O Instituto de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) da província de Gaza revelou que a resposta às cheias e inundações requer urgentemente uma extensa quantidade de materiais humanitários.
Segundo a instituição, são imprescindíveis 7.138 tendas, 14.276 lonas, 7.138 kits de cozinha, 21.414 mantas, 35.690 peças de vestuário, 14.276 baldes, 7.138 kits de higiene, 85.656 rolos de plástico, 14.276 enxadas e 7.138 catanas, juntamente com várias ferramentas de limpeza comunitária.
O Comité Operativo de Emergência (COE) realizou, no passado domingo, mais uma reunião, onde considerou que, para as próximas duas semanas, se torna necessário o abastecimento de 178,3 toneladas de arroz, 178,3 toneladas de farinha de milho, 10,7 toneladas de feijão, 10,7 toneladas de óleo alimentar e 2,7 toneladas de sal.
Neste contexto, Gaza dispõe actualmente de um stock alimentar de 646,3 toneladas, que inclui arroz, farinha de milho, feijão, óleo, açúcar e sal. Neste momento estão também disponíveis 414 tendas para abrigo, 325 lonas, 95 rolos de plástico, 72 lajes, 220 baldes e 35 bidões.
Em resposta à crise, foram estabelecidos oito postos de saúde, que contam com equipas médicas e medicamentos já posicionados. A governadora de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, recebeu da empresa Movitel uma doação de 1.250 kg de farinha de milho, destinada a apoiar as vítimas das inundações. A brigada central do partido Frelimo anunciou ainda um apoio de 22 toneladas de produtos alimentares, incluindo arroz, farinha de milho, açúcar, óleo, sardinha, sabão e purificador de água. Além disso, a empresa Dingsheng ofereceu mil litros de combustível, tanto gasóleo como gasolina.
As cheias e inundações urbanas já afectaram cerca de 327 mil pessoas, sendo 170 mil no município de Chókwè, 95 mil em Guijá, 31 mil em Massingir, 25 mil em Mabalane e seis mil em Mapai. A situação exige um esforço conjunto para mitigar os impactos desta tragédia.















