Democratas e defensores das liberdades criticaram duramente a captura, por parte do Governo de Donald Trump, de dados de autoridades eleitas nos Estados Unidos e exigiram a reforma dos “poderes de espionagem” do executivo.
Os legisladores democratas Adam Schiff e Eric Swalwell foram informados recentemente pela gigante tecnológica Apple que o Departamento de Justiça norte-americano exigiu, em 2017 e 2018, alguns dos seus dados, na sequência de uma investigação sobre fuga de informações confidenciais.
Membros do Comité de Inteligência da Câmara dos Representantes, os dois eram suspeitos de terem divulgado a jornalistas informações sobre a ‘delicada’ investigação das suspeitas de conluio entre Moscovo e a administração de Donald Trump, que manchou o início do mandato do presidente republicano, noticia a agência AFP.
Nos Estados Unidos, a fuga de informações confidenciais é ilegal, e os procuradores federais podem emitir mandados de busca e detenção para descobrir a fonte. No entanto, não parece que, até agora, os parlamentares tenham sido alvo deste tipo de abordagem.
“Este é um abuso de poder grosseiro e um ataque à separação de poderes”, salientou o líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, que chamou os antigos ministros da Justiça, Jeff Sessions e Bill Barr, para responderem perante o comité judiciário daquele órgão.
O Inspetor-Geral do Departamento de Justiça também já anunciou uma investigação sobre “o uso pelo Departamento de intimações e outros meios legais para obter informações sobre comunicações de membros do Congresso, ou dos seus parentes, com meios de comunicação”.
O caso é ainda mais polémico porque os procuradores tentaram encontrar colaboradores e familiares dos dois homens, incluindo um menor, com a intenção de verificarem se estes teriam emprestado aos suspeitos os seus telefones para entrar em contacto com jornalistas.
Os dados não confirmaram as suspeitas, mas a investigação chegou a ser reiniciada um ano depois e não terminou antes do final da presidência de Donald Trump, que regularmente acusou Adam Schiff de ser autor de fugas de informação.
A somar a isto, o Departamento da Justiça impôs à Apple a não divulgação da investigação, que terminou este ano. Os parlamentares apenas foram informados das investigações no mês passado.
“Não ficaria surpreendido se soubesse que isto aconteceu a outras pessoas”, apontou Eric Swalwell, considerando estes “factos inaceitáveis”.
O New York Times, o Washington Post e o canal CNN revelaram recentemente que alguns de seus jornalistas também tiveram problemas com o Departamento de Justiça, que durante a governação de Trump ‘lutou’ às escondidas para obter contas, correios eletrónicos e históricos de chamadas.
Os governos republicanos e democratas emitiram intimações contra jornalistas no passado para tentarem descobrir as suas fontes.
Após um escândalo em 2013, o Governo de Barack Obama criou novas regras e deu ‘luz verde’ a altos funcionários do Departamento de Justiça para emitirem qualquer mandato contra jornalistas.
Na semana passada, o Governo liderado pelo atual presidente dos EUA, Joe Biden, assumiu, através da porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, que “convocar jornalistas para investigações sobre fugas de informação políticas não está de acordo com a orientação política do presidente”.
A petrolífera Total reduziu a sua força de trabalho em Moçambique, na sequência do ataque armado de rebeldes contra Palma, sede de distrito do projeto de gás entretanto suspenso em Cabo Delgado.
“Na sequência da decisão de ‘força maior’ devido à situação de segurança no norte de Cabo Delgado, a Total E&P Mozambique Area 1 (TEPMA1)”, operador do projeto de gás (Mozambique LNG), “confirma que reduziu a sua força de trabalho”, disse hoje à Lusa fonte da Total.
Segundo a mesma fonte, a redução foi feita “como discutido com as autoridades e em conformidade com a legislação moçambicana”, sem adiantar mais detalhes – nomeadamente sobre o número de postos de trabalho em causa e de que forma foram reduzidos.
