Economia Benvinda Levi exige liderança forte para impulsionar desenvolvimento de Moçambique

Benvinda Levi exige liderança forte para impulsionar desenvolvimento de Moçambique

A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, afirmou que o desenvolvimento económico do país está intrinsecamente ligado ao esforço árduo e ao compromisso com os objectivos nacionais, sustentados por “dedicação, sacrifício e boa liderança”.

Levi proferiu estas declarações em Maputo, durante uma cerimónia de posse de novos directores-gerais de diversas instituições estratégicas. Foram empossados Luís Machava como director-geral da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), Feliz Malate à frente do Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas (IPEME), Luís Fazenda como director-geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) e Hilário Pereira, que assume a direcção da Administração Regional de Águas do Centro (ARA-Centro).

A Primeira-Ministra salientou que a escolha destes líderes deve-se à sua competência e responsabilidade em enfrentar os desafios de cada instituição. “Esperamos que a APIEX continue a consolidar o seu papel como porta de entrada para investimentos no nosso país. É crucial assegurar que os projectos aprovados sejam implementados em tempo útil. Devemos reforçar os mecanismos destinados à promoção de oportunidades de negócio e contribuir activamente para o processo de industrialização”, indicou.

Levi enfatizou, ainda, a importância de operacionalizar eficazmente as zonas económicas especiais, instrumentos essenciais para a redução gradual das importações e o aumento das exportações.

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“A IPEME representa a espinha dorsal da economia moçambicana, desempenhando um papel importante no desenvolvimento social. Este sector é vital para a criação de empregos e para estabelecer cadeias de valor essenciais”, acrescentou.

O novo director-geral da IPEME deverá, afirmava Levi, fortalecer com urgência a assistência técnica, expandir os incubadoras de negócios e mobilizar recursos financeiros para apoiar a modernização das pequenas empresas, onde reside o verdadeiro potencial para a diversificação económica.

Relativamente ao ICM, a Primeira-Ministra considerou que a entidade é crucial para a segurança alimentar, atuando como agente de comercialização agrícola de última instância e garantindo reservas estratégicas. “O director-geral do ICM deve modernizar a logística, a gestão e a comercialização de cereais, colaborando estreitamente com os sectores público e privado. Melhorar a compra, armazenamento e distribuição agrícola contribuíra para o fortalecimento das reservas alimentares nacionais e a estabilização dos preços no mercado interno”, sublinhou.

Por fim, Levi afirmou que a ARA-Centro deve continuar a garantir o acesso à água potável e proteger a infraestrutura essencial, implementando acções concretas para mitigar inundações e secas, preservar a qualidade da água e modernizar a infraestrutura hídrica.

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