A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou, na segunda-feira, a abertura de um processo-crime contra o candidato presidencial Venâncio Mondlane e os seus apoiantes, em resposta a incidentes violentos que perturbaram a ordem pública na província de Nampula.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do comando-geral da PRM, Orlando Mudumane, revelou que a decisão de avançar com o processo se deve a crimes graves, incluindo o incêndio do posto policial de Chalaua e o apoderamento de uma arma de fogo do tipo AK-47. Estes actos, segundo Mudumane, causaram um alvoroço significativo não só no distrito de Moma, mas também em toda a província de Nampula.
O porta-voz da polícia sublinhou a determinação das autoridades em manter a ordem e a segurança públicas, apelando à população para evitar a adesão a actos de violência e vandalismo. “A PRM continuará a trabalhar incansavelmente para garantir a paz e a segurança em Moçambique”, afirmou Mudumane, reafirmando o compromisso da corporação em prevenir futuras ocorrências de desordem.
A situação levanta preocupações sobre a estabilidade política no país, à medida que se aproxima o período eleitoral. As autoridades apelam a todos os cidadãos para exercerem os seus direitos de forma pacífica e responsável, sem recorrer a actos que possam comprometer a tranquilidade pública.
A PRM mantém-se vigilante e pronta para intervir em qualquer situação que ameace a segurança e a ordem social, reafirmando que a lei será aplicada com rigor a todos os responsáveis pelos recentes incidentes.