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Terça-feira, Julho 28, 2026
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Obras no “Alcântara Santos” com prazo prorrogado

O prazo de conclusão das obras de reabilitação do viaduto Alcântara Santos, na baixa da cidade de Maputo, poderá ser prorrogado para o mês de Abril, devido às dificuldades na importação de material de construção e questões técnicas.  

Trata-se da segunda prorrogação este ano, uma vez que a conclusão estava prevista para o mês de Fevereiro, entretanto o prazo foi estendido para mais um mês.

Sarturino Chembeze, director para o pelouro de Infra-estruturas no Conselho Municipal da Cidade Maputo (CMCM), disse que as obras de reabilitação do viaduto estão a sofrer um ligeiro atraso na sua conclusão, como um dos impactos directos da pandemia da Covid-19, que está a causar o funcionamento irregular de vários sectores de actividade, incluindo construção civil.

“A insuficiência de material de construção está a dificultar o acabamento da obra, por isso que o período de duração da requalificação foi prorrogado”, apontou.

Segundo a fonte, para além dos problemas decorrentes do novo coronavírus, teve que se avaliar outras intervenções no viaduto que não estavam previstas, uma vez que o mesmo não era reabilitado há alguns anos.

A reabilitação vai incidir sobre toda a infra-estrutura que se apresentava desgastada, carecendo de intervenção para prolongar a vida da infra-estrutura e elevar os níveis de segurança para os utentes.

As obras estão avaliadas em cerca de 62 milhões de meticais, num investimento do CMCM. A requalificação vai melhorar a circulação de viaturas.

PR Filipe Nyusi quer resposta científica aos ataques

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, desafiou ontem (17) os novos graduados da Academia de Ciências Policiais a aplicarem os seus conhecimentos na busca de respostas científicas no combate aos grupos armados no Centro e no Norte do país.

“Cada um de vocês deve ser um ator ativo no estudo dos fenómenos sociais que colocam em causa a nossa soberania”, disse Filipe Nyusi, dirigindo-se a um grupo de 200 oficiais superiores graduados pela Academia de Ciências Policiais, nos arredores de Maputo.

Para o chefe de Estado, a eficácia dos resultados nas operações para repor a paz no Centro e Norte de Moçambique passa por uma abordagem científica e, para que se alcance este objetivo, a formação é fundamental.

“Vocês estão autorizados a saberem porque é que há terrorismo no Norte e porque é que grupos armados têm protagonizado ataques contra populações no Centro de Moçambique. Vocês têm a ferramenta científica para fazer esta análise”, frisou o chefe de Estado.

“Esta complexidade impele às Forças de Defesa e Segurança e ao Estado novas formas de agir”, acrescentou o Presidente moçambicano.

As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique desdobram-se em operações para travar os grupos armados que têm protagonizado ataques há três anos em alguns distritos da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique.

A violência em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.

Além das operações em Cabo Delgado, as autoridades moçambicanas perseguem um grupo dissidente do principal partido de oposição (Renamo) no Centro de Moçambique desde agosto de 2019.

As incursões do grupo, autoproclamado Junta Militar da Renamo, têm como alvo civis e as forças governamentais e já provocaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, Centro de Moçambique.

Novos gestores desfiados a cumprir os planos

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse que o Governo ao elevar o estatuto e reforçar as competências da Inspecção-Geral da Administração Pública, pretende garantir a implementação das normas de funcionamento do sector, incluindo as missões diplomáticas e consulares.

Do Rosário fez este pronunciamento, ontem (17) na cidade de Maputo, quando orientava a tomada de posse de quatro novos dirigentes, nomeadamente, Augusto António dos Santos Mangove, Inspector-Geral da Administração Pública; Lídia Alberto Macaringue, Inspectora-Geral Adjunta da Administração Pública; Ana Maria Atibo Chicote, presidente do Conselho Nacional de  Avaliação de Qualidade do Ensino Superior (CNAQ); e Delfim Júlio Vilissa, Director-Geral do Instituto Nacional de Irrigação (INIR).

“É neste contexto que a Inspecção-Geral da Administração Pública irá assegurar a contínua promoção da cultura de integridade, através da fiscalização e monitoria regulares”, sublinhou.

Face aos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, o do Rosário recomendou à nova presidente da CNAQ, a melhorar o mecanismo de avaliação externa on-line para a acreditação de cursos e programas, abrangendo mais instituições de ensino superior.

