O presidente do partido Nova Democracia (ND), Salomão Muchanga, afirmou, este sábado, durante uma reunião em Nampula, que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) perdeu legitimidade para conduzir os processos eleitorais em Moçambique.
Muchanga criticou severamente o órgão, sustentando que, até ao momento, não organizou eleições que se possam considerar transparentes, mas sim processos que resultaram em “funerais da democracia”. O líder do ND afirmou que os órgãos eleitorais transformaram-se em “estruturas de obstrução” e enfatizou a necessidade de que se desculpem perante o povo moçambicano pelos erros cometidos.
Relativamente à proposta de realização simultânea das eleições autárquicas, provinciais e presidenciais, Muchanga rejeitou-a, descrevendo-a como uma “tentativa de manipulação generalizada”. O político expressou a sua preocupação, afirmando que a concentração de todos os pleitos eleitorais no mesmo dia representaria uma forma de “roubar em várias frentes”, comprometendo assim a credibilidade dos resultados.
A reunião teve como objetivo recolher contribuições para o Diálogo Nacional Inclusivo em curso. Durante o encontro, Muchanga sublinhou que o primeiro teste à seriedade do diálogo será a realização das eleições autárquicas.
















