Mais de 50 especialistas das Nações Unidas aguardam por visto humanitário, criado há três meses por Moçambique, para poderem entrar no país e ajudar a resolver a crise em Cabo Delgado, disse hoje fonte da organização.
Temos mais de 50 pedidos [pendentes] e esperamos poder ter a possibilidade de obter vistos humanitários nas próximas semanas”, referiu a coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, Myrta Kaulard.
“Eu espero semanas” e não um prazo maior, “porque é necessário” que esse apoio externo chegue ao terreno, explicou.
Um relatório da ONU de final de janeiro sobre acesso da ajuda humanitária a Cabo Delgado enunciava a existência de “desafios administrativos” com 57 vistos pendentes – acrescentando que a demora na aprovação rondava, em média, três meses e meio.
Segundo o mesmo documento, materiais para saúde, abrigo ou outros itens de apoio estavam a demorar quase três meses para serem libertados pelas alfândegas.
“Como todas as coisas administrativas”, os novos vistos de entrada no país “precisam de tempo para começar a ser utilizados” e as férias de final de ano e a covid-19 estão a atrasar o processo – a par de “aspetos administrativos do visto que ainda têm de ser definidos”, disse Myrta Kaulard.














