Internacional Mais de 600 programadores do The New York Times entram em greve

Mais de 600 programadores do The New York Times entram em greve

Mais de 600 programadores informáticos e trabalhadores do suporte técnico digital do The New York Times iniciaram na segunda-feira uma greve, num momento crítico que antecede as eleições para a Presidência e o Congresso dos Estados Unidos. 

A greve foi convocada pelo sindicato Times Tech Guild, que representa também analistas de dados do prestigiado diário nova-iorquino.

Os trabalhadores decidiram avançar com a paralisação após intensas negociações com a administração da empresa que se prolongaram até ao último momento de domingo, mas que não resultaram em acordo. Entre as principais reivindicações apresentadas pelo sindicato destacam-se a inclusão de uma cláusula que proteja os trabalhadores de despedimentos sem justa causa, um aumento salarial e a implementação de uma política de igualdade de género, particularmente em relação às remunerações.

Como resultado da greve, estão agendados protestos diários em frente à sede do The New York Times, com início marcado para as 09:00 da manhã. Este movimento reivindicativo surge num contexto em que a informação assume um papel crucial, sublinhando a importância do jornalismo de qualidade em tempos de incerteza política.

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A actual contenda sindical não é inédita para o The New York Times, que já enfrentou críticas intensas no passado. Em Novembro do ano passado, milhares de manifestantes que apoiavam a causa palestiniana protestaram nas imediações da sede do jornal, expressando descontentamento com a cobertura favorável a Israel no conflito com o Hamas e a devastação da Faixa de Gaza. Além disso, questões relacionadas com a cobertura de temas como os direitos das pessoas transgénero levaram à rescisão de contractos por parte de alguns redactores e colunistas.

A repercussão destes conflitos internos parece refletir-se também na performance da empresa, com as suas acções a registarem uma queda de 6,7% nas últimas semanas. A situação continua a evoluir e aguarda-se uma resposta da direcção do The New York Times perante os desafios que se avizinham.

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