A redução surge depois de a empresa e firmas subcontratadas terem retirado todo o pessoal do local do projeto, na península de Afungi, durante a semana que se seguiu ao ataque em 24 de março à vila de Palma – situada a cerca de 10 quilómetros.
O consórcio do projeto de gás natural liquefeito contava ter nesta altura cerca de 6.000 trabalhadores no local de implantação do projeto, entre funcionários diretos e subcontratados, a larga maioria moçambicanos. Do investimento de 20 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros) – o maior investimento privado em África -, previa-se canalizar 12,5% para empresas locais durante a construção.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exigiu na sexta-feira (11) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, “desbloqueie” 10 milhões de dólares destinados a saldar uma dívida com o mecanismo Covax, chamando o bloqueio de “roubo criminoso”.
“O sistema Covax nos informou recentemente em uma carta oficial que os últimos 10 milhões (…) haviam sido bloqueados pelo governo dos Estados Unidos (…) Como se chama isso? Roubo criminoso, sanções criminosas, ações criminosas dos Estados Unidos da América contra a Venezuela!”, declarou Maduro em um discurso transmitido pela televisão estatal.
“Exijo (…) que o governo Joe Biden pare de bloquear o dinheiro da Venezuela para as vacinas da Covax, que o governo Joe Biden desbloqueie o dinheiro da vacina para o povo da Venezuela”, exclamou.
Cerca de 10 milhões de dólares destinados a completar os pagamentos ao sistema Covax foram “bloqueados” por um banco suíço para uma “investigação”, atrasando o acesso do país às vacinas contra a covid-19, denunciou na véspera a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez.
O governo de Maduro tem sido atingido por sanções internacionais lideradas por Washington, que dificultam seu acesso ao sistema financeiro internacional.
A Venezuela, segundo o governo, pagou os 120 milhões de dólares necessários para receber as doses por meio da Covax, mecanismo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que busca garantir o acesso equitativo às vacinas contra o novo coronavírus.
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da OMS, disse não ter confirmação do pagamento da Venezuela.
Suspensão do Twitter gera receio de supressão das liberdades de informação e de opinião na Nigéria. Presidente Buhari diz que plataforma desestabiliza o país e mina a existência empresarial com notícias falsas.
Na semana passada, o Presidente Muhammadu Buhari suspendeu indefinidamente as operações do gigante americano das redes sociais. Pouco antes, o Twitter apagara uma intervenção do Presidente – que ameaçou reagir com violência contra um grupo secessionista – como contrária às regras da plataforma. O movimento pró-independência Povo Indígena de Biafra (IPOB) é acusado por Abuja de ataques ao governo e à polícia na Nigéria.
A decisão do Presidente Buhari é vista com preocupação também fora do país. Os Estados Unidos condenaram a suspensão do Twitter por afetar indevidamente a liberdade de informação e opinião. Mas Buhari argumenta que a plataforma estava a desestabilizar o país e a minar a “existência empresarial da Nigéria” divulgando notícias falsas, segundo explicou o ministro nigeriano da informação Lai Mohammed: “O Twitter tornou-se a plataforma por excelência do movimento separatista IPOB, e pensamos que nenhum país do mundo aceitaria isso”.
Dois homens morreram e uma turista americana foi ferida no ombro durante um tiroteio ocorrido na sexta-feira em uma praia de Cancún, anunciaram autoridades locais.
O incidente foi registrado por volta das 14h, na Praia Tortugas, uma das primeiras da Avenida Kukulkán, de 26 km, que abriga hotéis de alto padrão.
“Dois homens morreram baleados e uma estrangeira atingida no ombro foi levada para o hospital”, informou no Twitter o Ministério Público do estado mexicano de Quintana Roo. Segundo uma fonte da Secretaria de Segurança, as vítimas são mexicanas e a turista, americana.
Nos últimos anos, vários ataques armados foram registrados em Cancún, principalmente na zona urbana, mas sem atingir turistas. Segundo testemunhas do incidente de hoje, duas pessoas atiraram contra dois vendedores de artesanato, que morreram na hora.
