1-0), num encontro antecipado da 29.ª jornada da primeira liga inglesa de futebol, e permanece no sétimo lugar, mas mais longe do ‘top-4’.

Esta derrota acaba por ter contornos ainda mais negativos, uma vez que, nunca na sua história, o Liverpool perdeu cinco jogos consecutivos em casa para todas as competições.

O regresso do internacional português Diogo Jota à equipa — foi lançado por Jürgen Klopp aos 62 minutos, após quase três meses de fora por lesão, pouco ou nada acrescentou ao jogo dos ‘reds’, que, apesar de terem sofrido apenas um golo, podiam ter consentido mais.

O avançado germânico Timo Werner (24) introduziu na baliza defendida pelo brasileiro Alisson, mas viu o golo ser-lhe anulado, face a um fora de jogo ‘milimétrico’ descortinado pelo vídeoárbitro (VAR).

A diferença em campo era gritante e o golo acabou mesmo por acontecer, pelos pés do, provavelmente, melhor jogador dos ‘blues, Mason Mount, quando decorria o minuto 42, num lance em que progrediu como quis pela defesa ‘red’, antes de disparar para o fundo das redes.

O duelo de técnicos germânicos entre Klopp e Tuchel acabou por sorrir ao ‘novato’ na Premier League, que, assim, coloca o Chelsea no quarto posto da prova, com 47 pontos, contra os 46 do quinto classificado Everton e 45 do sexto West Ham, enquanto o atual campeão é sétimo, com 43. ‘Hammers’ e ‘toffees’ têm menos um jogo.

Mais cedo, o Tottenham, treinado pelo português José Mourinho, e o Everton foram aos campos dos ‘aflitos’ Fulham e West Bromwich vencer com dificuldades pelo mesmo resultado, também em jogos antecipados.

Em Craven Cottage, os ‘spurs’ não tiveram uma tarefa nada fácil frente ao rival londrino, que hoje contou com o português Ivan Cavaleiro de início, no jogo antecipado da 33.ª ronda.

O único golo da partida foi apontado pelo inglês Dele Alli, assistido pelo coreano Son, aos 19 minutos, uma vantagem tangencial que deixou incerteza no resultado até final, sofrendo ainda um sobressalto, não fosse o golo anulado pelo vídeoárbitro (VAR) ao nigeriano Josh Maja (62), já no segundo tempo, por mão na bola.

A entrada de Sissoko, Lucas Moura e Erik Lamela acabaram por reforçar e segurar o meio-campo dos ‘spurs’, enquanto o guarda-redes Hugo Lloris ia mantendo a baliza ‘fechada’, que permitiu à equipa reforçar o oitavo posto, com 42 pontos, a um do Liverpool.

Os ‘cottagers’ não perdiam há cinco encontros e mantêm-se no 18.º lugar, com 23 pontos, a três do Newcastle, a primeira acima da zona de despromoção.

A outra partida antecipada, mas da 29.ª ronda, terminou com triunfo para os visitantes, graças à cabeçada certeira do brasileiro Richarlison, aos 65 minutos, na sequência de um cruzamento sublime do islandês Sigurdsson.

O internacional brasileiro, companheiro dos lusos João Virgínia e André Gomes, o último titular hoje, anotou o quarto golo consecutivo na prova, suficiente para os ‘toffees’ triunfarem pela terceira vez consecutiva.

Já o West Bromwich, que também vinha de uma série positiva — dois empates e um triunfo, ocupa o 19.º lugar da Premier League, com 17, mais três do que o lanterna vermelha Sheffield United.

O campeonato é liderado de forma isolada pelo Manchester City (65), com mais 14 do que o rival United, segundo classificado.

Reprovações na província de Maputo podem afectar novos ingressos

A província de Maputo examinou para a 12ª classe 20.118 alunos do sector público e privado, destes foram aprovados 14.836 e reprovaram 5.282.

Para a 10ª classe foram examinados 39.021 alunos, dos quais conseguiram resultados positivos 27.381 alunos e 11.640 alunos vão repetir a classe, em virtude de terem reprovado.

Segundo José Luís, porta-voz da Direção Provincial da Educação, os dados apresentados são preliminares e não correspondem a meta planificada que era de alcançar os 100% de aproveitamento.

“Os nossos resultados não são maus, mas também não alcançamos o que tínhamos planificados como meta. De facto, as reprovações que tivemos poderão impactar nos novos ingressos sobretudo na 8ª classe, porque é neste segundo ciclo que tivemos resultado relativamente baixo”, revelou.