Ao director-geral do Instituto Nacional de Irrigação (INIR), o Primeiro-Ministro, recomendou a assegurar a continuidade da implementação da construção e reabilitação gradual de cerca de 300 mil hectares adicionais de área irrigada nas bacias hidrográficas dos rios Rovuma, Lúrio, Melúli, Licungo, Zambeze, Búzi, Limpopo e Maputo, bem como, garantir o aproveitamento integral do potencial dos vários regadios até aqui construídos, durante a implementação do Programa Nacional de Irrigação 2017- 2042.

Recorde de contágios pela Covid-19 no Iraque após visita do Papa

O Iraque anunciou 5663 novos casos de coronavírus, um recorde no país que recebeu após o Papa Francisco ter estado entre multidões, reduzidas mas compactas, e onde foi rara a utilização de máscara.

Apesar deste aumento de casos de infecção no país de 40 milhões de habitantes, com falta de medicamentos, médicos e hospitais há décadas, as autoridades voltaram a anunciar na noite de terça-feira um aliviar do recolher obrigatório instaurado há algumas semanas.

Com 5663 infectados e 33 mortos nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde, o número de iraquianos contaminados desde o início da pandemia no país, em Fevereiro de 2020, é agora de 768 352, incluindo 13 827 mortos.

As estatísticas são divulgadas diariamente pelo ministério, que indica realizar cerca de 40 mil testes diariamente, uma taxa muito baixa num país com várias cidades de mais de dois milhões de habitantes, onde a densidade é elevada e a promiscuidade permanente.

Além da falta de equipamento médico para tratar os doentes – que geralmente preferem ter uma botija de oxigénio em casa em vez de irem para hospitais em mau estado – o Iraque recebeu apenas 50 mil doses da vacina (da chinesa Sinopharm), na véspera da visita do Papa.

Bagdad diz ter um plano de compra a prazo de 16 milhões de doses, mas o parlamento ainda não votou o orçamento de 2021.

Entre 5 e 8 de Março, na primeira visita de um Papa ao Iraque, Francisco viajou por todo o país, fazendo orações e celebrando missas no meio de centenas de fiéis e mesmo num estádio com milhares de pessoas em Erbil.

Durante as concentrações, como diariamente no Iraque, eram raras as pessoas com máscara e a introdução recente de uma multa não mudou a situação, segundo a agência France-Presse.

A pandemia de Covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019 na China, provocou pelo menos 2,6 milhões de mortos no mundo, resultantes de mais de 120,6 milhões de casos de infecção, segundo um balanço da AFP.

Tempo de descarga de navios no porto da Matola reduzido por novo equipamento

 A Descarga de combustíveis no Porto da Matola, na província de Maputo, passa a ser realizada em menos tempo, com a instalação, no local, de escada telescópica de acesso aos navios.

Para efeito, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) inaugurou ontem o equipamento, que resulta de um investimento de 390 mil euros.

Na cerimónia, os gestores do porto fizeram demonstração do funcionamento do equipamento ao presidente do Conselho de Administração dos CFM, Miguel Matabel.

Segundo Arlindo Fondo, director do Porto da Matola, o novo equipamento de trabalho, o primeiro do género no país, permitirá não só o cumprimento do regulamento da empresa e das regras internacionais de segurança, como também contribuirá para a redução do tempo nas operações.

“Acabámos de inaugurar a escada telescópica que dá acesso ao navio a partir do cais, equipamento que permite acesso seguro a todos os que se fazem a este ponto, com destaque para as autoridades, operadores, entre outros”, disse.

Acrescentou que antes da aquisição deste equipamento o acesso era feito pela escada do próprio navio mas, pela configuração, não há espaço seguro para isso, dependendo da variação da maré para posicionar, contrariando as normas de segurança.

De acordo com o gestor, com a escada telescópica, a manobra é muita rápida, independentemente da variação da maré e do tamanho do navio, ajudando assim a melhorar alguns indicadores.

África do Sul aprova uso da vacina Pfizer/Biontech contra a Covid-19

A África do Sul, o país mais atingido pela Covid-19 no continente africano, aprovou o uso da vacina da Pfizer/Biontech, anunciou a autoridade reguladora.