Os atiradores teriam fugido em jet skis e não foram localizados, informou à AFP uma testemunha, que não quis ser identificada. Grupos criminosos que disputam o tráfico de drogas atuam em Cancún, destino mais procurado por turistas estrangeiros no México.
O Exército francês matou no sábado, no norte maliano, um líder do grupo Al-Qaida no Magrebe Islâmico (Aqmi), responsável pelo rapto e assassinato de dois jornalistas franceses em novembro de 2013, anunciou a ministra da Defesa gaulesa.
Numa declaração à comunicação social, Florence Parly disse que a operação decorreu em 05 de junho e matou Baye ag Bakabo e outros três alegados terroristas que, segundo as informações recolhidas, iriam atacar um enclave gerido pelo batalhão chadiano da missão das Nações Unidas no Mali (Minusma).
Ag Bakabo, de acordo com a ministra, orquestrou o rapto e assassinato dos jornalistas Ghislaine Dupont e Claude Verdon, da Radio France Internationale (RFI), em Kidal, no norte do Mali.
O Aqmi reivindicou estes assassinatos e assinalou que ocorreram em “resposta aos crimes diários de França contra os direitos malianos e às ações das forças internacionais contra os muçulmanos no Azwad”, o terço norte do Mali.
Parly, citada pela agência noticiosa Efe, assinalou que a força francesa presente no Sahel contra grupos ‘jihadistas’, a Barkhane, detetou no passado sábado a organização do ataque em Aguelhok, tendo ativado o seu dispositivo de resposta.
A ministra salientou o “profissionalismo” dos soldados envolvidos na operação “delicada e complexa” e assinalou que a ação reflete a prioridade de França em combater o terrorismo no Sahel.
O anúncio surgiu um dia depois de o Presidente francês, Emmanuel Macron, ter revelado que a força Barkhane irá sofrer uma “profunda transformação”.
Macron anunciou na quinta-feira uma redução da presença militar francesa no Sahel, indicando que a operação Barkhane, existente desde 2014 e que conta atualmente com 5.100 militares, será substituída por uma operação de apoio aos exércitos da região que queiram cooperar.
O Presidente francês considerou que o objetivo da França não é substituir “eternamente” as forças dos países em causa.
Assim, Paris vai encerrar bases e configurar a luta anti-‘jihadista’ à volta de uma “aliança internacional” integrando europeus e que contará também com o apoio dos norte-americanos.
Num comunicado, Parly precisou que o dispositivo militar francês será orientado para a assistência e cooperação operacional, o que será discutido nos próximos dias com os membros da Coligação Internacional para o Sahel, lançada em 2020 com o objetivo de apoiar o G5 Sahel (Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger).
No “final do mês de junho”, Macron deverá precisar as modalidades e o calendário da nova missão, adiantou a ministra das Forças Armadas francesa.
Estimativa assume um cenário que envolve cerca de 77 mil pessoas, incluindo atletas e outro pessoal.
Os organizadores dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio 2020 estimam que haverá cerca de sete covid-19 positivos por dia entre as pessoas envolvidas no evento, disse este sábado a emissora pública japonesa NHK.
A estimativa foi apresentada numa reunião com peritos e foi elaborada pelo comité organizador e pelas autoridades de Tóquio com base no número de pessoas que deram positivo durante um evento de teste realizado em maio.
A estimativa assume um cenário que envolve cerca de 77 mil pessoas, incluindo atletas e outro pessoal, mas não inclui a administração de vacinas a eles, pelo que os números reais podem ser inferiores.
A Covid-19 já fez 484.235 mortos no país. Estado de São Paulo continua a ser o mais afetado.
Brasil contabilizou 2.216 óbitos e 85.149 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo ministério da Saúde do país.
Com estes números, sobe para 484.235 o número de mortos e 17.296.118 o número de infetados registados no país desde o início da pandemia.
Nos últimos dias, os dados epidemiológicos têm vindo a agravar-se, sendo que, ontem, foram reportados no país mais 88.092 casos positivos e 2.504 vítimas mortais e, no dia anterior, mais 85.748 infeções e 2.723 óbitos.