Refira-se que na província de Maputo transitaram, na 7ª classe, 42 mil alunos de um total de 51.790 alunos submetidos aos exames, o que corresponde a um desempenho de 82.3%.

Ainda de acordo com dados da Direção Provincial da Educação, a província de Maputo inscreveu para todas classes com exames 123.170 alunos e 112.906 alunos é que realizaram os exames.

Covid-19: Italia bloqueia envio de vacinas da AstraZeneca para a Austrália

O Governo italiano anunciou ontem (04) que bloqueou, em conformidade com a Comissão Europeia (CE), o envio de 250.000 doses da vacina AstraZeneca para a Austrália após considerar “a escassez de vacinas na UE e Itália” e atrasos nos fornecimentos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália indicou em comunicado que este fator, onde se inclui o atraso nos fornecimentos pela farmacêutica anglo-sueca, constitui uma das três razões que justificam a decisão.

As outras são “o facto de o país recetor [Austrália] se considerar ‘não vulnerável’” e “o elevado número de doses de vacinas sujeitas a pedido de autorização de exportação” por parte da AstraZeneca “em comparação com a quantidade de doses entregues à Itália e, em geral, aos países da União Europeia [UE] até agora”.

A Itália converte-se assim no primeiro país da UE a adotar uma decisão deste género, desde que Bruxelas aprovou o mecanismo sobre o controlo das exportações dos fármacos produzidos em território comunitário.

A medida obriga as farmacêuticas a avisar com antecedência as autoridades nacionais sobre quantas doses fabricadas no seu território pretendem exportar para terceiros países e os Estados dispõem de 48 horas para decidir se permitem ou proíbem a venda, apesar de deverem previamente consultar a CE.

O ministério italiano explicou que em 24 de fevereiro recebeu o pedido da farmacêutica para exportar vacinas contra a covid-19 e que nos casos anteriores sempre forneceu autorização, de acordo com a Comissão, “por se tratar de pequenas quantidades de amostras destinadas à investigação científica”.

Mas desta vez a farmacêutica pedia para exportar 250.700 doses da vacina, um número que o ministério italiano e outros organismos consideraram excessivo.

Em 26 de fevereiro a Itália enviou à Comissão a proposta de não autorização, pelo facto de caber ao executivo comunitário a decisão final, e após a sua anuência Roma notificou formalmente a decisão à AstraZeneca na passada terça-feira.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.560.789 mortos no mundo, resultantes de mais de 115,1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Plano de acção baixa analfabetismo para 30%

A Proporção da população moçambicana adulta que não sabe ler e/ou escrever deverá baixar para níveis inferiores a 30 por cento dentro dos próximos nove anos, em resultado da intensificação de programas de alfabetização.

Para o efeito, o Governo aprovou esta semana um plano de acção de alfabetização de adultos, que pretende dar um novo alento aos programas que vêm sendo desenvolvidos desde a independência nacional.

Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) indicam que a taxa de analfabetismo de adultos no país é de 45%, sendo o número de mulheres que não sabem ler e nem escrever duas vezes superior ao dos homens.

Filimão Suaze recordou que quando da independência nacional o país tinha cerca de 90% da sua população analfabeta, cenário que vem registando melhorias em resultado dos programas de alfabetização.

Segundo o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, o plano é de nove anos, sendo que a ideia é baixar o analfabetismo para 26 por cento até 2019.

A alfabetização de adultos no país envolve parceiros de cooperação e é implementada através de diversas formas, como uso da rádio e televisão comunitárias, num esforço que visa reduzir, de forma rápida, a proporção da população que não sabe ler, escrever e/ou realizar cálculos básicos.

De há alguns anos a esta parte, associou-se o ensino de competências para a vida como técnicas de corte e costura, horticultura, entre outras, aos programas de alfabetização de adultos como forma de combater o absentismo que fragilizava o processo.

Procurador financeiro vai apelar decisão da justiça após condenação de Sarkozy

O procurador nacional financeiro (PNF) francês vai apelar da decisão da justiça de segunda-feira, que condenou o antigo Presidente Nicolas Sarkozy a prisão efetiva por corrupção e tráfico de influência, informou a agência noticiosa AFP.

Este apelo, que se segue ao recurso do ex-chefe de Estado e dos seus coacusados, permitirá que Tribunal de Apelo possa reanalisar a totalidade do dossiê, incluindo o agravamento das penas pronunciadas em primeira instância.