A Autoridade Reguladora de Produtos de Saúde da África do Sul (SAHPRA) refere, em comunicado divulgado no sítio oficial de internet, que “a SAHPRA aprovou o licenciamento da vacina Comirnaty Pfizer/Biontech”.

A África do Sul encomendou 20 milhões de doses da nova vacina, segundo a imprensa sul-africana.

O Governo iniciou a campanha de vacinação com a vacina da farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson no mês passado, depois de ter suspendido em 8 de fevereiro o início da vacinação contra a covid-19 com o fármaco AstraZeneca devido à falta de eficácia contra a variante 501Y.V2 do novo coronavírus, dominante no país.

O número de profissionais de saúde vacinados ascende a 157.286, segundo as autoridades da saúde sul-africanas.

A meta do Governo sul-africano é vacinar dois terços da população de 59 milhões de habitantes até ao final do ano.

A África do Sul, com cerca de 9,5 milhões de testes realizados, contabiliza 1.530.966 pessoas infetadas com o novo coronavírus SARS-CoV-2 e 51.560 mortes associadas à Covid-19 desde o início da pandemia em março do ano passado, segundo o Governo.

As autoridades da saúde sul-africanas detetaram em 05 de Março de 2020 a primeira infeção, na província do KwaZulu-Natal, litoral do país, importada de Itália.

Nampula: Reclusos beneficiam de formação

Em Nampula, o Estabelecimento Penitenciário Provincial vai formar, até finais deste ano, duzentos reclusos, nos cursos de serralharia, electricidade, culinária e pastelaria.

O director da cadeia provincial de Nampula, Jordão Mangue, afirmou que se pretende, com a iniciativa, dotar os reclusos de conhecimentos técnicos que os levem a reinserção após cumprir as penas.

“As FDS que combatem os terroristas estão a ser alvo de difamação”

O Secretário de Estado, em Cabo Delgado, diz que as Forças de Defesa e Segurança que combatem os terroristas neste ponto do país, estão a ser alvo de difamação por parte de algumas organizações.

Sem mencionar nomes, Armindo Ngunga disse na quarta-feira (17), que algumas organizações divulgam informações por vezes contraditórias e sem fundamento, sobre o trabalho das Forças de Defesa e Segurança (FDS), no teatro operacional norte.

“Para nós mostra-se contraditório e de nem sentido de  voz, acreditar em informações veiculadas sobre a violação de direitos humanos atribuindo aos defensores da pátria, do povo, os actos criminosos perpetrados por terroristas, ignorando propositadamente os antecedentes, a conduta criminosa e reiterada e o cadastro criminal que militam contra os reais agressores”, disse.

Armindo Ngunga falava na cidade de Pemba, na abertura de um seminário denominado “Plataforma de diálogo: Negócios, segurança e direitos humanos em Cabo Delgado.

Troço Milange-Molumbo degradado

O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Osvaldo Machatine, esteve a trabalhar na via e, confrontado com a situação, anunciou para breve o início da terraplanagem da estrada.

Trata-se da Estrada Regional Número 558, que liga os distritos de Milange e Mulumbo, que, de há uns tempos a esta parte, vem registando uma degradação cada vez acentuada, comprometendo o escoamento de produtos agrícolas, na província da Zambézia.

No terreno, constata-se que os cerca de 100 quilómetros que ligam os dois distritos apresentam duas secções extremamente degradadas, em parte, devido à força da chuva que tem estado a cair nos últimos dias.

Transportadores e comerciantes, que operam naqueles distritos, considerados celeiros da província, devido à sua potencialidade produtiva, sobretudo nas culturas de feijão, milho, soja e gergelim, pedem intervenção do Governo, para melhorar a transitabilidade na via.

“Não temos alternativas, estamos a passar mal. Queremos intervenção do Governo para se acabar com isso. Estou aqui há dois dias parado, sem saber o que fazer. O meu camião não sai, porque enterrou”, disse João Santos, um transportador.

Graciano Alfredo, um comerciante residente em Mulumbo desesperado, com mais de 50 sacos de milho, contou que comprou o produto, mas está há três dias encalhado e sem poder fazer nada para retirar a sua mercadoria.

Taxas de juro de Janeiro mantidas pelo BM

Prevalência de riscos e incertezas obrigam o Banco de Moçambique a não mexer as taxas de juro de política monetária, da facilidade permanente de depósitos e de levantamentos.

