O Fundo Monetário Internacional (FMI) reitera que não afastou o economista português Ricardo Reis da corrida para o cargo de economista-chefe, desmentindo assim informações veiculadas pelo jornal Financial Times.
Segundo reportado, Ricardo Reis, considerado um dos favoritos à posição, terá sido excluído do processo de selecção após criticar publicamente as tarifas aduaneiras implementadas pelo governo de Donald Trump.
Julie Kozack, directora de comunicação do FMI, fez questão de esclarecer a questão em conferência de imprensa. “Quero ser perfeitamente clara quanto a este ponto: o FMI não exclui um candidato devido à sua investigação académica, mesmo que essa investigação seja crítica das políticas adoptadas por um dos nossos membros”, afirmou. A funcionária acrescentou que é essencial olhar criticamente para as políticas dos países membros.
Fontes próximas ao processo informaram à agência de notícias AFP que o FMI já havia emitido alertas sobre os efeitos adversos das tarifas aduaneiras dos Estados Unidos, incluindo a possibilidade de aumento da inflação e pressão sobre as orçamentos familiares, pontos que coincidiam com as preocupações levantadas por Ricardo Reis.
O processo de selecção para um novo economista-chefe foi iniciado após a saída de Pierre-Olivier Gourinchas, que decidiu regressar ao ensino na Universidade de Berkeley. O cargo foi posteriormente preenchido por Silvana Tenreyro, uma economista britânica e ex-membro do comité de política monetária do Banco de Inglaterra.
Recentemente, o FMI tem realizado uma renovação significativa nas suas principais posições, seguindo a reforma de vários directores regionais e a demissão de Gita Gopinath, uma das directoras-gerais adjuntas, substituída por Dan Katz, secretário adjunto do Tesouro norte-americano.
Neste momento, as tentativas de contacto com Ricardo Reis para um comentário não obtiveram sucesso.
















