Moçambique e Zimbabwe reafirmaram o seu compromisso de transformar a posição geoestratégica de ambos os países num motor de desenvolvimento regional.
O anúncio foi feito durante um banquete oficial realizado em Maputo, onde os líderes Daniel Chapo e Emmerson Mnangagwa destacaram a necessidade urgente de transformar oportunidades em resultados concretos.
A visita de Estado do Presidente do Zimbabwe a Moçambique marca um passo decisivo para o aprofundamento da cooperação bilateral. Daniel Chapo, Presidente de Moçambique, sublinhou que as relações entre as duas nações assentarão em pilares sólidos de boa vizinhança, respeito mútuo e cooperação fraterna. “Moçambique e Zimbabwe são nações irmãs, ligadas por laços históricos forjados na luta comum pela liberdade”, afirmou Chapo.
O Presidente moçambicano também expressou o seu desejo de promover uma agenda económica arrojada, com um enfoque particular em áreas como transportes, logística, recursos minerais, energia, agricultura, turismo e industrialização.
A operacionalização dos corredores do Limpopo e da Beira foi destacada como fundamental para a competitividade regional. “Corredores eficientes são catalisadores da integração económica regional”, acrescentou.
Chapo enfatizou ainda a importância do Porto de Techobanine e a necessidade de harmonização ferroviária com Botswana e Zimbabwe, considerando esses projectos cruciais para a fluidez no comércio internacional e para a criação de um eixo de crescimento económico ao nível da SADC.
Por seu lado, o Presidente Mnangagwa elogiou a calorosa recepção em Moçambique e destacou que esta visita simboliza a aposta nas relações bilaterais. O líder zimbabweano expressou a sua admiração pelo progresso de Moçambique e agradeceu a iniciativa de estabelecer uma Comissão Bianacional, que visa fortalecer ainda mais os laços entre os dois países.
Mnangagwa realçou que, apesar da já existente cooperação em sectores como energia e transportes, é vital expandir estas áreas. “O Zimbabwe está preparado para explorar novas fronteiras de cooperação na agricultura, educação, mineração, ciência e tecnologia”, afirmou.
Na sua intervenção, o Presidente do Zimbabwe defendeu uma visão de autonomia económica, reiterando que um país deve ser construído pelo seu próprio povo. Mnangagwa assegurou que o Zimbabwe permanecerá um aliado confiável para Moçambique, particularmente diante de desafios globais como o terrorismo e as alterações climáticas.
Ambos os líderes convergem na necessidade de integração regional e de uma cooperação económica robusta como caminhos essenciais para garantir uma prosperidade duradoura para as suas populações.

















