Um empresário em Sofala expressou preocupações sobre a apreensão e subsequente venda em hasta pública de 400 metros cúbicos de madeira, avaliados em oito milhões de meticais, sem notificação formal do Tribunal Judicial do Distrito de Dondo.
A madeira, pertencente à empresa H & J, estava armazenada em Mafambisse, distrito de Dondo.
Silva Mário, administrador da H & J, comunicou à imprensa em Maputo que a apreensão ocorreu em Setembro do ano passado, supostamente sob um mandado do Tribunal Distrital de Dondo. Uma equipa composta pela Procuradoria do Distrito de Dondo, o Serviço Nacional de Investigação Criminal e a Polícia da República de Moçambique executou a apreensão, transportando a madeira para um local desconhecido.
Mário revelou que, apesar de investigações subsequentes, não foi encontrado nenhum processo judicial relacionado à apreensão. Ele afirmou que a empresa está a seguir o caso através de advogados, mas enfrenta dificuldades devido à ausência de um processo oficial.
A situação foi denunciada ao Gabinete Central de Combate à Corrupção e à Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA).
O empresário sente-se injustiçado, alegando que as autoridades se apropriaram ilegalmente da madeira, e busca recuperar a mercadoria. O jornal “Notícias” está a acompanhar o caso junto à Procuradoria Provincial de Sofala e fornecerá mais informações em breve.
