Neste momento, a taxa de letalidade no país mantém-se em 2,8%, mas a incidência aumentou ligeiramente, nas últimas 24 horas, passando de 8.190 para 8.230 casos por cada 100 mil habitantes.
De acordo com os dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), São Paulo continua a ser o estado brasileiro mais afetado, contabilizando, desde o início da pandemia, com 3.428.356 casos confirmados e 117.344 mortes. Segue-se Minas Gerais, com 1.667.905 infetados e 42.589 vítimas mortais. Depois, encontra-se o Paraná com 1.142.770 contágios e 27.921 óbitos.
A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, tem um novo secretário de Estado. A gestão da crise humanitária, provocada pelo terrorismo, será um dos principais desafios de António Supeia.
António Njanje Taimo Supeia tomou posse esta sexta-feira (11) como secretário de Estado de Cabo Delgado. No discurso inaugural durante a cerimónia, na cidade de Pemba, Supeia apontou o terrorismo como um dos principais entraves à melhoria da condição de vida das populações no norte do país.
“Dispensaremos a atenção que o assunto merece e comprometemo-nos a trabalhar em estreita articulação com as nossas briosas Forças de Defesa e Segurança, estacionadas no Teatro Operacional Norte”, assegurou.
Os ataques de insurgentes no norte do país começaram em 2017 e mergulharam a província numa crise humanitária sem precedentes. Mais de 700 mil pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas. O novo secretário de Estado promete dar seguimento aos projetos iniciados pelo seu antecessor para o desenvolvimento da província.
“Cabo Delgado não é só o território de enormes e mais mediatizados desafios que o país ora conhece”, lembrou António Supeia. “É também uma terra de oportunidades sobre a qual repousa a esperança de todo um povo, para colher os ganhos indiretos e diretos dos megaprojetos de exploração de gás natural liquefeito e ainda da exploração de reservas significativas de rubis, de grafite, de ouro e outros recursos minerais aprazíveis pelo mundo fora.”
A rainha Elizabeth II, que tradicionalmente homenageia personalidades britânicas para coincidir com sua comemoração oficial de aniversário em junho, este ano homenageou cientistas que estão na vanguarda da luta contra o coronavírus.
Os premiados pesquisadores incluem sete cientistas da Universidade de Oxford que desenvolveram a vacina britânica contra a covid-19 e novos medicamentos para tratar a doença.
Oito funcionários do laboratório sueco-britânico AstraZeneca, que produz o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e vende a preço de custo, também foram recompensados.
Cerca de 8,2 milhões de menores trabalham na América Latina e no Caribe, onde se está “longe” de erradicar o trabalho infantil, sobretudo, devido à pandemia de Covid-19, alertaram sexta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Unicef.
Segundo o novo relatório da OIT-Unicef, dos 8,2 milhões de menores que trabalho na região, a maioria são rapazes e 33% são raparigas.
Por setor, destaca-se o trabalho nas explorações agrícolas (48,7%), sendo que mais de metade das crianças realizam trabalhos considerados perigosos.
“A combinação entre a perda de empregos, o aumento da pobreza e o encerramento de escolas é a tempestade perfeita para a proliferação do trabalho infantil”, considerou, citado pela EFE, o diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe, Vinicius Pinheiro.
Segundo este responsável da OIT, “o abandono escolar e a entrada prematura no mercado de trabalho reduzem a possibilidade de se conseguir melhores empregos no futuro, perpetuando assim a pobreza”.
A OIT e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) apontaram ainda que a covid-19 está a “neutralizar os esforços” destas regiões para o cumprimento da meta de eliminar o trabalho infantil até 2025.
As duas entidades notaram que, apesar do trabalho infantil naquela região ter diminuído em 2,3 milhões entre 2016 e 2020, esta situação pode ser revertida face a pandemia de covid-19.
