Um grupo de três pescadores conseguiu libertar-se do cativeiro de terroristas após a sua embarcação ter sido sequestrada no distrito de Mocímboa da Praia, situado na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Informações de fontes locais, mencionadas pela Carta de Moçambique, indicam que os três homens faziam parte de um grupo maior de 20 pescadores que foram raptados momentos antes de um confronto militar. Nesse confronto, as forças da Marinha moçambicana conseguiram neutralizar pelo menos três terroristas.
Os pescadores estavam detidos nas imediações do rio Messalo e, após evadirem-se, conseguiram retornar às suas famílias no bairro de Milamba, nas proximidades da cidade de Mocímboa da Praia.
O mais recente relatório do projecto independente de registo de conflitos ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project) revela que os terroristas têm intensificado as suas operações em Mocímboa da Praia, dificultando as actividades comerciais e humanitárias na região.
A organização destaca que há indícios de que o regresso do Estado Islâmico de Moçambique (ISM) aos distritos de Mocímboa da Praia, Muidumbe e Macomia visa angariar apoio da vizinha Tanzânia. Segundo a ACLED, os civis são alvo de ataques do ISM com três objectivos principais: forçar deslocações, gerar receitas financeiras e executar actos de retaliação.
Nos meses de Agosto e Setembro, contabilizaram-se 11 ataques a comunidades civis, envolvendo sequestros, com resgates sendo registados em cinco incidentes, com valores entre 1 500 e 70 000 meticais. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), os ataques em Cabo Delgado levaram mais de 700 pessoas a fugirem das suas casas, especialmente em locais como Litandacua, na N380, e em Pangane, na costa.















