A empresa irlandesa Kenmare Resources, responsável pela extracção de areias minerais pesadas nos distritos de Moma e Larde, na província de Nampula, em Moçambique, em colaboração com a Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC), apresentou um plano de investimento de 500 mil dólares destinado a fortalecer a coesão social nas áreas mineiras.
As areias minerais pesadas são cruciais para a produção de minérios de titânio, como o Ilmenite, utilizados na fabricação de tintas, papel e outros produtos.
O programa, que será implementado entre 2026 e 2028, visa reforçar os mecanismos de participação comunitária, melhorar o diálogo entre a população local e as instituições e apoiar a resolução de conflitos em regiões afectadas pela actividade mineira na província de Nampula.
“Este é um programa de três anos que será desenvolvido nas regiões de Larde e Moma, com foco na promoção da coesão social dentro destas comunidades. A iniciativa prevê a criação de um fórum integrado que reunirá o governo, a sociedade civil e a empresa, garantindo assim uma maior participação da comunidade nos processos de planeamento local e na identificação de prioridades de desenvolvimento”, afirmou Maura Martins, directora executiva da MASC.
Conforme explicações de Martins, o programa inclui ainda iniciativas de capacitação comunitária e institucional, assim como mecanismos para prevenção, mitigação e resolução de conflitos, numa região onde a mineração mantém um papel significativo na economia local.
“Avanços na implementação das actividades poderão gerar a necessidade de financiamento adicional. O programa será principalmente executado através de estruturas locais, incluindo a identificação de mobilização comunitária e o estabelecimento de mecanismos de coordenação nas regiões abrangidas”, acrescentou.
Por sua vez, Gareth Clifton, gestor da Kenmare em Moçambique, manifestou que a empresa pretende contribuir para o fortalecimento das instituições locais e promover uma participação comunitária mais eficaz nos processos de desenvolvimento.
“Comunidades fortes são essenciais para a sustentabilidade dos investimentos e a estabilidade social nas áreas onde a empresa mineira opera”, concluiu.
















