Um ataque atribuído ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram resultou na morte de pelo menos 20 pessoas numa ilha do Lago Chade, na fronteira com a Nigéria, de acordo com informações fornecidas pelo exército chadiano.
O incidente ocorreu na madrugada de hoje, quando os atacantes, a operar a partir de canoas, dirigiram-se a uma ilha próxima da aldeia de Ngouboua, localizada na província do Lago Chade. Durante a incursão, atacaram pescadores que se encontravam no local, efectuando um ataque brutal que resultou na morte de quatro mulheres e sete homens. O coronel Moussa Djibrine, comandante de operações na referida província, afirmou que os atacantes roubaram o peixe dos pescadores antes de fugirem.
Após a ocorrência, o exército, alertado rapidamente, lançou uma operação de perseguição que conseguiu neutralizar nove dos terroristas envolvidos no ataque. A região do Lago Chade enfrenta um aumento de ataques jihadistas, com a população civil a ser frequentemente alvo de atentados enquanto se desloca para campos, mercados ou para actividades de pesca, apesar da presença de forças de segurança na área.
O Lago Chade, que se estende pelas fronteiras do Chade, Níger, Camarões e Nigéria, apresenta numerosas ilhotas que servem de esconderijo para grupos jihadistas como o Boko Haram. Os atacantes têm utilizado veículos motorizados ou canoas, permitindo-lhes realizar ataques rápidos, muitas vezes à noite ou ao amanhecer, antes de se retirarem da área.
Estima-se que os ataques perpetrados pelo Boko Haram e pela sua filial local do Estado Islâmico tenham causado mais de 35.000 mortes e gerado cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, sobretudo na Nigéria, mas também em países vizinhos como o Chade, os Camarões e o Níger, segundo dados das Nações Unidas.
















