Um crime brutal que chocou a região da Calábria, no sul da Itália, resultou na morte de quatro trabalhadores agrícolas imigrantes – três de nacionalidade afegã e um paquistanês – que foram queimados vivos dentro de um veículo em Corigliano-Rossano.
As autoridades prenderam dois suspeitos paquistaneses, conhecidos como “caporali”, um termo usado para designar intermediários que abusivamente controlam a mão de obra precária no país. Este episódio brutal reacendeu o debate sobre o fenómeno do “caporalato” e a contínua exploração de imigrantes na Itália.
Os detalhes do ataque são alarmantes. Segundo as investigações, os agressores bloquearam as portas do automóvel, despejaram gasolina no interior do veículo e, em seguida, atearam fogo com um isqueiro.
A identificação dos suspeitos foi facilitada pelas imagens de câmeras de segurança de um posto de gasolina nas proximidades e pelo relato de um sobrevivente afegão, que conseguiu escapar das chamas ao pular por uma das janelas do carro. As autoridades continuam a investigar o caso, que expõe a gravidade das condições enfrentadas por muitos imigrantes no país.