De acordo com a lei francesa, e na ausência de semelhante apelo do Ministério Público, um tribunal de recurso não pode pronunciar penas mais pesadas que as anunciadas em primeira instância.

Numa decisão anunciada segunda-feira, Nicolas Sarkozy foi condenado por um tribunal correcional por corrupção e tráfico de influência a três anos de prisão, incluindo um ano de pena efetiva, do designado caso das “escutas”.

O seu advogado Thierry Herzog e o ex-alto magistrado Gilbert Azibert receberam a mesma sanção, e com a proibição de exercer durante cinco anos para Herzog.

Nicolas Sarkozy, o primeiro ex-chefe de Estado a ser condenado a prisão efetiva em França, anunciou imediatamente que iria apelar da sentença, à semelhança de Herzog e Azibert.

O dossiê das “escutas” deverá voltar a julgamento em 2022.

Na quarta-feira, Sarkozy não excluiu a hipótese de recorrer perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e assegurou que combaterá “até ao fim para que a verdade triunfe”.

Pouco antes, e numa rara tomada de posição, o presidente do tribunal judiciário de Paris tinha apelado “solenemente” ao “respeito da instituição judicial”, após as fortes críticas emitidas contra o julgamento.

Papa inicia hoje visita ao Iraque como “peregrino da paz”

O Papa Francisco inicia hoje uma visita de quatro dias ao Iraque, a primeira de um papa a um país muçulmano de maioria xiita, numa missão em que se apresenta como “peregrino da paz”.

“Venho como peregrino (…) para implorar ao Senhor perdão e reconciliação, depois de anos de guerra e terrorismo (…) e eu venho entre vós como peregrino de paz”, sublinhou o Papa, na quinta-feira, numa mensagem de vídeo publicado na véspera da sua partida.

Francisco, que tem no programa a visita à planície de Ur, o lugar de Abraão – onde é recordado que as três principais religiões monoteístas (Cristianismo, Judaísmo e Islamismo) têm a mesma origem, manifestou o “desejo de orar com irmãos e irmãs de outras tradições religiosas”.

No vídeo divulgado, o Papa considerou o povo iraquiano “uma única família, de muçulmanos, judeus e cristãos”.

A agenda papal inclui encontros com a comunidade católica, composta por 590 mil pessoas, cerca de 1,5% da população iraquiana, além de cristãos de outras Igrejas e confissões religiosas, líderes políticos e o grande aiatola Ali Sistani, a maior autoridade xiita do país.

O Papa vai passar por Bagdade, Najaf, Ur, Erbil, capital do Curdistão iraquiano, Mossul e Qaraqosh.

Segundo a agência Ecclesia, em 2003 havia cerca de 1,4 milhões de cristãos no Iraque.

Antes do exílio, a maioria dos cristãos encontrava-se na província de Nínive, cuja capital é Mossul.

De acordo com dados da Ajuda para as Igrejas Necessitadas (ACN), nos três anos de guerra contra o Estado Islâmico (EI), 34 igrejas foram totalmente destruídas, 132 foram incendiadas, 197 parcialmente danificadas, assim como mais de mil casas de cristãos foram totalmente destruídas e mais de três mil incendiadas, mostrando o grau de perseguição a esta minoria religiosa que se concentra sobretudo no norte do Iraque.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Nizar Kheirallah, acentuou o simbolismo da visita de Francisco.

“Que responsável estrangeiro poderá agora recusar-se a vir ao Iraque se o papa o fizer?”, enfatizou o responsável da Presidência iraquiana.

Em três dias, o papa deverá percorrer mais de 1.445 quilómetros de helicóptero ou avião e sobrevoará por vezes zonas onde se escondem ainda elementos ativos do grupo ‘jihadista’ EI.

Símbolo das atrocidades dos fundamentalistas do EI é Mossul, a terceira maior cidade do Iraque, onde o papa fará uma oração pelas vítimas no domingo.

Não sendo o distanciamento físico e o uso da máscara práticas muito seguidas pelos iraquianos, os organizadores da visita papal limitaram os lugares para as missas.

O estádio de Erbil, com 20.000 lugares, apenas deverá receber cerca de 4.000 fiéis para a missa de domingo e Francisco será privado dos habituais banhos de multidão.

Será ainda decretado um confinamento nacional durante todo o período da visita do papa e “as forças de segurança serão destacadas para proteger as estradas”, explicou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Nizar Kheirallah.

