Os presidentes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, reforçaram a ideia de uma “parceria sem limites” entre os seus países, qualificando-a como uma “força estabilizadora a nível global”.
Os líderes abordaram temas cruciais referentes à situação internacional e expressaram preocupação quanto ao que consideram um “regresso à lei da selva”, uma crítica clara às políticas dos Estados Unidos da América.
Durante um encontro em Pequim, os presidentes sublinharam a importância da “grande amizade” e da “confiança mútua” que unem nações com uma colaboração estratégica que atinge o seu auge. A cerimónia de assinatura de mais de 40 acordos entre os dois países abrange áreas como comércio, energia, ciência, tecnologia e inteligência artificial, reflectindo um laço que se fortalece.
Xi Jinping destacou a necessidade de melhorar a coordenação estratégica, enquanto Putin manifestou sintonia com a análise da situação internacional. O presidente chinês alertou para um momento de “turbulência e transformação”, referindo-se às “correntes hegemónicas” que, segundo ele, ameaçam desestabilizar a ordem mundial. Ambos os líderes mostraram-se firmes na oposição a “actos de bullying unilateral” e acções que visem reverter a História.
Além disso, Xi Jinping apelou a um “cessar-fogo urgente” no Médio Oriente, considerando inadmissível o recomeço das hostilidades frequentemente mencionado por Donald Trump.
A reunião entre os dois estadistas ocorre num contexto global tenso, evidenciando a crescente aliança entre Pequim e Moscovo, com implicações significativas para a dinâmica geopolítica contemporânea.
















