Destaque Sul-africano condenado a prisão perpétua por 90 violações, incluindo crianças

Sul-africano condenado a prisão perpétua por 90 violações, incluindo crianças

Um tribunal na África do Sul condenou Nkosinathi Phakathi a 42 penas de prisão perpétua por 90 violações, a maioria delas cometidas contra crianças, num caso que chocou o país desde a sua detenção, em 2021.

A decisão foi anunciada durante uma audiência transmitida ao vivo pelos principais canais de notícias sul-africanos, em 2022, onde o criminoso já havia sido condenado.

O juiz Lesego Makolomakwe, responsável pelo veredicto, descreveu como algumas das vítimas foram abordadas enquanto se dirigiam para a escola, vestindo os seus uniformes, enquanto outras se encontravam em casa a preparar-se para sair. Este padrão de ataques brutais contribuiu para o impacto devastador do caso na sociedade sul-africana.

Durante a sessão no tribunal de Palm Ridge, nos arredores de Joanesburgo, Phakathi, de 40 anos, manteve o rosto coberto por uma máscara cirúrgica, tentando esconder-se do olhar público.

As autoridades detalharam ainda como ele conseguiu enganar algumas das suas vítimas, fazendo-se passar por jardineiro, por alguém que precisava de reparar esgotos, ou como um funcionário municipal que alegava preencher documentos importantes para poder entrar nas casas das pessoas.

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Enquanto ouvia as sentenças, Phakathi permaneceu imóvel e sem reacção, com a cabeça deitada sobre os braços e apoiado em muletas, resultado de uma perna amputada após ter sido baleado pela polícia no momento da sua detenção.

Além dos 90 crimes de violação, Phakathi também foi condenado por forçar quatro outras pessoas a cometer violações, por obrigar uma criança a assistir a actos sexuais em três ocasiões, por 43 raptos, duas agressões e quatro roubos. O juiz destacou a frieza com que os crimes foram cometidos, sem sinais de arrependimento por parte do criminoso.

A África do Sul enfrenta níveis alarmantes de criminalidade, com um aumento contínuo da violência sexual. Entre Abril e Junho de 2024, foram registados 9.309 casos de violação, um aumento de 0,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da polícia.

Esta situação tem levado a uma crescente onda de críticas por parte de activistas dos direitos das mulheres, que acusam o governo de não implementar medidas suficientemente eficazes para combater a violência de género e proteger as mulheres e crianças.

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