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Duane Davis é condenado pela morte de Tupac Shakur após 30 anos de impunidade


O líder de um gangue californiano, Duane “Keefe D” Davis, foi declarado culpado pela morte do icónico rapper Tupac Shakur, encerrando um caso que perdurou por décadas.

A sentença surge 30 anos após o homicídio, considerado um dos mais mediáticos da história do hip hop. O julgamento, que teve a duração de quase três semanas, foi realizado num tribunal de Las Vegas.

Durante o processo, a acusação apresentou 25 testemunhas que corroboraram a participação de Davis no ataque que resultou na morte de Tupac. Apesar de não ser o responsável por disparar a arma, o réu admitiu, num livro de memórias publicado em 2019, que esteve directamente envolvido no planeamento do crime.

Tupac, um dos músicos mais influentes do hip hop, tinha apenas 25 anos quando foi baleado enquanto estava no interior de um carro em Las Vegas. O óbito foi declarado a 13 de Setembro de 1996, após o rapper ter sido atingido por quatro disparos.

O julgamento incluiu cerca de oito horas de gravações, onde Davis descreveu os eventos da noite fatídica, que ocorreu a 7 de Setembro. O ataque foi alegadamente motivado por uma vingança relacionada à agressão ao sobrinho de Davis, Orlando Anderson, ocorrida um dia antes.

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Na noite do ataque, os disparos foram efectuados a partir de um Cadillac branco, momento em que o carro de Tupac aguardava a mudança de sinal. Em seu livro, intitulado Compton Street Legend, Davis declarou que se encontrava na viatura armado, afirmando que a agressão ao seu sobrinho “deu-nos luz verde para fazermos alguma coisa com eles”, referindo-se às rivalidades entre gangues que culminaram no homicídio.

O juiz do Tribunal Distrital de Clark, Carli Kierny, fixou a audiência para a deliberação da sentença de Davis para o próximo dia 13 de Outubro. No estado de Nevada, a pena por homicídio de primeiro grau varia entre 20 anos de prisão e a prisão perpétua. Davis expressou a intenção de recorrer da decisão judicial.

Os procuradores optaram por não solicitar a pena de morte, que é legal no Nevada, e depois do veredicto, desistiram dos esforços para aumentar a condenação de Davis pela sua associação a um gangue organizado.

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