Mais de 150 mil pessoas do distrito de Jangamo, em Inhambane, passam a beneficiam de serviços de saúde de qualidade com a inauguração, pelo Presidente da República, do Hospital Distrital local.
Filipe Nyusi, que efectua uma visita de trabalho de um dia à província de Inhambane, disse que com a infra-estrutura “ficam reduzidas as distâncias que percorriam (os cidadãos de Jangamo e regiões circunvizinhas) para as cidades de Maxixe e Inhambane à procura de tratamento médico adequado”, sublinhou.
As mulheres grávida se as em trabalho de parto também deixam de percorrer grandes distâncias para serem submetidas a tratamento especializado. O hospital vai igualmente dinamizar o turismo, porque o turista pode precisar de atendimento médico em caso de emergência, destacou o Chefe do Estado.
Nyusi acrescentou que a construção do hospital faz parte do cumprimento da iniciativa “Um Distrito, Um Hospital”, que visa alargar os serviços de saúde no país, lançada no ano passado na Ponta do Ouro, Matutuíne, província de Maputo, que prevê a construção de 90 hospitais distritais e requalificação de 40 centros de saúdes.
À sua chegada, o Chefe do Estado visitou a unidade sanitária e verificou com pormenor as instalações, equipamento e a sua capacidade de funcionamento. O empreendimento custou 560 milhões de meticais, financiados pelo Estado e parceiros.
A infra-estrutura é constituída por serviços de urgência, 50 camas para internamento, uma maternidade, bloco operatório, laboratórios, farmácia, dois furos de água, banco de sangue, morgue, máquinas de produção de oxigénios, incineradora, entre outros.
Vários homens armados atacaram na madrugada uma universidade politécnica no estado de Kaduna, no noroeste da Nigéria, matando um estudante e sequestrando outros oitos e dois professores.
“Os bandidos invadiram as instalações do pessoal do ‘campus’, disparando esporadicamente durante o processo, e dois estudantes foram apanhados e sofreram ferimentos de bala”, lê-se num comunicado do comissariado da Segurança Interna e Assuntos Internos de Kaduna, citado pela agência espanhola.
De acordo com os meios de comunicação locais, um grande número de homens armados invadiu as instalações do centro às primeiras horas da madrugada, e começaram a disparar, acabando por matar um dos estudantes atingidos pelas balas.
“Foram levados de urgência para o hospital para receber assistência médica, mas infelizmente Ahmad Muhammed sucumbiu aos ferimentos e morreu esta madrugada; o outro estudante, Haruna Isyaku Duniya, ainda recebe tratamento médico”, acrescentou a mesma fonte.
Nos últimos meses, os sequestros têm aumentado nas escolas de Kaduna e noutros estados do noroeste do país para obter resgates, e mais de 800 alunos já foram raptados desde dezembro.
Em 30 de maio, no mais recente ataque, um número indeterminado de estudantes foi levado de uma escola religiosa no estado do Níger, no centro-norte do país e vizinho de Kaduna, dos quais 11, entre os 4 e os 12 anos, foram libertados um dia depois.
A agência norte-americana do medicamento (FDA, em inglês) mandou descartar milhões de vacinas Johnson & Johnson contra a Covid-19 após problemas detetados na fábrica em Baltimore, divulgaram hoje vários órgãos de comunicação social.
Apesar da decisão, dois lotes daquela fábrica foram autorizados a serem utilizados.
No comunicado divulgado sexta-feira, a FDA não detalhou os números em concreto, embora a imprensa norte-americana assinale que um total de 60 milhões de doses deverão ser descartadas, segundo o The New York Times.
Terão sido salvas 10 milhões de doses e autorizadas a serem utilizadas.
A Johnson & Johnson confirmou, em comunicado, a autorização da entidade reguladora para a utilização de dois lotes da vacina produzida naquela fábrica, noticia a agência EFE.
No entanto, não forneceu números sobre quantas doses terão de ser destruídas.