Segundo um comunicado do Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique, emitido ontem (17), as taxas MIMO, Facilidade Permanente de Cedência (FPC) e Facilidade Permanente de Cedência (FPC), mantêm-se nos 13,25%, 10,25% e 16,25%, respectivamente.

O CPMO manteve, igualmente, os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 11,50% e 34,50%, respectivamente, situando-se em USD 3.987 milhões, suficientes para cobrir mais de 6 meses de importações de bens e serviços.

O emissor monetário justifica a posição, afirmando que prevalecem elevados riscos e incertezas na economia nacional, não obstante a revisão em baixa das perspectivas de inflação a curto e médio prazo, a um dígito, como resultado das medidas tomadas na sessão de Janeiro de 2021.

Segundo o documento em alusão, a inflação anual manteve a tendência de aceleração, tendo passado de 3,52% em Dezembro de 2020 para 5,10% em Fevereiro último, como consequência do impacto dos choques climáticos e da repassagem da depreciação do Metical para os preços domésticos, excluindo os preços dos bens e serviços administrados.

O Banco de Moçambique refere que a economia mantém as perspectivas de uma recuperação tímida em 2021 o que pode vir a pressionar ainda mais as finanças públicas, agravando o défice orçamental, primeiro, devido à aquisição e logística de administração da vacina contra a COVID-19, a mitigação do impacto sócio-económico dos choques climáticos e as despesas decorrentes da situação de instabilidade militar, sobretudo na zona norte do país.

Com efeito, desde o último CPMO, a dívida pública interna, excluindo contractos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, aumentou de 183,8 mil milhões de meticais para 189,0 mil milhões de meticais.

Para o curto e médio prazo, o banco central prevê um menor agravamento dos preços, como consequência, fundamentalmente, da tendência actual de apreciação do Metical. Porém, os riscos e incertezas associados às projecções de inflação mantêm-se elevados.

A pressão cambial reduziu substancialmente e o Metical aprecia face ao Dólar norte-americano (USD). Desde o início de Março, a procura de divisas tem sido totalmente satisfeita, como resultado de uma maior fluidez que se observa no mercado cambial, contrariamente à tendência registada no princípio do ano. Com efeito, o Metical apreciou, situando-se em 73,35 MZN/USD, depois de 75,11 MZN/USD em finais de Janeiro último.

Príncipe Philip deixa hospital em Londres após tratar infecção

O príncipe Philip da Grã-Bretanha, de 99 anos, deixou um hospital em Londres após ser tratado de uma infecção. O marido da rainha Elizabeth foi submetido a um procedimento cardíaco.

O duque de Edimburgo, marido da Rainha Elizabeth II, estava hospitalizado desde que foi admitido no Hospital Privado King Edward VII em Londres em 16 de Fevereiro, para ser tratado de uma infecção.

Vários fotógrafos parados do lado de fora da porta do hospital privado registraram sua partida.

Problema cardíaco

Philip chegou a ser transferido para um hospital especializado em cuidados cardíacos, o São Bartolomeu, onde passou uma curta estadia, e depois retornou ao King Edward VII.

O Palácio de Buckingham ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Xai-Xai: Serão levados á Justiça os que se envolverem na venda de terra

O Presidente do Conselho municipal de Xai-Xai promete levar a barra da justiça, todos os munícipes, secretários e funcionários da edilidade que se envolverem em esquemas ilícitos de venda de terra.

Emídio Xavier falava, na quarta-feira (17), no âmbito da visita que efectuou no posto administrativo da praia de Xai-Xai, onde constatou com preocupação a atribuição ilegal de espaços e construções desordenadas.

Recordou que a prática além de ser um crime, dificulta o projecto de expansão da cidade e provisão de serviços sociais básicos para os munícipes.

Morte de John Magufuli lamentada por EUA e União Africana

O governo dos Estados Unidos da América (EUA) e a União Africana (UA) lamentaram, ontem (17), a morte do Presidente tanzaniano, John Magufuli, falecido aos 61 anos, devido a um problema cardíaco.

“Apresentamos as nossas condolências aos tanzanianos, lamentando a morte do Presidente John Pombe Magufuli”, disse o porta-voz do departamento de Estado dos Estados Unidos, Ned Price.

Ned Price disse que o país continuará a “trabalhar com o Governo da Tanzânia para melhorar os laços entre os povos americano e tanzaniano”.

