O Ministro do Planeamento e Desenvolvimento de Moçambique, Salim Valá, anunciou que a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) desempenhará um papel central na implementação do projecto Moz Community, orçado em 250 milhões de dólares.
Este projecto, que contará com o financiamento do Banco Mundial, visa reduzir as disparidades na região norte, promovendo o empoderamento das comunidades, a criação de oportunidades de emprego para os jovens e o desenvolvimento de infraestruturas resilientes nos 56 distritos abrangidos pelo programa.
O ministro sublinhou, durante a cerimónia de abertura da 1.ª Conferência Internacional sobre Industrialização e Agronegócio (CIAGRO 2026), realizada em Pemba, que a ADIN liderará a implementação do projecto nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula.
“Trata-se de uma intervenção destinada a abordar as causas estruturais da fragilidade e do conflito, reconhecendo as comunidades como actores fundamentais na estabilidade e no desenvolvimento. Esta iniciativa será gerida pela ADIN e promoverá também a industrialização regional através da transformação de produtos agrícolas estratégicos”, afirmou.
Valá advertiu que o impacto dos grandes projectos de gás e minérios apenas será verdadeiramente transformador se beneficiar directamente o sector empresarial local, que conta com o apoio da agência.
“O seu impacto será genuinamente transformador apenas se conseguirmos estabelecer vínculos concretos entre os mega-projectos, as micro, pequenas e médias empresas, os produtores locais, os jovens, as mulheres, os fornecedores nacionais e as comunidades locais”, afirmou o ministro.
Por sua vez, Jacinto Loureiro, presidente da ADIN, mencionou que a agência está a trabalhar para fortalecer os laços económicos entre a produção primária e a inclusão socioeconómica.
“Produzir mais é importante, mas a transformação local é essencial. Fortalecer as cadeias de valor de produtos como a castanha de caju, a soja, o algodão, a pesca, a avicultura e outros produtos estratégicos representa uma oportunidade para impulsionar as pequenas e médias empresas, aumentar a competitividade da economia local e reduzir a dependência de exportações de matérias-primas não processadas”, disse.