“A decisão de hoje representa um progresso nos nossos esforços contínuos para fazer a diferença nesta pandemia a uma escala global e agradecemos a estreita colaboração com a FDA e as autoridades de saúde globais”, salientou o responsável pelo distribuição daquela empresa, Kathy Wengel.
No comunicado, a FDA realça ainda que neste momento não é possível autorizar a produção na fábrica Emergent Biosolutions, em Baltimore, apesar dos trabalhos com a empresa e a farmacêutica nesse sentido.
Em abril, a Johnson & Johnson assumiu a supervisão daquela fábrica da fabricante Emergent BioSolutions, onde cerca de 15 milhões de doses, segundo dados divulgados pelo The New York Times, da vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana contra a covid-19, foram danificadas durante a sua produção .
Os dois lotes autorizados para utilização foram distribuídos para uso de emergência nos Estados Unidos ou em países para onde o país exporta.
Estas vacinas têm também uma vida útil mais longa, depois do FDA ter confirmado hoje, após a Johnson & Johnson ter anunciado quinta-feira, o prolongamento por mais seis semanas do prazo de validade da vacina.
A pandemia de provocou, pelo menos, 3.775.362 mortos no mundo, resultantes de mais de 174,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A NAFAMO MÍDIA, uma agência de comunicação e produtora de vídeo, pretende contratar para o seu quadro de pessoal (1) Motion Designer (M/F) para Maputo. Saiba mais.
A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente administrativo (M/F), que estará baseado em Maputo. Saiba mais.
A EUROTRESA LDA, que se dedica a actividade de transporte de mercadoria, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.
O Fundo Para o Fomento de Habitação – HENAN GOUJI Imobiliária, Lda, (FFH-HNGJ, LDA), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente Imobiliário. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder De Género, Juventude E Dinâmica Social. Saiba mais.
A Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Recursos Humanos. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Docentes N1 – Mecânica. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Electricidade. Saiba mais.
O 8erviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal oito (8) Agentes de Serviços. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal trinta e três (33) Auxiliares. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal sete (7) Auxiliares – Serventes. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Agentes de Serviço – Guardas. Saiba mais.
A VALE vai antecipar a liquidação de uma dívida à banca de 2,5 mil milhões de dólares referente a investimentos em Moçambique, para avançar com a venda do negócio de carvão no país, anunciou em comunicado.
As empresas concessionárias do Corredor Logístico de Nacala enviaram na terça-feira (08) aos bancos envolvidos no “project finance” uma nota “irrevogável” para liquidar o valor remanescente a 22 de Junho corrente, anunciou a Vale, concluindo assim a aquisição da parte da Mitsui no empreendimento.
O corredor logístico diz respeito a mais de mil quilómetros de linha férrea e a um porto, em Nacala, província de Nampula, para exportação do carvão extraído em Moatize, Tete.
O acordo com a firma japonesa Mitsui foi divulgado em Janeiro, como parte do processo de abandono da exploração de carvão por parte da mineradora brasileira, invocando uma viragem com preocupações ambientais.
“Com a simplificação da governação e da gestão dos activos, a Vale dá continuidade ao processo de desinvestimento responsável da sua participação no negócio de carvão, pautado” pela “preservação da continuidade operacional da mina de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala”, afirmou a Vale no comunicado.
A multinacional está a procurar um comprador da operação em Moçambique e pretende entregar a mina com maior capacidade de produção depois de obras realizadas nos últimos meses.
Autoridades italianas estão a ponderar não usar esta vacina em pessoas com menos de 60 anos.
Comité Técnico Científico (CTC) de Itália, criado para aconselhar o governo durante a pandemia, está a considerar não administrar a vacina AstraZeneca a menores de 60 anos após a morte, na quinta-feira, de uma rapariga de 18 anos que tinha sido vacinada contra o coronavírus.
Camilla Canepa, de 18 anos, e natural de Levante, foi hospitalizada no domingo depois de ter sido vacinada contra a Covid-19, no dia 25 de maio. A jovem sofrera uma trombose do seio cavernoso e foi operada para reduzir a pressão intracraniana.