“Os Estados Unidos continuam empenhados em continuar a apoiar os tanzanianos, na sua defesa do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais, bem como na luta para combater a pandemia Covid-19”.

“Esperamos que a Tanzânia possa avançar num caminho democrático e próspero”, acrescentou o porta-voz norte-americano.

Já o presidente em exercício da União Africana (UA) e chefe de Estado da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, falou sobre a morte de John Magufuli, e o considera um “orgulhoso defensor” da independência do continente africano.

“Enquanto presidente em exercício da União Africana (UA), o Presidente Tshisekedi presta homenagem a um sólido parceiro que defendeu orgulhosamente a independência do continente africano”, escreveu a Presidência da República da RD Congo.

Félix Tshisekedi, que assumiu em Fevereiro a presidência da organização que junta 54 países africanos, manifestou “grande tristeza pelo desaparecimento” do seu homólogo tanzaniano e apresentou “sentidas condolências ao povo irmão da Tanzânia”.

O Presidente da República da Tanzânia, John Magufuli, morreu hoje aos 61 anos devido a uma parada cardíaca, segundo informação avançada pela vice-presidente do país, Samia Suluhu, depois de semanas de especulação sobre o seu estado de saúde.

Boavida Muhambe é novo presidente da HCB

Foi eleito Boavida José Lopes Muhambe, para o cargo de presidente do Conselho de Administração da Hidroeléctrica Cahora Bassa, substituindo Pedro Couto.

A eleição ocorreu em Assembleia Geral extraordinária realizada, na cidade de Maputo, cuja agenda era apreciar a proposta da eleição Presidente do Conselho de Administração (PCA), indica um comunicado que o Notícias teve acesso.

O novo presidente é quadro da HCB tendo assumido até 2019, a função de director de aprovisionamento. O eleito é mestre em desenvolvimento internacional e licenciado em gestão empresarial, e acrescenta-se mais de 20 anos de experiência na área de docência.

O novo PCA vai juntar-se aos membros do Conselho de administração, Moisés Machava, Abraão dos Santos Rafael, Rui Manuel Alfredo da Rocha, Nilton Sérgio Rebelo Trindade, Manuel Tomé e João Faria da Conceição.

Sofala: Ataque de crocodilo faz 3 mortos em Marromeu

O distrito de Marromeu, em Sofala, regista um recrudescimento de conflito homem-fauna bravia. Nos últimos dois meses, três pessoas morreram e quatro ficaram feridas depois de serem atacadas por crocodilos. 

Os incidentes ocorreram nas localidades de Chueza e Malingapansi, quando as vítimas se encontravam nos afluentes do rio Zambeze a buscar água.

O director do Serviço Distrital de Actividades Económicas de Marromeu, Domingos Alfândega, disse que o governo tem vindo a intensificar a sensibilização das comunidades para tomar cuidado ao se fazerem ao rio.

Além disso, está em curso um trabalho de mapeamento das áreas onde são frequentes ataques de crocodilos.

Gastos excessivos de campanha levam Nicolas Sarkozy a julgamento

Duas semanas depois de ser condenado à prisão por corrupção, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy é agora julgado sob a acusação de “financiamento ilegal de campanha”.

O julgamento de Sarkozy no “Caso Bygmalion”, sobre gastos excessivos da campanha presidencial de 2012, começou ontem (17) no Tribunal Criminal de Paris, embora na ausência do réu.

Há uma forte possibilidade de o julgamento ser adiado, uma vez que o advogado de Jérôme Lavrilleux, um dos 13 corréus, está hospitalizado, tendo sido feito um pedido de adiamento do julgamento.

Jérôme Lavrilleux, ex-diretor adjunto da campanha de Sarkozy, foi o primeiro a confessar ter participado num vasto golpe com base em faturas falsas, despesas desvalorizadas e despesas voluntariamente omitidas das contas submetidas ao controlo final. Sem advogado, chegou ao tribunal sem ninguém o cumprimentar.

Os advogados dos 14 réus, antigos executivos da Bygmalion e membros da União para um Movimento Popular (UMP, atual Os Republicanos, conservador),  juntaram-se ao pedido de adiamento face à ausência de um deles, tudo indicando que o Ministério Público, não se deverá opor.

Nesse caso, o julgamento deverá ser adiado para Maio.

