O sector de Estradas de Moçambique está a realizar uma avaliação técnica do estado das pontes metálicas, que se encontram sob pressão devido ao excesso de carga de camiões que circulam pelos corredores nacionais e regionais.
Segundo Rubina Noormohamed, directora dos Serviços Centrais de Manutenção e Segurança Rodoviária na Administração Nacional de Estradas (ANE), o transporte excessivo de toros de madeira é uma das principais causas dos acidentes que ocorrem, especialmente em pontes localizadas no Centro e Norte do país.
“Noormohamed enfatizou que o excesso de carga representa um grande constrangimento, uma vez que retarda os investimentos em estradas prioritárias, já que o sector é frequentemente obrigado a realizar a reposição de pontes metálicas”, afirmou.
Esta situação não apenas acarreta custos significativos, cerca de 200 milhões de meticais para a substituição de uma ponte de 80 metros, mas também provoca interrupções nas vias, deixando várias vilas e localidades sem acesso rodoviário.
Face a este contexto, a directora apela aos automobilistas para respeitarem a capacidade máxima exigida nas travessias das pontes, de modo a salvaguardar a integridade destas infra-estruturas e assegurar a transitabilidade entre os diferentes pontos do país.
Adicionalmente, na presente época chuvosa, pelo menos oito pontes, quatro drifts e seis pontões encontram-se danificados, o que compromete ainda mais a circulação rodoviária. Noormohamed assinalou que a maioria dos principais corredores tem enfrentado problemas relacionados com o excesso de carga, especialmente no que diz respeito aos transportadores de inertes, o que resulta na diminuição da vida útil do asfalto.
As províncias de Maputo, Nampula e Cabo Delgado são as mais afectadas pela danificação das estradas devido ao excesso de carga, que pode reduzir a vida útil do pavimento em cerca de 40%, gerando assim um aumento considerável nos custos de manutenção.
