No dia 3 de junho, a jovem deslocou-se às urgências queixando-se de dores de cabeça e fotofobia. Camilla foi sujeita a um TAC cerebral e a um exame neurológico, tendo tido alta hospitalar. A 5 de junho, regressou às urgências com défices motores e um novo TAC cerebral revelou “um episódio hemorrágico”. A jovem foi transferida para a neurocirurgia do hospital onde foi submetida a duas operações. Acabou por não resistir.
O caso vai ser investigado não só do ponto de vista do perigo da vacina, mas também no âmbito da atuação do hospital, considerando-se que se a jovem tivesse sido operada da primeira vez que foi ao hospital, a sua morte poderia ter sido evitada.
Recorde-se que, apesar de ter sido recomendada a inoculação da vacina da AstraZeneca apenas a pessoas com mais de 50 anos, por forma a evitar casos de trombose associados ao medicamento, algumas regiões do país estavam a administrar esta vacina nos chamados “dias abertos”, dias sem a necessidade de reserva dedicados aos jovens.
O Ministro dos Recursos Minerais e Energia moçambicano, Max Tonela, lançou na quinta-feira (10), em Cuamba, província de Niassa, a primeira pedra para construção de uma central solar.
A infra-estrutura, orçada em 32 milhões de dólares (1,9 mil milhões de meticais) terá uma capacidade de 15 megawatts e vai canalizar a energia eléctrica produzida para a rede nacional.
O empreendimento resulta de um financiamento do fundo Emerging Africa Infrastructure, instituição financeira internacional.
“A construção da central solar de Cuamba é mais um passo que o país dá para reforçar a produção de electricidade a partir de fontes renováveis”, referiu a fonte.
A central será a terceira de “grande escala” projectada no país (ou seja, com capacidade para a produção de um mínimo de 15 megawatts a partir de fonte solar), depois da entrada em funcionamento de uma infrae-strutura que gera 40 megawatts em Mocuba, na província da Zambézia, e do lançamento da primeira pedra no distrito de Metoro, na província de Cabo Delgado, em Agosto de 2020.
As obras da central solar de Cuamba vão durar 12 meses e irão gerar 100 postos de trabalho durante a construção e dez na fase de operação.
A estrutura será operada pela Electricidade de Moçambique (EDM) e pelas empresas internacionais Globeleq e Source Energy.
A empresa privada LUMA Energy, que a 01 de junho assumiu a distribuição de eletricidade em Porto Rico, anunciou que cerca de 400.000 consumidores ainda estão sem serviço após um incêndio numa subestação perto da capital.
Atualmente 400.000 clientes ainda estão sem serviço. Já foi restaurado em vários setores da área metropolitana de San Juan”, disse a empresa.
Inicialmente, 700.000 estavam sem energia.
A empresa, por seu lado, indicou que o problema “foi isolado e começou a repor o serviço, mas levará toda a noite a chegar a todas as áreas”, acrescentou.
Desde que a LUMA Energy começou a tomar conta da eletricidade há dez dias, houve apagões em vários bairros em várias cidades da ilha que afetaram até agora quase um milhão de pessoas.
Por seu lado, o governador de Porto Rico, Pedro Pierluisi, disse que “todas as autoridades de aplicação da lei, tanto estaduais como federais, estão a investigar a explosão na subestação elétrica de Monacillos no Rio Piedras”.
“Estamos a tomar todas as medidas necessárias para proteger serviços essenciais, tais como o serviço elétrico, e todos os recursos do nosso Governo estão ativos e disponíveis para atender a esta emergência”, acrescentou.
A Vila fronteiriça de Ressano Garcia, na província de Maputo, acolhe hoje um seminário sobre a prevenção e combate ao trabalho infantil.
O evento, organizado pelo departamento do Trabalho e Segurança Social, visa sensibilizar a sociedade sobre os perigos do envolvimento da crianças nas piores formas de trabalho infantil, bem como, instar as lideranças comunitárias para o seu maior envolvimento na educação da sociedade com vista à erradicação do problema.
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