Destaque Irão afirma que ameaças militares levaram Trump a adiar ataques

Irão afirma que ameaças militares levaram Trump a adiar ataques

O Irã refutou a realização de negociações com os Estados Unidos sobre ataques a suas instalações energéticas. Segundo informações de uma agência de notícias iraniana ligada à Guarda Revolucionária, um alto funcionário de segurança do regime afirmou que “Trump recuou”.

“Um alto funcionário de segurança declarou a um correspondente da agência de notícias internacional Tasnim que o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou da ideia de atacar infraestruturas vitais após as ameaças militares iranianas terem se tornado sérias e credíveis”, relatou a agência.

Na segunda-feira, 23 de Março, Trump anunciou que os Estados Unidos adiariam por cinco dias “todos e quaisquer ataques” a usinas eléctricas e infraestrutura energética no Irã, afirmando que a decisão foi tomada após “conversas muito boas e produtivas” com o regime iraniano.

Entretanto, o governo iraniano nega ter mantido diálogos com o presidente americano. O representante do Irã consultado pela agência de notícias destacou que a decisão de Trump foi influenciada pelo “aumento das pressões nos mercados financeiros”.

“Não há negociações em curso, nem haverá. Esse tipo de guerra psicológica não restaurará o Estreito de Ormuz ao seu estado pré-guerra, nem trará calma aos mercados de energia. O prazo de cinco dias estabelecido por Trump significa a continuação do programa deste regime de cometer crimes contra o povo, e nós continuaremos nossa ampla resposta e defesa do país”, afirmou a agência.

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Nos últimos dias, Trump ameaçou “destruir” as estruturas energéticas do Irã em represália ao controle do regime sobre o Estreito de Ormuz, uma ação que poderia provocar um colapso no país, que já enfrenta dificuldades internas e problemas de abastecimento populacional.

A escalada das hostilidades no Oriente Médio aumentou desde 28 de Fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, resultando na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Com a tensão na região prestes a completar um mês, as consequências têm se alastrado globalmente. O Irã fechou o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o transporte de gás que abastece a Europa e cerca de 20% do petróleo mundial, elevando os preços das commodities e afetando o mercado.

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