No novo julgamento, Sarkozy enfrenta uma pena de até um ano de prisão e uma multa de 3.750 euros por “financiamento ilegal da campanha eleitoral”.

O ex-Presidente francês já afirmou, entretanto, que só comparecerá às audiências quando ele próprio for visado.

Ao contrário dos coarguidos, acusados nomeadamente de fraude ou cumplicidade, Sarkozy não é responsabilizado pelo sistema de faturas falsas, imaginado para ocultar os gastos excessivos da campanha.

Mas, segundo a acusação, Sarkozy deixou escapar despesas apesar de vários alertas claros sobre os riscos de ultrapassar o limite e beneficiou, “sem dúvida”, com a fraude, que lhe permitiu ter “meios [financeiros] muito maiores” do que os autorizados pela lei, utilizou pelo menos 42,8 milhões de euros, quase o dobro do teto legal à época (22,5 milhões de euros).

OMS: Ainda não há provas de que os incidentes foram causados pelos lotes da AstraZeneca

O responsável da OMS em Timor-Leste disse na quarta-feira (17) que ainda não há provas de que os incidentes que levaram vários países a suspender lotes da AstraZeneca sejam causados pela vacina que também foi a aprovada neste país.

“O Comité Consultivo Global para a Segurança das Vacinas (GAVCS) da Organização Mundial de Saúde (OMS) está a avaliar sistematicamente e cuidadosamente os relatórios atuais e até hoje, não há provas de que os incidentes sejam causados pela vacina. É importante que a campanha de vacinação prossiga”, disse Arvind Mathur, numa resposta por escrito, enviada à Lusa.

Os comentários de Mathur surgem depois da suspensão de vários lotes da vacina em vários países europeus ter suscitado um debate em Timor-Leste onde a AstraZeneca foi aprovada para a vacinação e o processo deverá arrancar no próximo mês.

“No contexto de Timor-Leste, o Governo escolheu a vacina Oxford-AstraZeneca com base em vários critérios e contexto do país. Além disso, a vacina para Timor-Leste está a chegar através da COVAX, que actualmente garantiu a vacina AZ da SKBio, República da Coreia e/ou Instituto do Soro da Índia”, recordou.

O responsável da OMS disse que “na Europa, as suspensões estão relacionadas com lotes específicos das vacinas em alguns países, enquanto outros suspenderam a utilização como medida de precaução enquanto está em curso uma investigação completa”.

A OMS, disse, concorda com a posição da Agência Europeia do Medicamento (EMA) de que “os benefícios da vacina AstraZeneca na prevenção do COVID-19, com o seu risco associado de hospitalização e morte, superam os riscos de efeitos colaterais, pelo que pode continuar a ser administrada enquanto a investigação está em curso”.

Além disso, explicou, a TGA Austrália, equivalente australiano da EMA, considerou que até ao momento “não há indicação de um aumento da taxa de coágulos sanguíneos acontecendo ou causa e efeito com a vacina AZ na Austrália”.

“Só no Reino Unido, já foram administradas mais de 10 milhões de vacinas AZ sem provas de eventos adversos graves relacionados”, considerou.

Globalmente e até na quarta-feira já foram administradas em todo o mundo quase 400 milhões de doses das várias vacinas contra a covid-19, segundo dados atualizados recolhidos pela agência noticiosa Bloomberg.

Reino Unido ultrapassa 25 milhões de vacinados contra a Covid-19

O Reino Unido registou 141 mortes e 5.758 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, tendo entretanto ultrapassado os 25 milhões de pessoas vacinadas, divulgou o Governo britânico. 

Até hoje, 25.273.226 pessoas receberam a primeira dose de uma vacina contra o novo coronavírus, das quais 1.759.445 receberam uma segunda dose, a qual é administrada com um intervalo de até 12 semanas.

O Ministério da Saúde britânico anunciou que vai estender o programa a todas as pessoas com mais de 50 anos, após ter imunizado a maioria dos indivíduos dos grupos etários mais velhos e pessoas com comorbidades de risco.

Mais 250 camas são entregues ao centro de Covid-19 do Hospital Geral de Mavalane

A empresa Limak Cimentos e parceiros entregaram, semana finda, ao Hospital Geral de Mavalane, na cidade de Maputo, 250 camas hospitalares, para aliviar a pressão da demanda no centro de tratamento da Covid-19.