Além das preocupações com a covid-19, a segurança estará alerta, tendo em conta que Erbil e Bagdade, a segunda capital mais populosa do mundo árabe, com cerca de 10 milhões de habitantes, foram palco recentemente de ataques de ‘rockets’ contra interesses norte-americanos.

O Papa Francisco visita o Iraque entre 05 e 08 de março.

Frelimo encoraja mulheres das FDS a combater terrorismo

O Partido Frelimo saúda e encoraja as mulheres das Forças de Defesa e Segurança (FDS) a continuarem lado a lado com o homem no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado e na neutralização das acções da autoproclamada Junta Militar da Renamo nas províncias de Manica e Sofala.

Este encorajamento surge na sequência da celebração do Dia do Destacamento Feminino, que ontem (04) se assinalou no país, motivo que serviu para a Frelimo incentivar todo o efectivo das FDS a continuar a desferir duros golpes aos inimigos da pátria moçambicana.

Igualmente, são exortadas todas as forças da sociedade e os cidadãos a continuarem a apoiar as vítimas dos ataques terroristas no norte de Cabo Delgado e da Junta Militar da Renamo no centro do país.

Uma nota refere que foi há 54 anos que um grupo de combatentes enquadradas na Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) decidiu criar o Destacamento Feminino para que a luta armada fosse célere.

A Frelimo refere que as comemorações desta data ocorrem numa situação invulgar por causa dos efeitos nefastos e mortíferos do novo coronavírus, apelando para que os moçambicanos continuem a observar as medidas de prevenção da Covid-19.

Janfar Abdulai lança sinalização no canal de Inhambane

O Ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, disse ontem (04), na cidade de Inhambane, que o Governo de Moçambique está empenhado na revitalização dos portos nacionais.

O ministro falava durante a cerimónia do lançamento da primeira bóia para a sinalização marítima do canal de aceso ao porto de Inhambane.

São no total 10 bóias a serem colocadas no ponto de entrada da Barra até ao porto de Inhambane, num investimento avaliado em cerca de 35 milhões de meticais.

Com a sinalização marítima do canal de acesso, estarão criadas as condições para a navegação nocturna de navios.

O director dos Serviços de Ajuda à Navegação Marítima no Instituto Nacional de Hidrografia e Navegação, Félix Pelembe, indicou que a sinalização do canal de acesso ao porto de Inhambane vai permitir a retoma do movimento de navios comerciais, e não só.

Cidadão morto por rejeitar cerimónia tradicional em Mandlakazi

Um cidadão de 60 anos de idade foi morto à catanada pelo seu próprio filho, de 27 anos, no distrito de Mandlakazi, em Gaza, por alegadamente se ter recusado a realizar uma cerimónia tradicional, vulgo “kupalha”, para resolver os problemas da família.

Segundo descreve o porta-voz do Comando Provincial da Polícia, em Gaza, Carlos Macuácua, tudo começou quando o jovem tentava convencer o seu pai a realizar uma cerimónia tradicional para purificar a família dos insucessos da vida, não tendo encontrado resposta desejada do seu pai. Contrariado com a posição do seu progenitor, o filho “ficou chateado e deu-lhe um golpe fatal” para, de seguida, por peso de consciência, também se enforcar.

A província de Gaza tem registado, nas últimas semanas, frequentes casos de suicídios e homicídios voluntários, deixando um clima de preocupação entre as autoridades policiais e as comunidades locais. Só na semana passada, segundo Carlos Macuácua, três cidadãos tiraram a própria vida, juntando-se a mais quatro corpos que na semana anterior, foram recolhidos com sinais de enforcamento.

Precisou que no mesmo período, houve registo de dois casos de homicídio voluntários. Os distritos de Limpopo, Xai-Xai, Chongoene e Mandlakazi são os que registam mais casos de homicídios e suicídios, relacionados com frustração, consumo de bebidas alcoólicas, conflitos conjugais e desentendimentos, envolvendo jovens, na maioria dos casos.

Preocupado com o fenómeno, a polícia em Gaza, através do seu porta-voz, aconselha a população a primar pelo diálogo como forma ideal de resolução de qualquer tipo de contradição familiar e social. Explicou ainda que o aumento de práticas suicidas deve constituir uma preocupação para a sociedade, referindo-se importante que as famílias, as igrejas e outras organizações apoiem o Estado no sentido de se encontrarem medidas para se ultrapassar tal fenómeno.

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