A cerimónia da entrega contou com o ministro da Saúde, Armindo Tiago, que enalteceu o gesto, salientando que o mesmo “mostra que o nosso sector privado, apesar de se ressentir dos efeitos que têm sido causados por esta pandemia, continua apostado em apoiar a restauração da saúde dos moçambicanos, para que juntos e com saúde, trabalhemos por mais e uma melhor economia”. Para o ministro, o gesto mostra o engajamento das empresas no combate à pandemia do novo Coronavírus.

“Este acto mostra que há consciência nacional de que, apesar de ter iniciado a campanha de vacinação, a luta contra a COVID-19 ainda é longa e não devemos baixar a guarda, quer nas medidas de prevenção, quer na criação de condições hospitalares para atender os casos preocupantes da doença”, afirmou.

Por sua vez, Seyit Baydar, director-geral da cimenteira, disse que a participação da empresa, nesta iniciativa, é parte do compromisso assumido, desde o início da actividade em Moçambique, de contribuir para o desenvolvimento económico e social do país.

“Esta acção representa um bom exemplo de que juntos somos mais fortes, não só em momentos felizes, mas também para ultrapassar os desafios que inquietam o povo moçambicano”, salientou.

Jogadores de Textáfrica há cinco meses sem remuneração

Vive-se um ambiente de cortar à faca no histórico Grupo Desportivo e Recreativo Textáfrica (GDRT) de Chimoio, porque os jogadores, equipa técnica e pessoal de apoio estão de costas voltadas com a recém-eleita direcção do clube.

Em causa, os jogadores reivindicam cinco meses de salários em atraso e falta de alimentação.

A situação levou os atletas a suspenderem, unilateralmente, os treinos desde semana passada, depois de várias tentativas de entrar em contacto com a Direcção do GDRT terem redundado ao fracasso, uma vez que, segundo avançaram, nem o presidente, Acácio Gonçaves, nem o seu vice-presidente atendem as chamadas telefónicas dos atletas.

Esses dizem ter anotado que, desde que foi interrompida a maior prova futebolística do país, Moçambola, nenhum elemento da direcção colocou os pés no clube, não se sabendo a razão de serem abandonados por quem mais devia prestar-lhes apoio ou dignar-se a justificar as péssimas condições a que estão sujeitos.

“Nós decidimos não nos fazer ao campo para treinos até que venha alguém para vir dizer alguma coisa, mas, até aqui, ninguém veio. Por semana, só estamos a ter refeição duas vezes, o que é muito complicado”, disse Tino, capitão da equipa, tendo acrescentado que, nessas condições, nenhum jogador consegue treinar.

Secundando, Henriques, outro jogador da colectividade, disse que outro grito de socorro tem a ver com o material de treinos.

“Aqui, nós não recebemos equipamento. Não temos botas”, disse, acrescentando que a direcção fabril não está interessada em resolver os problemas do clube, pois, no seu entender, havendo interesse, já estaria a pedir apoios ao empresariado local ou ao governo, mas só se limita a cruzar os braços.

FMF Fintada

Curiosamente, um dos requisitos para o Textáfrica ser licenciado é a regularização dos salários dos atletas e a equipa técnica, assim como a canalização de descontos ao Instituto Nacional de Segurança Social, mas essa exigência da Federação Moçambicana de Futebol não passa de uma letra morta.

“O que nos admira é que, como eles estão a justificar a FMF sobre o não pagamento de salários, aí alguma coisa não está bem, ou a FMF está a ser fintada, ou algum negócio qualquer que esteja a acontecer”, suspeita Kello Patrício.

 O Presidente

Telefonicamente, o presidente do Textáfrica de Chimoio, Acácio Gonçalves, que confirmou a crise instalada no grupo, afirmando que, neste momento da pandemia, a bilheteira não está a produzir dinheiro e a única saída seria a contribuição dos sócios, mas esses, segundo afirmou, também não estão a fazer o seu papel de apoiar o clube.

“Não é verdade que estamos a dever salários desde Setembro do ano passado, mas sim desde Dezembro, rebateu Acácio Gonçalves, tendo, de seguida, justificado, que “não estamos a pagar, porque também não temos. Os sócios não estão a contribuir”.

Mais adiante, Acácio disse que, devido aos problemas que o clube atravessa, já remeteu pedido de demissão à mesa da Assembleia do clube presidida por Zacarias Mavile, mas ainda não se pronunciou sobre a carta.

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